sexta-feira, 19 de novembro de 2021

Lei estadual Nº 902, de 19/11/1953: Criação do Distrito de São Fernando (no Município de Caicó)


LEI Nº 902, de 19 de novembro de 1953. 

Cria o Distrito de São Fernando, no Município de Caicó, deste Estado. 

O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE: 
Faço saber que o Poder Legislativo decreta e eu sanciono a seguinte lei: 

Art. 1º - É criado o Distrito de São Fernando, no Município de Caicó, deste Estado, tendo como séde a atual povoação de São Fernando, que fica elevada a categoria de Vila. 

Art. 2º - Os limites do Distrito de São Fernando, são os seguintes: partindo dos limites entre os Municípios de Caicó e Jucurutú, do ponto de cruzamento desta linha divisória com a estrada de rodagem, segue pelo meio dessa rodagem até o meio-leito do rio "Seridó", nas proximidades da cidade de Caicó; daí continuando pelo mesmo leito, do dito rio abaixo até a meia-fós do rio "Sabugi", de onde prossegue pelo meio-leito do aludido rio "Sabugi" acima, até o ponto equivalente á metade do leito da ponte integrante da estrada de rodagem Caicó e Jardim de Piranhas; deste último ponto, continúa pelo meio-leito da aludida rodagem até atingir a linha divisória dos municípios de Caicó e Jardim de Piranhas; deste ponto segue pela linha divisória dos ditos municípios de Caicó e Jardim de Piranhas até alcançar os limites de Caicó e Jucurutú, de onde finalmente, prossegue pela mesma linha até atingir o cruzamento da referida rodagem em construção pelo mesmo Departamento Nacional de Estradas e Rodagens e que serve de ponto inicial destes limites. 

Art. 3º - A instalação do Distrito de que trata esta Lei será em 1º de Janeiro de 1954, revogadas as disposições em contrário. 

Natal, 19 de Novembro de 1953. 
65º da República 

SILVIO PIZA PEDROZA
Lélio Augusto Soares da Câmara

Fonte: Arquivo Público de Caicó.

quinta-feira, 18 de novembro de 2021

OAB-RN realiza eleições para o triênio 2022-2024

Candidatos à presidência da OAB-RN. Imagem: reprodução.

As eleições da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio Grande do Norte (OAB/RN) acontecem nesta sexta-feira (19) em todo o estado.

Ao todo, 6.955 advogados e advogadas estão aptos a votar e escolher a nova diretoria da Seccional Potiguar, da direção da Caixa de Assistência dos Advogados (CAARN) e das Subseccionais, além dos conselheiros para o triênio 2022/2024.

Em Natal, a votação acontece no campus do Centro Universitário do Rio Grande do Norte (UNI-RN), enquanto no interior será nas sedes das Subseccionais de Assu, Caicó, Currais Novos, Goianinha, Macau, Mossoró e Pau dos Ferros. O pleito será das 9h às 17h.

Cinco chapas estão concorrendo para a diretoria da OAB/RN: “OAB no Rumo Certo” (Chapa 10), “Identidade OAB” (Chapa 20), “Somos Iguais, Somos OAB” (Chapa 30), “Liberta OAB” (Chapa 50) e “Por Uma Ordem Progressista” (Chapa 80).

Para registro, as chapas tiveram que atender um Ato Normativo que estabeleceu regras para o cumprimento de cotas de gênero e racial, atendendo ao percentual de 50% para candidaturas de cada gênero, entre titulares e suplentes, e, ao mínimo, de 30% de advogadas negras e de advogados negros.

Na sexta-feira, os advogados e advogadas devem comparecer aos seus locais de votação portando um documento de identificação oficial com foto (RG, passaporte, carteira de trabalho, CNH e carteira da Ordem). Por causa dos protocolos sanitários para impedir a disseminação da covid-19, será exigido o uso de máscara de proteção facial para acesso ao local de votação, além de ser recomendado que sejam evitadas aglomerações após o ato de votar

Confira as chapas inscritas: 

Conselho Seccional

• Chapa OAB NO RUMO CERTO. Aldo de Medeiros Lima Filho. Número 10
• Chapa IDENTIDADE OAB. Magna Letícia de Azevedo Lopes Câmara. Número 20
• Chapa SOMOS IGUAIS, SOMOS OAB. Marcelo Henrique de Sousa Torres. Número 30
• Chapa LIBERTA OAB. Fernando Pinto de Araújo Neto. Número 50
• Chapa POR UMA ORDEM PROGRESSISTA. Elisângela Fernandes da Silva. Número 80

Subsecção de Assú
• Chapa UNIDOS PELA ADVOCACIA. Diego Meira de Souza. Número 11
• Chapa LUTA E COERÊNCIA. Ivanaldo Paulo Salustino e Silva. Número 12

Subsecção de Caicó
• Chapa UNIR PARA AVANÇAR. Kalina Leila Nunes Mendes Medeiros. Número 21

Subsecção de Currais Novos
• Chapa A ORDEM É AVANÇAR. Thaiz Lenna Moura da Costa. Número 35

Subsecção de Goianinha
• Chapa COMPROMISSO OAB! Janaína Rangel Monteiro. Número 41
• Chapa OAB UNIDA E NOSSA. Rayonara de Souza Bernardo. Número 42

Subsecção de Macau
• Chapa UNIÃO PELA ORDEM. André Luís Fernandes Ximenes. Número 5

Subsecção de Mossoró
• Chapa TODOS JUNTOS OAB. Vânia Furtado de Araújo. Número 61
• Chapa RESGATE E RESPEITO. Hermeson de Souza Pinheiro. Número 62
• Chapa OAB PRA FAZER MAIS. Luiz Carlos Batista Filho. Número 63

Subsecção de Pau dos Ferros
• Chapa OAB SEGUE FORTE E ATUANTE. Klinton Correia Rocha. Número 71.

João Câmara vai ganhar título de “Capital Nacional dos Ventos”

Graças à produção de energia eólica, João Câmara (RN) pode tornar-se Capital Nacional dos Ventos. 

A Comissão de Educação do Senado aprovou nesta quarta-feira (18), o projeto do Senador Jean (PT-RN) que confere ao município de João Câmara o título de “Capital Nacional dos Ventos”. A proposta segue agora para exame pelo Plenário do Senado.

O Projeto de Lei n° 3682, de 2020, foi relatado pelo Senador Styvenson Valentim (PODEMOS-RN). Em seu relatório, Styvenson destaca que o Rio Grande do Norte “é o estado líder em geração de energia eólica no Brasil, com 177 usinas eólicas em funcionamento e potência instalada de mais de 6 gigawatts. Neste cenário, o município de João Câmara se destaca. Localizado na região do Mato Grande, João Câmara possui a maior quantidade de aerogeradores por metro quadrado do Brasil”.

A cidade de João Câmara possui um total de 29 parques eólicos, que abrigam 327 aerogeradores. A importância da atividade é tamanha na região que, segundo dados do IBGE, de 2008 a 2012, houve um aumento de 90% no PIB do município. No ranking do PIB per capita estadual, a cidade subiu 40 posições entre 2010 e 2018, saltando do 48º para o 7º lugar. A atividade gera emprego e renda para o município e ajuda no desenvolvimento não somente da região, mas de todo o estado do Rio Grande do Norte. João Câmara, atualmente, é a 10ª cidade que mais recolhe impostos no estado.

A Senadora Zenaide Maia (Pros-RN) uniu-se nos elogios à iniciativa e lembrou que o estado tem vocação para este tipo de atividade e que é necessário se rediscutir a sistemática de recolhimento de impostos de forma a que os municípios possam ter acesso a um pouco mais da riqueza gerada pela energia eólica.

Para o Senador Jean, autor do projeto, o reconhecimento à João Câmara pelo Congresso Nacional como “Capital Nacional dos Ventos” tem um sabor especial. Cerca de 20 anos atrás, ele foi responsável por estruturar o Plano Estadual de Energia na gestão da então governadora Wilma de Faria. Foi a partir desse trabalho que o estado começou a desenvolver seu potencial que o transformaria no campeão nacional em geração de energia eólica.

Segundo Jean, a região do Mato Grande é uma das mais promissoras do país na geração de energia eólica e já é uma das que mais concentra turbinas eólicas em todo o mundo. “Isso só foi possível porque a população, os seus gestores, os legisladores municipais aceitam e recepcionam essa indústria e esses investimentos de forma integrada. Isso gera emprego e investimentos na economia local já que ⅓ de tudo o que é investido em um parque eólico é gasto em compras locais”.

O Senador pelo Rio Grande do Norte fez questão de lembrar que João Câmara se transformou hoje num polo exportador de mão de obra para todo o mundo graças a essa indústria. Segundo ele, profissionais formados pelo IFRN ocupam hoje postos de destaque nas áreas tecnológica e de gestão em empresas de todo o mundo.

“Essa indústria ainda tem muito espaço para crescer em nosso estado e vai gerar reflexos para toda a sociedade potiguar. Em breve, nossa região deve se tornar uma potência também na geração de energia eólica offshore e vamos ter uma nova onda de desenvolvimento, oferta de empregos e crescimento do PIB estadual com reflexos em setores como a educação, hotelaria e serviços locais”, defendeu Jean.

Lei Nº 11.013/2021: Reconhece como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do RN, a Festa de Nossa Senhora da Apresentação, padroeira do município de Natal.


RIO GRANDE DO NORTE

LEI Nº 11.013, DE 17 DE NOVEMBRO DE 2021.

Reconhece como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Rio Grande do Norte, a Festa de Nossa Senhora da Apresentação, padroeira do município de Natal.

A GOVERNADORA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE: FAÇO SABER que o Poder Legislativo decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Fica considerado como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Rio Grande do Norte, a Festa de Nossa Senhora da Apresentação, padroeira do município de Natal.

Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio de Despachos de Lagoa Nova, em Natal/RN, 17 de novembro de 2021, 200º da Independência e 133º da República.

FÁTIMA BEZERRA
Governadora

*Publicado no Diário Oficial do Estado em 18 de novembro de 2021.

terça-feira, 16 de novembro de 2021

Assembleia Legislativa aprova Festa da Padroeira de Natal como Patrimônio Cultural do RN

(Foto: Nadja Alves)

A Assembleia Legislativa do RN aprovou, na manhã desta terça-feira (16), o Projeto de Lei que considera a festa de Nossa Senhora da Apresentação, a padroeira do município de Natal, como patrimônio cultural imaterial do Estado. A proposta, de autoria do deputado estadual Ubaldo Fernandes (PL), segue agora para sanção governamental.

“A história da Padroeira de Natal, Nossa Senhora da Apresentação, baseia-se na tradição oral. Não há um documento registrando a chegada da sua imagem às margens do Rio Potengi. É importante salientar que Nossa Senhora da Apresentação é a Padroeira desde os primórdios da vida cristã da comunidade Natalense”, destaca o Projeto de Lei.

Os festejos em honra de Nossa Senhora da Apresentação acontecem no período de 11 a 21 de novembro. As celebrações religiosas acontecem na Matriz de Nossa Senhora da Apresentação (antiga Catedral) e na Catedral Metropolitana. Dentro da programação religiosa, uma atividade que aglomera milhares de fiéis é a "Missa da Pedra do Rosário", celebrada à beira do Rio do Potengi, local onde a imagem apareceu. A missa é celebrada às 5 horas da manhã.

Museus da região do Alto Oeste Potiguar: Museu Cultural Francisca Dantas de Morais (Major Sales/RN)



Museus da região do Alto Oeste Potiguar

O Museu Cultural Francisca Dantas de Morais fica localizado no município de Major Sales/RN. Foi criado no ano de 2003, nascido do sonho da Mestra de Cultura Popular Francisca Dantas de Morais (D. Francisquinha – In Memória), uma das maiores incentivadoras da cultura do município.

O acervo do Museu é composto não somente da história do município, mas também da história de vida e trabalho de D. Francisquinha, que deixou um legado documentado importante que serve como subsídio para a história do município e região.

Uma das pessoas que está a frente da equipe do Museu é dona Fátima Morais, filha de dona Francisquinha, que, assim como a mãe, segue trabalhando em prol das memórias e cultura do município.

Está na região do Alto Oeste Potiguar? Então não deixe de conhecer o Museu Cultural Francisca Dantas de Morais de Major Sales/RN. Um espaço de preservação do saber popular da ancestralidade, da transversalidade entre cultura e a educação formal e de exposições com visitas guiadas. 

Tem Museus, histórias, memórias e muita cultura na região do Alto Oeste Potiguar.

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segunda-feira, 15 de novembro de 2021

Caminhada retrata história e cultura de Natal através das religiões

Caminhada histórica reuniu mais de 200 pessoas em Natal — Foto: Anna Alyne Cunha/Inter TV Cabugi

Uma caminhada com mais de 200 pessoas percorreu 15 pontos do centro histórico de Natal na manhã desta segunda-feira (15), feriado da Proclamação da República.

A "Caminhada Espaços Sagrados", promovida pela Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN), mostrou diversos pontos históricos do município, buscando resgatar e contar a história de Natal através das religiões.

"A ideia é exatamente conhecermos a cidade, o que por incrível que pareça é algo complexo e que cada vez as pessoas conhecem menos. Mas não basta isso, a gente conhece a cidade a partir de como as religiões influenciam a cidade: desenham ruas, constituem instituições, definem formas de ver a cidade, de se relacionar com ela e com a cidade", explicou a coordenadora do projeto, a cientista social Irene Vandemberg.

"Não é uma caminhada religiosa. É uma caminhada que traz referências científicas, das ciências humanas, da história, da antropologia, da sociologia para entender o fenômeno religioso na cidade de Natal. No caso, no espaço do centro histórico".

Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, em Natal RN Rio grande do Norte — Foto: Anna Alyne Cunha/Inter TV Cabugi

Ao todo, foram quatro horas de caminhada e cerca de 3 quilômetros andados pelo centro histórico de Natal. A caminhada saiu da Praça das Mães, na subida da Ribeira para a Cidade Alta, e terminou no Cemitério do Alecrim.

O projeto surgiu como uma extensão do curso de teologia da UERN, que tem como base Natal. "Um familiar pedia pra vir, um amigo, a gente foi abrindo e foi uma adesão muito bacana", explicou Irene Vandemberg.

Entre os pontos visitados, estava a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, que tratou da presença negra em Natal, "que é um página pouco falada", disse a coordenadora do projeto, além de contar história de escolas católicas e protestantes do município, festejos populares e devoção.

Um desses pontos visitados foi a Sinagoga Braz Palatnik, na Cidade Alta. "Eu passava por essa rua e nem sabia que tinha uma rua aqui", disse o contador Arlian do Nascimento, que participou da caminhada.

"Eu passava pela igreja e conhecia o cartório que tinha em frente, mas não conhecia a igreja. Temos que ter um ponto de vista mais lento, mais devagar para conseguir conhecer nossa cidade. Tem muita coisa por aqui".

Caminhada contou a história de Natal através das religiões — Foto: Anna Alyne Cunha/Inter TV Cabugi

São lugares que boa parte da população não conhece e que eu considero importante conhecer e viver. O projeto chama memórias religiosas, mas a gente vai ativar na verdade essas memórias que não existiam na nossa vida", pontua a professora Denise Araújo, uma das organizadoras do evento.

A caminhada terminou no Cemitério do Alecrim, o mais antigo da capital potiguar.

Por G1/RN

De Província à Estado: o RN no contexto do golpe republicano de 1889

Pedro Velho se tornou o maior líder político do RN após o golpe republicano (Foto: reprodução)

*Por Bruno Barreto

Há 132 anos o Brasil deixava de ser a única monarquia do continente americano e passava a ser uma República como seus vizinhos.

Nesta data o Rio Grande do Norte deixava de ser uma Província pobre para se tornar um Estado na mesma condição econômica.

O que mudou foi o poder que passou para uma nova elite que se misturou com uma parte da que dominava o RN nos últimos anos do Império.

As primeiras notícias sobre o golpe republicano chegaram através de telegramas assinados José Leão e Aristides Lobo, potiguares que residiam no Rio de Janeiro onde a história era descrita.

Todos pegos de surpresa ficaram meio sem saber o que fazer nas primeiras horas até que o último presidente provincial Antônio Basílio Ribeiro Dantas formou uma junta composta por chefes republicanos que indicou Pedro Velho de Albuquerque Maranhão chefe do governo provisório no RN no dia 17 de novembro. Nesta etapa de transição ele ficaria pouco tempo no cargo.

A mudança de regime ocorreu de forma pacífica no Rio Grande do Norte, sem a necessidade de envolvimento de militares, inclusive. “A República na província potiguar nascia tranquilamente, como se fosse a transmissão formal de cargo de um partido para outro, de acordo com a praxe imperial, e não uma mudança radical de um regime por outro, por definição, totalmente diferente”, afirma o professor Almir Bueno no livro Visões de República: ideias e práticas políticas no Rio Grande do Norte (1980-1895).

Diferente do que ocorreu em nível nacional, a chegada da República no Rio Grande do Norte teve protagonismo dos civis.

A costura política foi feita através de acordos entre elementos dos antigos partidos Liberal, Conservador e Republicano, inclusive com o acolhimento de ex-monarquistas.

A principal autoridade militar no RN era Felipe Bezerra Cavalcanti, que segundo Câmara Cascudo, em citação de Almir Bueno, teria recebido ordens de Benjamim Constant para empossar elemento local de confiança na chefia do governo.

Ele teve a oportunidade de assumir o governo provisório no Estado como aconteceu em outras unidades, mas não nutria ambições políticas e se julgava incapaz para o cargo.

“O fato é que no Rio Grande do Norte desde o início, os civis, republicanos e adesistas, controlaram a transição política para a República, confirmando a tradição civilista predominante na elite política imperial”, frisa Almir Bueno.

A seguir alguns tópicos da construção do Estado do Rio Grande do Norte Republicano.

Movimento republicano do RN nasce em Caicó

Nas vésperas do golpe republicano, o Rio Grande do Norte era uma província frágil, economicamente dependente e uma sociedade agrária e conservadora. Nada muito diferente dos seus vizinhos do que na época era chamado de “Norte”.

Somente 3.941 potiguares tinham direito ao voto, o que correspondia a apenas 1,4% da população na época.

As eleições nos tempos do imperador no RN eram marcadas pela corrupção e clientelismo.

Foi nesse contexto que surgiu o movimento republicano por estas bandas. Forjado no país a partir do manifesto republicano de 1870 e depois em 18 de abril de 1973 durante a Convenção de Itu, o Partido Republicano nunca foi dominante nas eleições. A agremiação estava concentrada nos atuais estados dos Sul e Sudeste enquanto que no “Norte” (que congregava os atuais Norte e Nordeste) só havia Partido Republicano formalizado no Rio Grande do Norte e em Pernambuco no dia do golpe republicano.

Ainda assim o movimento no RN era fraquíssimo se comparado com Pernambuco, que tinha uma tradição republicana que remonta as primeiras décadas do Século XIX.

Mossoró, protagonista no movimento abolicionista, teve participação apagada na defesa da mudança de regime. No interior do Estado esse protagonismo ficou com a então cidade de Vila do Príncipe, atual Caicó.

A cidade estava em decadência econômica nos anos 1880, mas detinha muita força política através dos grupos rivais lideradas pelas famílias Batista (Conservadores) e Medeiros (Liberais).

O protagonismo caicoense no movimento republicano pode ser representado na figura do jornalista Janúncio da Nóbrega Filho, redator da primeira coluna republicana em jornal monarquista no RN. Ele escrevia nas páginas de “O Povo”.

O peso do movimento republicano na então Vila do Príncipe se deu através da influência de fazendeiros seridoenses que estavam insatisfeitos com a decadência econômica da região.

A antecipação do republicanismo de Caicó em relação à capital também se deu pelo investimento que a elite agrária fez na educação dos filhos que eram enviados para estudar em grandes centros urbanos onde conheciam as ideias republicanas como explica Almir Bueno:

“Aparentemente surpreendente, dentro dos marcos dessa sociedade tradicional, foi a decisão de alguns fazendeiros da região, que teria uma importante consequência no desenvolvimento republicano seridoense, a ponto de fazê-lo antecipar-se ao próprio republicanismo da capital. Com efeito, apesar de serem constantemente criticados pela falta de iniciativa e pelo espírito rotineiro e infenso ao progresso e à modernização, esses sertanejos tomaram uma atitude à primeira vista contraditória com a imagem de conservadorismo que tinham: em meados da década de 1880, enviaram seus filhos para estudar fora, não apenas nos seminários de formação religiosa, como era comum, mas principalmente nas faculdades de direito do Recife e medicina na Bahia”.

Entre esses jovens estava Janúncio da Nóbrega que fundou o primeiro núcleo republicano no Rio Grande do Norte em 1886 quando tinha apenas 17 anos. Mais tarde esse grupo seria chamado de Centro Republicano Seridoense.

Para Almir Bueno o pioneirismo do Seridó em relação a Natal se deu também pela falta de tradição de independência da capital, bem diferente dos coronéis sertanejos.

A influência dos potiguares emigrados no movimento republicano

Como demonstramos no caso de Janúncio Nóbrega foi através do envio de jovens da elite para estudar nos grandes centros do país que as ideias republicanas chegaram ao Rio Grande do Norte.

Em Recife, o Janúncio conheceu o natalense Braz Mello e os dois integraram o movimento republicano na capital pernambucana, inclusive assinando um manifesto.

Eles conheceram e se tornaram discípulos do líder republicano incendiário Silva Jardim, que pregava a execução da família imperial.

No Rio de Janeiro, João Avelino e José Leão eram os contatos com os republicanos do RN. Eles faziam parte de uma pequena colônia de 2.104 potiguares que habitavam a corte.

A eles se juntavam Daniel Ferro Cardoso e Tobias do Rego Monteiro, que se tornaria braço direito de Rui Barbosa e opositor da oligarquia Maranhão nos primeiros anos da República.

Mas o mais famoso republicano potiguar seria Pedro Velho de Albuquerque Maranhão, que se formou em medicina no Rio de Janeiro de 1881. Primeiramente ele se dedicou à causa abolicionista e só depois se entregou ao republicanismo. Somente no final de 1888 e após hesitar bastante ele decidiu se colocar a frente do movimento republicano no RN.

Ele fundaria o Partido Republicano do Rio Grande do Norte em janeiro de 1889, seria o primeiro governador do Estado e líder da oligarquia Albuquerque Maranhão que ficaria a frente dos destinos dos potiguares por quase 30 anos.

Os primeiros anos da República no RN e a primeira oligarquia

A chegada da República alterou a forma como os representantes políticos se elegiam. O novo regime acabou com o voto censitário que se baseava em critérios de renda.

Passavam a votar todos os homens alfabetizados com idade acima de 21 anos. O voto de cabresto foi a fórmula encontrada pela elite agrária para se manter no poder.

O comando do RN ficou nas mãos de políticos do Seridó e da capital. Seria Pedro Velho de Albuquerque Maranhão o maior beneficiário da troca de regime, mas para se consolidar e fundar a primeira oligarquia familiar no RN republicano foi necessário enfrentar alguns percalços.

O primeiro governador do Rio Grande do Norte assumiu a função de forma provisória de curta duração. Foi acusado de perseguir adversários pelo jornalista Hermógenes Tinôco na Gazeta do Natal.

Pedro ficaria na chefia de governo por apenas 20 dias sendo substituído pelo paulista Adolfo Gordo, mudança que foi considerada um ato de desprestígio do Governo Provisório com a elite política potiguar. Essa passagem pelo cargo foi tumultuada e ele seria substituído em 8 de fevereiro de 1890 pelo também paulista Joaquim Xavier da Silveira Junior que embora viesse de fora era afinando com Pedro Velho.

Silveira Junior soube fazer acomodações políticas nomeando Pedro Velho 1º vice-governador ficando no cargo até o mês de setembro. Foi nesse período que ele conseguiu formar a chapa vencedora para compor a Constituinte. Passada a eleição, Silveira Junior deixou o Governo para o vice, Pedro Velho, até que um novo governador fosse nomeado. O escolhido foi João Gomes Ribeiro, um sergipano com atuação política abolicionista e republicana em Alagoas. Ele tomou posse em novembro de 1890 para concluir o processo de transição. A relação política dele com a elite política potiguar não foi das melhores e ele montou uma equipe com adversários de Pedro Velho.

O líder político potiguar conseguiu virar o jogo menos de um mês depois obtendo a troca de João Gomes pelo juiz Manuel do Nascimento Castro e Silva.

Em menos de um ano, Pedro Velho derrubara dois governadores, mas ele passaria os meses seguintes em situação de desprestígio com o poder central por ter votado em Prudente de Morais na eleição que manteve Deodoro da Fonseca pela via indireta no poder.

Somente em 12 de julho de 1891 o primeiro governador constitucional do RN seria eleito. Miguel Castro, um deputado federal, foi escolhido pelos deputados estaduais em um pleito indireto.

A queda de Deodoro da Fonseca permitiu a ascensão de Pedro Velho que liderou um golpe para derrubar Miguel Castro em 28 de novembro de 1891 com a ajuda de tropas militares e correligionários armados.

Foi montada uma junta governativa liderada pelo Coronel Lima e Silva que permaneceu no poder até a eleição indireta de Pedro Velho pela Assembleia Legislativa em 31 de janeiro de 1892. A posse ocorreu em 28 de fevereiro daquele ano.

“O período em que Pedro Velho esteve a frente do governo estadual, porém não foi fácil, como poderia parecer à primeira vista. A oposição, normalmente dividida em correntes irreconciliáveis por motivos que vinham do Império, constatando não ter chances eleitorais reais, passou a apostar que só uma solução golpista, ao sabor das alterações da conjuntura nacional, poderia proporcionar-lhe a volta ao poder”, afirma o pesquisador Almir Bueno.

Ainda assim Pedro Velho elegeria o sucessor Joaquim Ferreira Chaves 1895. Este seria o primeiro governador do RN eleito pelo voto direto. Pedro Velho permaneceria no Senado até morrer em 9 de dezembro de 1907. Ele fundou a primeira oligarquia familiar do Estado elegendo o irmão Alberto Maranhão e o genro Tavares de Lyra governadores.

Por 16 anos Fabrício Gomes de Albuquerque Maranhão, um de seus irmãos, foi presidente da Assembleia Legislativa, então conhecida como Congresso Estadual.

A oligarquia Albuquerque Maranhão dominaria o RN por quase 30 anos quando foi sucedida pela liderança política de José Augusto Bezerra de Medeiros, do Seridó, região pioneira no movimento republicano. Ele ascendeu ao poder turbinado pela força da economia algodoeira.

Para saber mais sobre o nascimento da República no Rio Grande do Norte sugerimos a leitura das fontes pesquisadas para esta reportagem:

BUENO, Almir de Carvalho. Visões de República: ideias e práticas no Rio Grande do Norte (1880/1895). Natal: Edfurn – editora da UFRN, 2002.

MONTEIRO, Denise Mattos. Introdução à História do Rio Grande do Norte – 4 Ed. – Natal, RN: Flor do Sal, 2015.


Morre a professora Gracinha Alves, ex-vereadora e ex-vice-prefeita de Riachuelo/RN


Dona Gracinha Alves, professora aposentada, ex-vereadora e ex-vice-prefeita da cidade de Riachuelo(na região do Potengi), faleceu aos 72 anos, na noite do último domingo(14/11). 

Nascida em 11 de janeiro de 1949, Maria das Graças Alves de Melo(D. Gracinha) trabalhou como professora das redes municipal e estadual de ensino, em Riachuelo. Era filha do saudoso líder político José Alves de Lima, que ocupou o cargo de vereador em São Paulo do Potengi por três mandatos(1955-1959; 1959-1963; e 1963-1967); e exerceu o cargo de prefeito da cidade de Riachuelo por 2(dois) mandatos: 1970-1973 e 1977-1980.

Dona Gracinha era casada com o ex-vereador José Fagundes de Melo(eleito para as legislaturas 1977-1983 e 1983-1988). 

Em 1996 ela também ingressou na vida pública do município, elegendo-se vereadora pelo PL, com 205 votos, atuando na legislatura 1997-2000. No pleito de outubro de 2000, foi eleita vice-prefeita na chapa encabeçada pelo ex-prefeito José Marcílio Pessoa, ocupando o cargo de 2001 a 2004. 

Em 2004 a professora Gracinha concorreu ao cargo de prefeita pelo PMDB, conquistando 1.568 votos,  perdendo a disputa para o ex-prefeito Júnior Bernardo. Mas, seu nome ficou registrado na história do município, sendo a primeira mulher a disputar o respectivo cargo. 

Ela era mãe do ex-vereador Jorllan Karderk(eleito em 2008, 2012 e 2016) e do atual vereador Washington Alves(eleito em 2020). 

*Fatos do RN.

sábado, 13 de novembro de 2021

Dia Estadual do Forró: Conheça a trajetória de Elino Julião


Dia Estadual do Forró - 13 novembro - foi sancionado por meio da Lei Elino Julião (nº 10.908 – autoria do deputado estadual Francisco do PT), em 21 de maio, pela governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra. A data alude ao dia do nascimento de Julião, natural de Timbaúba dos Batistas (RN).

O homenageado se tornou referência da música e da cultura popular do Nordeste em todo o país.

Trajetória: 

Elino Julião nasceu em 13 de novembro de 1936, no quente sertão do Seridó, na cidade de Timbaúba dos Batistas/RN. Filho de Sebastião Pequeno, tocador de cavaquinho e concertina. Foi menino butador d'água junto ao seu estimadíssimo jumentinho “Moleque”, no sítio Toco.

Desde menino, Elino cantalorava batendo numa lata as modinhas que aprendia na festa de Sant'Ana em Caicó/RN. Na casa grande da fazenda, onde se reuniam os moradores da redondeza, Elino Julião fazia a alegria da rapaziada.

Costumava sair da fazenda descalço e a pé, rompendo 18km de caatinga para bater a famosa “peladinha” em frente à igreja de Sant'Ana na cidade de Caicó e articular-se, claro, para cantar na sede do Caicó Esporte Clube, no domingo à tarde.

Aos 14 anos, saiu do Seridó e foi para Natal escondido no caminhão de Artur Dias, comerciante local. Na capital, foi morar com uma tia nas Quintas. E imediatamente, procurou espaço para sua música; o que encontrou no programa Domingo Alegre, de Genar Wanderlei.

Conseguiu espaço e reconhecimento cantando músicas de Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro e outros. Também frequentou o animado Forró da Coréia, forró esse que o inspirou a compor um dos seus grandes sucessos: “O forró da Coréia”.


Em uma das suas apresentações no rádio, conheceu Jackson do Pandeiro, que o convidou a fazer parte de sua banda. Mas Elino tinha de prestar serviço militar e assim o fez. Após sair das Forças Armadas voltou a procurar Jackson, com quem foi morar e trabalhar no Rio de Janeiro.

Como ritmista de Jackson, se apresentou nas rádios, TVs do Brasil inteiro. Foi na casa de Jackson, que Elino compôs suas primeiras músicas. Gravando seu primeiro disco em 1961, na gravadora Chanticlê. Em seguida, Jackson o levou para a Phillips, por onde lançava seus discos.

Na Phillips gravou os primeiros sucessos: Puxando Fogo e Xodó do Motorista, que se transformaram em hits. Antes suas composições já faziam sucesso. Entre elas Rela Bucho, na voz de Sebastião do Rojão. Com o sucesso, foi convidado para a CBS (Sony), permanecendo por 23 anos.

Com o sucesso foi convidado para trabalhar em São Paulo, junto a Pedro Sertanejo, onde permaneceu por 6 anos, até se unir a Luiz Gonzaga, que o convidara para ser seu ritmista. Com o rei do baião Elino fica por três anos. E em 86, Julião e outros artistas do gênero saem da CBS.

Elino e Jackson do Pandeiro

A verdade é que não dava para viver apenas de cantoria, por isso Elino garimpa informações para a então jornalista Raquel de Queiroz e vendia composições e encampa várias parcerias: Dominguinhos, Genival Lacerda, Jacinto Silva, Marines e Trio Nordestino são algumas.

Durante sua brilhante carreira, o forrozeiro Elino Julião se consagrou como um ritimista do São João. Entretanto, o que se pode perceber na sua vasta discografia é que Elino foi um artista de múltiplas faces, um cantor plural, que soube passear por diferentes estilos e ritmos, sendo intérprete de muitas letritas e também apresenta suas próprias composições. O tema preferido é mesmo o São João, mas também se destacam as composições sobre as mulheres, o amor e seu saudoso Seridó. Dentre as obras musicais que mereceram destaque na voz de Elino Julião, estão: 
- O Rabo do Jumento / Siri..Siridó / Xodó de Motorista / Meu cofrinho de amor / Na Sombra do Juazeiro / Puxando Fogo. 

Elino trouxe no sangue as raízes do autêntico “forró pé de serra”, registrou e divulgou a cultura e as tradições dos folguedos populares nordestinos. A partir de uma vasta obra musical que inclui verdadeiros hinos do forró.

Foi o próprio Elino que revelou em entrevista que o contato com a mídia radiofônica durante as vezes que saía do sítio para a cidade foi uma inspiração para iniciar sua carreira. Já em Natal, na Rádio Poti, em programas de calouros, teve o primeiro contato direto com a comunicação de massa. Daí por diante foi inevitável o desenvolvimento do ofício devido ao reconhecido talento para cantar e desde então Elino seguiu figurando entre as personagens da grande mídia, junto aos demais expoentes da música nordestina.

Discografia do mestre Elino Julião

Artista plural, que levou o canto do Seridó para o Brasil. Foram mais de 400 composições, 48 LP’s e 9 Cd’s em 43 anos de carreira. Para sua terra regressou em 1997, com o mesmo entusiasmo com que foi. Em Natal, o mestre de música nordestina fez sua eterna morada, em 2006, falecendo em 20 de maio após sofrer um aneurisma cerebral aos 69 anos. 

Fonte de Pesquisa: Encantos do Seridó: http://encantosdoserido.blogspot.com/p/elino-juliao.html

Confira algumas músicas do artista: 




Clístenes Gadelha é eleito Defensor Público-Geral do RN


A Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Norte (DPE/RN) definiu nesta sexta-feira (12) a lista destinada à escolha do Defensor Público-Geral do Estado para o biênio 2022/2023. O pleito elegeu o atual Subdefensor Público-Geral, Clístenes Mikael de Lima Gadelha, que recebeu um total de 90 votos.

Com a participação de 92 defensores públicos, a eleição aconteceu de forma presencial na Sede Administrativa da instituição em Natal, bem como no Prédio Sede do Núcleo de Mossoró. O processo foi conduzido, presidido e apurado por uma Comissão Eleitoral.

Após publicação no Diário Oficial do Estado, a lista deve ser encaminhada em até três dias úteis a Governadora Fátima Bezerra. A Governadora, então, irá dispor de 15 dias para decidir o novo Defensor Público-Geral do RN. Em caso de não pronunciamento dentro do prazo, será automaticamente investido do cargo o candidato mais votado.

O Conselho Superior dará posse, em sessão extraordinária, ao Defensor Público-Geral do Estado nomeado ou investido no cargo, em até trinta dias, prorrogável por igual período, a requerimento do interessado.

Fonte: DPE/RN

sexta-feira, 12 de novembro de 2021

Pela primeira vez, Instituto Histórico e Geográfico do RN será presidido por uma mulher

Primeira mulher é eleita para presidir o Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte

A comissão eleitoral do IHGRN, presidida por André Felipe Pignataro Furtado de Mendonça e Menezes e formada também pelos membros Carlos Roberto de Miranda Gomes e Antônio Alberto Cortez, apresenta o resultado das eleições realizadas hoje, dia 12 de novembro de 2021, para eleger a Diretoria que administrará o IHGRN no triênio 2022-2025. A posse está prevista, como de hábito, para a data do aniversário da instituição, em 29 de março de 2022.







Imagens: Maria Simões

A chapa, intitulada “Renovação”, é encabeçada pela advogada Joventina Simões, primeira mulher eleita para presidir o Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte. A chapa é formada pelos seguintes integrantes:

DIRETORIA: 
Presidente: Joventina Simões Oliveira
Vice-Presidente: Ormuz Barbalho Simonetti
Secretário-Geral: Renan Segundo de Pinheiro Pereira
Secretário-Adjunto: Francisco Alves Galvão Neto
Diretora Financeiro: Maria Elza Bezerra Cirne
Diretor Financeiro-Adjunto: Augusto Coelho Leal
Orador: Francisco Honório de Medeiros Filho
Diretor da Biblioteca, Arquivo e Museu: Pedro Simões Neto Segundo
Diretor da Biblioteca, Arquivo e Museu-Adjunta: Bernadete Batista de Oliveira
Diretor de Estudos Genealógicos: Sérgio Luiz Bezerra Trindade

CONSELHO FISCAL
Membro Titular: Francisco José Costa dos Santos
Membro Titular: Edgard Ramalho Dantas
Membro Titular: Tomislav Rodrigues Femenick
Membro Suplente: Manoel Marques da Silva Filho
Membro Suplente: Odúlio Botelho Medeiros

Intitulada Renovação, a chapa apresentou, dentre outras propostas para o Instituto, as seguintes:

- Reabertura do Museu do IHGRN até o primeiro semestre de 2022, desde que permitido por meio de decretos ou leis em âmbito municipal, estadual ou federal, em virtude da pandemia e em consonância com os protocolos de biossegurança estabelecidos pela instituição;
- Atrair o investimento público e privado para os projetos e as necessidades que se fizerem necessárias para a manutenção, preservação, salvaguarda e digitalização dos itens de nosso acervo, como também da própria existência da instituição e de seus prédios;

Joventina Simões, a primeira mulher presidente


Joventina Simões nasceu em Boquim, Sergipe, em 6 de abril de 1946, filha de Percílio Alves de Oliveira e de Esmeralda Lima Simões de Oliveira. Os primeiros estudos foram em casa, com professoras particulares, seguindo para o primeiro ginasial no Ginásio Santa Águeda, em Ceará-Mirim/RN, para onde a família havia se mudado quando ela era criança. O segundo grau cursou no Colégio Nossa Senhora das Neves em Natal, onde passou a residir.
Graduada em Direito/Ciências Jurídicas e Sociais pela UFRN e especialista em Direito Imobiliário e Habitacional, graduada em Língua e Civilização Francesa, com título concedido pela Université de Nancy I, França.

Em 2015, recebeu o título de cidadã ceará-mirinense. É membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Ceará-mirinense de Letras e Artes “Pedro Simões Neto” - ACLA, da qual, foi por dois mandatos presidente e é sua atual vice-presidente. É sócia efetiva do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte desde 2016 e ocupa atualmente a vice-presidência.

Sobre o IHGRN: 


O Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, fundado em 29 de março de 1902, é a mais antiga instituição cultural do Estado. Abriga a biblioteca, o arquivo e o museu mais longevos em atividade no solo potiguar. Promove exposições, palestras e atividades voltadas à manutenção e divulgação da cultura, história e geografia norte-rio-grandense e publica a sua revista desde 1903, sendo a mais antiga ainda em circulação no Estado.

Compreende entre os seus sócios figuras proeminentes do Estado, intelectuais, professores, artistas, jornalistas e profissionais liberais. Suas atividades são sustentadas pelos sócios e por recursos públicos mediante leis de incentivo à cultura e convênios. Também  conhecido como "Casa da Memória", o IHGRN está localizado na Rua da Conceição, N.° 622, Cidade Alta, em Natal, CEP 59025-270.

Boi Calemba e Congos de Combate viram patrimônio cultural imaterial de São Gonçalo do Amarante

“Boi-Calemba” é a versão potiguar do “bumba meu boi”, um auto popular que trata da morte e ressurreição de um boi. Foto: Prefeitura de SGA

Dois dos mais tradicionais grupos culturais de São Gonçalo do Amarante foram reconhecidos oficialmente como patrimônio cultural imaterial do município, o centenário Boi Calemba Pintadinho, do mestre Dedé Verissimo, e o Congos de Combate, de Santo Antônio do Potengi.

As leis 1.959 e 1.960 foram sancionadas pelo prefeito Paulo Emídio, após aprovação da Câmara Municipal, e publicadas no Jornal Oficial do Município (JOM), nesta quarta-feira 10.

“A cidade Berço da Cultura Popular do Rio Grande do Norte da mais um passo para perpetuar esses grupos, que fazem parte da história e identidade de São Gonçalo do Amarante”, destaca Abel Neto, presidente da Fundação Cultural Dona Militana.

Boi-Calemba

O “Boi-Calemba” é a versão potiguar do “bumba meu boi”. Também conhecido como Boi de Reis, é um auto popular que trata da morte e ressurreição de um boi. É composto por “enfeitados” e “mascarados”, divididos em Mestre, Galantes e Damas. Executando cantigas antigas, eles fazem a coreografia ao som da rabeca. O figurino é enfeitado com fitas coloridas e espelhos, proporcionando um interessante efeito visual. Os mascarados representam a parte cômica da dança. O trio formado por Birico, Mateus e a Catirina se apresentam usando roupas vermelhas, rostos pintados e se utilizam dos gestos e paródias dos galantes. Outras figuras integram a apresentação como a Burrinha, o Jaraguá e o Boi. Os instrumentos utilizados são a rabeca, o pandeiro e alguns instrumentos de corda, podendo ser substituídos pela sanfona.

Em São Gonçalo do Amarante-RN, o Grupo Boi Calemba Pintadinho é um dos grupos mais tradicionais do Rio Grande do Norte, possuindo mais de 100 anos de existência.

Congos

O congo é uma prática africana que foi adaptada no Brasil pelos escravos e filhos de escravos, que reúne não só elementos temáticos africanos, mas também ibéricos, cuja difusão vem do século XVII. No Brasil, os missionários católicos conseguiram conservar estas danças guerreiras e batizaram-nas introduzindo elementos do cristianismo. Os escravos, que na sociedade colonial constituíam-se simples instrumento de trabalho, tinham, graças à influência da igreja, a permissão de comemorar certos dias do ano, com festas, estes dias eram comemorados com a congada, permitida pelos patrões e pela igreja. A dança era incentivada pelas autoridades para manter a ordem nas senzalas. É que os negros se confortavam em assistir seus reis representados nas congadas. Não se tem ideia em que região brasileira surgiu à congada.

Representam uma “Embaixada da Rainha Ginga”, soberana africana ao Rei Cariongo seu irmão, cujo objetivo principal é o trânsito das tropas da rainha pelas terras do rei, resultando na morte do príncipe, filho dele.

Em São Gonçalo do Amarante, o “Congos de Guerra” é um grupo folclórico de Santo Antônio do Potengi remanescentes dos antigos Congos de Saiote, também do município.

Os Congos contam a história de uma batalha entre as hostes guerreiras de dois soberanos africanos, o rei Henrique Cariongo e sua famosa irmã, a rainha Ginga.

Os cantos são diversos e a indumentária varia de acordo com a criatividade, praticamente feita na base da improvisação. Os personagens principais são o rei Cariongo, o príncipe Sueno, seu filho, o secretário do rei, o embaixador da rainha Ginga, além dos soldados de Cariongo e de sua irmã, aproximadamente quinze brincantes. O repertório musical inclui marchas guerreiras, benditos e outras cantigas. O núcleo dramático é praticamente todo o auto: o combate entre os dois monarcas. A dança é acompanhada pela rabeca, violão, pandeiro, triângulo e agogô, tornando o folguedo uma grande festa.

Agora RN

Geraldo Melo é eleito para a Academia Norte-rio-grandense de Letras

Ex-governador Geraldo Melo publicou o livro “Luzes e sombras do Casarão”, um romance

Aos 85 anos, o ex-governador e ex-senador Geraldo Melo é o novo imortal da Academia Norte-riograndense de Letras (ANL), eleito para a cadeira número 32, que era ocupada pelo falecido jornalista João Batista Machado. Na eleição ocorrida na noite de ontem, Geraldo Melo obteve 26 votos, enquanto o outro candidato, o escritor e intelectual mossoroense, advogado Davi Leite, contou com o voto de dez imortais.

O presidente da ANL, o escritor e advogado Diógenes da Cunha Lima, disse que “eleição é preferência e a preferência acadêmia foi em favor de Geraldo”. Diógenes da C. Lima afirmou também que o concorrente de Geraldo Melo “é uma pessoa de talento”, mas afirmou que Geraldo “é um talento superior, não vou dizer que é um talento superior a ele, mas que é um talento superior no Rio Grande do Norte”.

Diógenes da Cunha Lima declarou, ainda, que Geraldo Melo “é um dos maiores romancistas que o Estado já produziu”.

Para o presidente da ANL, Geraldo Melo “é um talento fora do comum, já exerceu todas as funções com brilho e inteligência, e merece estar na Academia. Nós precisamos de pessoas como Geraldo”.

Diógenes da Cunha Lima explicou que para ingressar na ANL “é obrigatório ter livro publicado” e, no caso do ex-senador e ex-governador Geraldo Melo, “ele além de ter outros trabalhos interessantes publicados”, escreveu um livro “fantástico que foi apresentado por mim, que se chama 'Luzes e sombras do casarão”, um romance de costumes passado em Campo Grande, terra natal do novo acadêmico“, que não tem nada melhor do que esse romance aqui”.

Diógenes da Cunha Lima disse também que Geraldo Melo “é talvez um dos grandes oradores deste país” e ontem à noite lhe comunicou a sua eleição.

Geraldo Melo encontra-se em Brasília e deverá, brevemente, agendar a data de sua posse para a cadeira de nº 32, que tem como patrono Francisco Fausto, um historiador mossoroense, que era avô do ministro Francisco Fausto, que também foi acadêmico.

O livro “Luzes e sombras do Casarão”, de Geraldo Melo, é a primeira obra de ficção do político potiguar, escrito durante o período de isolamento por causa da pandemia de coronavírus em 2020.

*Tribuna do Norte

quarta-feira, 10 de novembro de 2021

Lei Nº 11.012/2021: Reconhece como de utilidade pública o Instituto de Ensino e Pesquisa Alberto Santos Dumont (em Macaíba)


RIO GRANDE DO NORTE

LEI Nº 11.012, DE 09 DE NOVEMBRO DE 2021.

Reconhece como de Utilidade Pública a Entidade que especifica e dá outras providências

O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE, EM EXERCÍCIO: FAÇO SABER que o Poder Legislativo decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Fica reconhecida como de Utilidade Pública o INSTITUTO DE ENSINO E PESQUISA ALBERTO SANTOS DUMONT, com sede e foro jurídico no Município de Macaíba, neste Estado.

Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio de Despachos de Lagoa Nova, em Natal/RN, 09 de novembro de 2021, 200º da Independência e 133º da República.

ANTENOR ROBERTO
Governador em Exercício

Publicado no Diário Oficial do Estado em: 10/11/2021 Edição Diária: 15052

terça-feira, 9 de novembro de 2021

Conhecendo a literatura potiguar: Antônio Pinto de Medeiros


O professor, jornalista, poeta e crítico literário ANTÔNIO PINTO MEDEIROS nasceu em 9 de novembro de 1919 em Manaus (AM), filho de norte-rio-grandenses, viveu grande parte de sua breve vida no Rio Grande do Norte, entre as cidades de Mossoró e Natal, onde surgiu como voz dissonante, exigente, crítica e inventiva. A característica mais intensa de Antônio Pinto na atividade intelectual na capital potiguar foi, certamente, a de crítico implacável.

Nos anos 1950, o jornalista escreveu no suplemento literário do extinto jornal O Poti a coluna “Santo Ofício”, sob o pseudônimo de Torquemada, lembrado o inquisidor espanhol, e “aterrorizou” a comunidade literária da época. Quem tinha talento, ele reconhecia e incentivava, como foi o caso de Zila Mamede, Sanderson Negreiros e Newton Navarro, mas sua tolerância era quase nenhuma para o que ele considerava a “mediocridade provinciana”.

Antônio Pinto de Medeiros foi diretor da Imprensa Oficial do Rio Grande do Norte, onde realizou um significativo trabalho de editoração, publicando, além dos escritores consagrados, autores até então inéditos em livros, a exemplo de Zila Mamede e Newton Navarro. Seus três livros de poesia, UM POETA À TOA, RIO DO VENTO e ELEGIA DA RUA QUINZE, revelam-nos o seu rigor crítico, sua peculiar ironia e a originalidade de sua visão poética.

Antônio Pinto faleceu em 1970, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), onde residia há mais de dez anos

Fonte: EDUFRN

segunda-feira, 8 de novembro de 2021

Morre o professor Luiz Eduardo Carneiro, ex-secretário estadual de Educação do RN


O professor e  ex-secretário Luiz Eduardo Carneiro Costa morreu na noite deste domingo(07/11/), vítima de complicações da Covid-19. Ele tinha 75 anos e estava internado no Hospital da Unimed, em Natal.

Luiz Eduardo estava em tratamento intensivo contra a Covid há seis meses, ele chegou a ser extubado, mas teve pioras significativas e não resistiu. 

Luiz Eduardo Carneiro Costa exerceu funções importantes no Estado, como secretário de Educação e da Casa Civil, na gestão do ex-governador Garibaldi Alves Filho. Em Natal, também comandou a pasta da Educação. 

Na carreira política, foi indicado pelo MDB para ser vice de Luiz Almir, então PSDB, na disputa pela prefeitura de Natal, nas eleições de 2004. 

E em 2008, novamente foi o nome do MDB para ser vice da então deputada federal Fátima Bezerra (PT), em mais uma disputa pelo comando do Palácio Felipe Camarão.Em ambas ele saiu derrotado.

domingo, 7 de novembro de 2021

Arthur Teixeira é eleito prefeito de Guamaré/RN

Prefeito eleito Arthur Teixeira e a vice Eliane de Edinho. Imagem: reprodução.

O arquiteto Arthur Henrique da Fonseca Teixeira (PSB) foi eleito prefeito da cidade de Guamaré, na região da Costa Branca Potiguar. Ele conquistou  6.984 votos(61,16%)  na eleição suplementar realizada neste domingo (07/11), e deve governar o município até 31 de dezembro de 2024. A vice-prefeita da chapa eleita é a atual vereadora Eliane Guedes de Melo Carmo, mais conhecida por "Eliane de Edinho", do MDB.  Ambos faziam parte da coligação "Esperança Renovada", e recebiam apoio do ex-prefeito Hélio de Mundinho(MDB) e do prefeito interino Eudes Miranda(MDB).

Eles derrotaram a chapa encabeçada pelo vereador Gustavo Henrique Miranda Santiago (SD), que obteve  4.436 votos válidos(38,84%). O vice dessa chapa era Expedito Vieira da Câmara Júnior(Júnior dos Correios), também do Solidariedade. Gustavo contava com o apoio do ex-prefeito Mozaniel Rodrigues(SD).

Foram registrados 120 votos em branco(1,01%) e 281 votos nulos(2,38%). O município de Guamaré pertence à 30ª Zona Eleitoral do Rio Grande do Norte e possui 14.532 eleitores. 

De acordo com o TRE/RN, a data da diplomação do prefeito e vice eleitos será fixada, por meio de Portaria, pela juíza Cristiany Maria de Vasconcelos Batista, titular da 30ª Zona Eleitoral, com prazo limite de 30 de novembro de 2021. 

O resultado do pleito de 2020 estava sub judice, pois a Justiça Eleitoral do Rio Grande do Norte havia indeferido o registro de candidatura do candidato vencedor, Hélio Willamy Miranda da Fonseca(Hélio de Mundinho, do MDB) - ele obteve 6.347 votos no total, equivalente a 50,44% ao final da apuração. Em setembro, o Tribunal Superior Eleitoral julgou recurso de Hélio Willamy e, por unanimidade, manteve a decisão do TRE-RN, que agendou as eleições suplementares para 7 de novembro de 2021.