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segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Padre João Medeiros recebe título de Monsenhor


O padre João Medeiros Filho, assistente eclesiástico do Mosteiro das Filhas de Santana, recebeu o título de Monsenhor - Capelão de Sua Santidade, o Papa.

O anúncio foi feito pelo Arcebispo Metropolitano de Natal, Dom João Santos Cardoso durante a missa de abertura das Assembleias Sinodais, na manhã do último sábado, 15 de agosto, na capela do Colégio Marista.

Padre João Medeiros nasceu em Jucurutu (RN), no dia 16 de março de 1941. Foi ordenado sacerdote em 25 de agosto de 1965.

Durante seu ministério presbiteral, atuou em paróquias das Arquidioceses de Natal e do Rio de Janeiro e diocese de Caicó, escreveu vários livros que lhe renderam uma cadeira na Academia Norte-Riograndense de Letras.

“Essa honraria que recebo da minha mãe, a Santa Sé, me deixa muito feliz, mas eu divido com cada pessoa que fez parte da minha vida de padre. São 75 anos dedicados à Igreja e nunca pensei em receber um título tão importante como este”, comentou padre João Medeiros.

A investidura de Monsenhor será no dia 15 de novembro, durante a Missa Solene que celebra a dedicação da Catedral Metropolitana de Natal, dentro da festa de Nossa Senhora da Apresentação.

quinta-feira, 30 de julho de 2026

Galeria dos Bispos ex-alunos do Seminário de São Pedro, em Natal


O Seminário de São Pedro, casa de formação dos presbíteros da Arquidiocese de Natal, organizou uma galeria com fotografias e informações de seus ex-alunos que foram elevados ao episcopado.

A galeria foi idealizada pelo atual reitor, Padre Josivaldo Félix por ocasião da Festa de São Pedro de 2026 e dentro da programação do centenário de vida de Dom Heitor de Araujo Sales.





















quinta-feira, 23 de julho de 2026

Padre Luís Monte em Natal: sábio e santo



ARTIGO - Padre Luís Monte em Natal: sábio e santo

Pe. José Freitas Campos
Do clero da Arquidiocese de Natal

O Cônego Luís Gonzaga Monte (1905-1944), do clero da então Diocese de Natal (RN), destacou-se por sua inteligência e santidade, razão pela qual deu nome a ruas, colégios, bibliotecas, entre outras instituições. Foi membro fundador da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras e primeiro ocupante da Cadeira nº 22, cujo patrono é o Cônego Luís Fernandes de Queiroz.

Embora tenha nascido em Vitória de Santo Antão (PE), seus pais, Pedro e Belarmina Monte, mudaram-se logo para o Rio Grande do Norte, com o propósito de proporcionar melhor educação aos filhos. Pertencia a uma família de tradição sacerdotal, da qual também faziam parte seus irmãos Dom Nivaldo Monte, segundo arcebispo de Natal, e o Padre Orígenes Monte.

Iniciou seus estudos em Natal, no Colégio Diocesano de Santo Antônio, em 1918, atual Convento dos Frades Capuchinhos. Nesse mesmo ano, em que foi fundada a Congregação Mariana de Nossa Senhora da Apresentação, tornou-se membro da instituição. No ano seguinte (1919), ingressou no Seminário de São Pedro, onde se destacou entre os colegas por sua notável capacidade intelectual.

Com formação em Filosofia e Teologia, escreveu numerosos artigos para o jornal A Ordem e outros periódicos. Sua habilidade com a escrita resultou em importantes trabalhos, posteriormente compilados pelo professor Jurandir Navarro em uma antologia de dez volumes.

Em 4 de agosto de 1944, após sua Páscoa definitiva, o historiador Luís da Câmara Cascudo escreveu a crônica "Bolsa de Estudos Eclesiásticos", na qual enalteceu a inteligência, a humildade e a devoção do Padre Monte. Sua humildade manifestava-se na simplicidade de vida que levava; sua inteligência, nos estudos científicos que realizou; e sua devoção, nas inúmeras ações caridosas que praticava.

Outro fato relevante foi a abertura do processo de beatificação do Padre Monte, encaminhado pela Arquidiocese de Natal em 10 de dezembro de 2004. Em 2005, a Congregação para as Causas dos Santos emitiu parecer favorável ao prosseguimento do processo, reconhecendo a legitimidade da documentação referente às virtudes e à vida desse sacerdote.

Recentemente, a família Monte entregou oficialmente à Arquidiocese de Natal, sob os cuidados de Dom João Santos Cardoso, todo o acervo reunido ao longo dos anos sobre Dom Nivaldo Monte e seu irmão, o Padre Luís Monte, para integrar o Arquivo Oficial da Cúria Metropolitana. A iniciativa visa preservar a memória e o legado desses dois ilustres homens da Igreja, das letras e da ciência.

sábado, 11 de julho de 2026

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, em Macau, obtém reconhecimento patrimonial


Foi reconhecida como patrimônio cultural, religioso e turístico do RN a igreja matriz de Nossa Senhora da Conceição, da cidade de Macau.

O reconhecimento foi formalizado pela Lei nº 12.828, publicada no Diário Oficial do Estado, edição deste sábado(11). A lei é de autoria do deputado estadual Ubaldo Fernandes.

Cronologia da origem e formação da Igreja Matriz

1820 – Deu inicio a construção da capela, sendo a mesma feita de barro, óleo de baleia e padras extraídas do mar.


1836 - Conclusão da obra da capela de nossa senhora da conceição.

1843 - Foi celebrada a 1ª missa pelo Frei Franciscano José Bonifácio


1854 – A capela tornou -se Matriz e Paróquia em 19 de agosto, desmembrando da Freguesia de Angicos, com crescimento da população, a igreja precisou aumentar a sua arquitetura e construí uma torre e duas naves laterais junto com dois altares, obra feita pelo mestre de obras Germano Jeremias da Silva


1885 – Chega de Portugal para a Matriz a imagem da padroeira Nossa Senhora da Conceição, ficando exposta no altar mor.

1908 - Ocorreu um incêndio no altar-mor comprometendo toda originalidade feita de madeira jacarandá.

1909- Construiu – se um novo altar-mor com uma planta portuguesa, sendo responsável pela paróquia o Monsenhor Joaquim Honório da Silveira.

1931- Chega na Igreja matriz o Cruzeiro da Ilha de Manoel Gonçalves que ficava no cemitério público.

1951 – O coro de madeira é substituído por um de alvenaria junto com piso da nave central, por mosaico.

1966 – É sepultado o Monsenhor Joaquim Honório da Silveira.

1980- Restauração de todo patamar e pedras em torno da estrutura externa da igreja matriz.


1998 – Iniciou-se os trabalhos de restauração completa da igreja matriz.

2003 – Conclusão da restauração da igreja matriz em 14 de junho, paroquiado do Padre Edilson Soares Nobre.

2008 – Restauração e replica da imagem da padroeira.

2019 – Restauração da imagem primitiva vinda da ilha de Manoel Gonçalves e instalação da escada da torre junto com batistério.





 Fotos: reprodução/redes sociais

quarta-feira, 8 de julho de 2026

Padre Possídio é o novo Vigário Geral da Diocese de Mossoró


A Diocese de Santa Luzia de Mossoró anunciou, nesta quarta-feira (8), mudanças na função de Vigário Geral. O bispo diocesano, Dom Francisco de Sales, acolheu o pedido de renúncia do padre Flávio Augusto Forte Melo ao cargo, apresentado por meio de carta no dia 2 de março de 2026.

De acordo com a Diocese, a decisão do sacerdote foi motivada pelo desejo de dedicar-se mais intensamente ao ministério como pároco da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição, no município de Pau dos Ferros.

Em nota, a Diocese agradeceu ao padre Flávio pelos serviços prestados durante o período em que exerceu a função de Vigário Geral, destacando o zelo, o espírito de comunhão e a dedicação na colaboração com o bispo diocesano no governo pastoral.

Na mesma ocasião, Dom Francisco de Sales nomeou o padre Possidio Lopes Lopes dos Santos Neto para assumir a função de Vigário Geral.

Ele exercerá o cargo ao lado do padre Antoniel Alves, colaborando diretamente com o ministério episcopal e com a condução da missão pastoral da Diocese de Santa Luzia de Mossoró.

terça-feira, 30 de junho de 2026

Assembleia Legislativa destaca legado e celebra centenário de Dom Heitor de Araújo Sales

Foto: Eduardo Maia/ALRN.

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte realizou, na tarde desta terça-feira (30), uma Sessão Solene em homenagem ao centenário de nascimento do arcebispo emérito de Natal Dom Heitor de Araújo Sales. A iniciativa foi proposta pelos deputados estaduais Adjuto Dias (PL), Ezequiel Ferreira (PSDB) e José Dias (PL), reunindo autoridades civis, religiosas, familiares e representantes da sociedade potiguar para celebrar o legado de um dos maiores líderes da Igreja Católica no Estado.

Nascido em 29 de julho de 1926, em São José de Mipibu, Dom Heitor foi ordenado sacerdote em 1950, tornando-se bispo da Diocese de Caicó em 1978. Em 1993, assumiu a Arquidiocese de Natal, onde permaneceu até 2003.

Outro marco de seu episcopado foi a beatificação dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu, realizada pelo Papa São João Paulo II em 5 de março de 2000, fato considerado um dos momentos mais significativos da história da Igreja Católica no Rio Grande do Norte.

Durante a solenidade, os três parlamentares entregaram uma placa comemorativa em homenagem a Dom Heitor, recebida por familiares do arcebispo emérito.

Falando em nome do homenageado, Otto Santana destacou a trajetória do Arcebispo, ressaltando o lema que marcou a vida e o ministério episcopal de Dom Heitor — “Unidade, Paz e Alegria” —, ressaltando que esses valores continuam inspirando a Igreja e a sociedade potiguar.

Em seu discurso, Otto Santana ressaltou a dedicação de toda sua vida de Dom Heitor ao serviço em prol do povo do Rio Grande do Norte. “Para nossa alegria, ele o faz assim, ainda, com tamanha vitalidade, lúcido, feliz, alegre, coversador, disposto. Um exemplo. Minha palavra em seu nome é de agradecimento à Assembleia Legislativa por essa homenagem, em especial aos deputados Ezequiel, Adjuto Dias e José Dias, por essa propositura tão oportuna”, disse Otto Santana, que também destacou o legado do sacerdote, construído a partir de valores sólidos e uma personalidade conciliadora.


sábado, 20 de junho de 2026

Diocese de Mossoró inaugura Ala Dom José Freire e preserva a memória de seu quinto bispo


A Diocese de Mossoró inaugurou neste sábado(20),  a Ala Dom José Freire no Memorial Diocesano, localizado nas dependências do Seminário Santa Teresinha, em Mossoró (RN).

A iniciativa integra as comemorações pelos 70 anos de ordenação sacerdotal de Dom José Freire de Oliveira Neto, quinto bispo da Diocese de Mossoró, cuja vida foi marcada pela dedicação ao Evangelho e ao serviço pastoral junto ao povo de Deus.

A nova ala reune paramentos, documentos e objetos pessoais que ajudam a contar a trajetória de Dom José Freire e a preservar seu legado para as futuras gerações. 

Entre as peças do acervo, doadas pela família do bispo, destacam-se o cálice utilizado em sua ordenação sacerdotal, em 1956, o anel episcopal, um terço recebido de São João Paulo II, além de medalhas, fotografias e outros objetos de valor histórico e afetivo.















Quem foi Dom José Freire?

Dom José Freire de Oliveira Neto nasceu em Apodi (RN), no dia 9 de março de 1928, filho de José Freire de Oliveira Filho e Francisca Celsa de Oliveira.

Entre 1944 e 1949, cursou o ginásio no Seminário Santa Teresinha, em Mossoró. Posteriormente, estudou Filosofia no Seminário Central de São Leopoldo (RS) e Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma.

Foi ordenado sacerdote em 22 de setembro de 1956, na capital italiana. Em 1973, foi nomeado Bispo Auxiliar de Mossoró, recebendo a ordenação episcopal em Roma, no ano seguinte. Em 1979, foi nomeado bispo coadjutor e, em 1984, assumiu o governo da Diocese de Mossoró após a renúncia de Dom Gentil Diniz Barreto.

Seu lema episcopal era “Configuratus Mortis Eius” (“Semelhante a Ele na morte”), expressão que traduzia sua profunda espiritualidade e identificação com Cristo.



Páscoa Definitiva

Dom José Freire faleceu em 10 de janeiro de 2012, aos 83 anos, após complicações decorrentes de um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Seus restos mortais repousam na Catedral de Santa Luzia, em Mossoró, onde continua presente na memória e nas orações do povo que pastoreou com dedicação e zelo.

terça-feira, 16 de junho de 2026

Monumento em homenagem ao Monsenhor João Agripino Dantas, em São João do Sabugi (RN)




Monumento em homenagem ao Monsenhor João Agripino Dantas (1924-2016), foi inaugurado no último domingo, em São João do Sabugi RN, na Praça Monsenhor João Agripino Dantas, em alusão aos 30 anos de Paróquia de São João Batista e abertura dos festejos do São João em São João.


O monumento é arte do sabugiense Damião Ezequiel Araújo de Medeiros, que destaca-se pela sua capacidade de ressaltar detalhes, enriquecendo a obra.

Monsenhor João Agripino, nasceu em Cruzeta, RN, ordenou-se padre na Basílica de São João de Latrão, em Roma, no ano de 1950, e além de exercer o sacerdócio, foi também professor no curso de Letras do Campus de Caicó, UFRN, onde recebeu título de Professor Emérito da UFRN em 2015.

Era reconhecido pela sua sabedoria, conheceu vários países, falava vários idiomas e era um exímio leitor de variados livros. Tinha um apreço especial pelo significado dos nomes próprios, bem como, pelo respeito à escrita correta, de forma que orientava os pais na escolha do nome das crianças. Nas homilias, fazia contextualização com assuntos da atualidade, favorecendo a reflexão e o senso crítico da comunidade.


Monsenhor João Agripino assumiu a Paróquia de Nossa Senhora do Ó, em Serra Negra do Norte, em 1967, abrangendo os municípios de Serra Negra, São João do Sabugi e Ipueira. Em 1996, assumiu a Paróquia de São João Batista, em São João do Sabugi-RN, sendo portanto, seu primeiro pároco e posteriormente, Pároco Emérito, permanecendo até seu falecimento, em 2016.

O sacerdote é sepultado na Igreja Matriz de São João Batista. Na cidade também tem o Memorial João Agripino Dantas, com livros, fotografias, móveis, e outros objetos da sua trajetória como sacerdote e professor.

A homenagem eterniza seu legado.

*Texto da Jornalista Anna Jailma
*Fotos: Professor Quintino Medeiros

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Padre natural de Taboleiro Grande recebe o título de Monsenhor

Foto: reprodução

A Igreja Católica vive um momento de grande alegria e celebração com a nomeação do Padre César de Bessa como Monsenhor — Capelão de Sua Santidade, título concedido pelo Papa Leão XIV.

A notícia foi anunciada pelo arcebispo metropolitano de Natal, Dom João Santos Cardoso, durante a reunião mensal do clero realizada nesta terça-feira(19).

Reconhecido por sua dedicação pastoral, simplicidade e compromisso com a evangelização, Padre César construiu ao longo dos anos uma trajetória marcada pelo amor ao próximo, pela fé e pelo serviço à Igreja. Sua nomeação representa não apenas uma honraria pessoal, mas também um reconhecimento ao trabalho incansável desenvolvido em favor do povo de Deus.

Nascido e criado em Taboleiro Grande, a ascensão do agora Monsenhor César Bessa enche de orgulho a comunidade taboleirense. O título de “Capelão de Sua Santidade” é uma honraria rara, concedida pelo Papa a sacerdotes que demonstraram serviços relevantes e uma vida presbiteral exemplar.

Nascido em 01/10/1959, Francisco César de Bessa é filho de Noberto Bessa Cavalcante(in memoriam) e de Dona Teresinha Gomes Bessa.

É neto paterno de Antonio Nicolau de Bessa e Raimunda Ferreira de Bessa.

Neto materno de Antonio Gomes de Bessa e Lidia Gomes Bessa.

Foi ordenado padre em 15 de agosto de 1987, em Natal.

Monsenhor César Bessa já atuou em diversas paróquias do RN. Atualmente, exerce a função de Administrador da Área Pastoral São Sebastião, na cidade de Sítio Novo(RN), na região do trairi potiguar.

*Blog Fatos do RN.

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Papa concede título de Monsenhor a padres do clero de Natal



Foto: Da esq.: Mons. Robério, Mons. Murilo, Dom João, Mons. César, Mons. Francisco Lucas, Mons. Ramos e Dom Sílvio Brito (crédito: Pe. João Batista Nunes)
    
Cinco padres da Arquidiocese de Natal receberam o título de Monsenhores – Capelães de Sua Santidade, o Papa. São os Padres Francisco Lucas de Souza Neto, Francisco César de Bessa, Antônio Murilo de Paiva, Robério Camilo da Silva e Severino dos Ramos Vicente.

O anúncio foi feito pelo arcebispo metropolitano Dom João Santos Cardoso, no final da manhã desta terça-feira, 19 de maio, por ocasião reunião mensal do clero, de acordo com carta enviada pelo Núncio Apostólico no Brasil, Dom Giambattista Diquattro.

Quem são os novos monsenhores?


- Monsenhor Francisco Lucas é vigário paroquial da Paróquia de Nossa Senhora Aparecida, em Neópolis, Natal;

- Monsenhor Francisco César de Bessa é o responsável pela Área Pastoral, em Sítio Novo;

- Monsenhor Murilo Paiva é o capelão do Santuário dos Santos Mártires, em Uruaçu;

- Monsenhor Robério Camilo é vigário episcopal para as instituições sociais e pároco da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Mãe Luiza, Natal,

- E Monsenhor Ramos Vicente é vigário episcopal para o Vicariato São Mateus Moreira e pároco da Paróquia de São Paulo Apóstolo, em São Paulo do Potengi.



quarta-feira, 13 de maio de 2026

Bispo potiguar, Dom Edilson Nobre é nomeado para a Diocese de Guarabira (PB)

Foto: Reprodução/CNBB

O Papa Leão XIV nomeou Dom Edilson Soares Nobre como bispo da diocese de Guarabira, no Estado da Paraíba, transferindo-o da diocese de Oeiras, no Piauí. 

Na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Edilson integra a Comissão Episcopal de Pastoral para a Comunicação.

Currículo e trajetória pastoral

Dom Edilson Soares Nobre nasceu aos nove de maio de 1965, em Touros (RN). Ingressou no Seminário de São Pedro, em Natal, no ano de 1984. Cursou Filosofia no Seminário de São Pedro e na Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Cursou Teologia no Seminário de São Pedro.

Foi ordenado diácono dia 19 de agosto de 1990 em João Câmara (RN). Foi ordenado presbítero dia 6 de abril de 1991, na catedral metropolitana de Natal. Cursou bacharelado em Comunicação Social na Universidade Pontifícia Salesiana, em Roma, nos anos 2005 a 2007.

Foi vigário paroquial, pároco e administrador paroquial nas seguintes paróquias: São Paulo Apóstolo em São Paulo do Potengi, Nossa Senhora da Conceição em Lajes do Cabugi, São Paulo Apóstolo em Pedro Avelino, Nossa Senhora de Conceição em Macau, São João Batista em Pendências, São João Maria Vianney, em Roma, Imaculada Conceição em Nova Cruz, Nossa Senhora Aparecida em Natal e Sant’Ana em Natal.

Dom Edilson assumiu as seguintes funções diocesanas na arquidiocese de Natal: Coordenador da Pastoral Presbiteral, Vigário Episcopal para o Clero, coordenador do Setor Comunicação, membro do Colégio de Consultores, membro do Conselho Presbiteral, membro do Conselho de Assuntos Econômicos e Administrativos e Vigário Geral.

Foi nomeado Bispo para a Diocese de Oeiras-PI pelo Santo Padre o Papa Francisco, dia 11 de janeiro de 2017; ordenado Bispo na catedral metropolitana de Natal, dia 20 de março de 2017 e empossado canonicamente na diocese de Oeiras-PI dia 01 de abril de 2017.

Atualmente, o dom Edilson é bispo referencial da Comunicação no Regional Nordeste 4 que abrange todo o território do Piauí.

O lema episcopal que serve de inspiração e de motivação para o seu ministério é: “Em tudo a caridade”.

sexta-feira, 1 de maio de 2026

Santuário Arquidiocesano de Nossa Senhora da Conceição, em Guamaré/RN



Na noite do último dia 27 de abril a capela histórica de Nossa Senhora da Conceição de Guamaré foi elevada a dignidade de Santuário Arquidiocesano.

A celebração foi presidida pelo Monsenhor Aerton Sales, Vigário Geral ad territorium para o território correspondente à futura Diocese, com sede em Assu; concelebrada pelo Mons. Jailton Soares, vigário episcopal do Vicariato São João Paulo II, e por vários sacerdotes.

O Santuário de Nossa Senhora da Conceição de Guamaré agora é referência para peregrinações e retiros marianos na região salineira do Rio Grande do Norte.







Fotos: reprodução


Informações sobre a Igreja

Em 1783, portugueses navegavam pela costa potiguar e com medo de um possível naufrágio fizeram uma promessa a Nossa Senhora da Conceição que se fossem salvos construíriam uma capela como agradecimento Nesse contexto, ao chegarem em terra firme, encontraram uma imagem de Nossa Senhora da Conceição entre velames esculpida em marfim com 15 centímetros.
A imagem foi levada a uma comunidade cerca 15 km de Guamaré e retornou ao mesmo local onde foi achada. Assim, os portugueses decidiram que no mesmo local onde acharam a imagem construíriam a capela.

Foto: reprodução

terça-feira, 14 de abril de 2026

Dom Matias, Arcebispo emérito de Natal


Dom Matias Patrício de Macêdo nasceu no dia 14 de abril de 1936, na cidade de Santana do Matos/RN, sendo filho de Jose Patrício de Macedo e Luzia Valdenita da Cunha.

Ainda cedo mudou-se para com sua família para a cidade de Angicos/RN, onde o Vigário era Dom Manuel Tavares, seu primeiro educador na fé da Igreja. Estudou no Seminário de São Pedro e no Seminário da Prainha (Fortaleza). Foi ordenado sacerdote pela imposição das mãos de Dom Eugênio de Araújo Sales, no dia 14 de julho de 1963, na Catedral de Natal.

Em dezembro de 1963 foi nomeado Vigário Cooperador de Ceará-Mirim, de onde saiu meses depois para, em 10 de julho de 1964, assumir a Paróquia de Canguaretama e Pedro Velho. Em 1968 foi transferido para Nova Cruz, onde permaneceu por 22 anos.

Foi eleito bispo para Diocese de Cajazeiras, na Paraíba, no dia 12 de julho de 1990, sendo ordenado por Dom Alair Vilar, em Nova Cruz-RN. No ano de 2000, foi nomeado Bispo Coadjutor da Diocese de Campina Grande-PB. No ano seguinte, foi eleito Bispo Titular da Diocese de Campina Grande-PB. Em 26 de novembro de 2003, foi elevado a Arcebispo, eleito para a Arquidiocese de Natal. Sua posse ocorreu na Catedral Metropolitana de Natal, em 25 de janeiro de 2004. 

Ao completar 75 anos, em 2011, Dom Matias pediu renúncia ao Papa Bento XVI, que em 21 de dezembro daquele ano, aceitou o pedido e o nomeou como Administrador Apostólico até a chegada de seu sucessor, Dom Jaime Vieira Rocha.

Lema episcopal: “Ut vitam habeant” (Que todos tenham vida)

Fonte: arquidiocesedenatal.org.br

quarta-feira, 25 de março de 2026

ARTIGO - Por uma História da Igreja Potiguar


ARTIGO - Por uma História da Igreja Potiguar

Padre João Medeiros Filho
Assistente eclesiástico do Mosteiro das Filhas de Santana

O registro de nossa história eclesiástica contém poucos dados disponíveis. Em “História do Rio Grande do Norte”, Câmara Cascudo narrou os primórdios do catolicismo em solo potiguar, indicando elementos sobre as paróquias (oragos e datas de criação), até a década de 1950. Em 1937, Monsenhor Paulo Herôncio de Melo legou-nos o primeiro relato sobre o martírio de Cunhaú e Uruaçu. Dom Eliseu Simões Mendes contribuiu com anotações para a história da diocese mossoroense. Sua visão desenvolvimentista subjacente no projeto da “Missão Rural” merece estudos acurados. Dignos de encômios são os apontamentos de Monsenhor Francisco Sales Cavalcante: “A Paróquia de Santa Luzia” e o “Colégio Diocesano de Mossoró”. Em 1985 e 1987, Monsenhor Severino Bezerra lançou “Levitas do Senhor” (2vol), pequenas biografias de sacerdotes que aqui nasceram ou exerceram seu ministério, nos séculos XVIII a XX. Padre Normando Pignataro Delgado, em sua obra “Paróquias potiguares: uma história”, discorreu sobre 98 paróquias norte-rio-grandenses até os idos de 1980. Padre Francisco de Assis Costa, Diretor do Colégio Diocesano Seridoense, coligiu algumas memórias do referido educandário, no ensejo dos 80 de sua fundação, festejados em 2022. Aconselha-nos o profeta Isaías “Lembrem-se de coisas passadas e fatos antigos” (Is 46, 9).


Se porventura alguém perguntar pelos renomados oradores sacros potiguares, faltam-nos fontes de pesquisa, exceto parcas anotações em alguns livros de tombo paroquiais. Caso o questionamento verse sobre abnegados educadores eclesiásticos, haverá lacunas significativas na documentação. Monsenhor Amâncio Ramalho é pouco lembrado. O eminente sacerdote dirigiu oito colégios em cinco estados brasileiros (RN, PB, PE, BA e PI). Foi o primeiro titular do Departamento de Educação, que precedeu a Secretaria Estadual de Educação (RN). É profícuo o itinerário de escolas católicas, dentre elas: Marista, Salesiano, Salesianas, Coração de Maria, Santa Teresinha, N.S. das Vitórias, Jesus Menino. Carecem de relato escrito sobre suas trajetórias. Infelizmente, são olvidadas as admiráveis realizações educacionais de Dom Delgado no Seridó. No entanto, é importante assinalar o papel da Igreja na educação no RN, inclusive no ensino superior. Luís Eduardo Suassuna, no Conselho Estadual de Educação do RN, preocupa-se em colher dados sobre os patronos das escolas de educação básica, destacando os vultos religiosos.


Figuras notáveis de nosso clero são desconhecidas. É o caso do Padre Sebastião Constantino de Medeiros, governador do bispado de Olinda, durante a prisão de Dom Vital. Tornando-se jesuíta, foi o primeiro brasileiro a lecionar na Pontifícia Universidade Gregoriana (Roma). Graças aos esforços do acadêmico Jurandir Navarro, dispõe-se de parte substancial da produção literária de Cônego Monte. Monsenhor Huberto Bruening (pároco da Catedral de Mossoró) deixou ricas anotações sobre a apicultura brasileira. É falha grave ignorar tantos padres escritores, como Dom Nivaldo Monte.

O Movimento de Natal foi objeto da tese doutoral de Alceu Ferrari, intitulada “Igreja e Desenvolvimento”. Cônego Eugène Collard, em “A Igreja na encruzilhada dos caminhos”, narra para os europeus essa rica experiência pastoral. O trabalho das escolas radiofônicas tampouco merece ficar marginalizado. Precedeu Paulo Freire, contribuindo para a alfabetização e educação integral de inúmeros norte-rio-grandenses. Quanto aos meios de comunicação (rádios e periódicos), a Igreja potiguar desempenhou papel relevante. O jornal “A Ordem” foi destaque nas décadas passadas, respeitado por intelectuais. Ali, brilharam líderes católicos, que orgulham a nossa terra. As primeiras instituições de assistência à saúde e aos idosos do RN foram iniciativas da Igreja. Como esquecer o Hospital Padre João Maria (Currais Novos)? A Igreja tem deixado uma marca notável de serviço e presença junto ao Povo de Deus.

A Academia Norte-rio-grandense de Letras, por intermédio de Cônego Monte, recebeu também influência de Dom José Pereira Alves, terceiro bispo natalense, membro e presidente da Academia Pernambucana de Letras. “Ele foi um de nossos maiores oradores sacros, arrebatando palmas nas naves da antiga Catedral da Apresentação”, relata Padre José Freitas Campos, em “O Mestre da Palavra”. Além desta obra, o ilustre sacerdote legou-nos a biografia de Frei Miguelinho, História dos Primeiros Mártires do Brasil e Conexões de Memorias da Igreja do RN. Cônego José Mário de Medeiros brindou-nos com as biografias de Dom Marcolino e Dom Tavares. A Igreja potiguar deve cuidar de sua história. “Muitas vezes e de modos diversos, Deus falou outrora a nossos pais” (Hb 1, 1).

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Arcebispo metropolitano nomeia vigários gerais para os territórios das futuras dioceses de Santa Cruz e Assú

Foto: reprodução/Arquidiocese de Natal

O Arcebispo Metropolitano, Dom João Santos Cardoso, nomeou o Monsenhor José Sílvio de Brito, bispo auxiliar eleito da Arquidiocese de Natal, como Vigário Geral Ad Territorium para o território da futura Diocese de Santa Cruz. A nomeação se deu considerando o processo de organização pastoral e estrutural do território da possível nova diocese.

O anúncio foi feito no final da manhã desta quinta-feira, 26, no Centro Pastoral Dom Jaime Vieira Rocha, na Ribeira, em Natal.

Na mesma ocasião, Dom João Cardoso também anunciou a nomeação do Monsenhor Aerton Sales da Cunha, como vigário geral Ad Territorium para o território correspondente à futura diocese com sede na cidade de Assu. Ele terá a missão de, em conjunto com o Vigário Episcopal do Vicariato São João Paulo II e com o padre designado pelo Bispo de Mossoró, coordenar a organização pastoral do território da futura Diocese de Assú, constituída por paróquias atualmente pertencentes à Arquidiocese de Natal e à Diocese de Mossoró.

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Morre aos 92 anos monsenhor Agnelo, pároco emérito da antiga Catedral de Natal

Foto: reprodução/Arquidiocese de Natal

Morreu na manhã deste sábado (21) o monsenhor Agnelo Dantas Barreto, pároco emérito da Paróquia de Nossa Senhora da Apresentação, a antiga Catedral. A informação foi confirmada pela Arquidiocese de Natal. O sacerdote tinha 92 anos de idade e estava internado em UTI de um hospital da capital potiguar, onde enfrentava um quadro delicado de saúde.

Sacerdote exemplar, homem de oração e de notável sabedoria, Monsenhor Agnelo deixa como herança espiritual mais de 70 anos de ministério sacerdotal, vividos com fidelidade, zelo pastoral e total entrega ao serviço do Evangelho.

Na história da Arquidiocese de Natal, destacou-se como sacerdote de profunda cultura e grande serviço eclesial. Foi um dos implantadores dos cursos de Filosofia e Psicologia na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, além de ter exercido funções marcantes no Seminário de São Pedro, como Diretor de Estudos, professor, vice-reitor e Diretor da Dimensão Espiritual. Também serviu à Arquidiocese como Vigário Geral e Ecônomo, colaborando de modo decisivo nos governos pastorais de Dom Nivaldo Monte, Dom Alair Vilar e Dom Heitor de Araújo Sales.

Exerceu por mais de 30 anos o ministério de pároco da Paróquia de Nossa Senhora da Apresentação, deixando profunda marca pastoral e zelo histórico. Foi o principal responsável pela restauração da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Apresentação (Catedral Antiga), contribuindo decisivamente para a preservação de um dos mais importantes patrimônios religiosos e históricos do Estado do Rio Grande do Norte. Foi diretor da Rádio Rural de Natal. É também o autor da Oração Oficial de Nossa Senhora da Apresentação, padroeira da Arquidiocese e da capital potiguar.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Papa nomeia bispo auxiliar para a Arquidiocese de Natal


O Papa Leão XIV nomeou, nesta quinta-feira, 12 de fevereiro, um bispo auxiliar para a arquidiocese de Natal (RN), atendendo ao pedido do arcebispo metropolitano, dom João Santos Cardoso. O eleito é o padre José Silvio de Brito, atualmente vigário geral da arquidiocese e pároco da paróquia Nossa Senhora da Conceição, na capital do Rio Grande do Norte.  

A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou saudação ao novo bispo auxiliar eleito para a arquidiocese de Natal.  


Informações biográficas 

Padre José Silvio de Brito nasceu em Cruzeta (RN), no dia 26 de dezembro de 1970, filho de Francisco de Brito Filho e de Maria da Paixão de Brito (in memoriam), sendo o quinto de sete filhos. 

De família católica, ingressou no Seminário de São Pedro, da arquidiocese de Natal, no dia 2 de fevereiro de 1993. Em 1995, concluiu o curso de Filosofia e, em 1999, concluiu o curso de Teologia, ambos no próprio Seminário Arquidiocesano. Em 2015, obteve a validação do curso de Teologia, em nível de bacharelado, pela faculdade Dom Heitor Sales, em Natal. 

Em 10 de dezembro de 1999, foi ordenado diácono, pelo então arcebispo de Natal, dom Heitor de Araújo Sales, na Igreja Catedral. Em 30 de Junho de 2000, foi ordenado presbítero, também pelas mãos de dom Heitor, na Catedral Metropolitana. Logo após a ordenação, assumiu a administração da Área Pastoral de Santa Maria, abrangendo os municípios potiguares de Santa Maria, Ielmo Marinho e Riachuelo. 

Em 2001, foi designado para a função de pároco da paróquia de Santo Antônio de Pádua, no bairro Parque dos Coqueiros, na Zona Norte de Natal, onde permaneceu por uma década. Em 2010, assumiu, como pároco, a paróquia de Santa Maria Mãe, também na Zona Norte da capital, e lá permaneceu até meados de 2019. Na sequência, foi transferido para a paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Ceará-Mirim (RN). 

Em 2020, assumiu a paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no bairro das Quintas, em Natal, e, em 2023, foi transferido para a paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Macaíba (RN), onde permanece até hoje. 

Durante toda a sua vida ministerial tem colaborado direta e ativamente com a condução pastoral e administrativa da Arquidiocese de Natal, assumindo funções como: coordenador de zonal, mestre de cerimônias, coordenador do Setor de Leigos, vigário episcopal para o Clero e, desde o início do governo pastoral de dom João dos Santos Cardoso, é vigário geral da arquidiocese. 

Função

Segundo a Arquidiocese de Natal, o bispo auxiliar tem como principal função colaborar com o bispo diocesano nas responsabilidades pastorais e administrativas da arquidiocese.

Ele também pode substituir o bispo titular em casos de ausência ou impedimento.

Fonte: CNBB