quarta-feira, 8 de julho de 2026

Padre Possídio é o novo Vigário Geral da Diocese de Mossoró


A Diocese de Santa Luzia de Mossoró anunciou, nesta quarta-feira (8), mudanças na função de Vigário Geral. O bispo diocesano, Dom Francisco de Sales, acolheu o pedido de renúncia do padre Flávio Augusto Forte Melo ao cargo, apresentado por meio de carta no dia 2 de março de 2026.

De acordo com a Diocese, a decisão do sacerdote foi motivada pelo desejo de dedicar-se mais intensamente ao ministério como pároco da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição, no município de Pau dos Ferros.

Em nota, a Diocese agradeceu ao padre Flávio pelos serviços prestados durante o período em que exerceu a função de Vigário Geral, destacando o zelo, o espírito de comunhão e a dedicação na colaboração com o bispo diocesano no governo pastoral.

Na mesma ocasião, Dom Francisco de Sales nomeou o padre Possidio Lopes Lopes dos Santos Neto para assumir a função de Vigário Geral.

Ele exercerá o cargo ao lado do padre Antoniel Alves, colaborando diretamente com o ministério episcopal e com a condução da missão pastoral da Diocese de Santa Luzia de Mossoró.

Juiz Ivan Lira é nomeado desembargador federal do TRF5


O juiz federal Ivan Lira de Carvalho foi nomeado desembargador federal do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5). O ato de nomeação, assinado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, foi publicado na edição desta quarta-feira do Diário Oficial da União.

A nomeação ocorreu pelo critério de merecimento, após o magistrado integrar a lista tríplice formada pelo Pleno do TRF5.

A trajetória de Lira inclui forte atuação na área acadêmica: é doutor e mestre em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), bacharel em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Titular da 5ª Vara Federal da Justiça Federal no Rio Grande do Norte (JFRN), Ivan Lira construiu uma sólida trajetória na magistratura federal. Ao longo de sua carreira, exerceu também a função de Diretor do Foro da JFRN, contribuindo para o fortalecimento da gestão administrativa e jurisdicional da instituição.

Além da atuação no Poder Judiciário, Ivan Lira é professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e possui reconhecida produção acadêmica e intelectual.

Integra a Academia Norte-Rio-Grandense de Letras, o Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte e o Conselho Estadual de Cultura do Rio Grande do Norte, instituições das quais participa ativamente, consolidando sua contribuição para a cultura e a produção do conhecimento no Estado.

A nomeação representa o reconhecimento de uma trajetória marcada pelo compromisso com a magistratura, pela dedicação ao serviço público e pela relevante contribuição ao desenvolvimento da Justiça Federal na 5ª Região.

Na atual composição, o Tribunal conta com três desembargadores do Rio Grande do Norte: Edilson Pereira Nobre Júnior, Cibele Benevides Guedes da Fonseca e Walter Nunes da Silva Júnior.

terça-feira, 7 de julho de 2026

Prédio histórico do Museu do Seridó é entregue após restauração


O patrimônio histórico e cultural da região do Seridó celebrou um momento marcante nesta terça-feira, com a solenidade oficial de entrega da obra de restauração do prédio do Museu do Seridó.

Iniciada ainda em 2024, a ampla reforma foi planejada pela UFRN para modernizar o espaço, garantindo total acessibilidade para os futuros visitantes e ampliando as salas de exposição para acomodar melhor o rico acervo da instituição.

Na última semana, os trabalhos foram concluídos com os serviços de pintura e limpeza, além da transferência segura de todo o acervo, que estava guardado provisoriamente nas dependências da 10ª Diretoria Regional de Educação e Cultura (DIRED).

A restauração atende a uma antiga demanda da região, já que o museu permanecia de portas fechadas para o público geral há alguns anos devido à falta de acessibilidade e de infraestrutura adequada para receber grandes fluxos de pessoas no prédio histórico, limitando-se a visitas agendadas de pesquisadores e estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

A partir desta etapa, as equipes darão início ao complexo trabalho de organização interna, que envolve a conferência detalhada das peças históricas.

De acordo com o professor Rogério Lima, vice-diretor do Centro de Ensino Superior do Seridó (CERES-UFRN), “o acervo passará por essa conferência e organização cuidadosa, o que demanda tempo, mas a instituição pretende abrir as portas para exposições e visitas da comunidade o quanto antes, assim que houver plenas condições técnicas”.



UFRN concede título de professor emérito a Muirakytan Macêdo

Foto: Cícero Oliveira

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) realizou a cerimônia de outorga de título de Professor Emérito (Post-Mortem) ao docente Muirakytan Kennedy de Macêdo, bem como a solenidade de denominação do Edifício de Laboratórios do Departamento de História do Centro de Ensino Superior do Seridó (Ceres), que receberá o nome do Professor Muirakytan Kennedy de Macêdo. Os eventos foram realizados, na manhã desta terça-feira, 7, no município de Caicó-RN.

O reitor José Daniel Diniz destacou a contribuição de Muirakytan Macêdo para a UFRN, o qual participou da consolidação do ensino e da pesquisa na área da História, integrou a equipe responsável pela primeira proposta do Mestrado Acadêmico em História dos Sertões e esteve à frente da implantação da primeira revista eletrônica da Universidade.

A docente aposentada e viúva de Muirakytan, Ana Santana Souza, iniciou seu discurso citando o texto intitulado de “Religare”, o qual o marido dedicou a ela. Da publicação, ela lembrou que a permanência de Muitakytan segue presente nela, nos familiares, nos estudantes, nas pesquisas e nas obras de arte que ele compôs. “Seu legado é sua permanência”, ela afirmou que a cerimônia ressignificou a data de seu falecimento, que coincidiu com o dia da outorga do título honorífico.

O diretor do Ceres, Diego Salomão, considerou que as homenagens perpetuam a memória de Muirakytan Macêdo, docente que se tornou uma representação do Seridó Potiguar.


Foto: Cícero Oliveira

Homenagens

No dia 18 de novembro de 2024, o Conselho Superior (Consuni-UFRN) aprovou, à unanimidade de votos, a designação do prédio de laboratórios do Departamento de História do CERES de “Edifício de Laboratórios Professor Muirakytan Kennedy de Macedo”. Já a aprovação da concessão de título de Professor Emérito (Post-Mortem) ao docente ocorreu em 18 de julho de 2025.

Trajetória:

Muirakytan K. de Macedo, nascido em Caicó/RN em 1964 e falecido em 2021, dedicou sua carreira à pesquisa e divulgação da história e da cultura do Seridó, uma região que ele amava e considerava seu grande interesse de estudo. Sua formação acadêmica incluiu graduação em História, mestrado e doutorado em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), além de um pós-doutorado em Educação.

Ele criou a bem sucedida Revista Mneme.

Sua obra é de fundamental importância para o Seridó, pois ele foi um dos historiadores com grande produção acadêmica sobre a área. Ele se dedicou a compreender as contradições humanas e a história desse espaço, especialmente no que tange aos discursos que constituíram a região e ao patrimônio familiar e cotidiano.

Muirakytan não foi apenas um historiador; foi um guardião da memória, um narrador apaixonado que deu voz às histórias, aos costumes e às transformações que definem o Seridó. Ele foi como um arqueólogo das memórias sertanejas e dedicou sua vida a desvendar os segredos do Seridó, uma região que pulsava em seu coração acadêmico.

Lei reconhece Atheneu como patrimônio histórico de Natal

Foto: José Aldenir

O Colégio do Atheneu Norte-rio-grandense foi reconhecido oficialmente como patrimônio cultural, educacional, arquitetônico e histórico de Natal. A medida foi estabelecida pela Lei nº 8.158, de 2 de julho de 2026, sancionada pelo prefeito Paulinho Freire (União) e publicada no Diário Oficial do Município. Ensinobásico e secundário

De acordo com a legislação, o reconhecimento abrange a importância histórica, cultural, arquitetônica e educacional da instituição, considerada uma referência para a memória da capital potiguar.

A lei também reforça a necessidade de preservação do prédio e das referências históricas e artístico-culturais existentes no local. O texto determina que o Poder Público, em conjunto com a comunidade escolar e os demais órgãos competentes, adote medidas voltadas à conservação e valorização do bem.

Entre os objetivos estabelecidos pela norma está a proteção, preservação e restauração do patrimônio arquitetônico, reconhecendo-o como referência da memória, da cultura, da identidade e da diversidade da cidade. Pessoase sociedade

A legislação também prevê a promoção de iniciativas de divulgação e valorização da preservação do patrimônio público, além da realização de fiscalização e acompanhamento periódico e permanente para garantir a conservação do imóvel.

Outro objetivo previsto é a conservação de arquivos, registros e documentos relacionados ao Atheneu Norte-rio-grandense, visando preservar o acervo histórico da instituição.

Segundo a legislação, caberá ao Poder Público atuar em parceria com a comunidade escolar e os órgãos competentes para desenvolver ações voltadas à preservação do patrimônio, assegurando a conservação do edifício, de seus elementos arquitetônicos e do acervo documental e histórico vinculado ao colégio.

*AGORA RN

Virgínia Ferreira assume Gabinete Civil do Governo do Estado

Secretária Virginia Ferreira. Foto: reprodução.

A governadora Fátima Bezerra  nomeou a economista Virginia Ferreira para o cargo de Secretária-Chefe do Gabinete Civil do Governo do RN, em substituição a Raimundo Alves Júnior, que estava no cargo desde 2019. O ato com a assinatura da governadora foi publicado na edição de sábado(04/07) do Diário oficial do Estado (DOE).

Virginia faz parte do secretariado estadual desde o início da atual gestão. Até então, ela comandava a Secretaria de Estado do Planejamento e das Finanças (Seplan) e agora passa a responder pelo Gabinete Civil, uma das principais estruturas da administração estadual. Ela também passou anteriormente pela Secretaria de Administração durante o primeiro mandato de Fátima.

Maria Virgínia Ferreira Lopes é economista graduada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte(UFRN) em 1981, com especialização em Planejamento e Orçamento (1985) e Projetos Econômicos e Sociais (1987) pelo Centro de Treinamento para o Desenvolvimento Econômico da Secretaria de Planejamento da Presidência da República. 

Dentre outras atribuições, Virgínia Ferreira também foi Presidente do Conselho Regional de Economia/RN nos períodos de 1985, 1995 e 1996. 
Foi Secretária de Planejamento da Prefeitura de Natal de 2005 a 2008 e de 2013 a 2016, comandou também a pasta de Meio Ambiente e Urbanismo do município.
Membro do Conselho Nacional de Secretários de Estado da Administração, quando ocupou esta pasta de 2019 a 2023.

Virginia é filha do médico e ex-deputado estadual  por 2 mandatos, Leônidas Ferreira(falecido em 2009). Seu pai também foi secretário de Estado da Saúde e chefe do Gabinete Civil nas gestões do ex-governador José Agripino Maia.

sexta-feira, 3 de julho de 2026

Nevinha Gurgel, ex-reitora da UERN, morre aos 79 anos


Maria das Neves Gurgel de Oliveira Castro, ex-reitora da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, faleceu nesta sexta-feira(3), em Natal, aos 79 anos, em decorrência de complicações associadas à idade e comorbidades.

Trajetória: 

Nascida na cidade de Janduís-RN, no dia 05 de agosto de 1946, era filha de Elpídio Gurgel de Brito e Ana de Oliveira Gurgel. Seus estudos foram cursados nas seguintes escolas: Grupo Escolar Professor Antônio Carlos (1955 a 1959), Caraúbas-RN; Ginásio Francisca Mendes (1960 a 1963), em Catolé do Rocha-PB; Instituto Presidente Kennedy (1964 a 1966), em Natal-RN; é graduada em Ciências Sociais, pela Fundação Universidade Regional do Rio Grande do Norte – FURRN (1968 a 1971) e Habilitação em Administração Escolar, pela Faculdade de Educação, FURRN (1978 a 1979).

Nevinha Gurgel, como era carinhosamente conhecida, foi reitora da Uern entre setembro de 1993 e setembro de 1997, tendo como vice-reitor o professor José Walter da Fonseca. Sua história com a UERN inicia junto com a origem da Universidade. Foi aluna do Instituto de Filosofia, Ciências e Letras de Mossoró, que posteriormente, em 1968, foi uma das faculdades que deu origem à Uern. Com uma trajetória profundamente ligada ao desenvolvimento educacional e acadêmico, ela se graduou também em Pedagogia.

Ingressou como professora do Departamento de Educação em março de 1971 e se aposentou em setembro de 1997. Foi pró-reitora de Ensino, chefe de Gabinete e vice-reitora na gestão do reitor Antônio Gonzaga Chimbinho (1989-1993), deixando uma marca de competência, liderança e dedicação ao ensino superior público potiguar.

Segunda mulher a ocupar o cargo de reitora na história da Universidade, sua gestão foi caracterizada por avanços administrativos fundamentais para a consolidação institucional.

A gestão de Maria das Neves Gurgel ocorreu em um período crucial de consolidação institucional da Uern, logo após o histórico reconhecimento da universidade pelo Ministério da Educação (MEC) em 1993.

Iniciou sua história profissional no Colégio Diocesano Santa Luzia, em Mossoró, instituição que sempre considerou seu berço formativo e sobre a qual, anos mais tarde, escreveu o livro “100 Anos Educando Gerações – Um Marco na Educação do RN”. Ao longo das décadas, se consolidou como pesquisadora e palestrante, destacando-se na área de Educação Inclusiva.

Como reconhecimento ao seu legado, recebeu o título honorífico de Professora Emérita da Instituição. Além disso, foi homenageada com comendas como o Tributo Ana Floriano pela Prefeitura de Mossoró e reconhecida pelo Conselho Estadual de Educação por sua contribuição acadêmica e social.

Nevinha foi casada com Hilton Castro, e mãe de 2 filhos: Italo e Ilnahra.

Marcos da Gestão de Nevinha Gurgel como Reitora (1993–1997)

Autonomia na emissão de diplomas: Até o início de sua gestão, os diplomas expedidos pela Uern precisavam ser registrados pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Sob o comando de Nevinha Gurgel, a Uern conquistou a prerrogativa e a infraestrutura técnica para realizar o registro dos diplomas na própria instituição;

Expansão e fortalecimento do corpo docente: Visando estruturar as bases acadêmicas e atender à crescente demanda de alunos e novos cursos, sua administração promoveu a realização de concursos públicos;

Inclusão e acessibilidade: Sua gestão lançou sementes importantes para que a Uern debatesse e implementasse práticas voltadas à acessibilidade e integração de alunos com necessidades específicas;

Representatividade feminina: Sua ascensão ao cargo de reitora na década de 1990 fixou um marco simbólico e político importante para a liderança das mulheres nas universidades públicas do Nordeste

*Com informações do Portal da UERN.

terça-feira, 30 de junho de 2026

Assembleia Legislativa destaca legado e celebra centenário de Dom Heitor de Araújo Sales

Foto: Eduardo Maia/ALRN.

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte realizou, na tarde desta terça-feira (30), uma Sessão Solene em homenagem ao centenário de nascimento do arcebispo emérito de Natal Dom Heitor de Araújo Sales. A iniciativa foi proposta pelos deputados estaduais Adjuto Dias (PL), Ezequiel Ferreira (PSDB) e José Dias (PL), reunindo autoridades civis, religiosas, familiares e representantes da sociedade potiguar para celebrar o legado de um dos maiores líderes da Igreja Católica no Estado.

Nascido em 29 de julho de 1926, em São José de Mipibu, Dom Heitor foi ordenado sacerdote em 1950, tornando-se bispo da Diocese de Caicó em 1978. Em 1993, assumiu a Arquidiocese de Natal, onde permaneceu até 2003.

Outro marco de seu episcopado foi a beatificação dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu, realizada pelo Papa São João Paulo II em 5 de março de 2000, fato considerado um dos momentos mais significativos da história da Igreja Católica no Rio Grande do Norte.

Durante a solenidade, os três parlamentares entregaram uma placa comemorativa em homenagem a Dom Heitor, recebida por familiares do arcebispo emérito.

Falando em nome do homenageado, Otto Santana destacou a trajetória do Arcebispo, ressaltando o lema que marcou a vida e o ministério episcopal de Dom Heitor — “Unidade, Paz e Alegria” —, ressaltando que esses valores continuam inspirando a Igreja e a sociedade potiguar.

Em seu discurso, Otto Santana ressaltou a dedicação de toda sua vida de Dom Heitor ao serviço em prol do povo do Rio Grande do Norte. “Para nossa alegria, ele o faz assim, ainda, com tamanha vitalidade, lúcido, feliz, alegre, coversador, disposto. Um exemplo. Minha palavra em seu nome é de agradecimento à Assembleia Legislativa por essa homenagem, em especial aos deputados Ezequiel, Adjuto Dias e José Dias, por essa propositura tão oportuna”, disse Otto Santana, que também destacou o legado do sacerdote, construído a partir de valores sólidos e uma personalidade conciliadora.


Centro Cultural Trampolim da Vitória é reconhecido como patrimônio histórico e cultural do RN

Foto: reprodução

O Centro Cultural Trampolim da Vitória (CCTV), localizado em Parnamirim, foi oficialmente reconhecido como Patrimônio Histórico, Cultural, Material e Imaterial do Rio Grande do Norte. A medida está prevista na Lei nº 12.788, de 26 de junho de 2026, publicada no Diário Oficial do Estado.

O reconhecimento foi viabilizado por meio de articulação do vereador Professor Ítalo junto ao presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, deputado Ezequiel Ferreira, autor da proposta que resultou na nova legislação.

A lei garante proteção ao patrimônio material do espaço, como edificações, documentos, fotografias, objetos e equipamentos de exposição, além de preservar seu patrimônio imaterial, composto pelas memórias, narrativas históricas e ações educativas desenvolvidas pelo centro cultural.

Instalado no antigo Aeroporto Internacional Augusto Severo, o CCTV preserva a história de Parnamirim durante a Segunda Guerra Mundial, período em que a cidade se tornou ponto estratégico para as forças aliadas. O espaço reúne um amplo acervo histórico e recebe visitantes de diversas regiões do Brasil e do exterior.

Com o reconhecimento, o Governo do Estado passa a adotar medidas voltadas à preservação, manutenção e valorização do Centro Cultural, fortalecendo também o turismo histórico e cultural em Parnamirim.

Morre em Mossoró o ex-reitor da UERN Elder Heronildes, aos 92 anos

Professor Elder Heronildes. Foto: reprodução

Morreu nesta terça-feira (30), em Mossoró, o advogado, professor universitário, escritor e ex-reitor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), Elder Heronildes da Silva, aos 92 anos. Ele já vinha enfrentando problemas de saúde e estava internado em um hospital de Mossoró.

Nascido em 9 de setembro de 1933, Elder construiu uma trajetória marcada pela atuação na educação superior, no Direito e na preservação da memória cultural potiguar. Na UERN, ocupou o cargo de reitor entre 19 de janeiro de 1977 e janeiro de 1981, período em que passou a integrar a história administrativa da instituição. Também atuou como vice-reitor em outras gestões da antiga universidade regional.

Além da vida universitária, Elder teve presença destacada no meio literário e acadêmico. Foi membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras, ocupando a cadeira 37, além de integrar a Academia Mossoroense de Letras (AMOL) e a Academia de Ciências Jurídicas e Sociais de Mossoró (ACJUS).

Na ACJUS, Elder Heronildes foi reconhecido como presidente de honra da instituição. A entidade também denominou um auditório memorial com o seu nome, em reconhecimento à sua contribuição para a vida intelectual, jurídica e cultural de Mossoró.

Elder era lembrado pela presença constante nos círculos culturais e sociais da cidade. Em 2022, a ACJUS promoveu uma sessão solene em homenagem aos seus 89 anos, reunindo familiares, amigos e integrantes da academia.

Ele deixa a esposa, Zélia Macedo Heronildes, e os filhos George Macêdo Heronildes e Disreeli Macêdo Heronildes.

Fonte: Blog do Barreto

segunda-feira, 29 de junho de 2026

Morre Herbert Mota, advogado, músico e ex-vereador de Mossoró


Morreu na madrugada desta segunda-feira (29) o advogado, ex-magistrado, músico e ex-vereador de Mossoró Herbert de Oliveira Mota, aos 64 anos. Ele estava internado em Natal há alguns dias para tratamento de problemas de saúde, mas não resistiu.

Graduado em Direito pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, Herbert Mota construiu uma trajetória de mais de três décadas na advocacia. Ao longo da carreira, atuou na consultoria e assessoria jurídica, prestando serviços a empresas privadas, órgãos públicos e entidades de diferentes segmentos. 

Na vida pública, exerceu mandato como vereador de Mossoró entre 1983 e 1988. Em 1992 saiu candidato a vice-prefeito pelo PSB, na chapa do também advogado Paulo Afonso Linhares. Além disso, ele era sobrinho do ex-vereador Antonio Praxedes da Mota(in memoriam), que exerceu dois mandatos consecutivos na década de 90. 

Em 2014, foi nomeado juiz eleitoral substituto do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte(TRE-RN), assumindo a vaga deixada por Nilo Ferreira Júnior, que havia concluído seu segundo mandato.

Herbert Mota também deixou sua marca na cultura mossoroense. Apaixonado pela música, liderou a Banda H, grupo que conquistou reconhecimento no cenário artístico local.

Além de músico, Herbert era conselheiro de empresas, conciliador, músico, escritor,  palestrante e poeta. Também integrou o Conselho Universitário da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Consuni/UERN), contribuindo para as discussões e decisões da instituição.

*Com informações do PORTAL TCM

A Câmara de Mossoró divulgou nota de pesar

NOTA DE PESAR

A Câmara Municipal de Mossoró manifesta profundo pesar pelo falecimento de Herbert de Oliveira Mota, que exerceu o mandato de vereador no Legislativo mossoroense entre os anos de 1983 e 1988.

Ao longo de sua trajetória pública, Herbert de Oliveira Mota contribuiu para os trabalhos legislativos e para o fortalecimento da democracia no município, deixando sua participação registrada na história da Câmara Municipal de Mossoró.

Neste momento de dor, a Câmara Municipal de Mossoró solidariza-se com os familiares, amigos e todos que tiveram o privilégio de conviver com Herbert de Oliveira Mota, rogando a Deus que conceda conforto e força para superar esta irreparável perda.

Câmara Municipal de Mossoró
29 de junho de 2026



quinta-feira, 25 de junho de 2026

Guia internacional reúne mais de 230 espécies de aves registradas em Caicó e destaca biodiversidade do Seridó

Foto: Hélder Macedo

A diversidade de aves encontrada em Caicó, na região Seridó do Rio Grande do Norte, passou a integrar uma publicação de alcance internacional. Trata-se do guia ilustrado Aves do Município de Caicó que foi lançado pela série Field Guides, do Field Museum, nos Estados Unidos, reunindo mais de 230 registros fotográficos de espécies observadas no município.

A obra apresenta fotografias, nomes científicos e populares, informações taxonômicas e dados sobre o status de conservação das aves registradas em diferentes ambientes da região, incluindo áreas de Caatinga, rios, açudes e zonas urbanas.

O trabalho é fruto de uma parceria entre pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, da Fundação para o Desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do Rio Grande do Norte e do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente. Entre as espécies catalogadas estão aves características do semiárido, como o Periquito-da-caatinga, o Picapauzinho-da-caatinga, o Bacurauzinho-da-caatinga, o Cancão e o Currupião.

O levantamento também registra espécies associadas a ambientes aquáticos, como garças, jaçanãs, galinhas-d’água, marrecas e maçaricos, reforçando a importância dos reservatórios e áreas úmidas existentes no município para a manutenção da fauna regional.

De acordo com o biólogo Alan de Araújo Roque, pesquisador-bolsista do Idema/Funcitern e coautor da publicação, o guia foi desenvolvido como ferramenta de educação ambiental e de aproximação entre a população e a biodiversidade local. Segundo ele, a proposta é estimular a observação da natureza, incentivar a pesquisa científica e contribuir para ações voltadas à conservação das espécies presentes no Seridó.

A autora principal do guia, a geógrafa e professora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) Sandra Kelly de Araújo, explica que o material foi construído ao longo de anos de observação em campo, onde foi possível registrar tanto espécies residentes quanto aves migratórias que aparecem na região apenas em determinados períodos do ano.

Além das imagens e informações científicas, a publicação traz a classificação das espécies conforme critérios da União Internacional para a Conservação da Natureza, sendo a maior parte das aves registradas está enquadrada na categoria “Pouco Preocupante”, utilizada para espécies consideradas estáveis em escala global.

Veja o guia AQUI.



Professora Sandra Kelly, uma das autoras do guia, durante observação de aves. - Foto: Hélder Macedo


*Fonte: TCM Notícia

sábado, 20 de junho de 2026

Diocese de Mossoró inaugura Ala Dom José Freire e preserva a memória de seu quinto bispo


A Diocese de Mossoró inaugurou neste sábado(20),  a Ala Dom José Freire no Memorial Diocesano, localizado nas dependências do Seminário Santa Teresinha, em Mossoró (RN).

A iniciativa integra as comemorações pelos 70 anos de ordenação sacerdotal de Dom José Freire de Oliveira Neto, quinto bispo da Diocese de Mossoró, cuja vida foi marcada pela dedicação ao Evangelho e ao serviço pastoral junto ao povo de Deus.

A nova ala reune paramentos, documentos e objetos pessoais que ajudam a contar a trajetória de Dom José Freire e a preservar seu legado para as futuras gerações. 

Entre as peças do acervo, doadas pela família do bispo, destacam-se o cálice utilizado em sua ordenação sacerdotal, em 1956, o anel episcopal, um terço recebido de São João Paulo II, além de medalhas, fotografias e outros objetos de valor histórico e afetivo.















Quem foi Dom José Freire?

Dom José Freire de Oliveira Neto nasceu em Apodi (RN), no dia 9 de março de 1928, filho de José Freire de Oliveira Filho e Francisca Celsa de Oliveira.

Entre 1944 e 1949, cursou o ginásio no Seminário Santa Teresinha, em Mossoró. Posteriormente, estudou Filosofia no Seminário Central de São Leopoldo (RS) e Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma.

Foi ordenado sacerdote em 22 de setembro de 1956, na capital italiana. Em 1973, foi nomeado Bispo Auxiliar de Mossoró, recebendo a ordenação episcopal em Roma, no ano seguinte. Em 1979, foi nomeado bispo coadjutor e, em 1984, assumiu o governo da Diocese de Mossoró após a renúncia de Dom Gentil Diniz Barreto.

Seu lema episcopal era “Configuratus Mortis Eius” (“Semelhante a Ele na morte”), expressão que traduzia sua profunda espiritualidade e identificação com Cristo.



Páscoa Definitiva

Dom José Freire faleceu em 10 de janeiro de 2012, aos 83 anos, após complicações decorrentes de um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Seus restos mortais repousam na Catedral de Santa Luzia, em Mossoró, onde continua presente na memória e nas orações do povo que pastoreou com dedicação e zelo.

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Lei Nº 12.784/2026: Reconhece como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Rio Grande do Norte a Literatura Potiguar


RIO GRANDE DO NORTE

LEI Nº 12.784, DE 18 DE JUNHO DE 2026.

Reconhece como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Rio Grande do Norte a Literatura Potiguar. 

A GOVERNADORA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE: FAÇO SABER que o Poder Legislativo decreta e eu sanciono a seguinte Lei: 

Art. 1º Fica reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Rio Grande do Norte a Literatura Potiguar. 

Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data da sua publicação.

Palácio de Despachos de Lagoa Nova, em Natal/RN, 18 de junho de 2026, 205º da Independência e 138º da República.

FÁTIMA BEZERRA
Governadora

terça-feira, 16 de junho de 2026

Famílias de potiguares vítimas da ditadura militar recebem certidões de óbito corrigidas

Foto: Raiane Miranda

Reparação, memória, justiça e verdade. As quatro palavras passaram, nesta segunda-feira (15), a compor o léxico de 12 famílias de potiguares mortos ou desaparecidos durante o período da Ditadura Militar (1964-1985), as quais receberam, em ato realizado no auditório da Reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal, as certidões de óbito retificadas de seus parentes. A solenidade teve a presença da governadora Fátima Bezerra.

A iniciativa é do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) e da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP). A entrega dos certificados atendeu à Resolução nº 601/2024 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estabelece a retificação dos registros de óbito de todas as vítimas do regime militar. O evento em Natal é a quarta entrega deste tipo realizada em 2026, após cerimônias em Salvador, Fortaleza e Recife.

A partir de agora, nos documentos atualizados passa a constar — de forma textual — o reconhecimento de “morte não natural, violenta, causada pelo Estado brasileiro no contexto da perseguição sistemática à população, identificada como dissidente política por regime ditatorial instaurado em 1964”.



Segundo a governadora Fátima Bezerra, a entrega dos documentos representa uma reparação histórica às famílias que conviveram com versões falsas ou incompletas sobre o paradeiro e a morte de seus entes durante o regime militar. “Hoje, reunimo-nos para realizar a entrega formal dessas certidões de óbito, cientes de que este ato transcende a simples formalidade administrativa. Durante décadas, familiares foram compelidos a conviver não apenas com o luto, mas com as versões falsas e criminosas produzidas pelo próprio Estado para encobrir a violência institucional”, lembrou.

Ainda segundo ela, a solenidade reafirma o compromisso de reparação moral e histórica com as vítimas do Estado. “Cada uma dessas certidões representa o reconhecimento oficial de que essas vidas foram interrompidas pela violência política estatal. Esses homens e mulheres não morreram por acaso, foram vítimas de um regime que suprimiu direitos, perseguiu opositores e tentou sufocar os sonhos de uma geração. Este momento possui um significado profundo, pois devolve a dignidade e restaura a memória daqueles que foram injustiçados”, salientou.

Em Natal, foram entregues as certidões de óbito retificadas de Anatália de Souza Alves de Melo, Edson Neves Quaresma, Emmanuel Bezerra dos Santos, Gerardo Magela Fernandes Torres da Costa, Hiram de Lima Pereira, José Silton Pinheiro, Lígia Maria Salgado Nóbrega, Luiz Gonzaga, Luiz Ignácio Maranhão Filho, Sebastião Gomes, Virgílio Gomes da Silva e Zoé Lucas de Brito.

A presidente da CEMDP e procuradora da República, Eugênia Augusta Gonzaga Costa, afirmou que a solenidade representa o reconhecimento oficial de que esses indivíduos foram vítimas de violência estatal sistemática. Segundo a procuradora, o documento formaliza um clamor de décadas das famílias e busca trazer à luz a verdade sobre as trajetórias interrompidas por perseguição política.

A secretária executiva do Ministério dos Direitos Humanos, Isadora Louzada, ressaltou que a escolha do ambiente acadêmico para a cerimônia constitui uma homenagem à universidade pública brasileira, onde estudantes, professores e servidores foram alvos frequentes de repressão durante o regime militar. “Este momento possui um significado profundo, pois devolve a dignidade e restaura a memória daqueles que foram injustiçados”, pontuou.

De acordo com o Ministério, a medida assegura que os documentos oficiais passem a descrever as reais circunstâncias das mortes, em substituição às versões registradas anteriormente pelo aparato repressivo.

Durante a solenidade, que lotou o auditório da Reitoria da UFRN, os familiares presentes ressaltaram que o ato representa uma etapa de justiça e de resgate da história dos potiguares que foram mortos durante o regime militar.

Para Edmar Quaresma de Freitas, sobrinho de Edson Neves (desaparecido em 5 de dezembro de 1970, em São Paulo), a ausência do tio é uma “ferida dolorosa” na trajetória familiar. “Eu estava no ventre da minha mãe, irmã do meu tio, quando tudo aconteceu. Desde a infância eu sentia a dor que ela demonstrava; a ausência que a consumia. Hoje, agradeço por ter essa parte da minha história resolvida”, afirmou.

A filha de Hiram de Lima Pereira (desaparecido em 15 de janeiro de 1975), Hanya Pereira, também falou da angústia causada pelo desaparecimento do pai. Ela comparou o momento de receber a certidão de óbito ao filme “Ainda Estou Aqui”, no qual a personagem Eunice Paiva recebe a declaração de óbito de Rubens Paiva após anos de busca. “Eu me emocionei quando vi a cena. E hoje estou vivendo esse momento de alegria. Quando meu pai desapareceu, eu tinha 13 anos, mal sabia o que fazer. Hoje, sou mais velha que ele”, disse.


Haroldo Maranhão, sobrinho de Luiz Ignácio Maranhão Filho (desaparecido em 3 de abril de 1974), ressaltou a necessidade de vigilância constante para que violações de direitos humanos não se repitam. Segundo ele, o momento é de satisfação pelo resgate histórico. Haroldo definiu a dor causada pelo desaparecimento de um familiar político como uma “morte sem fim”, que agora recebe um marco de reparação documental.

Segundo a presidenta do Comitê Estadual de Memória, Verdade e Justiça do RN, Jana Sá, a retificação é um ato de reparação para familiares que conviveram por décadas com documentos que ocultavam crimes do regime. “Reconhecer isso oficialmente é um dever democrático. Para nós, que atuamos na luta por Memória, Verdade e Justiça, esta solenidade é também um compromisso com o presente e com o futuro. Não se trata apenas de olhar para o passado, mas de garantir que as novas gerações conheçam essa história e compreendam que a democracia exige memória, responsabilidade e respeito aos direitos humanos”, proferiu.

A deputada federal Natália Bonavides, organizadora da solenidade, ressaltou que o momento busca renovar o compromisso democrático e visibilizar a história dos potiguares que desafiaram a ditadura. “Acredito que estamos em um momento de profunda emoção. O Brasil que almejamos só será possível se preservarmos a memória daqueles que dedicaram suas vidas em prol de um país melhor, pautado pela paz e pelo respeito. Que possamos, no futuro, ver esses nomes reconhecidos na história e na justiça do nosso país”, finalizou.

Monumento em homenagem ao Monsenhor João Agripino Dantas, em São João do Sabugi (RN)




Monumento em homenagem ao Monsenhor João Agripino Dantas (1924-2016), foi inaugurado no último domingo, em São João do Sabugi RN, na Praça Monsenhor João Agripino Dantas, em alusão aos 30 anos de Paróquia de São João Batista e abertura dos festejos do São João em São João.


O monumento é arte do sabugiense Damião Ezequiel Araújo de Medeiros, que destaca-se pela sua capacidade de ressaltar detalhes, enriquecendo a obra.

Monsenhor João Agripino, nasceu em Cruzeta, RN, ordenou-se padre na Basílica de São João de Latrão, em Roma, no ano de 1950, e além de exercer o sacerdócio, foi também professor no curso de Letras do Campus de Caicó, UFRN, onde recebeu título de Professor Emérito da UFRN em 2015.

Era reconhecido pela sua sabedoria, conheceu vários países, falava vários idiomas e era um exímio leitor de variados livros. Tinha um apreço especial pelo significado dos nomes próprios, bem como, pelo respeito à escrita correta, de forma que orientava os pais na escolha do nome das crianças. Nas homilias, fazia contextualização com assuntos da atualidade, favorecendo a reflexão e o senso crítico da comunidade.


Monsenhor João Agripino assumiu a Paróquia de Nossa Senhora do Ó, em Serra Negra do Norte, em 1967, abrangendo os municípios de Serra Negra, São João do Sabugi e Ipueira. Em 1996, assumiu a Paróquia de São João Batista, em São João do Sabugi-RN, sendo portanto, seu primeiro pároco e posteriormente, Pároco Emérito, permanecendo até seu falecimento, em 2016.

O sacerdote é sepultado na Igreja Matriz de São João Batista. Na cidade também tem o Memorial João Agripino Dantas, com livros, fotografias, móveis, e outros objetos da sua trajetória como sacerdote e professor.

A homenagem eterniza seu legado.

*Texto da Jornalista Anna Jailma
*Fotos: Professor Quintino Medeiros

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Casa Multicultural Clara Camarão preserva acervo histórico e arqueológico em Extremoz

Foto: reprodução

A Casa Multicultural Clara Camarão, localizada em Extremoz, na Região Metropolitana de Natal, reúne arte, cultura e preservação histórica em um acervo formado por peças arqueológicas, objetos antigos e elementos ligados à memória do município e do Rio Grande do Norte. O espaço está aberto à visitação gratuita e busca preservar a história local por meio de exposições e atividades educativas.

Entre os itens de destaque estão duas canoas encontradas nas proximidades da Lagoa de Extremoz por um pescador. Segundo os responsáveis pelo espaço, as embarcações ajudam a compreender aspectos da vida dos povos indígenas que habitavam a região há séculos.

O acervo também reúne louças e fragmentos pertencentes a ingleses, franceses, portugueses e indígenas. O material foi encontrado durante escavações arqueológicas realizadas em áreas próximas à Casa Multicultural Clara Camarão, incluindo o entorno das ruínas da Igreja de São Miguel e locais onde ocorreram construções residenciais.

Outro tema presente no espaço envolve a disputa histórica sobre o local de nascimento do ex-presidente da República Café Filho, único potiguar a assumir a Presidência do Brasil. Há quem defende que ele nasceu em um local chamado Coqueiros, em Extremoz.

Entre as peças incorporadas ao acervo está a placa do antigo Mercado Público de Extremoz. O objeto foi encontrado pela professora Socorro Torres durante uma reforma em sua residência. A placa estava enterrada e é datada de 1953, período em que Extremoz ainda era distrito de Ceará-Mirim. Após a descoberta, o item foi doado ao museu e passou a integrar a coleção permanente da instituição.

A Casa Multicultural leva o nome de Clara Camarão, indígena da etnia potiguara reconhecida por sua importância histórica para o Rio Grande do Norte e para o Brasil. Segundo os responsáveis pelo espaço, a proposta é utilizar o patrimônio histórico como instrumento de educação e fortalecimento da identidade cultural.

Além das exposições, o local recebe estudantes e visitantes interessados em conhecer a história da região por meio de atividades educativas e culturais. A visitação é gratuita e ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. A Casa Multicultural Clara Camarão está localizada próxima às ruínas da Igreja de São Miguel, um dos principais pontos históricos de Extremoz, e perto da tradicional Casa do Grude.

A visita pode ser integrada a um roteiro turístico pela região, reunindo patrimônio histórico, cultura e tradições locais. Mais do que preservar objetos e documentos, a Casa Multicultural Clara Camarão mantém viva a memória de Extremoz e ajuda a conectar novas gerações à história do Rio Grande do Norte.

*Fonte: Portal Agora RN

Morre Paulo Varela, referência da poesia popular do RN

Foto: Reprodução/Cidade dos Poetas

Faleceu na terça-feira(09), o poeta memorialista Paulo Varela, aos 62 anos. Natural de Assú, no interior do Rio Grande do Norte, ele se firmou como um dos grandes nomes da poesia popular nordestina. 

Em pesar, a Prefeitura do município lamentou a perda e decretou luto oficial de três dias.

Trajetória

Natural de Assú, cidade conhecida como a Terra da Poesia, Paulo Varela construiu uma trajetória marcada pela defesa das raízes culturais nordestinas. Seus versos retratavam personagens, costumes, festas populares, histórias do sertão e o cotidiano do povo do interior, contribuindo para preservar memórias e fortalecer a identidade cultural potiguar. Ao longo da carreira, tornou-se uma referência da chamada poesia matuta, sendo frequentemente apontado como um dos maiores representantes do gênero no Nordeste.

A notoriedade de seu trabalho ultrapassou as fronteiras do Rio Grande do Norte. Um dos momentos mais marcantes de sua trajetória ocorreu em 2005, quando participou do Programa do Jô, na TV Globo. A apresentação levou a poesia popular potiguar para uma audiência nacional e ajudou a consolidar seu nome entre os principais divulgadores da cultura nordestina no país. A repercussão foi tão positiva que sua participação voltou a ser exibida posteriormente.

Antes de dedicar-se integralmente à arte, Paulo Varela trabalhou por muitos anos no setor de telecomunicações. Depois de percorrer diversas regiões do Brasil, decidiu abandonar a carreira empresarial para mergulhar definitivamente na literatura, no cordel e nas manifestações culturais populares. Além de poeta, também atuava como xilogravurista, escultor, cenógrafo e contador de causos, acumulando experiências que ajudaram a moldar sua produção artística.

Sua atuação não se limitou à escrita. Em Natal, foi um dos fundadores do espaço O Encanto do Cordel, criado em 2006 com o objetivo de fortalecer a circulação da literatura de cordel e incentivar novos autores. No local, promoveu encontros, saraus, oficinas e atividades voltadas à difusão da cultura popular. Também desenvolveu trabalhos com xilogravura, ilustrando folhetos e incentivando outras pessoas a conhecerem a técnica.