sexta-feira, 16 de outubro de 2026

O dia em que Natal parou


Pe. José Freitas Campos
Do clero da Arquidiocese de Natal


No início do século XX, em 1905, a capital do Rio Grande do Norte era ainda uma pequena cidade, com aproximadamente 10 mil habitantes. Eclesiasticamente, pertencia à Diocese da Paraíba, sediada em João Pessoa (PB). Natal possuía uma única paróquia, a de Nossa Senhora da Apresentação, criada ainda no período colonial, em 1599, como a freguesia mais setentrional do Brasil.

Havia quase 25 anos, a paróquia era pastoreada pelo padre João Maria Cavalcanti de Brito, que, antes de chegar à capital potiguar, havia exercido seu ministério nas paróquias de Santa Luzia do Sabugi (PB), Acari, Flores — atual Florânia — e Papari, hoje município de Nísia Floresta, no Rio Grande do Norte.


Ao chegar a Natal, fundou o jornal 8 de Setembro, em homenagem à festa litúrgica da Natividade de Nossa Senhora. Empenhou-se na luta pela libertação dos escravizados, manteve diálogo com a Maçonaria e, sobretudo, fez-se próximo dos mais pobres e desamparados, dedicando sua vida ao serviço dos que mais necessitavam de amparo e solidariedade.

Foi justamente no exercício dessa missão de caridade, em meio à epidemia de cólera, que contraiu a doença. Sua trajetória sacerdotal foi marcada por uma entrega generosa e incondicional ao povo de Deus, sem reservas, fazendo da caridade evangélica a expressão mais eloquente de seu ministério.

Na manhã de 16 de outubro de 1905, o padre João Maria fez sua Páscoa definitiva. Ao meio-dia, seu corpo foi trasladado do Alto do Juruá, na atual região de Petrópolis, para a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Apresentação, acompanhado por uma expressiva multidão. O cortejo fúnebre foi marcado por profunda comoção: fiéis, amigos, familiares e admiradores se reuniram para prestar a última homenagem àquele sacerdote que, posteriormente, entraria para a memória religiosa do povo potiguar como “O Anjo da Caridade”.

Às 16 horas, após as celebrações fúnebres, o corpo foi conduzido ao cemitério do bairro do Alecrim, onde recebeu sepultura. Calcula-se que aproximadamente oito mil pessoas tenham comparecido às despedidas, numa manifestação extraordinária de pesar e reconhecimento, sobretudo quando se considera a população de Natal naquele início de século.

Segundo os registros de Pedro Soares de Araújo Filho, publicados na obra Padre João Maria: subsídios para a História (1906), à medida que o cortejo avançava pelas ruas da cidade, o povo, tomado pela dor e pela saudade, exclamava: “Com sufocada saudade e dor, morreu o nosso bom vigário. Acabou-se a nossa proteção e amparo.”

Entre homenagens, preces, lágrimas e despedidas, Natal sepultava não apenas um sacerdote, mas também um homem que fizera da própria existência um testemunho de amor ao próximo. Naquele 16 de outubro de 1905, a cidade parecia deter o seu ritmo para chorar a partida de seu vigário, cuja memória permaneceria viva na devoção popular e na história da Igreja norte-rio-grandense.

Natal chorou a morte do padre João Maria; o tempo, porém, não apagou a lembrança de sua caridade.

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Câmara de Natal aprova regra que permite a vereador assumir mandato estadual ou federal sem renunciar

Câmara de Natal aprova emenda que permite a vereadores assumir mandatos estaduais ou federais temporariamente sem renunciar à vaga municipal. Foto: Francisco de Assis/CMNAT

A Câmara Municipal de Natal aprovou por unanimidade, nesta quarta-feira (14), uma emenda à Lei Orgânica que permite a vereadores assumir temporariamente mandatos estaduais ou federais sem renunciar à cadeira no Legislativo municipal. A medida assegura o direito de retorno ao cargo nas situações previstas no texto aprovado.

A proposta contempla vereadores convocados para substituir parlamentares durante afastamentos ou licenças e casos de posse em mandato estadual ou federal por determinação judicial. Com a aprovação definitiva, a emenda seguirá para promulgação pela Mesa Diretora da Câmara, sem necessidade de sanção do prefeito Paulinho Freire (União).

O Projeto de Emenda à Lei Orgânica nº 1/2023 foi apresentado em junho de 2023 pela então vereadora Nina Souza (PL), atualmente deputada federal eleita. A matéria havia sido aprovada em primeiro turno em setembro daquele ano e acrescenta dois incisos e um parágrafo ao artigo 27 da Lei Orgânica de Natal, que estabelece situações relacionadas à manutenção do mandato de vereador.

O que muda com a nova regra?
Uma das alterações permite que o vereador convocado, na condição de suplente, para exercer mandato público eletivo estadual ou federal mantenha sua vaga na Câmara Municipal durante o período de substituição.

O texto prevê a preservação do mandato para o vereador “que assumir, na condição de suplente, cargo ou mandato público eletivo estadual ou federal, pelo tempo que durar o afastamento ou a licença do titular”.

Na prática, a regra possibilita que o parlamentar municipal assuma temporariamente a função de deputado estadual, deputado federal ou senador e retorne à Câmara de Natal quando terminar o afastamento ou a licença do titular substituído.

A segunda hipótese trata da posse em mandato estadual ou federal por determinação judicial. Nesse caso, a emenda estabelece a manutenção do mandato municipal “enquanto não houver o trânsito em julgado da ação originária ou o fim da Legislatura”.

Para as duas situações, a proposta determina: “É garantido ao Vereador o direito à recondução ao seu cargo nos casos previstos nos incisos III e IV”.

Por que a proposta foi apresentada?
Ao defender a mudança em 2023, Nina Souza argumentou que a legislação municipal deveria permitir que vereadores assumissem temporariamente mandatos de deputados sem precisar renunciar à vaga na Câmara de Natal.

“Com essa alteração na Lei Orgânica, eles poderiam ir e voltar ao término da licença”, afirmou a vereadora na época.

A discussão envolvia quatro integrantes da Câmara Municipal que haviam ficado na suplência nas eleições de 2022. Camila Araújo e Milklei Leite eram suplentes de deputado federal, enquanto Robson Carvalho e Júlia Arruda estavam na suplência para deputado estadual. Naquele momento, os nomes foram citados como possíveis beneficiários da alteração.

“Nesses casos, caso algum deputado adoeça ou tire licença particular, os vereadores não podem assumir interinamente, pois têm que renunciar. Com essa alteração na Lei Orgânica, eles poderiam ir e voltar ao término da licença”, destacou Nina Souza, na época da polêmica.

Fonte: O Poti

terça-feira, 13 de outubro de 2026

Justiça Eleitoral suspende afastamento do vereador Cabo Deyvison



A Justiça Eleitoral suspendeu os efeitos da decisão que determinou a perda do mandato do vereador Cabo Deyvison (PL), de Mossoró, na região Oeste do Rio Grande do Norte. A Câmara Municipal informou que foi intimada da nova decisão nesta terça-feira (13) e que vai adotar as medidas necessárias para restabelecer o parlamentar no cargo.

A decisão foi proferida pelo desembargador eleitoral Eduardo Bezerra de Medeiros Pinheiro, do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN), durante a análise de um pedido de urgência apresentado pela defesa do vereador e pelo diretório municipal do PL.

O magistrado determinou a suspensão dos efeitos do acórdão que havia decretado a perda do mandato até o julgamento dos embargos de declaração e a publicação da decisão correspondente. A medida também suspende os efeitos dos atos administrativos decorrentes do julgamento anterior

Na decisão, o desembargador considerou que a questão processual apresentada pela defesa é “potencialmente capaz de alterar o resultado do julgamento”.

A Câmara Municipal informou que a nova decisão suspendeu os efeitos dos atos que haviam declarado a extinção do mandato de Cabo Deyvison e convocado o suplente do MDB para assumir a vaga.

Segundo a Casa Legislativa, serão publicados os atos necessários para garantir o retorno do vereador ao exercício do cargo.

Cabo Deyvison foi eleito vereador de Mossoró em 2024, pelo MDB, com 1.766 votos. Em abril de 2026, ele deixou o MDB e se filiou ao PL, partido pelo qual foi candidato a deputado federal nas eleições deste ano. Cabo Deyvison obteve 100 mil votos, mas não se elegeu.

O MDB Nacional ingressou na Justiça Eleitoral com uma ação para pedir a perda do mandato, sob o argumento de que a mudança de partido ocorreu sem justa causa.

Neste mês de outubro, o TRE-RN decidiu, por unanimidade, decretar a perda do mandato do vereador. Na avaliação do tribunal, a mudança de alianças e de alinhamento político do MDB no âmbito municipal não configurou alteração substancial do programa partidário que justificasse a desfiliação sem a perda do cargo.

Após o julgamento, o tribunal determinou a comunicação da decisão à Presidência da Câmara Municipal de Mossoró para que o suplente do MDB assumisse a vaga. Com a nova decisão da Justiça Eleitoral, os efeitos desses atos foram suspensos.

O que diz a defesa

Após a decisão que determinou a perda do mandato, a defesa de Cabo Deyvison informou que respeitava o julgamento do TRE-RN, mas discordava dos fundamentos adotados pelos magistrados.

Em nota, os advogados afirmaram que havia questões jurídicas relevantes a serem analisadas pelas instâncias competentes, inclusive de natureza processual, e que apresentariam os recursos cabíveis para tentar reverter a decisão.

A defesa também declarou que o vereador seguiria exercendo o direito de defesa com serenidade, confiança nas instituições e respeito ao devido processo legal.

A suspensão dos efeitos da cassação ocorreu durante a tramitação dos embargos de declaração apresentados no processo. A decisão divulgada pela Câmara nesta terça-feira não corresponde, por si só, a um julgamento definitivo do caso.

Fonte: G1/RN

Ex-prefeito interino da cidade de Pedro Velho(RN) morre aos 41 anos



Faleceu na noite desta segunda-feira(12), o ex-vereador e ex-prefeito interino da cidade de Pedro Velho, Edson da Silva Santos Galvão, aos 41 anos.

Segundo informações, Edson enfrentava problemas de saúde, porém a causa oficial da morte não foi confirmada.

No último dia 20 de setembro, ele se envolveu em um acidente de trânsito em uma rodovia federal na Paraíba, do qual saiu sem ferimentos. Não há indicação de relação entre o acidente e seu falecimento.

Também conhecido como "Edson Assessoria" entrou oficialmente para a vida pública nas eleições de 2020, elegendo-se vereador pelo DEM (atual União Brasil), obtendo 274 votos.

Em outubro de 2022, Edson assumiu a prefeitura de Pedro Velho interinamente durante a saída temporária da então prefeita Edna Lemos. Ele ficou no cargo até o início de novembro daquele ano, retornando posteriormente ao mandato de vereador.

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Câmara de Natal terá seis novos vereadores após eleições de 2026

Foto: reprodução

G1 RN

A Câmara Municipal de Natal terá seis mudanças na composição a partir de 2027 após as eleições realizadas no domingo (4). Seis vereadores foram eleitos para outros cargos e deverão deixar o Legislativo municipal para assumir mandatos na Câmara dos Deputados, Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte e Senado Federal.

As vagas serão ocupadas pelos respectivos suplentes, conforme a ordem de votação e a legenda ou federação pelas quais os vereadores foram eleitos em 2024.

Entre os atuais vereadores, Nina Souza (PL) e Thabatta Pimenta (PV) foram eleitas deputadas federais. Já Robson Carvalho (União Brasil), Daniel Valença (PT) e Camila Araújo (PL) conquistaram vagas na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. Samanda Alves (PT) foi eleita senadora pelo estado.

Veja quem deixa a Câmara e quem deve assumir
Nina Souza → Felipe Alves
Nina Souza foi eleita deputada federal. Para a vaga dela na Câmara de Natal, o primeiro suplente do União Brasil é Felipe Alves. Caso ele não assuma a cadeira, a vaga deixada por ele poderá ser ocupada por Chagas Catarino, segundo suplente da legenda.

A situação tem precedente nesta mesma legislatura. Em janeiro de 2025, Felipe Alves assumiu temporariamente a cadeira de Nina quando ela deixou o Legislativo para comandar uma secretaria municipal. Como Felipe também se afastou para assumir uma secretaria, Chagas Catarino foi empossado na sequência.

Robson Carvalho → Chagas Catarino
Robson Carvalho foi eleito deputado estadual. A vaga dele deverá ser ocupada por Chagas Catarino (União Brasil), que aparece na ordem de suplência da legenda.

Thabatta Pimenta → Robério Paulino
Thabatta Pimenta foi eleita deputada federal. A cadeira deverá ficar com Robério Paulino (PSOL), que foi suplente na eleição municipal de 2024.

Daniel Valença → Júlia Arruda
Daniel Valença foi eleito deputado estadual. A vaga deverá ser ocupada por Júlia Arruda (PCdoB), suplente da federação formada por PT, PCdoB e PV na eleição municipal de 2024.

Júlia Arruda foi vereadora de Natal em legislaturas anteriores e obteve 5.180 votos na eleição de 2024, ficando na suplência.

Samanda Alves → Carlos Silvestre

Samanda Alves foi eleita senadora pelo Rio Grande do Norte. Com a saída dela da Câmara Municipal, a vaga deverá ser ocupada por Carlos Silvestre (PT), suplente da federação formada por PT, PCdoB e PV.

Carlos Silvestre teve 2.793 votos na eleição para vereador em 2024 e ficou na suplência.

Camila Araújo → Albert Dickson
Camila Araújo foi eleita deputada estadual. A cadeira deverá ser ocupada por Albert Dickson (União Brasil), que ficou como suplente nas eleições municipais de 2024, com 3.750 votos.

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No RN, 73 mil eleitores anularam voto ao tentar votar duas vezes no mesmo candidato ao Senado

Eleitores foram às urnas no último domingo 4 - Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

Por Tiago Rebolo, Agora RN

O Rio Grande do Norte teve 73.316 eleitores que anularam o segundo voto para senador porque repetiram o mesmo candidato escolhido na primeira votação. O número corresponde a 3,38% dos 2.167.714 eleitores que registraram votos para o cargo nas eleições de 2026. Houve casos de anulação por esse motivo em todos os 167 municípios potiguares.

O levantamento foi realizado por O Correio de Hoje a partir dos Registros Digitais do Voto (RDVs) disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e abrange as 8.115 seções que funcionaram no Estado. Nos arquivos, esse tipo de ocorrência é classificado especificamente como “nulo por repetição”.

Na eleição deste ano, cada eleitor do Rio Grande do Norte podia escolher dois candidatos diferentes para o Senado, porque estavam em disputa as duas cadeiras destinadas ao Estado. Depois de confirmar o primeiro nome, o eleitor precisava digitar o número de outro candidato. Caso repetisse o mesmo número, a primeira escolha era mantida, mas o segundo voto era automaticamente anulado.

Por isso, os 73.316 registros representam eleitores que conseguiram votar normalmente em um candidato, mas perderam a oportunidade de escolher um segundo nome. Em relação às 4.335.428 posições de voto para o Senado abertas nas urnas, considerando as duas escolhas de cada eleitor, as repetições corresponderam a 1,69%.

Os números mostram que a maior quantidade de repetições ocorreu com a candidata Samanda de Lula (PT), cujo número 131 foi digitado duas vezes por 23.990 eleitores. Em seguida, aparecem Coronel Hélio (PL), com 17.572 repetições do número 222; Styvenson Valentim (Podemos), com 10.850 do número 200; Rafael Motta (PDT), com 9.943 do número 123; Zenaide Maia (PSD), com 7.625 do número 555; e Tércio Tinôco (União), com 2.902 do número 444.

Os demais candidatos somaram 434 repetições. O dado não representa votos retirados da primeira escolha. Quando o eleitor digitava duas vezes o mesmo candidato, apenas a segunda tentativa era anulada, enquanto o primeiro voto continuava válido e era contabilizado normalmente.

Repetições foram 17% dos votos nulos

Ao todo, a disputa pelo Senado registrou 426.640 votos nulos, somando os 353.324 nulos comuns (como digitar 000) aos 73.316 anulados por repetição. Isso significa que as tentativas de escolher duas vezes o mesmo candidato representaram 17,18% de todos os votos nulos para o cargo no Rio Grande do Norte. Também foram registrados 301.982 votos em branco, somadas as duas opções de voto.

Para preservar o sigilo do voto dos eleitores, o RDV não mantém os votos ligados a cada eleitor nem identifica se os 353.324 nulos comuns e os 301.982 brancos foram registrados na primeira ou na segunda escolha. O que é possível afirmar com precisão é que os 73.316 nulos por repetição ocorreram necessariamente no segundo voto.

Tenente Ananias teve maior proporção

A maior incidência proporcional de repetições foi encontrada em Tenente Ananias, no Alto Oeste potiguar. No município, 482 dos 6.847 eleitores que votaram para o Senado repetiram a primeira escolha, o equivalente a 7,04%. Considerando os 1.543 votos nulos registrados na cidade, as repetições responderam por 31,24% do total.

Venha-Ver aparece em segundo lugar, com 193 repetições entre 3.007 votantes, índice de 6,42%. A cidade teve 855 votos nulos para o Senado, dos quais 22,57% decorreram da tentativa de votar duas vezes no mesmo candidato.

Na sequência estão Luís Gomes, com 328 repetições e índice de 5,82%; Japi, com 266 e 5,65%; e Encanto, com 233 e 5,56%. São José do Campestre, Equador, Portalegre, Rodolfo Fernandes e Doutor Severiano completam a relação dos dez municípios com os maiores percentuais.

Natal concentrou 12,8 mil casos

Entre as três maiores cidades do Estado, Parnamirim teve a maior proporção de votos anulados por repetição, embora Natal tenha concentrado o maior número absoluto.

Na capital, foram identificados 12.826 eleitores que repetiram o candidato, o equivalente a 2,83% dos 453.418 votantes. Natal teve 85.071 votos nulos para o Senado, dos quais 15,08% foram provocados pela repetição. Os outros nulos chegaram a 72.245, além de 59.378 votos em branco.

Mossoró contabilizou 4.528 repetições entre 157.644 eleitores, índice de 2,87%. O município registrou 31.190 votos nulos para o cargo. As repetições representaram 14,52% desse total, enquanto os nulos comuns somaram 26.662. Outros 27.049 votos foram deixados em branco.

Em Parnamirim, 3.506 dos 121.179 eleitores repetiram o primeiro candidato, proporção de 2,89%. Foram 21.169 votos nulos no município, incluindo 17.663 nulos comuns. As repetições responderam por 16,56% do total. A cidade ainda teve 17.712 votos em branco.

OS NÚMEROS DA REPETIÇÃO

Rio Grande do Norte

Eleitores com votação para o Senado: 2.167.714
Posições de voto, considerando duas escolhas: 4.335.428
Nulos por repetição: 73.316
Proporção sobre os eleitores: 3,38%
Outros votos nulos: 353.324
Total de votos nulos: 426.640
Participação das repetições entre os nulos: 17,18%
Votos em branco: 301.982

Maiores índices municipais

Tenente Ananias: 482 repetições entre 6.847 eleitores, ou 7,04%; 1.543 nulos no total

Venha-Ver: 193 entre 3.007, ou 6,42%; 855 nulos no total

Luís Gomes: 328 entre 5.639, ou 5,82%; 1.504 nulos no total

Três maiores cidades

Natal: 12.826 repetições, ou 2,83% dos eleitores; 85.071 nulos no total

Mossoró: 4.528 repetições, ou 2,87%; 31.190 nulos no total

Parnamirim: 3.506 repetições, ou 2,89%; 21.169 nulos no total

Números mais repetidos

131, Samanda de Lula: 23.990
222, Coronel Hélio: 17.572
200, Styvenson Valentim: 10.850
123, Rafael Motta: 9.943
555, Zenaide Maia: 7.625
444, Tércio Tinôco: 2.902

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Desembargador Glauber Rêgo é eleito presidente do TJRN para o biênio 2027-2028

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) elegeu, nesta quarta-feira (7/10), durante sessão do Tribunal Pleno, os novos dirigentes para o biênio 2027-2028. O desembargador Glauber Rêgo foi escolhido para a Presidência, sucedendo o desembargador Ibanez Monteiro, que foi eleito vice-presidente para a próxima gestão.

A desembargadora Berenice Capuxú foi eleita corregedora-geral de Justiça e o desembargador Saraiva Sobrinho para o novo cargo de corregedor extrajudicial. A desembargadora Sandra Elali assumirá a direção da Escola da Magistratura do Rio Grande do Norte (Esmarn), enquanto o desembargador Cornélio Alves será ouvidor-geral no próximo biênio.

Também foram eleitos os desembargadores Amaury Moura Sobrinho para o cargo de coordenador dos Juizados Especiais e Ricardo Procópio será o diretor da Revista do Poder Judiciário.

Os desembargadores Dilermando Mota e Ricardo Procópio foram eleitos membros do Conselho da Magistratura, que também é composto por membros natos, que inclui a Presidência, Vice-presidência e Corregedoria.

Quem é Glauber Rêgo

Natural de Pau dos Ferros, na região do Alto Oeste potiguar, Glauber Rêgo é formado em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), onde também concluiu mestrado em Direito Constitucional.

Ele foi nomeado desembargador do TJRN em 2013. Ao longo da carreira no Tribunal, presidiu a Câmara Criminal e integrou o Conselho da Magistratura.

Glauber também atuou no Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN), como membro suplente, e presidiu a Corte Eleitoral potiguar.

Resultado das eleições 2026 no Rio Grande do Norte: veja a votação em cada município do estado


O g1 publicou reportagens mostrando como cada um dos 167 municípios do Rio Grande do Norte votou no 1º turno das Eleições 2026. Os textos trazem a votação da cidade para presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual.

Escolha o município e veja como cada cidade do país votou. Os números se referem à votação em cada município e não apontam quem foi eleito ou avançou ao 2º turno.


Para ver como cada local de votação do Rio Grande do Norte votou, clique aqui.
Veja abaixo a lista das cidades:









































































































































































Fonte: G1/RN

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terça-feira, 6 de outubro de 2026

TRE-RN cassa mandato do vereador Cabo Deyvison em Mossoró


O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) decidiu, por unanimidade, pela cassação do mandato do vereador Cabo Deyvison (PL), da Câmara Municipal de Mossoró.

O julgamento da ação movida pelo MDB, que pedia a cassação do mandato do vereador por infidelidade partidária, chegou a ser interrompido no dia 22 de setembro, após pedido de vista de um magistrado. Na ocasião, já havia três votos favoráveis à cassação.

Na sessão desta terça-feira (6), o processo retornou ao Plenário e, com mais quatro votos favoráveis à ação, o TRE-RN decidiu, por unanimidade, pela cassação do mandato do vereador. A decisão determina o afastamento de Deyvison do cargo, embora ainda caiba recurso às instâncias superiores.

O vereador foi eleito em 2024 pelo MDB, mas deixou a legenda para se filiar ao PL e disputar as eleições para deputado federal. A mudança de partido, sem a anuência da legenda, levou o diretório nacional do MDB a ingressar com uma ação na Justiça Eleitoral, pedindo a cassação do mandato de Cabo Deyvison na Câmara Municipal de Mossoró por infidelidade partidária.

Cabo Deyvison disputou a eleição para deputado federal pelo PL e obteve 100.795 votos, ficando na suplência da sigla para a Câmara dos Deputados.

Com a perda do mandato, a Câmara Municipal de Mossoró deverá convocar o suplente do MDB para ocupar a cadeira no Legislativo Municipal.

*TCM Notícia

Morre Luiz Fernando Pereira de Melo, ex-secretário de Agricultura do RN, aos 83 anos



O engenheiro civil e ex-secretário de Agricultura do Rio Grande do Norte Luiz Fernando Pereira de Melo faleceu nesta terça-feira (6), aos 83 anos, em Teresina, no Piauí. Natural de Macaíba, Luiz Fernando construiu uma trajetória marcada pela engenharia, pelo serviço público e, especialmente, pela sua atuação no setor sucroalcooleiro do Rio Grande do Norte e do Nordeste.

Formado em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em 1967, foi engenheiro da Superintendência de Obras do Estado e professor da UFRN. Entre 1975 e 1988, exerceu a Diretoria Técnica da Companhia Açucareira Vale do Ceará-Mirim, responsável pela Usina São Francisco. Também presidiu o Sindicato do Açúcar e do Álcool do Rio Grande do Norte e Ceará e, entre 1988 e 1991, foi secretário de Agricultura do Estado.

Sua atuação no setor sucroalcooleiro se estendeu posteriormente ao Piauí e a Pernambuco, onde ocupou funções de direção em empresas do Grupo Olho D’Água. No Piauí, também presidiu o Sindicato dos Produtores de Açúcar, Álcool e Cana-de-Açúcar de União e região.

Ligado ao setor agropecuário, Luiz Fernando também foi criador de gado da raça Gir e exerceu a função de diretor da Associação Norte-Rio-Grandense de Criadores (Anorc), mantendo ao longo da vida forte vínculo com a atividade rural.

Ele também foi professor, pesquisador, escritor, genealogista e engenheiro. Sócio efetivo do IHGRN desde 2022, ocupava a cadeira 16, cujo patrono é Luiz Manoel Fernandes Sobrinho.

Sua trajetória profissional deixa um legado marcante, especialmente na área da literatura. Engenheiro de formação e escritor por paixão, estudou a história e genealogia de famílias tradicionais do sertão do RN por mais de 40 anos. Publicou diversos livros na área, se consolidando como um dos maiores pesquisadores da história e genealogia potiguar.

Nos últimos anos, viveu em Teresina ao lado da esposa, Ana Maria Varela de Melo (Taninha Melo), e do filho mais novo Luiz Carlos (Lula), com quem acompanhava as atividades das usinas do Grupo Olho D’Água.


RN é o único estado do Nordeste com 2º turno para governador nas eleições de 2026


O Rio Grande do Norte será o único estado do Nordeste a ter segundo turno na disputa pelo governo em 2026. No dia 25 de outubro, os potiguares voltarão às urnas para escolher entre Cadu de Lula (PT) e Allyson Bezerra (União Brasil). Os dois ficaram separados por 15.509 votos — diferença de 0,78 ponto percentual.

Allyson terminou a primeira etapa com 733.809 votos (36,94%), enquanto Cadu recebeu 718.300 votos (36,16%). O ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (PL) ficou na terceira posição com 530.580 votos (26,71%).

Nos outros oito estados da região, a eleição para governador foi definida já no primeiro turno, com os candidatos eleitos superando a marca de 50% dos votos válidos.

Allyson

Allyson Bezerra tem 34 anos, é engenheiro civil e servidor da Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa). Foi prefeito de Mossoró por dois mandatos, e também já foi deputado estadual. Foi reeleito prefeito em 2024 com 78% dos votos.

Cadu

Cadu de Lula é candidato pelo PT. Durante a campanha, apresentou-se como candidato ligado ao campo político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Carlos Eduardo Xavier tem 48 anos, é engenheiro de computação, auditor fiscal e foi secretário estadual da Fazenda durante o governo Fátima Bezerra (PT). Nunca ocupou cargo eletivo e disputa a primeira eleição.

Como foi o 1º turno no RN

A disputa pelo governo do Rio Grande do Norte teve como principais nomes, ao longo da campanha, Allyson Bezerra, Álvaro Dias e Cadu de Lula. Professor Robério Paulino (PSOL) também concorreu ao governo, mas retirou a candidatura na semana das eleições para apoiar Cadu.


Durante a campanha, dois candidatos anunciaram desistência: Rodrigo Bolsonaro declarou apoio a Álvaro Dias, enquanto Professor Robério Paulino anunciou apoio a Cadu de Lula.

G1/RN

Assembleia Legislativa do RN terá sete mulheres; maior bancada feminina já eleita


Fotomontagem: BCR



Nova composição da Casa terá 24 deputados, com 16 reeleitos e oito novos nomes; PL e Federação Brasil da Esperança terão as maiores bancadas

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte terá, a partir de fevereiro de 2027, a maior bancada feminina já eleita para a Casa. Sete mulheres estarão entre os 24 deputados estaduais da próxima legislatura, o equivalente a 29,17% das cadeiras.

Foram eleitas Isolda Dantas (PT), Divaneide Basílio (PT), Cristiane Dantas (PSDB), Eudiane Macedo (PV), Kaline de Dr. Bernardo (PV), Cinthia de Allyson (União Brasil) e Camila Araújo (PL).

A nova composição mantém cinco mulheres que já ocupam mandato e acrescenta duas novas deputadas: Kaline de Dr. Bernardo e Camila Araújo. A presença feminina também marca a chegada de Cinthia de Allyson, que disputou sua primeira eleição para um cargo eletivo e foi eleita para a Assembleia.

Ao todo, a eleição deste domingo reelegeu 16 dos atuais deputados estaduais e renovou oito cadeiras. A taxa de renovação da Assembleia será de 33,3% a partir de 2027.
Veja os 24 deputados estaduais eleitos

PL

* Coronel Azevedo
* Dr. Kerginaldo
* Tomba Farias
* Gustavo Carvalho
* Luiz Eduardo
* Adjuto Dias
* Camila Araújo

Federação União Progressista (União Brasil/PP)

* Robson Carvalho (União Brasil)
* Cinthia de Allyson (União Brasil)
* Júlio César (PP)
* Kleber Rodrigues (PP)
* Neilton Diógenes (PP)
* Nelter Queiroz (PP)

Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV)

* Francisco do PT
* Isolda Dantas (PT)
* Divaneide Basílio (PT)
* Eudiane Macedo (PV)
* Kaline de Dr. Bernardo (PV)
* Daniel Valença (PT)

PSDB/Cidadania

* Ezequiel Ferreira
* Cristiane Dantas
* Gustavo Soares

MDB

* Bibiano

A distribuição das vagas confirma sete cadeiras para o PL e sete para a Federação Brasil da Esperança, enquanto a Federação União Progressista terá seis deputados. PSDB/Cidadania ficará com três cadeiras e o MDB com uma.
Entre os 16 parlamentares que conseguiram renovar o mandato estão Coronel Azevedo, Ezequiel Ferreira, Kleber Rodrigues, Francisco do PT, Isolda Dantas, Divaneide Basílio, Neilton Diógenes, Dr. Kerginaldo, Nelter Queiroz, Tomba Farias, Cristiane Dantas, Gustavo Carvalho, Eudiane Macedo, Ivanilson Oliveira, Luiz Eduardo e Adjuto Dias. (Tribuna do Norte)

Os oito novos nomes são Robson Carvalho, Júlio César, Kaline de Dr. Bernardo, Cinthia de Allyson, Gustavo Soares, Daniel Valença, Bibiano e Camila Araújo. (Tribuna do Norte)

Dos atuais deputados que deixam a Assembleia, quatro disputaram a reeleição e não conseguiram renovar o mandato: Taveira Júnior, Galeno Torquato, Terezinha Maia e Ubaldo Fernandes.
Outros quatro deixam a Casa por razões diferentes. Dr. Bernardo foi eleito deputado federal; Hermano Morais disputa o segundo turno como candidato a vice-governador; José Dias e Vivaldo Costa não concorreram à reeleição e encerram seus mandatos eletivos.