quinta-feira, 30 de abril de 2026

Estudos sobre geodiversidade do SGB fortalecem gestão do Geoparque Seridó, no Rio Grande do Norte

Foto: Marcos Nascimento

Território foi chancelado há quatro anos como Geoparque Mundial da Unesco devido à relevância geológica, histórica e cultural

No mês em que o Geoparque Seridó (RN) completa quatro anos como Geoparque Mundial da Unesco, o Serviço Geológico do Brasil (SGB) destaca a importância dos estudos sobre geodiversidade para consolidação, fortalecimento e valorização do território. O conhecimento produzido pela instituição contribuiu para a chancela e segue apoiando a gestão do geoparque, o planejamento do uso do território e a difusão do patrimônio geológico da região.

Em 2025, o SGB lançou as publicações Mapa da Geodiversidade do Geoparque Seridó e o Atlas da Geodiversidade do Seridó. Também foram entregues folderes que consolidam os dados, informes técnicos, dados organizados em Sistema de Informações Geográficas (SIG) e passeio virtual na Plataforma Geo 360º BR. Os produtos fazem parte do projeto Levantamento da Geodiversidade e apresentam em linguagem acessível as características do território e potencialidades.

O Seridó Geoparque Mundial da Unesco (SGMU) está localizado no semiárido nordestino, abrangendo cerca de 2.800 km² e incluindo seis municípios: Acari, Carnaúba dos Dantas, Cerro Corá, Currais Novos, Lagoa Nova e Parelhas. Mais de 100 mil pessoas vivem na região.

“O objetivo desses produtos é servir como ferramentas de planejamento para os gestores do SGMU e gestores municipais, identificando áreas de vulnerabilidade ambiental, problemas geológico-geotécnicos, potencialidades econômicas e geoturísticas, permitindo o desenvolvimento da região”, explica o pesquisador Almir Costa, coordenador executivo do Programa Levantamento da Geodiversidade.

Para o professor do Departamento de Geologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e Coordenador Científico do Geoparque Seridó, Marcos Nascimento, os estudos fornecem uma base sólida para a gestão integrada do território. “A sistematização dos dados em diferentes produtos amplia significativamente o acesso à informação qualificada. Esses materiais organizam o conhecimento científico produzido e também o traduzem em formatos acessíveis para gestores públicos, educadores, turistas e, principalmente, a própria comunidade local”, afirma.

Segundo Nascimento, com as entregas, o SGB contribui para “transformar o conhecimento em ação, promovendo a conservação do patrimônio geológico, incentivando o turismo responsável e impulsionando o desenvolvimento regional de forma equilibrada e duradoura".

Foto: Marcos Nascimento

Produtos

Os produtos desenvolvidos atendem a diferentes frentes e se complementam. O mapa e o SIG apoiam o planejamento territorial ao indicar potencialidades, limitações de uso e áreas prioritárias para conservação.

Já o atlas digital e os materiais de divulgação ampliam o acesso ao conhecimento e fortalecem a educação e a valorização do patrimônio. No geoturismo, o relatório técnico e ferramentas como o site em 360° contribuem para a organização de roteiros, qualificação da visitação e promoção do destino. Em conjunto, essas entregas integram ciência, educação e turismo, base do modelo do Geoparque Seridó.

Acesse os produtos completos em:

Bispos auxiliares de Natal

Bispos auxiliares de Natal

Pe. José Freitas Campos
Do clero da Arquidiocese de Natal

Ao longo desses setenta e quatro anos de Arquidiocese, a Igreja de Natal acolheu em seu espaço pastoral, três bispos auxiliares: D. Eugênio de Araújo Sales (in memoriam), D. Antônio Soares Costa (in memoriam) e mais recentemente o Mons. José Silvio de Brito. Em contextos diferentes, cada um vai deixando a sua marca no crescimento espiritual e no processo evangelizador do povo de Deus.


D. Marcolino Dantas, após vinte e três anos como o terceiro bispo de Natal, assumiu a Arquidiocese como o primeiro Arcebispo, em 1952. Com o aumento das demandas pastorais, houve a necessidade de um bispo auxiliar. O escolhido foi o Cônego Eugênio de Araújo Sales, do clero arquidiocesano, à época, capelão do Colégio Marista, assistente da Juventude Masculina Católica, e um dos líderes do Movimento de Natal. O seu pastoreio, na condição de bispo auxiliar, durou dez anos (1954 – 1964), tornando-se Administrador Apostólico da Arquidiocese de Natal de 1962 a 1964, quando foi transferido para São Salvador da Bahia, com a mesma função de Administrador Apostólico e respondendo pela Arquidiocese de Natal até a chegada do novo arcebispo. Durante a sua missão, como bispo auxiliar, preparou a Igreja local para a renovação conciliar, em conformidade com o Concílio Vaticano II (1962-1965).


Com a chegada de D. Nivaldo Monte, como segundo Arcebispo de Natal, diante do crescimento territorial e pastoral da Arquidiocese, foi sugerida a criação de uma nova diocese para o RN, sem sucesso. No entanto, a alternativa encontrada para o seu pastoreio foi solicitar um bispo auxiliar, cujo escolhido foi D. Antônio Soares Costa, do clero arquidiocesano. Este permaneceu como bispo auxiliar de D. Nivaldo e, posteriormente, de D. Alair Vilar. Entre as várias atividades realizadas, coube a D. Costa, coordenar a construção da nova catedral, inaugurada em 1988. O outro grande feito, foi preparar o XII Congresso Eucarístico Nacional (1991), que contou com a presença do Papa João Paulo II. Em 1993, foi transferido como bispo diocesano de Caruaru/PE, onde permaneceu até o fim da sua vida. Os restos mortais repousam na Catedral de Nossa Senhora das Dores.


Com o nosso sétimo Arcebispo, D. João Santos Cardoso, diante das demandas pastorais e sobretudo com o crescimento do número de paróquias e do clero (padres e diáconos), D. João logo percebeu a necessidade de um bispo que pudesse auxiliá-lo, marcando, assim, o seu pastoreio pela proximidade do pastor com o seu rebanho. O pedido de um bispo auxiliar foi solicitado a Santa Sé através da Nunciatura Apostólica com sede em Brasília/DF. A resposta ao seu pedido chegou no dia 12 de fevereiro de 2026, e o escolhido foi o Mons. José Silvio de Brito, do clero desta Arquidiocese.

Em nossos tempos, diante do crescimento populacional e pastoral da Arquidiocese de Natal, é possível pensar a criação de novas dioceses, cujo processo já foi encaminhado à nunciatura apostólica, bem como a possibilidade de novos bispos para a condução do povo de Deus nas futuras dioceses de Assú e Santa Cruz – Rio Grande do Norte.

Como Igreja orante, rezemos nessas intenções.

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Maior Unidade de Conservação da Caatinga: RN oficializa criação do Refúgio Serra das Araras

Foto: Mauro Pichorim

Durante a Conferência Estadual dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) no Rio Grande do Norte, realizada na última terça-feira (28) na sede do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema), a governadora Fátima Bezerra (PT) assinou o decreto de criação do Refúgio da Vida Silvestre Serra das Araras, que fica em uma área de mais de 12 mil hectares, distribuídos pelos municípios seridoenses de Currais Novos, Cerro Corá e São Tomé.

O Revis Serra das Araras torna-se a 12ª Unidade de Conservação Estadual (UCE) e a maior da Caatinga no Rio Grande do Norte. Para a governadora Fátima Bezerra, a oficialização se trata de um “passo histórico”.

“A criação do Revis Serra das Araras demonstra que é possível crescer com responsabilidade, protegendo nossos biomas e garantindo qualidade de vida para as futuras gerações”, afirmou.

Governadora assina decreto oficializando a criação do Revis Serra das Araras. Foto: Assecom Idema

O coordenador-geral do Idema, Werner Farkatt, comentou que a nova unidade representa um “avanço estratégico”: “O Revis nasce como símbolo do equilíbrio entre conservação e desenvolvimento, fortalecendo a proteção da Caatinga e valorizando as comunidades locais”, disse.

Já a coordenadora da Unidade de Gestão da Biodiversidade do Idema, Iracy Wanderley, ressaltou a relevância da medida, destacando os desafios da conservação da Caatinga.

“A criação do Refúgio da Vida Silvestre Serra das Arraras representa um avanço importante na proteção da biodiversidade potiguar”, comentou.

Além da conservação ambiental, a unidade deverá impulsionar o turismo sustentável, especialmente o turismo de observação de aves, contribuindo para a geração de emprego e renda no interior do estado.

A região abrangida pela nova unidade é rica em fauna e flora, com destaque para 232 espécies de aves, incluindo o papagaio-verdadeiro e a arara-maracanã, além de outras espécies ameaçadas da Caatinga – único bioma exclusivamente brasileiro, localizado majoritariamente no Nordeste, que também abrange uma pequena área no Norte de Minas Gerais.

Histórico

A proposta de criação do Revis Serra das Araras foi apresentada em 2023 pelo Idema, após a demanda ser levada ao Governo do Estado pelo Grupo Seridó Vivo, um coletivo de movimentos ambientais, acadêmicos e comunidades tradicionais que lutam pela preservação da Caatinga.

“Essa foi uma demanda que veio da própria sociedade, através do Gripo Seridó Vivo, que faz esse debate sobre os impactos negativos causados pela instalação de empreendimentos eólicos na região do Seridó”, explicou Iracy Wanderley.

De acordo com ela, a grande preocupação do Grupo Seridó Vivo, ao propor a criação do Revis Serra das Araras, era com a necessidade de conciliar o crescimento e desenvolvimento econômico com a conservação e a preservação ambiental da Caatinga.

“A proposta foi acolhida pelo Governo do Estado, através do Idema, que desde então iniciou os estudos técnicos para a criação do Revis Serra das Araras. Esses estudos apontaram que seria uma Unidade de Conservação de Proteção Integral, à luz do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), legitimado pela lei federal nº 9.985/2000”, detalhou a coordenadora do UGBio.

Unidade de Conservação é uma “estratégia de resiliência”, diz diretora da UGBio


A arara-maracanã, endêmica da região, é uma das espécies ameaçadas de extinção que serão protegidas pela Revis Serra das Araras. Foto: Divulgação/Idema

Iracy reforçou que, além de preservar o meio abiótico, ou seja, as condições ambientais necessárias para conservar a biodiversidade local, a criação da unidade de conservação é uma “estratégia de resiliência e de enfrentamento às mudanças climáticas”.

“A unidade de conservação, nesse contexto de mudança do clima que estamos vivendo, é uma estratégia de resiliência. Já existem pesquisas, por exemplo, mostrando que o bioma Caatinga é um sumidouro de gás carbônico [CO₂)], sequestrando ele da atmosfera e, consequentemente, ajudando a mitigar as mudanças climáticas”, explicou.

O estudo citado pela coordenadora da UGBio é uma pesquisa realizada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), publicada em 2020, que demonstrou a capacidade de “sequestro” do CO2 pela Caatinga – mesmo em períodos de estiagem severa.

Os estudos liderados pelo professor revelaram que o bioma sequestra cerca de três toneladas de carbono por hectare em média, o que o coloca como a floresta mais eficiente no uso de carbono em comparação com os demais tipos de florestas mundialmente estudadas até agora.

Em alguns anos, a contribuição da Caatinga para o sequestro líquido de CO2 no Brasil pode chegar a 50% do total nacional.


Foto: Divulgaçã/Idema

A coordenadora da UGBio ressaltou que, ao criar o Revis Serra das Araras, o governo estadual está “fortalecendo as estratégias de proteção da Caatinga”, que, apesar de ser o único bioma genuinamente brasileiro, é o menos protegido.

“Existem 35 Unidades de Conservação no Rio Grande do Norte. Dessas 35, 11 são estaduais e estão totalmente ou quase totalmente em área de Caatinga. Então, nós temos menos de 1% do bioma protegido. Por isso, fortalecer a proteção da Caatinga, como está fazendo o governo da professora Fátima Bezerra, é importantíssimo nesse contexto de emergência climática que estamos vivendo”, defendeu.

Iracy lembrou, ainda, a importância da nova unidade de conservação estadual para a preservação de nascentes, riachos, cachoeiras e áreas de captação de água para a bacia do Rio Potengi.

“O Rio Potengi nasce ali em Cerro Corá. Então, nós temos os rios tributários, que alimentam o rio principal, que dá nome ao Rio Grande do Norte. A Revis Serra das Araras, além de tudo, também protegerá nosso Rio Potengi”.

A cidade do RN que abriga um vulcão com 25 milhões de anos


Créditos: Matheus Lisboa/UFRN

No interior do Rio Grande do Norte, o Pico do Cabugi se destaca na paisagem da caatinga. Localizado no município de Angicos, às margens da BR-304, o relevo atinge 590 metros de altura. Pesquisadores apontam que a estrutura preserva características de origem vulcânica ao longo do tempo.

"Trata-se de uma formação vulcânica, correspondendo ao neck, passagem por onde sobe o magma de um vulcão, com rochas formadas há cerca de 25 milhões de anos", explica o geólogo Marcos Nascimento, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

De acordo com o geólogo, as formações ao redor reforçam a característica vulcânica. "No local, além de basaltos, que são rochas vulcânicas, na sua porção central, tem ao redor em relevo a presença de gnaisse e pegmatito, rochas de natureza metamórfica e ígnea", explica.


O professor Zorano Sérgio de Souza, também da UFRN, explica que a formação é cônica devido à erosão e ao desmoronamento das bordas laterais do corpo cilíndrico. "É um vulcanismo não explosivo, ele não tinha gases como o Vesúvio, por exemplo, e por isso nunca teve erupção", afirma o geólogo.


De acordo com professor, a não explosividade do Cabugi se deve ao fato do magma no local ter baixa proporção de gases e de silício. "O Cabugi não explodiu porque o magma solidificou-se ainda no interior do edifício vulcânico. Ele representa o 'plug' ou a 'rolha' de rocha sólida que ficou no conduto que ligava a câmara magmática à superfície", detalha Souza.

O professor explica também que a inatividade do Cabugi tem relação com a posição da placa tectônica Sul-Americana. Como o Brasil está no centro dessa placa e as erupções costumam ocorrer nas brodas, não há vulcões ativos no país.

Parque Ecológico Cabugi protege formação rara, valor científico e cultural

O Pico do Cabugi faz parte do Parque Ecológico Cabugi, criado em 1988. A área tem 625 hectares, com uma zona de proteção maior ao redor. O geógrafo Ilton Soares, do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema-RN), afirma que o parque protege a formação geológica e a vegetação da caatinga. O espaço também permite turismo controlado e pesquisas científicas.

De acordo com o geógrafo, a erosão também atuou ao longo do tempo e contribuiu para moldar o relevo atual. "Esse processo resultou em uma formação considerada rara no Brasil. Esta é uma das grandes características de unidade, o que torna aquele local exuberante. É um monumento geológico de uma quase exclusividade”, afirma Soares.

Criado pela Lei nº 5.823/1988, o Parque Ecológico Cabugi é uma unidade de proteção integral, que visa à preservação do ambiente e coibe possíveis danos àquela região. As atividades desenvolvidas no parque têm que ser responsáveis, a exemplo do turismo, e cabe ao Idema, com o apoio de órgãos como a Polícia Ambiental, fazer vistorias para garantir a preservação. As pesquisas científicas também são aprovadas pelo instituto.

De acordo com a direção do parque, além da importância científica, o local tem valor cultural. O nome Cabugi vem do tupi-guarani e significa “peito de moça”, por causa do formato do relevo. No passado, o pico também foi chamado de Serra de Itaretama, que significa “serra de muitas pedras”. 

As informações são do Portal Grande Ponto.

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Nádia Belarmino é a primeira mulher a assumir presidência da CAERN

Foto: Divulgação Caern

A governadora Fátima Bezerra nomeou a nova gestão da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern), em ato anunciado nessa quinta-feira (23). O momento histórico para o saneamento do estado foi consolidado na tarde desta sexta-feira (24), com a efetivação de Nádia Belarmino em reunião do Conselho de Administração. Ela torna-se a primeira mulher a assumir a presidência da companhia de forma titular em seus 56 anos de fundação.

Nádia sucede George Marcos, que respondia interinamente pelo cargo desde fevereiro. A nova diretora-presidente possui uma trajetória na governança da estatal: integra o Conselho de Administração desde 2021 e exercia, até então, a presidência do próprio colegiado.

Para a nova presidente, a experiência acumulada na casa é o pilar desta nova fase: "Assumir a presidência da Caern é um grande desafio, mas minha trajetória profissional e no Conselho de Administração me prepararam para este momento. Nos últimos anos, busquei conhecer cada detalhe da empresa, mantendo a proximidade com os setores e com os empregados para entender o funcionamento da Companhia. Ser a primeira mulher a assumir a presidência de forma efetiva marca um novo capítulo para a Caern, que segue firme no propósito de se preparar para o futuro", destacou Nádia Belarmino.

A palavra sobreposta: imagens contemporâneas da Segunda Guerra em Natal


Este livro, de autoria de Josimey Costa revisita um momento decisivo da história potiguar: a presença norte-americana em Natal durante a Segunda Guerra Mundial e seus efeitos na vida urbana, cultural e simbólica da cidade.

Com olhar crítico e sensível, a autora investiga como imagens, memórias, reportagens, filmes, peças, documentos e marcas espalhadas pela cidade continuam a produzir sentidos sobre Natal. O livro mostra que olhar para o passado é reconstruí-lo a partir do presente.

O acesso é gratuito no acervo digital da EDUFRN. Para ler e baixar a obra, acesse:

Fonte: Edufrn

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Morre Maria de Oliveira Costa, ex-primeira-dama de Felipe Guerra, aos 82 anos


Faleceu na tarde desta quarta-feira(22/04), aos 82 anos, a senhora Maria de Oliveira Costa, ex-primeira-dama da cidade de Felipe Guerra, no oeste potiguar. A causa oficial da morte não foi divulgada.

Nascida em 17 de julho de 1943, no distrito de Pedra de Abelhas(atual cidade de Felipe Guerra), Maria de Oliveira Costa era filha de José Firmino de Oliveira e Zulmira Ezilda de Góis. 

Ela fazia parte de uma família com tradição na política. Seu pai ingressou na vida pública no ano de 1958, quando se elegeu vereador na cidade de Apodi, representando o antigo distrito de Pedra de Abelhas e comunidades vizinhas. 

Dona Maria foi casada com o ex-prefeito Raimundo Luciano da Costa(Raimundo Pascoal, nascido em 1943 e falecido em 2002), uma das maiores lideranças da história política do município. Seu saudoso marido administrou a cidade por 02 mandatos, nos períodos: 1983-1988 e 1993-1996. Ele também exerceu os cargos de vereador e vice-prefeito. 
Enquanto primeira-dama, Dona Maria prestou relevantes serviços ao município, durante a gestão do marido. 

Da união entre Raimundo e Maria, nasceram os filhos: Railton Luciano da Costa, in memoriam, ex-vereador; Ronaldo Luciano da Costa(Ronaldo Pascoal), in memoriam, ex-vereador por 03 mandatos e ex-presidente da Câmara Municipal; Reginaldo Luciano da Costa(Régis Pascoal), ex-vereador por 2 mandatos e ex-prefeito interino do município); Roneide Costa(in memoriam); Russineide Costa e Regineide Costa.

Dona Maria era avó paterna do atual vereador Ronaldo Júnior, eleito no pleito de 2024, sendo inclusive o mais bem votado do município. 

*Blog Fatos do RN

sábado, 18 de abril de 2026

UFERSA inaugura memorial para preservar história da instituição

Foto: Assecom-UFERSA. 

A Universidade Federal Rural do Semi-Árido inaugurou, neste sábado (18), um novo espaço dedicado à preservação de sua trajetória institucional. O Memorial ESAM–Ufersa foi aberto ao público no campus de Mossoró, integrando a estrutura da Pinacoteca, localizada no prédio central da universidade.

Criada em 1967 como Escola Superior de Agricultura de Mossoró (ESAM), nasce com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento agrícola da região semiárida. Em 2005, a instituição foi transformada na atual universidade, passando a oferecer cursos em todas as áreas do conhecimento.

A expansão também se materializou com a criação de novos campi nas cidades de Angicos, Caraúbas e Pau dos Ferros, além de polos para Educação a Distância.

O novo memorial reúne documentos, objetos históricos e registros que ajudam a contar a evolução da universidade. Segundo o jornalista responsável pela pesquisa documental, Higo Lima, o espaço organiza um acervo que antes estava disperso.

Entre os destaques da exposição estão um documento datado de 1890, considerado o mais antigo do acervo, o registro original da posse do terreno do campus Mossoró, além do chamado Livro de Ouro, assinado por autoridades. O público também poderá conferir peças ligadas a pesquisas científicas, itens do antigo Museu de Paleontologia, do Herbário e do Hospital Veterinário.

Em setembro de 2025, por ocasião das comemorações dos 20 anos da Ufersa, a Prefeitura de Mossoró doou à universidade uma cópia do Decreto nº 003/1967, que cria a ESAM e cujo original fora redigido à mão em uma folha pautada.

Outro elemento que integra o percurso expositivo é uma linha do tempo ilustrada com momentos marcantes da instituição, iniciada com a criação da ESAM e finalizada com um holograma de Jerônimo Vingt Rosado Maia(1918-1985), fundador da escola.

De acordo com o diretor da Pinacoteca, o bibliotecário Sale Mário Gaudêncio, o espaço tem papel estratégico na valorização institucional. “É um equipamento de valorização da memória acadêmica e administrativa, além de fortalecer o vínculo da comunidade universitária com a sua história”.

Para o reitor da universidade, Rodrigo Codes, a criação do memorial representa um avanço no reconhecimento da identidade da instituição. “A Ufersa reafirma seu compromisso com a preservação da memória e da identidade universitária, celebrando sua história e projetando o futuro a partir de suas raízes. O Memorial é um marco para a comunidade acadêmica no fortalecimento da cultura”.

A instalação do espaço é resultado do trabalho de uma comissão formada por professores, técnicos e colaboradores de diferentes campi, além de profissionais das áreas de curadoria, design e pesquisa histórica.












Fotos: reprodução/UFERSA.

Trajetória de Titina Medeiros ganha Memorial na Casa de Cultura Popular de Acari

Foto: Carmem Felix

O Governo do Rio Grande do Norte inaugurou, na noite desta sexta-feira (17), em Acari, o Memorial Titina Medeiros – Território de Encantamentos, um espaço permanente dedicado à preservação da memória e da trajetória de uma das mais importantes artistas potiguares. Instalado na Casa de Cultura Popular Palácio Titina Medeiros, o memorial reuniu autoridades, familiares, artistas e a comunidade local em uma cerimônia marcada por emoção, reconhecimento e celebração da vida e da obra da atriz. Reconhecida pela intensidade cênica e pela construção de personagens de forte identidade, Titina Medeiros partiu precocemente, no dia 11 janeiro de 2026.

A criação do memorial é uma iniciativa do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult/RN) e da Fundação José Augusto (FJA), reafirmando o compromisso com a valorização da cultura potiguar e de seus protagonistas. O presidente da Fundação José Augusto, Gilson Matias, destacou o caráter simbólico e vivo do espaço.
“Este memorial fortalece a resistência cultural e o pensamento coletivo que Titina sempre defendeu. Ela saiu de Acari, mas nunca deixou de puxar artistas potiguares para construir coletivamente. Este espaço não é apenas figurativo, mas vivo, para inspirar cada pessoa que o visite e tenha nela um exemplo.” Disse Gilson Matias, presidente da Fundação José Augusto.

Criado pelo cenógrafo e diretor teatral João Marcelino, o espaço expositivo propõe uma imersão sensível no universo de Titina Medeiros, reunindo figurinos, fotografias, objetos pessoais e instalações que dialogam com diferentes momentos de sua trajetória artística. A curadoria é assinada por Arlindo Bezerra, César Ferrario e pelo próprio Marcelino.

Além do memorial, a governadora inaugurou uma escultura em metal do artista plástico Guaracy Gabriel, que deixa uma marca na memória de quem visita o memorial, através de uma imagem da atriz.

Durante a cerimônia, familiares da atriz ressaltaram a importância da iniciativa para a preservação de sua memória. Emocionada, Sandra Medeiros, mãe de Titina, declarou: “Desde que ela faleceu, eu não consigo olhar nenhuma foto dela. Aqui, vi várias fotos da minha filha e acabei chorando muito. Mas agradeço muito a todos que fizeram tudo isso, porque, se não fossem eles, nem a governadora, nada disso teria acontecido. Fizeram tudo de forma perfeita, muito bonito mesmo. Estou muito feliz, mas com muita saudade da minha filha, porque é uma saudade que não passa. Quanto mais os dias passam, mais eu sinto falta dela.”

O memorial está instalado no prédio onde funcionava a escola em que Titina deu seus primeiros passos na arte — espaço que hoje integra a rede estadual de Casas de Cultura Popular e passou a se chamar Palácio Titina Medeiros, por decreto assinado pela governadora em janeiro deste ano.

Mais do que um espaço expositivo, o Memorial Titina Medeiros se propõe como um território de experiências, onde o público é convidado a percorrer fragmentos, imagens e presenças que traduzem a potência artística e humana da atriz. A exposição está organizada em três eixos — Arquiteturas das Personagens, Portais da Memória e Anjo da Coroação — que revelam diferentes dimensões de sua trajetória.

A programação de inauguração contou ainda com apresentações musicais de artistas potiguares. O público acompanhou o show de abertura com Julhin de Tia Lica e, em seguida, o espetáculo “Constância das Las Tchicas”, com participação de Ângela Castro, Giovanna Araújo, Michelle Ferret, Tiquinha Rodrigues, Valéria Oliveira, Bia Ferrário e convidados.
Com acesso gratuito, o Memorial Titina Medeiros passa a integrar o circuito cultural do Rio Grande do Norte como um espaço de referência para a preservação da memória artística, formação de público e estímulo à produção cultural no estado.



















Memorial Titina Medeiros – Território de Encantamentos celebra a história e a memória da atriz

Para além de apresentar uma biografia, o memorial propõe um percurso no qual o público relaciona-se com fragmentos, objetos e presenças que a potência de vida de Titina Medeiros desperta. Esse é um modo e um meio de comemorar suas inestimáveis contribuições para a cultura, e também estimular novas e constantes realizações e trabalhos nas artes. Não há aqui a tentativa de explicar ou fechar sentidos, mas de abrir caminhos de conhecimento, reflexão e emoção. O espaço se organiza como um percurso, onde o público percorre por fragmentos, objetos e presenças que ainda vibram.

Com expografia assinada por João Marcelino e curadoria de Arlindo Bezerra, César Ferrario e do próprio Marcelino, a exposição se desdobra em três cenas: Arquiteturas das Personagens, Portais da Memória e Anjo da Coroação. Cada cena revela uma camada distinta: personagens que marcaram sua trajetória, a artista atravessada por memórias e a dimensão simbólica que sustenta sua imaginação e espiritualidade.

No centro da sala, o Anjo da Coroação se eleva sobre uma rocha, instaurando um campo de silêncio e contemplação. A instalação tem como base a obra A Xanana de Nossa Senhora de Lourdes, do artista plástico Ivan Simplício. Ao redor, figurinos originais, imagens e instalações conduzem o visitante por diferentes momentos de sua trajetória. Esta intervenção faz uma referência a uma foto emblemática da infância de Titina quando ela coroa Nossa Senhora de Lourdes em uma festividade da cidade.

Sobre Titina Medeiros

Nascida em Currais Novos-RN e criada em Acari-RN, Titina Medeiros construiu uma carreira de mais de três décadas, tornando-se referência nacional nas artes cênicas. Atuou em grupos como Clowns de Shakespeare, Grupo Carmin e Casa de Zoé, além de ganhar projeção nacional ao interpretar Socorro, na novela Cheias de Charme, da Rede Globo. Seu percurso também passa pelo cinema e por diversas produções televisivas, sempre marcado por uma presença singular e profundamente enraizada em suas origens. O Memorial se constrói a partir de muitas mãos e memórias. Reúne fragmentos de quem esteve ao lado de Titina e faz desse espaço um lugar onde ela continua acontecendo.

“Este memorial não pretende contê-la. Não ousa fixá-la, nem a encerrar em moldura alguma. O que aqui se oferece são apenas vestígios luminosos: lampejos, fragmentos, filetes de riso, de voz, de gesto, faíscas de uma existência vasta e inquieta demais para se caber inteira”, afirma o curador e companheiro César Ferrario.

Para João Marcelino, que acompanha Titina desde quando a atriz ingressou no Grupo de Teatro Tambor, e que ao longo da vida assinou figurinos de diversos espetáculos em que ela atuou, o processo de criação da exposição se deu de forma muito próxima à própria construção da cena: “Titina era uma atriz de escuta, de profundidade, de posicionamento. Vestir Titina era um processo de troca, de ir construindo junto. Cada forma, cada dobra ia surgindo com a personagem. Assinar essa expografia agora é um gesto muito simbólico, é como seguir tecendo esses fios que a gente começou lá atrás.”

Com produção da Bobox Produções e Casa de Zoé, o Memorial Titina Medeiros se estabelece como um importante espaço de preservação e acesso à memória artística potiguar. Com realização do Governo do Rio Grande do Norte, por meio da Secult/RN, FJA, da coordenação das Casas de Cultura Popular, Departamento Estadual de Imprensa/A República (Dei-RN) e Gráfica Manimbu, o Memorial conta com apoio institucional da Prefeitura de Acari e da Fundação Hélio Galvão.

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Potiguar Oscar Schmidt, maior ídolo do basquete brasileiro, morre aos 68 anos

Foto: reprodução.

O ex-jogador de basquete Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, em Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo, após passar mal.

Segundo o portal g1, o potiguar foi levado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA), próximo de onde morava, em Alphaville. A causa da morte não foi divulgada.

Em nota, a família de Oscar lamentou a morte e lembrou sua trajetória. O velório e enterro serão restritos à família e amigos.

“É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete mundial e uma figura de imenso significado humano e esportivo. Ao longo de mais de 15 anos, Oscar enfrentou com coragem, dignidade e resiliência a sua batalha contra um tumor cerebral, mantendo-se como exemplo de determinação, generosidade e amor à vida.

Reconhecido por sua trajetória brilhante dentro das quadras e por sua personalidade marcante fora delas, Oscar deixa um legado que transcende o esporte e inspira gerações de atletas e admiradores no Brasil e no mundo. A despedida se dará de forma reservada, restrita aos familiares, em respeito ao desejo da família por um momento íntimo de recolhimento.

Os familiares agradecem, sensibilizados, todas as manifestações de carinho, respeito e solidariedade recebidas, e solicitam a compreensão de todos quanto à necessidade de privacidade neste momento de luto. Seu legado permanecerá vivo na memória coletiva e na história do esporte, assim como no coração de todos que foram tocados por sua trajetória.”

No dia 8 de abril, Oscar foi dos homenageados pelo Comitê Olímpico do Brasil na cerimônia do Hall da Fama, no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. Segundo o jornal “O Globo”, o ídolo não esteve presente no evento porque se recuperava de uma cirurgia. Com isso, foi representado por seu filho Felipe Schmidt, que falou sobre a emoção de ter o pai celebrado pelo COB.

“A gente está honradíssimo de estar aqui nesse momento, porque a gente sabe de tudo o que o meu pai se dedicou ao basquete, principalmente a seleção brasileira e ao COB, porque uma das suas maiores felicidades era defender o Brasil nas Olimpíadas. Estar aqui para receber essa homenagem é o último capítulo de uma carreira cheia de vitórias”, disse Felipe Schmidt.

Ainda conforme o jornal O Globo, o filho preferiu não entrar em detalhes sobre a cirurgia e o estado de saúde do pai, mas disse que o ídolo estava bem, “só um pouco cansado”.

Em 2011, foi diagnosticado com câncer no cérebro. Passou por cirurgias, mas a doença persistiu. Em 2022, afirmou que havia interrompido por conta própria o tratamento de quimioterapia. Após repercussão, esclareceu a situação e anunciou que estava curado.

Oscar Daniel Bezerra Schmidt nasceu em 16 de fevereiro de 1958, em Natal, no Rio Grande do Norte, e é reconhecido como um dos maiores jogadores de basquete de todos os tempos no Brasil e no mundo.

Conhecido como “Mão Santa” e eterno camisa 14 da seleção brasileira, foi um dos principais responsáveis por popularizar o basquete no país.

Em cinco participações olímpicas, Moscou 1980, Los Angeles 1984, Seul 1988, Barcelona 1992 e Atlanta 1996, marcou 1.093 pontos e se tornou o maior cestinha da história dos Jogos.

Oscar foi considerado um dos melhores da história, integrando também o Hall da Fama da Federação Internacional da modalidade (Fiba) e o Hall da Fama da NBA, mesmo sem nunca ter atuado oficialmente na liga americana.

Fonte: Diário do RN

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Lei Nº 12.700/2026: Reconhece como de interesse histórico, religioso e sociocultural da tradicional celebração dedicada à Nossa Senhora da Conceição, padroeira do Município de Alexandria

RIO GRANDE DO NORTE

LEI Nº 12.700, DE 15 DE ABRIL DE 2026.

Reconhece como de interesse histórico, religioso e sociocultural da tradicional celebração dedicada à Nossa Senhora da Conceição, padroeira do Município de Alexandria, e dá outras
providências.

A GOVERNADORA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE: 

FAÇO SABER que o Poder Legislativo decreta e eu sanciono a seguinte Lei: 

Art. 1º Fica reconhecida como de interesse histórico, religioso e sociocultural a tradicional celebração dedicada à Nossa Senhora da Conceição, padroeira do Município de Alexandria, neste Estado.

Art. 2º A celebração mencionada no art. 1º desta Lei representa relevante expressão de fé, tradição e identidade comunitária, constituindo bem de valor imaterial para a memória cultural do povo potiguar.

Art. 3º O Poder Executivo poderá promover ações destinadas à valorização, preservação e difusão dos aspectos históricos e culturais relacionados à celebração, observada a legislação orçamentária e financeira vigente.

Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio de Despachos de Lagoa Nova, em Natal/RN, 15 de abril de 2026, 205º da Independência e 138º da República.

FÁTIMA BEZERRA
Governadora

terça-feira, 14 de abril de 2026

Dom Matias, Arcebispo emérito de Natal


Dom Matias Patrício de Macêdo nasceu no dia 14 de abril de 1936, na cidade de Santana do Matos/RN, sendo filho de Jose Patrício de Macedo e Luzia Valdenita da Cunha.

Ainda cedo mudou-se para com sua família para a cidade de Angicos/RN, onde o Vigário era Dom Manuel Tavares, seu primeiro educador na fé da Igreja. Estudou no Seminário de São Pedro e no Seminário da Prainha (Fortaleza). Foi ordenado sacerdote pela imposição das mãos de Dom Eugênio de Araújo Sales, no dia 14 de julho de 1963, na Catedral de Natal.

Em dezembro de 1963 foi nomeado Vigário Cooperador de Ceará-Mirim, de onde saiu meses depois para, em 10 de julho de 1964, assumir a Paróquia de Canguaretama e Pedro Velho. Em 1968 foi transferido para Nova Cruz, onde permaneceu por 22 anos.

Foi eleito bispo para Diocese de Cajazeiras, na Paraíba, no dia 12 de julho de 1990, sendo ordenado por Dom Alair Vilar, em Nova Cruz-RN. No ano de 2000, foi nomeado Bispo Coadjutor da Diocese de Campina Grande-PB. No ano seguinte, foi eleito Bispo Titular da Diocese de Campina Grande-PB. Em 26 de novembro de 2003, foi elevado a Arcebispo, eleito para a Arquidiocese de Natal. Sua posse ocorreu na Catedral Metropolitana de Natal, em 25 de janeiro de 2004. 

Ao completar 75 anos, em 2011, Dom Matias pediu renúncia ao Papa Bento XVI, que em 21 de dezembro daquele ano, aceitou o pedido e o nomeou como Administrador Apostólico até a chegada de seu sucessor, Dom Jaime Vieira Rocha.

Lema episcopal: “Ut vitam habeant” (Que todos tenham vida)

Fonte: arquidiocesedenatal.org.br

quinta-feira, 9 de abril de 2026

Beata Lindalva Justo de Oliveira, martirizada aos 40 anos


Origem

Nascida em 20 de outubro de 1953, no povoado Sítio da Areia, no Rio Grande do Norte, no município de Açu. Lindalva foi a sexta filha de uma família formada por 14 irmãos e, ainda jovem, recebeu dos pais os ensinamentos da doutrina e da fé cristã. Com o pai, João Justo da Fé, Lindalva estudava as Sagradas Escrituras e participava da Santa Missa. Com a mãe, Maria Lúcia da Fé, aprendeu a cuidar de crianças, ajudar os pobres e realizar as tarefas da casa, sem deixar de lado os estudos. Lindalva foi batizada em 7 de janeiro de 1954 e recebeu a Primeira Eucaristia aos 12 anos.

Juventude

Ao finalizar o Ensino Fundamental, Lindalva trabalhou como babá e, em 1971, mudou-se para Natal, no Rio Grande do Norte, para morar com a família de um de seus irmãos. Na adolescência, Lindalva participava de atividades na Igreja, mas ainda não havia decidido pela Vida Religiosa, que foi despertada quando ela ainda morava em Natal, por meio do convite de uma amiga chamada Conceição. “A primeira apresentação dela às Filhas da Caridade aconteceu em um domingo pela manhã, quando ela foi apresentada à Irmã Djanira. Ela passou a ficar muito entusiasmada em participar dos encontros, passava lá em casa e íamos juntas para a Missa, depois, íamos visitar o abrigo Jovino Barreto”, disse sua amiga.

Vida religiosa

Irmã Lindalva foi admitida à Congregação no dia 16 de julho de 1989, em uma Missa celebrada por Dom Hélder Câmara. Um mês depois, ela escreveu uma carta para a amiga Conceição com as seguintes palavras: “Eu estou muito feliz, é como se eu tivesse sempre morado aqui; O meu destino está nas mãos de Deus, mas desejo de todo coração servir sempre com humildade, no amor de Cristo”. Após concluir a segunda etapa do postulado, ingressou no noviciado. A conclusão do Noviciado foi em 26 de janeiro de 1991.

Beata Lindalva Justo de Oliveira e o Movimento Voluntárias da Caridade

Missão

Como de costume, ao término deste período, as Irmãs são enviadas para missão: Irmã Lindalva foi enviada para o abrigo Dom Pedro II, em Salvador, na Bahia, onde assumiu o ofício de coordenadora do pavilhão de idosos. No Dom Pedro II, a Irmã cuidava dos idosos com muito amor, dedicação e alegria, sempre cantando e rezando o Terço com eles. Suas ações de caridade não se restringiam apenas ao abrigo, ela também participou do Movimento Voluntárias da Caridade, do núcleo da Paróquia Nossa Senhora da Boa Viagem, onde visitava idosos e doentes nas periferias.

Uma resposta ao assédio

Em janeiro de 1993, Augusto da Silva Peixoto começou a receber ajuda alimentícia onde a irmã trabalhava e logo apaixonou-se. Ela sempre deixou claro que não poderia corresponder aos sentimentos dele. Mesmo assim, os assédios prosseguiram. “Prefiro que meu sangue se derrame, do que ir embora”, respondeu Irmã Lindalva, quando lhe perguntaram por que não deixava o abrigo. A Irmã procurou a diretora do setor social e pediu que chamasse atenção do homem, mas, sem contar sobre suas indiretas indecentes, apenas sobre seus comportamentos inadequados em relação às regras do abrigo, acreditando que isso seria suficiente para fazê-lo parar. Mas, ao contrário do que era esperado, só fez aumentar o ressentimento dele, por não ser correspondido.

Martírio

O martírio aconteceu no dia 9 de abril de 1993. Era Sexta-feira Santa, e a Irmã havia participado da Via-Sacra, que teve início às 4h30. Em seguida, voltou ao abrigo para servir café aos idosos. Quando estava atrás do balcão onde ficavam os alimentos, foi surpreendida com um toque nas costas. Ao virar, recebeu uma facada mortal na clavícula esquerda. Mesmo caída, continuou tendo o seu corpo perfurado por Augusto. Foram 44 perfurações. O assassino permaneceu no local esperando que a polícia chegasse e, em depoimento, declarou que havia cometido o crime porque a Irmã Lindalva nunca cedeu aos seus desejos.

Processo de Beatificação e Devoção

Beatificação

No dia 2 de dezembro de 2007, a Irmã Lindalva foi beatificada em cerimônia presidida pelo então Arcebispo de Salvador, Cardeal Dom Geraldo Majella Agnelo — atualmente Arcebispo Emérito —, no estádio do Barradão. Mais de 25 mil fiéis participaram deste importante momento, além dos irmãos e da mãe da bem-aventurada, na época com 85 anos de vida. Por conta do martírio, não foi necessária a comprovação dos três milagres para que se tornasse beata, por isso, o processo foi considerado um dos mais rápidos da história. Mas, para a canonização, é necessária a comprovação de um milagre que tenha acontecido após a beatificação. No caso da beata Lindalva, já existe um episódio sendo analisado pelo Vaticano. O dia da Beata Lindalva é comemorado em 7 de janeiro, data em que foi batizada.

Oração para a canonização

“Pai Santo, o vosso amor seduziu o coração de Irmã Lindalva que se deixou guiar pelo dever de cuidar do seu pai e, em seguida, pela obediência da fé, escolher a Vida Consagrada. No Carisma Vicentino, dedicação plena aos mais abandonados, sua vida ganhou, também na Sexta-feira Santa, a coroa do martírio. Seu hábito azul de Filha da Caridade, tingido de Sangue, tornou-se Linda Alva no Sangue do Cordeiro. Concedei-nos, vos pedimos, a graça de sua beatificação afim de que ela, na Igreja, inspire a oferta de muitos e seja a testemunha perene da límpida aurora da Páscoa de Jesus, o Filho Amado, que convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo. Amém.”

terça-feira, 7 de abril de 2026

Padre José Dantas Cortez – o último sacerdote na política do RN


A participação do clero potiguar na política do estado do Rio Grande do Norte, esteve visivelmente presente em todos os períodos de sua história, inclusive, elegendo dois sacerdotes para o governo do estado, sendo eles: Monsenhor João da Mata Paiva e Monsenhor Walfredo Dantas Gurgel. O último representante do clero a participar da política em cargo eletivo foi Pe. José Dantas Cortez.

Natural de Acari/RN, região do Seridó, Pe. José Dantas Cortez (1934-2001), foi ordenado presbítero no dia 30 de setembro de 1962 pela imposição das mãos do Bispo Dom Manoel Tavares de Araújo. Ele foi professor universitário, advogado e político. Foi duas vezes deputado estadual.

Ademais, Pe. Cortez não se limitou à vida paroquial, esteve sempre engajado na ação política em vista do bem comum. Foi eleito deputado estadual por dois mandatos. O primeiro de 1979 a 1982 e o segundo mandatado 1983 a 1986. Levou para a Assembleia Legislativa as demandas do povo rural, buscando melhores condições de vida para os agricultores seridoenses, garantido recursos e políticas públicas voltadas para a Saúde e a Educação. A sua forma simples de defender os interesses da coletividade chamava a atenção das autoridades pela sua atuação em defesa das pessoas mais carentes.

Um dos feitos mais significativos, na condição de sacerdote, foi a restauração do Santuário de Nossa Senhora das Graças, em Florânia/RN, que se tornou um marco de fé do povo seridoense. Além disso, criou a “Missa do Vaqueiro”, na mesma cidade, como uma forma de valorizar o homem do campo, bem como o ofício tradicional do sertão nordestino.

Atualmente, o Direito Canônico estabelece que o sacerdote não pode disputar cargo político eletivo, a não ser, com autorização prévia do bispo diocesano mediante o afastamento de suas funções sacerdotais e pastorais. Contudo, somos gratos aos padres que atuaram, na área da política, pelo bem que fizeram ao estado do Rio Grande do Norte.

*Por Pe. José Freitas Campos
Do clero da Arquidiocese de Natal

Composição da Assembleia Legislativa do RN em 2026

Foto: ALRN.

Mais de um terço dos deputados estaduais do Rio Grande do Norte aproveitou a chamada janela partidária e mudou de legenda visando à disputa das eleições de 2026. Dos 24 parlamentares que compõem a Assembleia Legislativa, 9 estão em um partido diferente do que estavam até um mês atrás.

Com as mudanças, o PL e a federação Brasil da Esperança — formada por PT, PV e PCdoB — passaram a ter as maiores bancadas da Assembleia Legislativa do RN. Os dois blocos agora possuem 8 deputados, cada.

Nem todos os parlamentares desses dois blocos, contudo, serão candidatos à reeleição. Na federação Brasil da Esperança, Dr. Bernardo Amorim será candidato a deputado federal e Vivaldo Costa vai se aposentar da política. No PL, José Dias também anunciou que não vai mais disputar mandatos.

Em geral, parlamentares trocam de partido para buscar maior viabilidade para seus projetos eleitorais. No Brasil, deputados estaduais, deputados federais e vereadores são eleitos pelo sistema proporcional. Nesse formato de eleição, os mandatos são obtidos a partir do desempenho geral do partido ou federação, e não apenas através da votação individual dos candidatos.

Como os mandatos pertencem originalmente aos partidos, a regra geral é a permanência na legenda pelo qual cada um foi eleito. A janela partidária, porém, oferece uma brecha. Nela, um prazo de um mês é aberto pela Justiça Eleitoral para que políticos em fim de mandato possam trocar de legenda sem risco de perder o cargo.

Em 2026, por ser ano de eleições gerais, a regra beneficia deputados estaduais e deputados federais. O prazo para as trocas foi encerrado na última sexta-feira 3.

No saldo do vaivém partidário, o PSDB foi a sigla que teve o maior número de baixas na Assembleia Legislativa. Saíram da legenda cinco deputados estaduais: Dr. Bernardo (agora no PV), Galeno Torquato (agora no União), Kleber Rodrigues (agora no PP), Nelter Queiroz (agora no PP) e Ubaldo Fernandes (agora no PV).

Já o PV foi a sigla que mais ganhou deputados. Foram três, ao todo: Dr. Bernardo (que saiu do PSDB), Ivanilson Oliveira (que saiu do União Brasil) e Ubaldo Fernandes (que também deixou o PSDB).

Um partido que tinha assento na Assembleia deixou de ter representação na Casa. Foi o Solidariedade, que perdeu a deputada Cristiane Dantas para o PSDB.

Vale lembrar que, antes mesmo da janela partidária, um grupo de cinco deputados estaduais já havia mudado de legenda. Foram eles: Dr. Kerginaldo, Gustavo Carvalho, José Dias, Luiz Eduardo e Tomba Farias. Todos agora estão no PL, e antes estavam no PSDB — exceto Luiz Eduardo, que se desfiliou do Solidariedade.

Veja como ficou a composição da Assembleia Legislativa

Federação PT-PV-PCdoB (8 deputados): Divaneide Basílio (PT), Dr. Bernardo (PV), Eudiane Macedo (PV), Francisco do PT, Isolda Dantas (PT), Ivanilson Oliveira (PV), Ubaldo Fernandes (PV) e Vivaldo Costa (PV).

PL (8 deputados): Adjuto Dias, Coronel Azevedo, Dr. Kerginaldo Jácome, Gustavo Carvalho, José Dias, Luiz Eduardo, Terezinha Maia e Tomba Farias

Federação União-PP (4 deputados): Galeno Torquato (União), Kleber Rodrigues (PP), Neilton Diógenes (PP) e Nelter Queiroz (PP)

PSDB (3 deputados): Cristiane Dantas, Ezequiel Ferreira e Taveira Júnior

MDB (1 deputado): Hermano Morais

Confira todas as trocas de partido durante a janela

Adjuto Dias: MDB > PL
Cristiane Dantas: SDD > PSDB
Dr. Bernardo Amorim: PSDB > PV
Galeno Torquato: PSDB > União Brasil
Hermano Morais: PV > MDB
Ivanilson Oliveira: União > PV
Kleber Rodrigues: PSDB > PP
Taveira Júnior: União > PSDB
Ubaldo Fernandes: PSDB > PV