terça-feira, 26 de maio de 2026

Projeto da UFRN digitaliza documentos históricos sobre terras no Rio Grande do Norte

Fotos: LEHS/UFRN

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) desenvolvem um projeto de digitalização e catalogação de documentos históricos sobre a questão fundiária no Rio Grande do Norte. O acervo reúne cerca de 50 livros com registros de doações, vendas e contratos de aforamento de terras, datados de 1938 a 1983.

Nesta primeira etapa, a equipe trabalha na digitalização, conservação e organização de 25 livros de aforamento e 25 livros de doação.

A proposta é construir um banco de dados que permita analisar o processo histórico de ocupação, acesso e transferência de terras no estado. Os documentos também devem contribuir para pesquisas sobre História Agrária, políticas fundiárias e critérios utilizados pelo governo estadual nas doações de terras, além de possibilitar estudos mais amplos sobre a questão fundiária no Brasil.


A iniciativa é realizada pelo Laboratório de Experimentação em História Social (LEHS), coordenado pela professora Carmen Alveal, em parceria com as professoras Patrícia Macedo, do Departamento de Ciência da Informação, e Cinne Rozendo, do Departamento de Ciências Sociais.

O projeto conta com apoio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Rural e da Agricultura Familiar do Rio Grande do Norte (Sedraf-RN), responsável pela guarda do acervo. A documentação foi localizada após pesquisadores do LEHS identificarem a ausência de um órgão de terras no estado e receberem a informação de que registros fundiários do século XX estavam vinculados à secretaria.

Por unanimidade, prefeito e vice de São Miguel do Gostoso são cassados pelo TRE-RN


Na sessão plenária desta terça-feira(26/05), o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte, cassou os mandatos do prefeito de São Miguel do Gostoso Leonardo Teixeira da Cunha(PSD), conhecido por Léo de Doquinha, e do vice-prefeito João Eudes Rodrigues da Silva(PT), eleitos nas eleições municipais de 2024. Ainda cabe recurso.

Os julgamentos envolveram as AIJES de Nº 0600367-29.2024.6.20.0014 e 0600335-24.2024.6.20.0014. Por unanimidade de votos(7 x 0), a corte regional manteve a decisão da 14ª Zona Eleitoral de Touros, que determinou a cassação da chapa pela prática de abuso de poder político e econômico.

Segundo o processo, houve um aumento expressivo de contratações temporárias durante o período eleitoral, que superou 90% em relação ao período anterior. A Justiça considera que essa prática configurou uso da máquina pública para favorecer a candidatura, desequilibrando a disputa eleitoral e violando o princípio da igualdade entre os concorrentes.

Além da cassação, o ex-prefeito José Renato Teixeira de Souza(Renato de Doquinha) foi declarado inelegível por oito anos a partir das eleições de 2024, conforme o artigo 22 da Lei Complementar nº 64/1990. 

O atual prefeito Leo de Doquinha foi eleito em 2024 com 4.478 votos, o equivalente a 54,16%, derrotando o candidato Caio Fernandes(PL), que obteve 3.790 votos(45,84%).

O acórdão determina que a decisão passe a ser cumprida após o fim do prazo para eventual recurso especial ou para a apresentação de embargos de declaração, seguindo o entendimento já adotado pelo TRE-RN em outros casos semelhantes.

Caso a sentença seja confirmada, o presidente da Câmara assumirá interinamente o comando do Executivo Municipal até a realização de eleições suplementares.

Medalha homenageia potiguar que foi 1ª mulher reitora de universidade pública no Brasil


Poucos sabem, mas um marco da educação superior brasileira começou no Rio Grande do Norte. Foi na então Universidade Regional do Rio Grande do Norte (URRN), atual Uern, que a professora Maria Gomes, nascida em Apodi, se tornou a primeira mulher a assumir a reitoria de uma universidade pública no país. Agora, quase cinco décadas depois de sua gestão, esse pioneirismo passa a dar nome a uma honraria nacional: a Medalha Magnífica Reitora Maria Gomes, instituída pela Abruem (Associação Brasileira de Reitoras e Reitores das Universidades Estaduais e Municipais).

A medalha foi criada durante o 75º Fórum Abruem, realizado em Porto Alegre (RS). A instituição da honraria ocorreu por meio da Resolução nº 01/2026, aprovada pelo Pleno da entidade, a partir de proposta apresentada por Cicília Maia, presidente da Abruem e reitora da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte.

Maria Gomes esteve à frente da URRN entre janeiro de 1973 e janeiro de 1977. Sua chegada ao cargo máximo da instituição abriu caminho em um período no qual a presença de mulheres em espaços de liderança universitária ainda era rara. O gesto, que nasceu no RN, tornou-se referência nacional na história da educação pública.

A Medalha Reitora Maria Gomes será concedida a personalidades femininas que se destacam em causas educacionais e sociais. A honraria reconhecerá mulheres com atuação marcada pela ética, dedicação e compromisso com a transformação da sociedade, especialmente nas áreas de educação, inclusão social, cidadania e desenvolvimento humano.

A entrega da medalha ocorrerá durante os Fóruns Nacionais da Abruem, realizados duas vezes por ano.

Para Cicília Maia, a criação da honraria recupera uma memória essencial da universidade pública brasileira e reafirma a contribuição feminina para a educação.

“A reitora Maria Gomes abriu caminhos em um período em que os espaços de liderança feminina eram ainda mais restritos. Instituir esta medalha é reconhecer sua coragem, sua trajetória e sua contribuição histórica para a educação superior pública no Brasil. É também uma forma de manter viva a memória de mulheres que transformaram instituições e impactaram gerações”, destacou Cicília Maia.

Cicília Maia é a terceira mulher a assumir a reitoria da Uern, quase cinco décadas após a gestão pioneira de Maria Gomes, e tornou-se a primeira reitora reeleita da história da Universidade. Antes dela, a professora Nevinha Gurgel também ocupou o cargo.

A trajetória feminina na gestão superior da Uern inclui ainda Fátima Raquel Morais. Então vice-reitora, ela assumiu a reitoria em 2020 e permaneceu até setembro de 2021, período em que conduziu a Universidade durante a pandemia de Covid-19. Por essa atuação, passou a integrar a galeria de ex-reitores da instituição.

Com a criação da medalha, a história de Maria Gomes deixa de ser apenas um marco da Uern e do Rio Grande do Norte para se transformar em símbolo nacional de reconhecimento a mulheres que ampliaram o alcance social da educação pública.

Maria Gomes de Oliveira nasceu em Apodi

Nascida em Apodi, em 30 de novembro de 1925, Maria Gomes de Oliveira construiu uma trajetória ligada à educação desde cedo. Estudou em sua cidade natal e, ainda jovem, mudou-se para Mossoró, onde concluiu o Magistério na Escola Normal. Formou-se em Serviço Social pela UFRN, com bolsa obtida por intermédio de Dom Costa, e voltou a Mossoró, onde atuou em diferentes frentes da educação e da formação profissional, com participação na criação do Sesi e do Senai na cidade.

Foi a primeira secretária de Educação de Mossoró, entre 1963 e 1969, e, em 1973, chegou à reitoria da instituição que daria origem à atual UERN, sucedendo João Batista Cascudo Rodrigues e tornando-se a primeira mulher a comandar uma universidade pública no Brasil. Também foi secretária de Educação de Natal. Maria Gomes morreu em 1º de fevereiro de 2015, em Natal.

Isolada e sem asfalto: Galinhos tem 2 mil moradores e guarda maior riqueza de sal do país

Galinhos preserva isolamento com ruas de areia e transporte por charretes no litoral do RN. | Foto: Reprodução

Uma península com pouco mais de 2 mil habitantes, sem asfalto nas ruas e onde o carro comum não entra se consolidou como o coração de uma das maiores riquezas econômicas do RN. A 160 km de Natal, Galinhos abriga as monumentais pirâmides brancas das maiores salinas do Brasil, mas mantém um isolamento severo: o acesso ao vilarejo principal só é possível por meio de uma travessia de barco de dez minutos pelo Rio Aratuá, partindo do Porto de Pratagil.

Segundo informações do IBGE, a densidade demográfica do município é de apenas 6,17 pessoas por quilômetro quadrado, uma das menores de todo o estado. Esse cenário fez com que o transporte local se adaptasse de forma única, onde as charretes fazem o papel de táxi para deslocar moradores e visitantes entre as dunas e o vilarejo.

Conforme a Secretaria de Turismo do Estado (SETUR-RN), o município integra o Polo Costa Branca, junto a Macau e Areia Branca. A região é estratégica, já que o Rio Grande do Norte responde por cerca de 95% de todo o sal marinho produzido no país. Saiba como visitar o vilarejo isolado no RN que abastece o Brasil com sal. | Foto: Reprodução

Para os visitantes, a logística exige planejamento. De acordo com os dados de transporte local, a travessia de barco funciona 24 horas por dia, com saídas regulares de hora em hora durante o período diurno. Os veículos particulares devem obrigatoriamente ser deixados em um estacionamento no Porto de Pratagil, na RN-402.

O que fazer entre dunas, salinas e mangues?

A península reúne atrações que combinam mar, rio e cenários quase desérticos em distâncias curtas. Cada passeio segue a tábua de marés e o ritmo das charretes. Veja os destaques:

Farol de Galinhos: torre cilíndrica de 13 metros pertencente à Marinha do Brasil. Segundo a Fundação Joaquim Nabuco, foi erguida em 1931 e é o oitavo farol construído no estado, com alcance luminoso de 14 milhas náuticas.

Passeio de barco pelo Rio Aratuá: navegação pelos mangues e gamboas com paradas para banho, oferecida por barqueiros locais e jangadeiros.

Dunas do André e do Capim: formações de areia branca com vista panorâmica da península, acessíveis por barco ou caminhada pela praia.

Vilarejo de Galos: distrito de 500 habitantes em uma faixa de areia entre o oceano e o braço de mar, ponto clássico do bate-volta gastronômico.

Passeio de charrete pelo centro: forma tradicional de circular entre as ruas de areia fofa, com tarifa combinada com o condutor.
Gastronomia

A cozinha é dominada pelos frutos do mar pescados na própria península. Os pratos típicos chegam preparados na hora, muitas vezes a partir do que foi colhido durante o passeio.
Ostras frescas: coletadas nas gamboas durante os passeios gastronômicos e servidas com limão e pimenta direto no barco.
Ceviche de tilápia: preparação fria e cítrica, comum nos tours náuticos com almoço incluso.
Camarão na chapa: tradicional dos bares à beira-mar, com preço justo e atendimento simples.
Peixada potiguar: caldo encorpado com pescados do dia, leite de coco e legumes, servido em panela de barro.

A economia da comunidade, além da atividade salineira, é fortemente baseada na pesca artesanal e no turismo de isolamento. Pratos típicos dominados por frutos do mar pescados na própria península abastecem a rede de pousadas locais.
Como chegar

Para quem sai de Natal, o trajeto rodoviário até o porto dura cerca de 2h30, passando pela BR-406 e pela RN-402. Já para os turistas que se deslocam a partir de Fortaleza, o percurso terrestre até o píer de embarque é de aproximadamente 410 km.

quinta-feira, 21 de maio de 2026

ABRUEM homenageia Maria Gomes de Oliveira, primeira mulher reitora de uma universidade pública do Brasil

Medalha é criada em homenagem a primeira reitora de uma universidade pública do Brasil.

A Associação Brasileira de Reitoras e Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem) instituiu, durante o 75º Fórum Nacional da entidade, realizado em Porto Alegre (RS), a Medalha Magnífica Reitora Maria Gomes. A honraria foi criada por meio da Resolução nº 01/2026, aprovada pelo Pleno da Abruem, a partir de proposta apresentada pela presidente da Associação e reitora da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), Cicília Maia.

A medalha homenageia a professora Maria Gomes de Oliveira, primeira mulher a assumir a reitoria de uma universidade pública brasileira. Ela esteve à frente da então Universidade Regional do Rio Grande do Norte (URRN), atual Uern, entre janeiro de 1973 e janeiro de 1977, tornando-se um marco histórico para a educação superior no país.

A Medalha Reitora Maria Gomes será destinada a homenagear personalidades femininas que se destacam por sua atuação em causas educacionais e sociais, pautadas pela ética, dedicação e compromisso com a transformação da sociedade. A honraria reconhecerá mulheres que tenham prestado relevantes serviços à educação, à inclusão social, à cidadania e ao desenvolvimento humano.

A entrega da medalha ocorrerá durante os Fóruns Nacionais da Abruem, realizados duas vezes ao ano.

Para a presidente da Abruem, a criação da honraria representa um reconhecimento histórico à trajetória de Maria Gomes e à contribuição das mulheres para a educação pública brasileira.

“A reitora Maria Gomes abriu caminhos em um período em que os espaços de liderança feminina eram ainda mais restritos. Instituir esta medalha é reconhecer sua coragem, sua trajetória e sua contribuição histórica para a educação superior pública no Brasil. É também uma forma de manter viva a memória de mulheres que transformaram instituições e impactaram gerações”, destacou Cicília Maia.

*Com informações do Portal da UERN


Sobre Maria Gomes de Oliveira(perfil biográfico):

*Por Marcos Pinto, historiador apodiense:

A magnânima intelectual MARIA GOMES DE OLIVEIRA nasceu em Apodi, na Rua São João Batista, a 30 de Novembro de 1928, no imóvel residencial de sua genitora, a hoteleira ANÁLIA GOMES DE OLIVEIRA, dona do único hotel do Apodi durante cerca de 40 anos.

MARIA GOMES nasceu de um relacionamento amoroso de Anália com o Ex-Prefeito de Apodi Sebastião Sizenando Sena e Silva, que comandou os destinos político e administrativo do Apodi, como prefeito nomeado( no período de 26 de Setembro de 1932 a 09 de Janeiro de 1933).

A notável Apodiense iniciou seus primeiros estudos na terra onde nasceu, cursando o curso primário no Grupo Escolar "Ferreira Pinto". Como na época em que atingiu a juventude não existia o curso ginasial em Apodi, mudou sua residência para Mossoró, onde instalou-se no casarão senhorial do seu parente Tabelião Público e advogado provisionado PHILÁSTRIO LOPES CORRÊIA PINTO, pai do fazendeiro Toinho de Filástrio e tio paterno do saudoso e eficiente Professor e intelectual ROBSON LOPES.

Fez o curso ginasial e o 2º Grau em Mossoró, na famosa Escola Normal, onde concluiu o prestigioso Curso do Magistério. Através do Reverendo Bispo de Mossoró d. João Batista Portocarrero Costa - Dom Costa (07.06.1904/06.01.1959) ganhou uma bolsa de estudo para fazer o Curso de Serviço Social na UFRN. Ao concluir o Curso, retornou para Mossoró, onde desenvolveu várias atividades, destacando-se como fundadora do SESI e do SENAI.

Foi a primeira Secretária de Educação do município de Mossoró, na gestão do Prefeito Raimundo Soares de Souza, no período de 1963 a 1969, que lhe conferiu o título de cidadã Mossoroense. Participou, juntamente com o renomado Prof. João Batista Cascudo Rodrigues, da criação da Fundação Universidade Regional do Rio Grande do Norte - FURRN, atual UERN, e da criação e fundação da Faculdade de Serviço Social de Mossoró - FASSO, ocupando o honorável cargo de Diretora durante 08 anos. Foi Secretária de Educação do município de Natal, na gestão do Prof. Vauban Bezerra de Farias, que lhe conferiu o título de cidadã Natalense.

Concorreu ao processo de seleção para o Corpo Docente da Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN, onde trabalhou no CRUTAC. Recebeu o título de "AMIGA DA MARINHA DO BRASIL". Em 1973 participou da lista tríplice, sendo nomeada Reitora da FURRN pelo Prefeito Antonio Rodrigues de Carvalho, tendo merecido destaque na imprensa nacional como a PRIMEIRA REITORA DE UMA UNIVERSIDADE PÚBLICA NO BRASIL, no período de 1973 a 1977.

Maria Gomes de Oliveira faleceu em 01 de fevereiro de 2015, aos 89 anos, em Natal.

Padre natural de Taboleiro Grande recebe o título de Monsenhor

Foto: reprodução

A Igreja Católica vive um momento de grande alegria e celebração com a nomeação do Padre César de Bessa como Monsenhor — Capelão de Sua Santidade, título concedido pelo Papa Leão XIV.

A notícia foi anunciada pelo arcebispo metropolitano de Natal, Dom João Santos Cardoso, durante a reunião mensal do clero realizada nesta terça-feira(19).

Reconhecido por sua dedicação pastoral, simplicidade e compromisso com a evangelização, Padre César construiu ao longo dos anos uma trajetória marcada pelo amor ao próximo, pela fé e pelo serviço à Igreja. Sua nomeação representa não apenas uma honraria pessoal, mas também um reconhecimento ao trabalho incansável desenvolvido em favor do povo de Deus.

Nascido e criado em Taboleiro Grande, a ascensão do agora Monsenhor César Bessa enche de orgulho a comunidade taboleirense. O título de “Capelão de Sua Santidade” é uma honraria rara, concedida pelo Papa a sacerdotes que demonstraram serviços relevantes e uma vida presbiteral exemplar.

Nascido em 01/10/1959, Francisco César de Bessa é filho de Noberto Bessa Cavalcante(in memoriam) e de Dona Teresinha Gomes Bessa.

É neto paterno de Antonio Nicolau de Bessa e Raimunda Ferreira de Bessa.

Neto materno de Antonio Gomes de Bessa e Lidia Gomes Bessa.

Foi ordenado padre em 15 de agosto de 1987, em Natal.

Monsenhor César Bessa já atuou em diversas paróquias do RN. Atualmente, exerce a função de Administrador da Área Pastoral São Sebastião, na cidade de Sítio Novo(RN), na região do trairi potiguar.

*Blog Fatos do RN.

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Papa concede título de Monsenhor a padres do clero de Natal



Foto: Da esq.: Mons. Robério, Mons. Murilo, Dom João, Mons. César, Mons. Francisco Lucas, Mons. Ramos e Dom Sílvio Brito (crédito: Pe. João Batista Nunes)
    
Cinco padres da Arquidiocese de Natal receberam o título de Monsenhores – Capelães de Sua Santidade, o Papa. São os Padres Francisco Lucas de Souza Neto, Francisco César de Bessa, Antônio Murilo de Paiva, Robério Camilo da Silva e Severino dos Ramos Vicente.

O anúncio foi feito pelo arcebispo metropolitano Dom João Santos Cardoso, no final da manhã desta terça-feira, 19 de maio, por ocasião reunião mensal do clero, de acordo com carta enviada pelo Núncio Apostólico no Brasil, Dom Giambattista Diquattro.

Quem são os novos monsenhores?


- Monsenhor Francisco Lucas é vigário paroquial da Paróquia de Nossa Senhora Aparecida, em Neópolis, Natal;

- Monsenhor Francisco César de Bessa é o responsável pela Área Pastoral, em Sítio Novo;

- Monsenhor Murilo Paiva é o capelão do Santuário dos Santos Mártires, em Uruaçu;

- Monsenhor Robério Camilo é vigário episcopal para as instituições sociais e pároco da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Mãe Luiza, Natal,

- E Monsenhor Ramos Vicente é vigário episcopal para o Vicariato São Mateus Moreira e pároco da Paróquia de São Paulo Apóstolo, em São Paulo do Potengi.



domingo, 17 de maio de 2026

Professor Amariudo Santos vence eleição suplementar para prefeito de Ouro Branco (RN)

Amariudo e Dr. Araújo.

Neste domingo(17), também foram realizadas eleições suplementares para a Prefeitura de Ouro Branco, na região do seridó potiguar. Com 100% das  urnas apuradas, o atual prefeito interino Professor Amariudo Santos(PP) foi o vitorioso da disputa conquistando 1.971 votos - o equivalente a  50,22% do total de votos válidos.
O vice-prefeito eleito é Francisco Lucena de Araújo Filho(Dr. Araújo), também do PP. Eles recebiam apoio do ex-prefeito afastado Samuel Souto.

A candidata do PT, Dra. Fátima Silva recebeu  1.954 votos, correspondendo a 49,78%. Ela tinha como vice o empresário Denis Rildon(PSDB).     

A maioria de Amariudo sob Dra Fátima foi de apenas 17 votos. 

De acordo com o TRE/RN  foram registrados  3.994 votos, entre eles 3.925 válidos,  54(1,35%) nulos,   e 15 (0,38%) votaram em branco. 

O município de Ouro Branco pertence à 23ª Zona Eleitoral do Rio Grande do Norte(sediada em Caicó) e possui 4.527 eleitores. 

O novo pleito ocorreu após a cassação da chapa eleita em 2024, composta por  Samuel Oliveira de Souto(PL), e seu vice, Francisco Lucena de Araújo Filho(PP). 

Os eleitos aos cargos serão diplomados no dia 9 de junho e permanecerão nos cargos até 31 de dezembro de 2028.


*Blog Fatos do RN

Zé Roberto Pezão é eleito prefeito de Itaú (RN) em eleição suplementar

Prefeito Zé Roberto e vice Rosa Basílio.

O candidato Zé Roberto Pezão(União Brasil) venceu neste domingo(17) a eleição suplementar para a Prefeitura da cidade de Itaú, conquistando  2.469 votos, o equivalente a  54,61% dos votos válidos. A vice-prefeita da chapa eleita é a empresária Maria Rozivânia Pereira(conhecida por Rosa Basílio), também do União Brasil. 

A chapa do PT, composta por Fabrício Régis e Branco Basílio, recebeu 2.052 votos, correspondendo a 45,39%. 

A maioria de Zé Roberto sob Fabrício foi de 417 votos.

A cidade de Itaú pertence à 45ª Zona Eleitoral do Rio Grande do Norte, sediada em Apodi. 

O município teve 4.577 votos, entre eles 4.521 válidos, 39 nulos ( 0,85%) e 17 (0,37%) votaram em branco.

O novo pleito ocorreu após a cassação da chapa eleita em 2024, composta por André Júnior(PP) e Paulinho Fernandes(MDB). 

Os eleitos aos cargos serão diplomados no dia 9 de junho e permanecerão nos cargos até 31 de dezembro de 2028.


*Blog Fatos do RN

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Eleições Suplementares no RN: Itaú e Ouro Branco vão escolher novos prefeitos; Veja candidatos

(Fabricio Régis e Zé Roberto, candidatos à prefeitura de Itaú; Amariudo e Dra. Fátima, candidatos a prefeito em Ouro Branco). 

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) realizará, neste domingo (17/05), eleições suplementares nos municípios de Itaú(no Oeste) e Ouro Branco(no Seridó) para os cargos de prefeito e vice-prefeito. A votação ocorrerá das 8h às 17h.

As novas eleições foram determinadas pela Resolução TRE-RN nº 165/2026, após a cassação dos prefeitos e vice-prefeitos dos dois municípios por abuso de poder e prática de condutas vedadas pela legislação eleitoral.

Ao todo, cerca de 10 mil eleitores estão aptos a votar nas duas cidades. Em Ouro Branco, pertencente à 23ª Zona Eleitoral, em Caicó, são 4.527 eleitores. Já Itaú, da 45ª Zona Eleitoral, em Apodi, possui 5.085 eleitores aptos ao voto.

Candidatos:

Segundo o DivulgaCand, foram registradas duas candidaturas para prefeito e vice em cada município. Inclusive os dados sobre os candidatos que pediram registro à Justiça Eleitoral e suas contas eleitorais e partidos políticos, podem ser consultados através do site: divulgacandcontas.tse.jus.br. Os eleitos aos cargos serão diplomados no dia 9 de junho e permanecerão nos cargos até 31 de dezembro de 2028.

Itaú:

Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV)
Prefeito: Fabrício Régis(PT)
Vice: Branco Basílio(PT)

Federação União Progressista(União/PP)
Prefeito: Zé Roberto Pezão(União)
Vice: Rosa Basílio(União)

Ouro Branco: 

Coligação: "Com Fé no Povo" - Federação Brasil da Esperança(PT/PCdoB/PV)/ Federação(PSDB/CIDADANIA)/ - MDB
Prefeita: Dra Fátima Silva(PT)
Vice: Denis Rildon(PSDB)

Federação União Progressista(União/PP)
Prefeito: Professor Amariudo Santos(PP)
Vice: Doutor Araújo(PP)

Locais de votação:

Ouro Branco

Três locais de votação atenderão os eleitores do município:

Escola Municipal José Nunes de Figueiredo (seções 27 a 41);
Escola Estadual Manoel Correia (seções 21 a 26 e 61);
Creche Kleyse Medeiros (seção 69).

Itaú

No município de Itaú, dois locais concentrarão as 16 seções eleitorais:

Escola Estadual Francisco de Assis Pinheiro (seções 77 e 97 a 100);

Escola Municipal José Porto de Queiroz (seções 19, 24 a 31, 76 e 101).

Eleições suplementares

A nova votação ocorre após a cassação dos mandatos dos prefeitos e vice-prefeitos eleitos em 2024, em decorrência de irregularidades apontadas pela Justiça Eleitoral.

Em Itaú, tiveram os diplomas cassados o prefeito Francisco André Régis Júnior (PP) e o vice Paulo Fernandes Maia (MDB), reeleitos no último pleito.

A decisão da Justiça Eleitoral apontou abuso de poder político e econômico, além da prática de conduta vedada durante o período eleitoral. As irregularidades estão relacionadas a dois eventos promovidos pela gestão municipal em 2024: o “Dia das Mães Itauenses” e o “XVI Arraiá do Zé Padeiro”.

No município de Ouro Branco, também foram cassados os mandatos do prefeito Samuel Oliveira de Souto (PL) e do vice Francisco Lucena de Araújo (PP).

A decisão judicial apontou prática de conduta vedada, abuso de poder político e econômico, além do uso indevido dos meios de comunicação social. Assim como no caso de Itaú, o então prefeito Samuel Souto também foi declarado inelegível por um período de oito anos.

As eleições suplementares de 2026 foram estabelecidas pela Portaria nº 567/2026 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e estão previstas no artigo 224 do Código Eleitoral (Lei nº 4.737/1965).

De acordo com o parágrafo 3º do dispositivo, a decisão da Justiça Eleitoral que resulte no indeferimento do registro, cassação do diploma ou perda do mandato de candidato eleito em pleito majoritário acarreta a realização de novas eleições, independentemente do número de votos anulados.

Com isso, os eleitores das duas cidades retornarão às urnas para escolher novos gestores municipais, em um processo conduzido pela Justiça Eleitoral para garantir a legalidade e a lisura do pleito.

Bispo potiguar, Dom Edilson Nobre é nomeado para a Diocese de Guarabira (PB)

Foto: Reprodução/CNBB

O Papa Leão XIV nomeou Dom Edilson Soares Nobre como bispo da diocese de Guarabira, no Estado da Paraíba, transferindo-o da diocese de Oeiras, no Piauí. 

Na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Edilson integra a Comissão Episcopal de Pastoral para a Comunicação.

Currículo e trajetória pastoral

Dom Edilson Soares Nobre nasceu aos nove de maio de 1965, em Touros (RN). Ingressou no Seminário de São Pedro, em Natal, no ano de 1984. Cursou Filosofia no Seminário de São Pedro e na Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Cursou Teologia no Seminário de São Pedro.

Foi ordenado diácono dia 19 de agosto de 1990 em João Câmara (RN). Foi ordenado presbítero dia 6 de abril de 1991, na catedral metropolitana de Natal. Cursou bacharelado em Comunicação Social na Universidade Pontifícia Salesiana, em Roma, nos anos 2005 a 2007.

Foi vigário paroquial, pároco e administrador paroquial nas seguintes paróquias: São Paulo Apóstolo em São Paulo do Potengi, Nossa Senhora da Conceição em Lajes do Cabugi, São Paulo Apóstolo em Pedro Avelino, Nossa Senhora de Conceição em Macau, São João Batista em Pendências, São João Maria Vianney, em Roma, Imaculada Conceição em Nova Cruz, Nossa Senhora Aparecida em Natal e Sant’Ana em Natal.

Dom Edilson assumiu as seguintes funções diocesanas na arquidiocese de Natal: Coordenador da Pastoral Presbiteral, Vigário Episcopal para o Clero, coordenador do Setor Comunicação, membro do Colégio de Consultores, membro do Conselho Presbiteral, membro do Conselho de Assuntos Econômicos e Administrativos e Vigário Geral.

Foi nomeado Bispo para a Diocese de Oeiras-PI pelo Santo Padre o Papa Francisco, dia 11 de janeiro de 2017; ordenado Bispo na catedral metropolitana de Natal, dia 20 de março de 2017 e empossado canonicamente na diocese de Oeiras-PI dia 01 de abril de 2017.

Atualmente, o dom Edilson é bispo referencial da Comunicação no Regional Nordeste 4 que abrange todo o território do Piauí.

O lema episcopal que serve de inspiração e de motivação para o seu ministério é: “Em tudo a caridade”.

terça-feira, 12 de maio de 2026

TJRN fortalece preservação e divulgação da trajetória da justiça potiguar


A certidão que registra a venda de uma criança escravizada no interior do Rio Grande do Norte em 1858. O processo contra um dos criminosos que aterrorizou a cidade de Natal durante a década de 1960. Esses documentos são apenas alguns exemplos da riqueza histórica presente no Memorial da Justiça Desembargador Vicente de Lemos, localizado no bairro Cidade Alta, na capital potiguar. Com a celebração do Dia da Memória do Poder Judiciário em 10 de maio, revisitar esses registros é também uma maneira de recordar e garantir maior preservação e destaque à trajetória da Justiça estadual.

Instituído pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por meio da Resolução n° 316/2020, o Dia da Memória do Judiciário foi criado com o objetivo de gerar maior visibilidade à lembrança e à história da Justiça brasileira. No Rio Grande do Norte, o Memorial da Justiça foi instituído em 1999, passando a ser denominado no ano seguinte Memorial do Poder Judiciário do Estado do Rio Grande do Norte Desembargador Vicente de Lemos, em homenagem ao jurista Vicente Simões de Lemos (1850-1918), integrante da Corte de Justiça potiguar na primeira metade do século XX.

Segundo o professor e historiador, integrante do Seção de Gestão Documental e Memória, Halyson Oliveira, celebrar o Dia da Memória da Justiça significa refletir sobre nossa trajetória histórica, enquanto pessoas e enquanto instituição. O servidor considera ainda como um momento chave no ano, para pensar em história, na trajetória da instituição e na importância da memória, por considerar que a memória e a história estão diretamente ligados ao exercício da cidadania.

“Ao fazermos a análise histórica dessa rica documentação na longa duração, observamos mudanças muito significativas da nossa sociedade e que a documentação judicial registra isso, ela espelha isso. Então, pensar na memória, esse dia da memória, é o momento para a gente refletir, tentar sensibilizar e construir juntos essa gestão de memória. É claro que hoje em dia o Tribunal tem uma equipe técnica qualificada para isso, mas talvez o dia da memória seja o dia para a gente incentivar e valorizar o servidor como guardião da memória também, porque isso é uma postura coletiva”, evidenciou Halyson Oliveira.



Processos históricos

No Memorial da Justiça do RN, estão presentes mais de 10 mil itens documentais. Dentre esses registros, é possível se debruçar em histórias de cidadãos comuns na busca de seus direitos, ou até mesmo de pessoas que deixaram, de alguma forma, marcas na região. Um dos documentos mais impactantes trata de um processo de arrematação e venda de uma criança escravizada aos oito anos de idade, fato ocorrido em 1858 na Comarca

da Maioridade, Província do Rio Grande do Norte, hoje conhecido como o Município de Martins.

De acordo com o processo, a criança foi “avaliada” inicialmente no valor de 800 mil réis, para viabilizar a partilha entre múltiplos herdeiros de uma família da região. O documento conta com a compra inicial e a revenda da escravizada, desde o anúncio público até a arrematação final em audiência presidida pelo Juiz de Órfãos. De início, a criança foi anunciada publicamente nas ruas em praça pública para atrair lances, contudo, durante o período de pregão nas ruas, ninguém apresentou lances. Nesse sentido, o registro apresenta um alto potencial para pesquisas ou estudos, permitindo abordar variados temas.

Outro processo marcante encontrado no Memorial está ligado a um dos criminosos considerado de maior expressão e que aterrorizava a cidade de Natal no início da década de 1960, João Rodrigues Baracho. Com 297 páginas, o processo judicial criminal do ano de 1961 apura uma série de delitos praticados pelo denunciado. A denúncia aponta atuação criminosa continuada, envolvendo arrombamentos de escola pública, mercearias e estabelecimentos comerciais, além da manutenção de comércio para revenda de produtos furtados.




O processo registra ainda a integração de empregados para práticas delitivas e o uso de arma de fogo durante as ações criminosas. No ano de 1962, Baracho como era mais conhecido, foi morto durante um confronto com a polícia, e o seu túmulo está localizado no cemitério do Bom Pastor II, em Natal. Dessa forma, o documento constitui fonte primária para a memória do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, evidenciando práticas processuais, linguagem jurídica, estrutura das varas criminais e atuação integrada entre Judiciário, Ministério Público e polícia judiciária no século XX.

Além de histórias como essas, há também processos de cidadãos comuns. Uma delas é a ação judicial instaurada por uma moradora contra a perturbação do direito de posse de sua propriedade rural no Município de Patu, datada em 1898. O documento evidencia aspectos da transição jurídica e social do final do século XIX no Alto Oeste Potiguar, revelando a organização da propriedade rural e a autonomia feminina na defesa do patrimônio. Demonstra ainda a atuação do Poder Judiciário do Rio Grande do Norte na regulação dos conflitos possessórios e na preservação da paz social no interior potiguar.

O processo também carrega um vasto potencial, especialmente por retratar a autonomia feminina na defesa do patrimônio rural e a figura do advogado leigo (procurador licenciado) por falta de bachareis no interior à época do fato. Dessa forma, o registro permite abordar temas como a história da ocupação do solo potiguar e a resolução pacífica de conflitos por meio de acordos, possibilitando conexões com debates sobre a memória institucional do Judiciário e a história das propriedades rurais no interior do Estado, assim como o protagonismo histórico das mulheres na gestão de terras.



Outro documento que também merece destaque é a Coleção Documental do Desembargador Vicente de Lemos, composta por atos administrativos, ofícios, títulos honoríficos, correspondências manuscritas e datilografadas, fotografias, certidões, estudos históricos, documentos institucionais, recortes e documentos de caráter jurídico-administrativo e intelectual. O acervo permite abordar temas como bastidores políticos, disputas territoriais, redes de intelectuais e a trajetória de magistrados que influenciaram a história do Estado.

Além disso, o conjunto evidencia redes intelectuais entre magistrados, historiadores, políticos e acadêmicos do Nordeste e do Brasil durante a transição entre os séculos XIX e XX. O registro documental permaneceu sob custódia dos familiares do magistrado até sua doação, em 2013, ao Memorial da Justiça Desembargador Vicente de Lemos, passando a integrar o acervo permanente da instituição.

Divulgação dos processos históricos

Por se falar na divulgação dos processos históricos do Poder Judiciário estadual, a equipe técnica do Memorial da Justiça do RN tem trabalhado diariamente na digitalização desses documentos para que posteriormente, todos os registros estejam disponíveis à sociedade a partir do Acervo Digital do TJRN. Para isso, antes todos esses documentos passam pela etapa da higienização e em seguida, entram na fase da digitalização. Cada documento possui o seu ritmo de trabalho, visto que depende do volume do processo, e quanto mais frágil estiver esse registro, o cuidado e a atenção são redobrados.



A digitalização dos processos é realizada por meio de um scanner, equipamento este disponibilizado a partir de uma parceria estabelecida desde 2025 entre o TJRN e o Laboratório de Experimentação em História Social (LEHS) do Departamento de História da UFRN. Dessa forma, a digitalização ocorre por coleções e tipologia do documento, seguindo uma ordem cronológica. Atualmente estão sendo digitalizados os registros datados no século XIX, e logo depois serão iniciados os que compõem principalmente a primeira parte do século XX.

Além disso, o TJRN integra uma parceria com a UFRN e a Biblioteca Britânica, voltada para a preservação e digitalização de documentos históricos considerados em risco. Contemplado a partir de um edital da Biblioteca Britânica, o projeto permitiu ao Laboratório de Experimentação em História Social da Universidade adquirir equipamentos e financiar bolsistas para atuar na digitalização de acervos que abrangem do século XIX até a década de 1930. Com isso, as Comarcas de Assú e Santana dos Matos foram as primeiras contempladas, e a documentação foi trazida ao Memorial do Judiciário potiguar. A partir disso, o Tribunal tem contribuído para a preservação e a difusão da memória do Judiciário potiguar.

Para auxiliar com a divulgação dessa riqueza histórica, está sendo desenvolvida a plataforma Acervo Digital do TJRN, uma espécie de museu virtual onde serão disponibilizados futuramente todos esses processos históricos, que facilitará na busca e na identificação de todos os registros. Enquanto a plataforma não é aberta ao público em geral, alguns documentos digitalizados estão sendo inseridos no site: https://www.tjrn.jus.br/memoria/.

Funcionamento do Memorial da Justiça


Para quem tem interesse em conhecer melhor a trajetória da Justiça potiguar, as visitas ao Memorial da Justiça Des. Vicente de Lemos são realizadas exclusivamente a partir de agendamento prévio, tanto para visitantes individuais quanto para grupos, sejam eles escolares ou de outras instituições, dentro do horário de funcionamento que ocorre das segundas às sextas, das 8h às 14h. Para garantir uma melhor organização e qualidade no atendimento, todas as visitas devem ser solicitadas com antecedência pelo e-mail memorial@tjrn.jus.br.

Já para os interessados em realizar pedidos de pesquisa e acesso ao acervo histórico e documental do Memorial da Justiça do Rio Grande do Norte também é necessário o contato pelo e-mail memorial@tjrn.jus.br.

Reportagem: Ana Paula Nóbrega / Secoms TJRN

quinta-feira, 7 de maio de 2026

Decreto Nº 35.519/2026: Criação 18º Batalhão de Polícia Militar –18º BPM, com sede na cidade de Patu


DECRETO Nº 35.519, DE 06DE MAIO DE 2026.

Dispõe sobre a criação do 18º Batalhão de Polícia Militar –18º BPM na estrutura organizacional básica da Polícia Militar do Rio Grande do Norte –PMRN, aprova os respectivos organograma e quadro de organização e dá outras providências.

A GOVERNADORA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE, no uso das atribuições que lhe confere o art. 64,incisosV e VII, da Constituição Estadual, e tendo em vista o disposto no art. 46 da Lei Complementar Estadual nº 90, de 4 de janeiro de 1991,

DECRETA:

Art.1º - Fica criado, na estrutura organizacional básica da Polícia Militar do Rio Grande do Norte –PMRN, o 18º Batalhão de Polícia Militar –18º BPM, órgão de execução, com sede na cidade de PATU, neste Estado, em substituição à 3ª Companhia Independente de Polícia Militar –3ª CIPM, que fica extinta.

PARÁGRAFO ÚNICO - .Ficam aprovados o organograma e o quadro de organização previstos nos Anexos I e II deste Decreto.

Art.2º - A área de atuação do 18º BPM compreende os Municípios de Patu, Almino Afonso, Frutuoso Gomes, Janduís, Lucrécia, Messias Targino, Olho d’Água do Borges, Rafael Godeiro e Umarizal.

Art. 3º - Compete ao 18º BPM, dentre outras atribuições previstas em leis e regulamentos:

I-atuar de maneira preventiva, como força de dissuasão, em locais de área específica onde se presuma ser possível a perturbação da ordem;

II -atuar de maneira repressiva em caso de perturbação da ordem;

III-cooperar com as atividades das demais unidades operacionais da Polícia Militar e com outros órgãos nas ações de prevenção e repressão da criminalidade; e

IV-realizar outros encargos previstos no art. 2º da Lei Complementar Estadual nº 90, de 4 de janeiro de 1991

.Art.4º - As subunidades do 18º BPM são assim constituídas:

I -1ª Companhia de Polícia Militar, com sede na cidade de PATU;

II -2ª Companhia de Polícia Militar, com sede na cidade de UMARIZAL; e

III -3ª Companhia de Polícia Militar, com sede na cidade de ALMINO AFONSO.

Art. 5º - Para fins de articulação, desdobramento e emprego operacional, o 18º BPM fica subordinado ao Comando de Policiamento Regional V –CPR V Regional Pau dos Ferros.

Art.6º - O Comandante-Geral da Polícia Militar fica autorizado a baixar instruções e estabelecer diretrizes regulando a fixação do efetivo dos Pelotões e Destacamentos PM, dentro do Plano de Desdobramento da Corporação, de acordo com a necessidade do serviço e as normas regulamentares em vigor na Corporação.


Art. 7º - Fica revogado o Decreto Estadual nº 30.980, de 15 de outubro de 2021.


Art.8º - Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio de Despachos de Lagoa Nova, em Natal/RN, 06 de maio de 2026, 205º da Independência e 138º da República.

FÁTIMA BEZERRA
Francisco Canindé de Araújo Silva


FONTE – DIÁRIO OFICIAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE NATAL, 7 DE MAIO DE 2026.

Decreto Nº 35.515/2026: Criação da 3ª Companhia Independente de Polícia Militar, na cidade de São Miguel



DECRETO Nº 35.515, DE 06 DE MAIO DE 2026

.Dispõe sobre a criação da 3ª Companhia Independente de Polícia Militar –3ª CIPM na estrutura organizacional básica da Polícia Militar do Rio Grande do Norte –PMRN, aprova os respectivos organograma e quadro de organização e dá outras providências.


A GOVERNADORA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE, no uso das atribuições que lhe confere o art. 64,incisosV e VII, da Constituição Estadual, e tendo em vista o disposto no art. 46 da Lei Complementar Estadual nº 90, de 4 de janeiro de 1991,


DECRETA:


Art.1º - Fica criada, na estrutura organizacional básica da Polícia Militar do Rio Grande do Norte –PMRN, a 3ª Companhia Independente de Polícia Militar –3ª CIPM, órgão de execução, com sede na cidade de São Miguel, neste Estado.


Parágrafo único - Ficam aprovados o organograma e o quadro de organização previstos nos Anexos I e II deste Decreto.


Art.2º -A área de atuação da 3ª CIPM compreende os Municípios de São Miguel, Coronel João Pessoa, Doutor Severiano, Encanto e Venha-Ver.


Art.3º -Compete à 3ª CIPM, dentre outras atribuições em leis e regulamentos:


I-atuar de maneira preventiva, como força de dissuasão, em locais de área específica onde se presuma ser possível a perturbação da ordem;


II -atuar de maneira repressiva em caso de perturbação da ordem;


III-cooperar com as atividades das demais unidades operacionais da Polícia Militar e com outros órgãos nas ações de prevenção e repressão da criminalidade; e


IV-realizar outros encargos previstos no art. 2º da Lei Complementar Estadual nº 90, de 04 de janeiro de 1991


.Art.4º - A 3ª CIPM possui a seguinte estrutura:


I -1º Pelotão de Polícia Militar, com sede na cidade de São Miguel;


II -2º Pelotão de Polícia Militar, com sede na cidade de Doutor Severiano; e


III -3º Pelotão de Polícia Militar, com sede na cidade de São Miguel.


Art. 5º - Para fins de articulação, desdobramento e emprego operacional, a 3ª CIPM fica subordinada ao Comando de Policiamento Regional V –CPR V Regional Pau dos Ferros.


Art.6º - A 2ª Companhia de Polícia Militar, prevista na estrutura organizacional do 7º Batalhão de Polícia Militar, com sede na cidade de São Miguel, passa a ter sede na cidade de Portalegre.


Art.7º - O Comandante-Geral da Polícia Militar fica autorizado a baixar instruções e estabelecer diretrizes regulando a fixação do efetivo dos Pelotões e Destacamentos PM, dentro do Plano de Desdobramento da Corporação, de acordo com a necessidade do serviço e as normas regulamentares em vigor na Corporação.


Art.8º - Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.


Palácio de Despachos de Lagoa Nova, em Natal/RN, 06 de maio de 2026, 205º da Independência e 138º da República.


FÁTIMA BEZERRA


Francisco Canindé de Araújo Silva


FONTE – DOE-RN Nº 16.146DIÁRIO OFICIAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE NATAL, 7 DE MAIO DE 2026

Lei Nº 12.717/2026: Reconhece como Patrimônio Cultural e Religioso Imaterial do RN a Festa de Nossa Senhora dos Impossíveis, do Município de Patu,



RIO GRANDE DO NORTE

LEI Nº 12.717, DE 06 DE MAIO DE 2026.

Reconhece como Patrimônio Cultural e Religioso Imaterial do Estado do Rio Grande do Norte a Festa de Nossa Senhora dos Impossíveis, do Município de Patu, neste Estado.

A GOVERNADORA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE:

FAÇO SABER que o Poder Legislativo decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Fica reconhecida como Patrimônio Cultural e Religioso Imaterial do Estado do Rio Grande do Norte a Festa de Nossa Senhora dos Impossíveis, do Município de Patu, neste Estado.

Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio de Despachos de Lagoa Nova, em Natal/RN, 06 de maio de 2026, 205º da Independência e 138º da República.

FÁTIMA BEZERRA
Governadora

sexta-feira, 1 de maio de 2026

Santuário Arquidiocesano de Nossa Senhora da Conceição, em Guamaré/RN



Na noite do último dia 27 de abril a capela histórica de Nossa Senhora da Conceição de Guamaré foi elevada a dignidade de Santuário Arquidiocesano.

A celebração foi presidida pelo Monsenhor Aerton Sales, Vigário Geral ad territorium para o território correspondente à futura Diocese, com sede em Assu; concelebrada pelo Mons. Jailton Soares, vigário episcopal do Vicariato São João Paulo II, e por vários sacerdotes.

O Santuário de Nossa Senhora da Conceição de Guamaré agora é referência para peregrinações e retiros marianos na região salineira do Rio Grande do Norte.







Fotos: reprodução


Informações sobre a Igreja

Em 1783, portugueses navegavam pela costa potiguar e com medo de um possível naufrágio fizeram uma promessa a Nossa Senhora da Conceição que se fossem salvos construíriam uma capela como agradecimento Nesse contexto, ao chegarem em terra firme, encontraram uma imagem de Nossa Senhora da Conceição entre velames esculpida em marfim com 15 centímetros.
A imagem foi levada a uma comunidade cerca 15 km de Guamaré e retornou ao mesmo local onde foi achada. Assim, os portugueses decidiram que no mesmo local onde acharam a imagem construíriam a capela.

Foto: reprodução

quinta-feira, 30 de abril de 2026

Estudos sobre geodiversidade do SGB fortalecem gestão do Geoparque Seridó, no Rio Grande do Norte

Foto: Marcos Nascimento

Território foi chancelado há quatro anos como Geoparque Mundial da Unesco devido à relevância geológica, histórica e cultural

No mês em que o Geoparque Seridó (RN) completa quatro anos como Geoparque Mundial da Unesco, o Serviço Geológico do Brasil (SGB) destaca a importância dos estudos sobre geodiversidade para consolidação, fortalecimento e valorização do território. O conhecimento produzido pela instituição contribuiu para a chancela e segue apoiando a gestão do geoparque, o planejamento do uso do território e a difusão do patrimônio geológico da região.

Em 2025, o SGB lançou as publicações Mapa da Geodiversidade do Geoparque Seridó e o Atlas da Geodiversidade do Seridó. Também foram entregues folderes que consolidam os dados, informes técnicos, dados organizados em Sistema de Informações Geográficas (SIG) e passeio virtual na Plataforma Geo 360º BR. Os produtos fazem parte do projeto Levantamento da Geodiversidade e apresentam em linguagem acessível as características do território e potencialidades.

O Seridó Geoparque Mundial da Unesco (SGMU) está localizado no semiárido nordestino, abrangendo cerca de 2.800 km² e incluindo seis municípios: Acari, Carnaúba dos Dantas, Cerro Corá, Currais Novos, Lagoa Nova e Parelhas. Mais de 100 mil pessoas vivem na região.

“O objetivo desses produtos é servir como ferramentas de planejamento para os gestores do SGMU e gestores municipais, identificando áreas de vulnerabilidade ambiental, problemas geológico-geotécnicos, potencialidades econômicas e geoturísticas, permitindo o desenvolvimento da região”, explica o pesquisador Almir Costa, coordenador executivo do Programa Levantamento da Geodiversidade.

Para o professor do Departamento de Geologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e Coordenador Científico do Geoparque Seridó, Marcos Nascimento, os estudos fornecem uma base sólida para a gestão integrada do território. “A sistematização dos dados em diferentes produtos amplia significativamente o acesso à informação qualificada. Esses materiais organizam o conhecimento científico produzido e também o traduzem em formatos acessíveis para gestores públicos, educadores, turistas e, principalmente, a própria comunidade local”, afirma.

Segundo Nascimento, com as entregas, o SGB contribui para “transformar o conhecimento em ação, promovendo a conservação do patrimônio geológico, incentivando o turismo responsável e impulsionando o desenvolvimento regional de forma equilibrada e duradoura".

Foto: Marcos Nascimento

Produtos

Os produtos desenvolvidos atendem a diferentes frentes e se complementam. O mapa e o SIG apoiam o planejamento territorial ao indicar potencialidades, limitações de uso e áreas prioritárias para conservação.

Já o atlas digital e os materiais de divulgação ampliam o acesso ao conhecimento e fortalecem a educação e a valorização do patrimônio. No geoturismo, o relatório técnico e ferramentas como o site em 360° contribuem para a organização de roteiros, qualificação da visitação e promoção do destino. Em conjunto, essas entregas integram ciência, educação e turismo, base do modelo do Geoparque Seridó.

Acesse os produtos completos em:

Bispos auxiliares de Natal

Bispos auxiliares de Natal

Pe. José Freitas Campos
Do clero da Arquidiocese de Natal

Ao longo desses setenta e quatro anos de Arquidiocese, a Igreja de Natal acolheu em seu espaço pastoral, três bispos auxiliares: D. Eugênio de Araújo Sales (in memoriam), D. Antônio Soares Costa (in memoriam) e mais recentemente o Mons. José Silvio de Brito. Em contextos diferentes, cada um vai deixando a sua marca no crescimento espiritual e no processo evangelizador do povo de Deus.


D. Marcolino Dantas, após vinte e três anos como o terceiro bispo de Natal, assumiu a Arquidiocese como o primeiro Arcebispo, em 1952. Com o aumento das demandas pastorais, houve a necessidade de um bispo auxiliar. O escolhido foi o Cônego Eugênio de Araújo Sales, do clero arquidiocesano, à época, capelão do Colégio Marista, assistente da Juventude Masculina Católica, e um dos líderes do Movimento de Natal. O seu pastoreio, na condição de bispo auxiliar, durou dez anos (1954 – 1964), tornando-se Administrador Apostólico da Arquidiocese de Natal de 1962 a 1964, quando foi transferido para São Salvador da Bahia, com a mesma função de Administrador Apostólico e respondendo pela Arquidiocese de Natal até a chegada do novo arcebispo. Durante a sua missão, como bispo auxiliar, preparou a Igreja local para a renovação conciliar, em conformidade com o Concílio Vaticano II (1962-1965).


Com a chegada de D. Nivaldo Monte, como segundo Arcebispo de Natal, diante do crescimento territorial e pastoral da Arquidiocese, foi sugerida a criação de uma nova diocese para o RN, sem sucesso. No entanto, a alternativa encontrada para o seu pastoreio foi solicitar um bispo auxiliar, cujo escolhido foi D. Antônio Soares Costa, do clero arquidiocesano. Este permaneceu como bispo auxiliar de D. Nivaldo e, posteriormente, de D. Alair Vilar. Entre as várias atividades realizadas, coube a D. Costa, coordenar a construção da nova catedral, inaugurada em 1988. O outro grande feito, foi preparar o XII Congresso Eucarístico Nacional (1991), que contou com a presença do Papa João Paulo II. Em 1993, foi transferido como bispo diocesano de Caruaru/PE, onde permaneceu até o fim da sua vida. Os restos mortais repousam na Catedral de Nossa Senhora das Dores.


Com o nosso sétimo Arcebispo, D. João Santos Cardoso, diante das demandas pastorais e sobretudo com o crescimento do número de paróquias e do clero (padres e diáconos), D. João logo percebeu a necessidade de um bispo que pudesse auxiliá-lo, marcando, assim, o seu pastoreio pela proximidade do pastor com o seu rebanho. O pedido de um bispo auxiliar foi solicitado a Santa Sé através da Nunciatura Apostólica com sede em Brasília/DF. A resposta ao seu pedido chegou no dia 12 de fevereiro de 2026, e o escolhido foi o Mons. José Silvio de Brito, do clero desta Arquidiocese.

Em nossos tempos, diante do crescimento populacional e pastoral da Arquidiocese de Natal, é possível pensar a criação de novas dioceses, cujo processo já foi encaminhado à nunciatura apostólica, bem como a possibilidade de novos bispos para a condução do povo de Deus nas futuras dioceses de Assú e Santa Cruz – Rio Grande do Norte.

Como Igreja orante, rezemos nessas intenções.