terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Histórico da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus - (Umarizal/RN)


Situada na zona oeste do Rio Grande do Norte, a cidade de Umarizal originou-se de uma pequena povoação às margens do “Riacho Gaviam”, conforme rezam velhos documentos. Diversas fazendas de criar e plantar, existentes nas redondezas, desde as primeiras décadas do século XVIII, determinaram o povoamento e a consequente formação do arruado.

Em 1902, povoado de Gavião, assim denominado, já contava com cemitério, capela, e algumas casas de taipa e palha.

A Capela do Sagrado Coração de Jesus, hoje Igreja Matriz, foi construída por iniciativa do Pe. Abdon Malibeu, em 1902, tendo depois sofrido remodelações.

Pertencente a Paróquia de Martins só veio torna-se Paróquia no dia 04 de Janeiro de 1959 através do decreto 9/58 estabelecido pelo Bispo Diocesano Dom Eliseu Simões Mendes, tendo como Padroeiro o Sagrado Coração de Jesus. Integrou primeiramente o município de Lucrécia até o dia 05 de maio de 2006, atualmente integra apenas o município de Olho D’água do Borges.

Seu primeiro vigário paroquial foi o Pe. José Sauer que administrou a Paróquia de Janeiro de 1959 a Abril de 1961, seguido de: Pe. Hamilcar Mota da Silveira maio de 1961, Pe. Militino Leite - junho de 1961 a agosto de 1961; Pe. Arlindo Fernandes de Oliveira agosto de 1961 a Abril de 1963, Pe. José Zilmar de Andrade, abril de 1963 a Fevereiro de 1966, Pe. José Bezerra Sobrinho fevereiro de 1966 a fevereiro de 1969, Pe. José Zilmar de Andrade Fevereiro de 1969 a janeiro de 1972, Pe. Antonio Elias dos Santos Janeiro de 1972 a Fevereiro de 1972, Pe. José Zilmar de Andrade Fevereiro de 1972 a Setembro de 1973, Pe. Guido Tonelotto Outubro de 1973 a Abril de 1977, Pe. Walter Collini outubro de 1973 a abril de 1977, Pe. Mariano Manzana abril de 1977 a agosto de 1993, Pe. Dário Tórboli setembro de 1993 a junho de 1994, Pe. José Milton de Oliveira Júnior julho de 1994 a junho de 1995, Pe. Antonio Araújo de Oliveira Neto fevereiro de 1995 a fevereiro de 2007, Pe. João Batista Silva de Mendonça atual pároco.

No dia 04 de janeiro de 2009 a Paróquia do Sagrado Coração de Jesus completou cinquenta anos de caminhada paroquial, sua história caminha no curso do surgimento da nossa cidade, pois, a mesma surgiu aos arredores da Capela do Sagrado Coração de Jesus, hoje a nossa Igreja Matriz, Umarizal emancipou-se no dia 27 de Novembro de 1958.

O município de Umarizal tem uma área de 214 km². Já o município de Olho D’água do Borges, tem uma área de 151,5 km².

Há, na sede, dois templos de maior relevância – a Matriz no Centro da cidade e a Capela de São José, esta no Bairro homônimo – e mais quatro capelas: Nossa Senhora da Imaculada Conceição, no bairro Caraíbas; Santa Luzia, no bairro homônimo, São Francisco no bairro COHAB e Santo Expedito no Bairro Belo Horizonte.

No município de Olho D’água do Borges existe a Capela de Nossa Senhora da Imaculada Conceição.

Na zona rural do município de Umarizal, existem as capelas de: São José (Sítio Cajazeiras), São Pedro (Sítio Traíras), Santo Antonio (Sítio Estaleiro), Sagrada Família (Sítio Salva Vidas) e Santa Catarina Sena (Sítio Chapéu), São José (Sítio Teixeira), Nossa Senhora Aparecida (Sítio Cachoeira), São João Batista (Várzea do Barro), estão sendo construídas capelas nas Comunidades de Água Branca (São Pedro), Caiçara de Cima (São Francisco) e Caiçara de Baixo (São Benedito).

Para atender os fiéis católicos que são a maioria nos municípios citados anteriormente, atualmente a Paróquia realiza o seu trabalho Pastoral contando com a seguinte estrutura: Centro Paroquial, Secretaria Paroquial e uma casa na cidade de Olho D’água do Borges.

Fonte: http://paroquiadeumarizal.blogspot.com/

OBS: O Distrito de Salva Vidas e os Sítios Chapéu e Estaleiro não pertencem ao município de Umarizal e sim ao de Martins, portanto a Paróquia abrange não somente a cidade-sede e Olho D'Água do Borges, mas também a área rural do pé da Serra do Município de Martins.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Augusto Severo, um pioneiro da aviação esquecido


Entre muitos dos grandes nomes de nossa história a quem não foi dado o merecido reconhecimento, podemos citar o de Augusto Severo de Albuquerque Maranhão. Nascido em Macaíba, interior do Rio Grande do Norte, em 11 de janeiro de 1864, Augusto teve um importante papel nos primórdios da engenharia aeronáutica de nosso país.

Seu primeiro invento considerável foi o dirigível Bartholomeu de Gusmão. O Governo brasileiro custeou a fabricação desse modelo após ouvir opiniões favoráveis de professores da Escola Politécnica do Rio de Janeiro sobre a tecnologia que seria ali aplicada. O dirigível, fabricado na Europa em 1892, ganhou esse nome em uma homenagem ao inventor Bartolomeu de Gusmão, que em 1709, apresentou à corte portuguesa um pequeno balão de ar quente.

Somente em 1893, o dirigível Bartholomeu de Gusmão chegou ao Brasil, realizando as suas primeiras ascensões um ano depois. Uma curiosidade: as estruturas rígidas foram construídas com o uso de bambu. Apesar de toda uma tecnologia considerável para a época, o dirigível teve vida curta e já em seu primeiro voo, livre de qualquer tipo de amarras, a estrutura de bambu não aguentou e se partiu, levando o inventor a aperfeiçoar os seus estudos para uma futura empreitada.

Em 1902, Augusto Severo reuniu todos os seus recursos financeiros e ainda pediu dinheiro emprestado a amigos para desenvolver o novo dirigível: o PAX. O nome era um retrato de sua crença de que tal instrumento poderia evitar guerras entre as nações.

Com tecnologia mais avançada que a de seu antecessor, o PAX sobrevoou, em 12 de maio daquele ano, os céus de Paris por 10 minutos, chegando a realizar círculos fechados, desenhando figuras em forma de oito nos ares da capital francesa diante de uma multidão entusiasmada. Porém, quando se encontrava mais ou menos a altura de 400 metros, o aparelho foi envolto em chamas e explodiu poucos segundos depois, projetando Augusto e seu mecânico de bordo, o francês George Sachêt para o solo. Os dois morreram carbonizados e os restos do dirigível caíram na avenida du Maine. Esse terrível acidente causou forte impacto em toda a Europa e tornou Augusto um ‘Mártir da Tecnologia Aeronáutica’.

Em homenagem ao inventor brasileiro, a cidade de Paris batizou uma de suas ruas com o nome ''Augusto Severo'' e no local do desastre há uma placa de mármore com os dizeres: "À la memoire de L`Aéonaute Brésilien AUGUSTO SEVERO et de son mécanicien français GEORGE SACHÊT Chute du dirigible PAX - Av du Maine. Le 12 mai de 1903".

Apesar do seu trágico destino, a configuração proposta por Severo, de um dirigível semirrígido, foi revolucionária e influenciou o desenvolvimento dos dirigíveis nas décadas seguintes.

Fonte: Fatos Históricos Brasileiros 

domingo, 19 de fevereiro de 2017

João Café Filho, o goleiro que se tornou Presidente da República


João Café Filho (1899-1970), como se sabe, foi o Vice-presidente de Getúlio Vargas, que assumiu o governo após a sua morte, governando de 1954 a 1955. Ao contrário da maioria dos Presidentes de sua época, esse literalmente vestiu a camisa de um time e foi a campo. Nesse sentido, um pioneiro.

Começou como goleiro do Cruz Vermelha (Atheneu). Depois, foi goleiro do Alecrim FC. Não se sabe exatamente o período. Alberto Medeiros diz que foi de 1916 a 1919, aproximadamente. Everaldo Lopes diz que foi na década de 20.

Em seu próprio relato, Café Filho diz que assumiu em campo “posições de defesa”, dando a entender que também atuou na zaga. De qualquer modo, confessa, com bom humor, que:
“Nunca tive uma sorte absoluta, mas apenas relativa, por assim dizer, compensadora dos meus fracassos. O arqueiro que, certa vez, me substituiu, deixou que os adversários fizessem doze goals contra o nosso time, enquanto eu deixara a bola passar nas traves apenas dez vezes...”

Comprovada a sua inaptidão dentro das quatro linhas, tentou a sorte fora delas: virou dirigente. Primeiro, participou das primeiras diretorias do Alecrim. Depois, chegou a ser vice-presidente do Centro Sportivo Natalense – que foi fundado às pressas, em 04.07.1918, para fazer o número mínimo de clubes que a legislação exigia para criar a Liga de Desportos Terrestres (apenas três clubes, com ABC e América), em 14.07.1918; participou do primeiro campeonato da Liga e algumas temporadas posteriores, até se licenciar e, em 1941, se transformar no CA Potiguar. No Natalense, organizou um grupo feminino, em que acabou encontrando sua futura esposa.

Como dirigente, Café Filho marcou seu maior gol antes mesmo de ser jogador! Foi ele quem organizou a primeira partida interestadual do Rio Grande do Norte: ABC 1 x 4 Santa Cruz, que ocorreu em 15.11.1916. Como foi essa façanha? Aos 17 anos de idade, Café Filho estudava em Recife, onde fez amizade com o filho de um diretor do Santa Cruz e, com a ajuda do Dr. Ramos Leal, médico influente no clube coral, conseguiu acertar a partida. Foi um grande sucesso, que movimentou toda a sociedade natalense. No entanto, foi proibido de assistir ao jogo pelo próprio pai, que era muito austero. Como se vê em suas memórias, ele nunca o perdoou por isso.

A mais curiosa história de sua curta carreira de dirigente é assim narrada por ele:

“Uma ocasião, em Caruaru, Pernambuco, o clube que [eu] então liderava sofreu uma derrota tão vergonhosa ao jogar contra o time local, que não esperamos o dia seguinte para sair da cidade. Embarcamos, de madrugada, como uma espécie de fugitivos, em um trem de carga, aturdidos e às pressas, varridos pela onda dos comentários sarcásticos dos caruaruenses.”

Depois de tantas peripécias, saiu do futebol para entrar na política. Considerando que chegou à Presidência da República, pode-se dizer que, como goleiro, foi um bom político.

Foi o único ex-dirigente de futebol que chegou à Presidência? Certamente, não. Descontados os Presidentes da República que também foram Presidentes de Honra de alguns clubes, porque a rigor não são dirigentes, é preciso lembrar que Fernando Collor de Mello foi Presidente do CSA, de setembro de 1973 a agosto de 1974, conquistando o campeonato alagoano deste ano e uma vaga na primeira divisão do Campeonato Brasileiro.

E Café Filho foi o primeiro Presidente da República a jogar futebol? Tudo indica que sim. O que não significa que outros Presidentes não tenham batido bola. E não foi só Lula. P.ex., Medici foi atacante do Grêmio de Bagé (cf. Marcos Guterman), um “bom jogador de futebol, desde Porto Alegre” até a Escola Militar do Realengo (cf. depoimento de Geisel). O general Aurélio de Lyra Tavares, integrante da Junta Militar que assumiu durante a enfermidade de Costa e Silva, foi jogador do futebol amador do Fluminense.

João Goulart também jogava futebol. Começou no recreio do Ginásio Santana, em Uruguaiana (RS), em regime de internato. Jango jogava no time dos mais velhos, de nome “Esperanza”, onde atuava no meio campo, abrindo as jogadas para os companheiros avançarem. Segundo Jorge Ferreira, Jango era um jogador habilidoso. Tanto que, na década de 30, foi campeão juvenil pelo Internacional de Porto Alegre, até abandonar o futebol devido a uma contusão.

Outro Presidente a jogar futebol foi Tancredo Neves. No tempo de colégio, em São João Del Rey, ele já praticava o esporte bretão, como se vê nesse depoimento:

“A diversão maior era o futebol. O futebol que era travado com o maior entusiasmo, até com torcida no adro da Igreja, e aí todos nós dividíamos em times antagônicos e cada qual mostrava as suas habilidades, de acordo com as suas aptidões.”

A propósito, aparentemente, o clube cuja camisa foi vestida por mais Presidentes (não só para fotografias, mas para competição mesmo) foi o América mineiro. Além de Juscelino Kubitschek, que fez natação e jogou basquete lá, o clube teve Tancredo, que jogou futebol. Sem contar Lula, que, em 15.06.2003, disputou uma pelada no Alvorada usando a camisa do Coelho, cf. foto de Ricardo Stuckert publicada na Folha de S. Paulo.

Texto de: Laércio Becker, de Curitiba-PR
Fonte: Página  Fatos Históricos Brasileiros

domingo, 12 de fevereiro de 2017

UVERN - UNIÃO DOS VEREADORES DO RIO GRANDE DO NORTE



A União dos Vereadores e Vereadoras do Rio Grande do Norte surgiu há alguns anos, embora com outra nomenclatura, e depois de vários encontros pelo Rio Grande do Norte, debatendo o fortalecimento dos Vereadores e Vereadoras do Estado, no dia 12 de junho de 2015, em Jucurutu, foi fundada.
Apesar das dificuldades financeiras de início, no qual as despesas iniciais foram arcadas praticamente pelos idealizadores e de uma forma muito simples, congregando algumas Câmaras Municipais e algumas dezenas de vereadores de todas as regiões do estado prestando atendimento. Atualmente, a Uvern encontra-se consolidada e preprada para defender e capacitar os vereadores e vereadoras do Rio Grande do Norte. Nossa sede está localizada em Mossoró, segunda maior cidade do estado, e também contemplando todo o oeste com uma sede em Umarizal. Em Natal a sede está sendo encaminhada e em breve teremos um ponto de atendimento na capital.
A UVERN disponibiliza serviços de assessoria jurídica, assessoria legislativa, divulgação das atividades dos parlamentares e diversas outras vantagens,. Buscando sempre parcerias com órgãos do governo e empresas privadas.
Presidente
O atual presidente e fundador, vereador Bruno Melo, nasceu em Natal, atualmente é vereador na cidade de Severiano Mel. Bruno Melo é um grande defensor dos vereadores e tem o respeito dos vereadores de todo o estado. Isso significa que a classe dos vereadores esta muito bem representada.
A UVERN tem uma parceria muito estreita com a União dos Vereadores do Brasil, entidade que representa mais de 57 mil vereadores no Brasil.
O fortalecimento e respeito dos mais de 1600 vereadores do RN e uma bandeira permanente da entidade.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

As unidades de conservação ambiental no Rio Grande do Norte

Segundo o IDEMA – Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte – entende-se por Unidade de Conservação o espaço territorial e seus recursos ambientais com características naturais relevantes, e que tenha objetivos de conservação e limites definidos ao qual se aplicam garantias adequadas de proteção.
As Unidades de Conservação dividem-se em dois grupos: 

1. Unidades de Proteção Integral: o objetivo básico deste grupo de Unidades de Conservação é preservar a natureza.
O grupo das Unidades de Proteção Integral é composto pelas seguintes categorias: 
• a) Estação Ecológica
• b) Reserva Biológica
• c) Parque Nacional 
• d) Monumento Natural
• e) Refúgio de Vida Silvestre
2. Unidades de Uso Sustentável: o objetivo básico deste grupo de Unidades de Conservação é compatibilizar a conservação da natureza com o uso sustentável de parcela dos seus recursos naturais.
Constituem o grupo das Unidades de Uso Sustentável as seguintes categorias de unidades de conservação:
• a) Área de Proteção Ambiental
• b) Área de Relevante Interesse Ecológico
• c) Floresta Nacional
• d) Reserva Extrativista
• e) Refúgio de Vida Silvestre
• f) Reserva de Fauna
• g) Reserva de Desenvolvimento Sustentável
• h) Reserva Particular do Patrimônio Natural. 
• 
• 
• ● ÁREAS DE PROTEÇÃO AMBIENTAL (APA)
• 
• a) APA Jenipabu (*)
(*)Entre os moradores locais e mesmo a imprensa do Rio Grande do Norte, há predominância do uso de "Genipabu". Entretanto, segundo a Academia Brasileira de Letras, termos de origem indígena devem ser grafados com "j" (pajé, canjica, etc); portanto, o mais apropriado é "Jenipabu". O nome deriva do tupi "jenipa-bu", que significa "local onde se encontra jenipapo"; jenipapo é uma fruta típica da região.
• b) APA dos Recifes de Corais 
• C) APA Piquiri-Una 
Parques Estaduais
● PARQUES ESTADUAIS 
• 
• a) Parque Estadual Dunas do Natal "Jornalista Luiz Maria Alves"
• b) Parque Ecológico Pico do Cabugi 
• c) Parque Estadual Mata da Pipa 
• d) Parque Estadual Florêncio Luciano 
• 
• ● RESERVA DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL 
• 
• a) Reserva de Desenvolvimento Sustentável Estadual de Ponta do Tubarão
• ● UNIDADES DE CONSERVAÇÃO EM PROCESSO DE CRIAÇÃO
• 
• a) UC Morro do Careca 
• b) APA das Carnaúbas
• c) Parque Estadual Mangues do Potengi
• d) Parque Estadual do Jiqui 
• e) APA Dunas do Rosado
• f) Cavernas - Região de Martins
• 
• ● OUTRAS UNIDADES DE CONSERVAÇÃO EXISTENTES NO ESTADO
a) Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN Sernativo – Acari- IBAMA/RN e Cecília Gonçalves Gonçalves.
b) Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN Stoessel de Brito- Jucurutu-IBAMA/RN e Lídia Brasileira.
c) FLONA (Floresta Nacional)-Nísia Floresta- IBAMA/RN.
d) FLONA (Floresta Nacional) Açu - IBAMA/RN.
e) Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN Mata Estrela Senador Antônio Farias- Baía Formosa.
f) Reserva Biológica Marinha do Atol das Rocas - IBAMA/RN.
g) Estação Ecológica do Seridó Serra Negra do Norte- IBAMA/RN.


Por Carlos Noronha - escritor e sociólogo natalense. 

domingo, 11 de dezembro de 2016

Aspectos Econômicos do Rio Grande do Norte

*Por Carlos Noronha

As atividades econômicas no Rio Grande do Norte são desenvolvidas em diversos setores, tais como: agricultura, extrativismo, pecuária, mineração, indústria, comércio e turismo.
Essas atividades participam historicamente da produção e organização sócio-econômica do Estado. 

Cada região potiguar teve seu desenvolvimento aliado a um ramo da economia. No litoral úmido, a cana-de-açúcar; no Sertão, a pecuária e o cultivo do algodão; nos vales do rios Piranhas-Açu e do Apodi-Mossoró, o extrativismo vegetal ligado à carnaúba; além do sisal no Agreste. A agricultura de subsistência encontra-se disseminada por todo o território estadual.

Além disso, deve-se salientar a extração do sal-marinho no litoral norte, a extração da xelita em Currais Novos e o extrativismo do fruto da oiticica nas várzeas dos rios Piranhas-Açu e Apodi-Mossoró.

Tais atividades primárias implicaram no surgimento de indústrias para o beneficiamento das matérias-primas. Dessa forma, houve o aparecimento das algodoeiras, que retiravam a semente da pluma do algodão. O caroço do algodão era industrializado e transformado em óleo comestível e para ração animal. A pluma, em fardos, era exportada para outros centros industriais brasileiros e para o exterior. 
A atividade canavieira trouxe os engenhos que transformavam a cana em açúcar, álcool, aguardente e rapadura.

A oiticica transformava-se em óleo para a fabricação de tintas e sabão. O sisal demandava pequenas fábricas para a produção de cordas e fios para sacarias. A cera de carnaúba, extraída da palha, era cozida até atingir o estado sólido e, então, exportada. O couro de animais, como bois, ovinos e caprinos, passava inicialmente pelos curtumes e, depois, exportado.

O sal, por seu turno, exigia industrialização, por intermédio das salinas. O sal em forma de cristais era moído e ensacado para chegar ao comércio e, posteriormente, às residências como conservante de carnes e peixes e como condimento.

Esse quadro caracterizou o Estado até a década de 1950. Com a chegada da energia produzida pela Hidrelétrica de Paulo Afonso (na Bahia), a criação da SUDENE (Superitendência do Desenvolvimento do Nordeste) e o novo impulso industrial no Sudeste, houve mudanças na maneira de produzir mercadorias. Sendo assim, a partir de 1960, o Rio Grande do Norte passa a receber novas indústrias e moderniza as então existentes. 

A concentração das atividades econômicas mais dinâmicas em certas regiões como a Grande Natal e Mossoró, implica no empobrecimento de outras áreas, determinando o fenômeno migratório que implica no crescimento desenfreado em particular da capital e seu entorno.

sábado, 10 de dezembro de 2016

O Rio Grande do Norte na Segunda Guerra Mundial

*Por Carlos Noronha

O fator geográfico proporcionou ao Rio Grande do Norte destacar-se no cenário mundial. Isso ocorreu durante a II Guerra Mundial quando Natal serviu de base aos aliados3. É a capital brasileira mais próxima da Europa e do norte da África.

A cidade possui uma posição estratégica global. Isso fez com que Natal recebesse as duas principais bases militares dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial: a Base Naval e Parnamirim Field - na época, a maior base da Força Aérea norte-americana em território estrangeiro.

Tendo em vista a proximidade relativa com o continente africano, o Rio Grande do Norte se constituía em alvo provável de uma possível invasão da América do Sul e, também, representava um local ideal para a partida de aeronaves que se dirigissem para a África e Europa. 

Natal apresentava grande interesse militar, podendo servir de base para a travessia de aviões do Oceano Atlântico e, no caso de uma tentativa de invasão do continente, em ponto estratégico para um possível ataque ao Canal do Panamá.
Em 1939 o conflito eclodira na Europa e a Alemanha dominava boa parte do continente. O Brasil declarou guerra ao Eixo em 1942, após o torpedeamento de navios brasileiros supostamente por submarinos alemães. 

A marcha do Marechal alemão Rommel no norte africano preocupou os países aliados, pois a tomada dessa área colocaria em perigo a navegação no Oceano Atlântico.
Diante dessa situação, revela-se a importância de Parnamirim na Segunda Guerra Mundial, uma base das nações aliadas sob a liderança dos Estados Unidos.
A vida em Natal sofreu mudanças com a vinda de grande número de estrangeiros, em sua maioria, norte-americanos. O comércio teve um incremento considerável e a cidade vivenciou novos costumes.

O provável perigo à navegação do Oceano Atlântico, da costa brasileira, como também de todo o continente americano tendo em vista o avanço militar da Alemanha no norte da África, pode ter sido a causa para o Brasil ceder bases militares no litoral do Nordeste do país.
Essas bases serviriam de apoio às operações militares que seriam desenvolvidas na África. 
Natal, nesse período, vivia um clima de guerra, inclusive com blecaute4 diários. Contava também com os serviços da Cruz Vermelha, Legião Brasileira de Assistência, Defesa Civil, e ainda abrigos antiaéreos familiares e públicos.
O recrutamento feito para o envio de tropas à Europa ou para a defesa do litoral contou com a participação de muitos potiguares. 

Quando o presidente norte-americano Franklin Roosevelt se encontrava na África, solicitou ao almirante Jonas Ingram para marcar um encontro com Getúlio Vargas, em Natal. Acertada a reunião, todas as providências foram tomadas em segredo.
O presidente Getúlio Vargas chegou a Natal no dia 27 de janeiro de 1943, acompanhado de sua comitiva. 

Na manhã seguinte, dois aviões trouxeram o presidente dos Estados Unidos, Franklin Roosevelt e sua comitiva.
Vargas e Roosevelt participaram da Conferência de Natal que tratou de interesses mútuos e laços de amizades entre Brasil e Estados Unidos; a prevenção de um possível ataque dirigido de Dakar, na África, ao hemisfério ocidental; e o apoio do Brasil aos objetivos de guerra de Roosevelt. 

Nessa reunião ficou acertado o envio de tropas brasileiras para a guerra.
A presença norte-americana em Natal mudou profundamente os hábitos da população natalense, principalmente com a presença do grande número de militares estrangeiros que vieram para a cidade. Isso representou a convivência de duas culturas diferentes no mesmo espaço.

Os norte-americanos procuraram se integrar com os habitantes locais, patrocinando festas. Surgiram, então, associações recreativas que eram alugadas com o objetivo de realizar bailes. Houve, por causa disso, uma invasão de ritmos estrangeiros, como a rumba e o bolero.

Diversos produtos norte-americanos, naquela época, eram utilizados ou consumidos pela população local, tais como: refrigerantes, chocolate gelado e chicletes.
Os homens abandonaram a vestimenta que costumavam usar no dia-a-dia e adotaram roupas cáqui, de inspiração militar-esportiva ou jeans.
As mulheres passaram a agir com maior autonomia, incorporando modos norte-americanos.

Natal perdia aos poucos as características de cidade pequena. Chegam à capital potiguar de pessoas de outras nacionalidades, como por exemplo: príncipe Bernard (Holanda), Sra. Franklin D. Roosevelt (esposa do presidente dos Estados Unidos), Sr. Noel Charles (embaixador do Reino Unido no Brasil), entre outros.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Indígenas, Europeus e Africanos Formaram a População Norte-riograndense

Por Carlos Noronha

A população norte-riograndense é resultado dos indígenas que habitavam o Estado antes da colonização européia no século XVI; do elemento branco, composto basicamente por portugueses vindos dos Açores, Ilha da Madeira e do Minho, por franceses e holandeses; dos negros africanos; bem como, por ciganos e judeus.
Os indígenas ocupavam todas as regiões do Rio Grande do Norte, quando da chegada dos europeus. 

A população indígena praticamente desapareceu do Rio Grande do Norte causada pelo uso das bebidas alcoólicas, das doenças e da brutalidade dos conquistadores. 
No litoral habitavam os potiguaras, enquanto no interior viviam os tarairiús. Em 1805, os indígenas representavam 10% da população do Rio Grande do Norte.

No censo de 2000, a população indígena no estado corresponde a apenas 0,08%.
Com relação aos negros, observa-se que em 1805, estes representavam 16% da população total, caindo para 5% em 2000. Os escravos não vinham diretamente da África, mas sim de Pernambuco e do Maranhão.

A população branca aumentou a sua participação na população do Rio Grande do Norte. Em 1805, correspondia a 34% do total, passando a 41% em 2000. Contudo, a maior parte da população potiguar é composta pelos pardos com 52,5%. Por fim, os amarelos correspondem a 1% da população norte-riograndense. 

A miscigenação foi intensa entre os brasileiros de todas as regiões e épocas.
É provável, pois, que a maioria da população potiguar resulte desse processo de miscigenação, declarando-se “branca”, por diversos motivos, tais como o do preconceito racial.

domingo, 13 de novembro de 2016

José Lúcio Ribeiro, o último coronel do Agreste Potiguar

Por Genilson de Souza 

José Lúcio Ribeiro, o "Coroné Zé Lúcio" 

Num dia de quinta feira, 28 de Outubro de 1886, há exatos 130 anos, foi quando nasceu em Mataraca, povoado de Mamanguape na zona da Mata paraibana um menino chamado JOSÉ LÚCIO RIBEIRO, filho do casal Lúcio Ribeiro e Rita Maria de Sena. De origem pobre, ainda menino, teve que ajudar ao seu pai que era "marchante" e negociava com carnes nas feiras da região de Mamanguape, no Estado da Paraíba. O meio de transporte utilizado era o "burro mulo", que tanto servia para montaria como para a condução das mercadorias.

Com a morte do seu pai em 1898, JOSÉ LÚCIO RIBEIRO, contando 12 anos de idade, sendo o filho mais velho do casal e, com o conhecimento adquirido, teve que assumir com a sua mãe Rita, a responsabilidade de "arrimo de família" e criar os 11 irmãos mais jovens.. A experiência precoce de trabalhos em busca da sobrevivência lhe valeu mais tarde, pois, quando adulto seu primeiro trabalho foi como "marchante - vendedor de carnes" nas feiras da região Agreste do Rio Grande do Norte, para onde se transferiu da Paraíba, passando a residir na localidade de Lagoa da Serra, no Município de Nova Cruz.

Da condição de negociante ambulante de carnes nas feiras livres, JOSÉ LÚCIO RIBEIRO passou a proprietário rural, chegando a possuir muita terra e a ser dono de engenho de fabricação de aguardente, tornando-se também, grande liderança política no Agreste do Rio Grande do Norte, mais precisamente nos Municípios de Goianinha, Espírito Santo, Várzea, Santo Antônio e Brejinho.

A origem da sua riqueza, segundo os seus familiares, foi a sua força de vontade e a sua dedicação ao trabalho.. Mas, na época da sua ascenção como proprietário rural e de grandes latifúndios de terras, correu a notícia de um fato inusitado e não comprovado, que ele teria arrancado uma botija($$) no quintal da casa onde morava em Lagoa da Serra, na região da Lapa, no Município de Nova Cruz, depois de muita chuva e uma ventania forte ter derrubado uma frondosa árvore de gameleira, eram muitas moedas de prata e ouro e, que ele teria viajado para trocá-las em Recife - PE.

Pelos ídos da segunda metade da década de 40 do Século XX, quando já passava dos 60 anos de idade, foi quando o "coroné ZÉ LÚCIO" passou a ter participação direta no processo político do Agreste Potiguar, região da qual ele se tornou o principal líder político nas décadas de 50 e 60 do Século XX. Em 21 de Março de 1948 foi eleito Prefeito de Santo Antônio do Salto da Onça, governando o município agrestêiro por 5 anos,  até o final de Março de 1953. No ano seguinte, 1954, o "coroné ZÉ LÚCIO" alçou vôo para a sede do Parlamento Estadual do RN, tendo sido eleito o segundo Deputado Estadual mais votado da 19ª' Legislatura da República, com 3.419 votos! 

Nas eleições de 1958, hesitou em renovar o mandato de Deputado Estadual na Assembléia Legislativa do RN, alegando ter poucos conhecimentos e habilidades para com os trâmites das matérias legislativas e, não pretendia ser "deputado lagartixa" - do tipo que balançava a cabeça concordando com o que decidiam os demais colegas. Daí que, no mesmo ano de 1958, decidiu apoiar um substituto para lhe representar na Assembléia Legislativa do RN - seu amigo e compadre João Aureliano de Lima, que foi eleito com expressiva votação. E, o "coroné ZÉ LÚCIO", aceitou o convite para disputar a eleição de Prefeito no Município de Goianinha, aonde sofreu o seu único "revés político", perdendo a parada para Adauto Rocha - candidato da poderosa Usina Estivas.

Em 1962, tinha em planos se eleger novamente Prefeito de Santo Antônio do Salto da Onça, mas atendeu os apelos do Governador Aluízio Alves e do Deputado João Aureliano para abrir mão daquele pleito e apoiar seu antigo e tradicional adversário político Lindolfo Gomes Vidal, para quem, contribuiu decisivamente na apertada vitória com apenas 85 votos de vantagem contra o então Vereador do Povoado de Serrinha Zezé de Souza.

Em 1963, após transcorrido e concluído o processo de Emancipação Política de Brejinho, concorreu pela última vez em disputa política, tendo sido eleito o primeiro Prefeito de Brejinho, exercendo o mandato quase totalmente, interrompido em 16 de Janeiro de 1969, quando veio a falecer, faltando apenas 15 dias para concluir sua jornada na política.

Um de seus filhos, José Ávila Lúcio Ribeiro, herdou do "coroné ZÉ LÚCIO" a vocação para o exercício da política e, também, foi Prefeito de Brejinho por um Mandato de 6 anos, de Janeiro de 1983 a dezembro de 1988, e certa vez, encontrou-se com o velho Pedro Cândido de Araújo (Rôxinho) - antigo amigo e aliado político do "coroné ZÉ LÚCIO" que, pediu Zé Ávila, faça uma poesia agora improvisadamente aqui em Santo Antônio em memória do saudoso "coroné", tendo assim se expressado José Ávila: 

"Eu sou filho de um homem que viveu neste estado
Era amante da política
Grande puxador de gado
Nunca sentiu preguiça
Quando faltava polícia
Ele era o delegado".

Fonte: José Lúcio Ribeiro - Sua trajetória de menino pobre a "coronel" do 
latifúndio e da política, Autor: José Alaí de Souza;
 Uma História da AL'RN, Autor: Luís C. Cascudo;
Depoimento de Zé Ávila Lúcio Ribeiro.

Por Genilson de Souza - Pesquisador/Historiador.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

O voto feminino e o pioneirismo político da mulher potiguar

Por Genilson de Souza*

Clique na imagem para ampliar 


O direito ao voto feminino  no processo eleitoral brasileiro surgiu, primeiramente, no Estado do Rio Grande do Norte, com a aprovação da LEI N.º'660/1927.

O seridoense José Augusto Bezerra de Medeiros, era o então Governador do RN quando, num dia de terça-feira, 25 de outubro de 1927 - há 89 anos, sancionou  a Lei N.º'660/1927, que regulava o Serviço Eleitoral do Estado, inclusive, trazendo no bôjo de suas prerrogativas, na página 43, capítulo XII, artigo 77, das disposições gerais, o advento e grande novidade da concessão do direito ao "voto feminino", colocando o RN na condição de pioneiro no Brasil e na América Latina pela conquista desse direito, antecipando-se 5 anos à liberação geral no Brasil, que só viera ocorrer em 24 de Fevereiro de 1932 com a aprovação do Decreto Lei N.º'21.076/32, no período do Governo Revolucionário de Getúlio Vargas.

A Lei N.º'660/1927, foi aprovada pela 14ª Legislatura Republicana, que na época continha 25 representantes, dentre quais, 2 - agrestêiros:

-NESTOR MARINHO e, o bacharel 
-ANTONIO BENTO DE ARAÚJO LIMA, que trabalhou empenhadamente na relatoria do projeto de lei do "voto feminino".

Um mês depois de sancionada a Lei 660/1927 - em 25 de Novembro de 1927, a professora mossoroense CELINA GUIMARÃES VIANNA, tornou-se a primeira eleitora  no Estado do Rio Grande do Norte e no Brasil, como também, a primeira mulher a receber um título eleitoral na América Latina;

Em 1929, outra mulher potiguar, ALZIRA SORIANO, conquistou pelo crívo do voto popular o primeiro mandato eletivo de mulher no Brasil, sendo eleita Prefeita de Lajes/RN;

Em 1934, outra mulher potiguar, MARIA DO CÉU PEREIRA FERNANDES, foi também pioneira na conquista de direitos políticos, tendo sido a primeira mulher  no Brasil a se eleger para um mandato de Deputado Estadual, na 16ª Legislatura Republicana, em cujo período foi também, a primeira Deputada Constituinte Estadual do Brasil.

Fonte: Acervo do TRE;
           Lei N.°'660/1927;
           Uma História da AL/RN - Luís Câmara Cascudo.

Por Genilson de Souza - Pesquisador/Historiador.

domingo, 23 de outubro de 2016

Trilhas do imaginário poético


Livro : Trilhas do imaginário poético
Autor: Manoel Guilherme de Freitas 
Preço: 25, 00 R$ 


 O escritor Manoel Guilherme de Freitas  do lado direito, e seu livro "Trilhas do Imaginário poético" 

Manoel Guilherme sendo entrevistado em programa de TV. 

Sobre o livro: 

O presente livro é um sonho, não só material, mas principalmente literário por parte do autor, especialmente de trazeraos leitores um universo literário plural, intersubjetivo, solto, sonoro, em que as palavras soam não só através de seus significantes impressos, mas fundamentalmente pelo fato deserem rítmicos, bem como poéticos. Composto de 83 poemas, cujos temas tecem sobre os mais diversos assuntos acerca da existência material, humana e social.

Logo, estãocorporizados num pensar social e econômico do qual age e atua o homem. Daí não faltar temas como: Amor,Escola, Política, Utopia,Escrivania, Escada, Férias, Passos, Sentimentos, Natal, dentre tantos outros, que universalizam essa escrita.

Num estilo solto, frouxo, em que a sua melodia, também, destaca-se, outrossim, através da metrificação, somada à espontaneidade e à liberdade do dizer/não dizer da voz do poeta, senão também via às pistas sonoras, às impressões sensoriais e impressas, ou seja, é possível, também, mergulhar nesse universo poético, onde se constrói e reconstróios sonhos, as angústias, o tédio, a melancolia, como se isso fosse passível de cura.

Nas Trilhas do imaginário poético é possível à viagem, um passeio pela aura humana em toda sua plenitude, seja através da crítica social, da filosofia, senão também, do sentimento, do amor. Afinal, Quem não ama? Quem não crê? Nesse caminho, o homem pode refletir e agir produtivamente no sentindo de sua autoafirmação, de perpetuação de sua espécie.

Assim sendo, são nesses trilhos que buscamos prender o leitor, consolidados por uma linguagem peculiar, plural, dinâmica, consequentemente voltada ao fascínio do leitor atual, devendo este ser lírico, desprendendo-o do palpável, do fácil, desconstruindo assim, o universo do qual atua e participa na maioria das vezes.

Portanto, pelas trilhas, pelas veredas é que nasce à essência da poesia. Logo, o poeta navega por tais mares no compor e no recompor a realidade, já que nunca deve ser estática, mas num movimento efêmero do ir e vir na busca dos leitores, isso se pretende!

Trecho de um dos poemas do livro: 

Trilhos 

Sei que posso.
Sei que faço!
Sei que traço meu destino,
já que lanço as sementes
de um mundo diferente. 

Sei que luto por todos
nos seios sociais,
embora não seja fácil 
as mudanças essenciais. 

Hoje, abrem portas de vários destinos,
que, antes, não se tinham,
em que os sonhos são possíveis,
e isso nos anima muito.
Principalmente, entrar na Universidade, a mina. 

O mundo afro ou do carente, 
não deixe que lhes negue a identidade, 
minha gente!

O livro possui 83 poemas, temas diversificados, com ênfase na condição humana no mundo plural. Este livro já vendo mais de 900 exemplares em menos de um ano! 

Para compra-lo,  você pode entrar em contato com o escritor Manoel Guilherme através de seu email: mguilhrmedefreitas@hotmail.com
Telefone: 84 9 96680952

sábado, 22 de outubro de 2016

História do Rio Grande do Norte para iniciantes



Livro: História do Rio Grande do Norte para iniciantes
Autor: Tales Augusto Oliveira - Professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte(IFRN).
Clique aqui para ver e baixar em pdf

sábado, 8 de outubro de 2016

Lei Nº 10.114/2016: Declara patrimônio cultural, imaterial e histórico do RN, Festa de Santa Luzia, realizada na cidade de Mossoró


Nº 10.114, DE 07 DE OUTUBRO DE 2016.

Declara patrimônio cultural, imaterial e histórico do Estado do Rio Grande do Norte a Festa de Santa Luzia, realizada na cidade de Mossoró/RN.

O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO.
NORTE, FAÇO SABER que o Poder Legislativo decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Fica declarado, nos termos e para os fins dos arts. 143 e 144, I, da Constituição Estadual, Patrimônio Cultural, Imaterial e Histórico do Rio Grande do Norte a Festa de Santa Luzia, realizada na cidade de Mossoró.

Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Palácio de Despachos de Lagoa Nova, em Natal/RN, 07 de outubro de 2016, 195º da Independência e 128º da República.

ROBINSON FARIA
Governador

sábado, 13 de agosto de 2016

Francisco Cabral da Silva, o 2° Prefeito de São Paulo do Potengi/RN


Francisco Cabral da Silva foi o segundo Prefeito do município de São Paulo do Potengi/RN, emancipada em 30 de Dezembro de 1943. Francisco (Primeiro Prefeito Constitucional da cidade) teve um mandato curto, assumindo a prefeitura em 2 de Fevereiro de 1945 à 8 de abril de 1945.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Rui Bessa Nunes, ex-prefeito de Itaú e Severiano Melo

Rui Bessa Nunes - Eleito o Primeiro Prefeito Constitucional de Severiano Melo no ano de 1965. 

RUI BESSA NUNES era natural do município de Itaú, terra da qual foi eleito o Primeiro vice-Prefeito na chapa encabeçada pelo prefeito Francisco Holanda Cavalcante, conhecido popularmente como Neném Holanda, cujo mandato exerceu no período de 1955 a 1959. Foi também Presidente da Câmara Municipal de Itaú, já que naquela época, o vice-prefeito da cidade assumia o cargo de Presidente do Poder Legislativo Municipal.

Nas eleições municipais de 1959, foi eleito o segundo prefeito constitucional de Itaú, governando a cidade de 1960 a 1964.

Em 1964, muda-se para Severiano Melo(cidade recém-criada que fora desmembrada do município de Itaú); 

Em 24  de janeiro de 1965, Rui Bessa foi eleito como o primeiro prefeito constitucional da cidade de Severiano Melo, sendo empossado no cargo em 31 de janeiro do mesmo ano e governando até o ano de 1970.

Nas eleições municipais de 15 de novembro de  1988, é eleito novamente prefeito da cidade de Itaú, governando o município de 1989 a 1992.

Faleceu em Natal, no ano de 1995. É Patrono da Câmara Municipal de Itaú, também conhecida como "Palácio Rui Bessa Nunes"

sábado, 6 de agosto de 2016

Zezito Martins, ex-prefeito de Umarizal e ex-senador do RN



JOSÉ DE SOUZA MARTINS FILHO - Martins Filho, também conhecido popularmente por "Zezito Martins", é natural Umarizal/RN.

Sua esposa, Dona Maria da Conceição Dias foi a primeira mulher a administrar a cidade de Umarizal, ocupando o cargo por 2(dois) mandatos. Foi eleita pela primeira vez no ano de 1969 pelo partido da Arena(Aliança Renovadora Nacional), exercendo o mandato de 1970 a 1973. Em 1976 ela conquistou o segundo mandato, também pela Arena, ocupando o cargo de 1977 a 1982. É pai do ex-prefeito de Umarizal, Adson Luis de Souza Martins, que administrou o município de 2001 a 2004.

Zezito Martins  foi prefeito de Umarizal por 2 mandatos: de janeiro de 1965 a janeiro de 1970(1º mandato; e de janeiro de 1973 a janeiro de 1977. 

Foi também suplente do então Senador Jessé Pinto Freire(ARENA), e assumiu o mandato  por conta do falecimento do titular no ano de 1980, ficando no cargo até fevereiro de 1987. 

Tentou a reeleição no pleito de 15 de novembro de 1986, pelo PMDB, conquistando 395.449 votos, ficando atrás dos eleitos Lavoisier Maia(PDS) e José Agripino Maia(PDS)

Dentre os partidos em que militou destacam-se: 
ARENA(Aliança Renovadora Nacional) 
PDS(Partido Democrático Social, ex-Arena) 
PMDB(Partido do Movimento Democrático Brasileiro), hoje MDB

Museus do RN

Espaço destinado aos Museus do Estado do Rio Grande do Norte.

Museus 

Museu do Índio Luiza Cantofa

Museu do Índio Luiza Cantofa - 1º Museu Indígena do RN

Primeiro Museu Indígena do Rio Grande do Norte

Sobre o Museu do  Índio Luiza Cantofa

O Museu do Índio Luíza Cantofa  é o  Primeiro Museu Indígena do Estado do Rio Grande do Norte. Fica localizado na Rua Antonio Lopes Filho, nº 105, na cidade de Apodi/RN, na mesorregião Oeste Potiguar.

O Museu tem dentre os seus principais objetivos, resgatar a  cultura indígena de Apodi, abrigando  em seu acervo  peças e artefatos feitos pelos Tapuias Paiacus, primeiros habitantes das terras apodienses.

Atualmente, funciona provisoriamente na casa da pesquisadora apodiense Lucia Maria Tavares, que é a Presidente do Centro Histórico-Cultural Tapuias Paiacus da Lagoa do Apodi(CHCTPLA), entidade mantenedora do Museu Luíza Cantofa.  


"Somos os primeiros habitantes do Brasil, somos os primeiros do Rio Grande do Norte, somos os primeiros de Apodi e somos os senhores natos do continente da America". Lucia Maria Tavares - Presidente do CHCTPLA

O Museu é uma homenagem a apodiense Luiza Cantofa, guerreira indígena que foi brutalmente assassinada na cidade de Portalegre/RN, no dia 03 de novembro de 1825. 

Visite a página do Museu no facebook clicando aqui

Sobre a índia Luiza Cantofa

Foi uma guerreira indígena natural de Apodi/RN, pertencente à tribo dos índios Tapuias Paiacus.

A notícia da existência de Cantofa na serra de Portalegre se espalhou e o povo foi à procura de Cantofa. Debaixo de um frondoso cajueiro, dormia ela a sesta quando foi despertada pelo povo. Abrindo um pequeno oratório, ajoelhou-se aos pés do Cristo Crucificado e começou a rezar o ofício de Nossa Senhora. Jandy, banhada em lágrimas, pedia perdão ao povo, perdão para sua querida avó. Um dos algozes vendo o pranto de Jandy e as rezas da velha cabocla diminuíam a satisfação do seu extinto sanguinário, aproximou-se dela e quando a velha rezava a coluna: “Deus vos salves relógio, que andando atrasado serviu de sinal…”. Cravou o punhal no peito da anciã que caiu fulminada e levada em sangue. Jandy caiu desmaiada aos pés da sua avó. No dia seguinte, Cantofa foi sepultada no mesmo lugar onde foi assassinada. Jandy não mais foi encontrada e não se sabe o seu destino. 

Segundo a tradição popular, o local da morte de Luíza Cantofa corresponde àquele local onde hoje existe a chamada Fonte da Bica distante cerca de 400 metros do centro da cidade de Portalegre. Afirma a tradição popular que, durante muitos anos, o lugar do falecimento da velha Luíza Cantofa ficou mal-assombrado. Algumas pessoas que dali se aproximavam, ouviam claramente uma voz a rezar o Ofício de Nossa Senhora. 

Luiza Cantofa é patrona de uma pequena rua, localizada no Bairro IPE, bairro que dá acesso à entrada da cidade. 

Sobre o Centro Historico-Cultural Tapuias Paiacus da Lagoa do Apodi(CHCTPLA)

Seus principais objetivos são: 

- Resgatar e preservar a Cultura étnica indígena da Nação Tarairiú, especificamente, dos Tapuias Paiacus, considerando-os estes, um coexistente marco histórico na formação e fundação do município de Apodi – RN.
- Promover e apoiar ações que contribuam para o resgate, divulgação e valorização da arte e da Cultura indígena.
- Estimular a parceria, o diálogo local e solidariedade entre os diferentes segmentos sociais, participando junto a outras entidades de atividades que visem interesses comuns.
- Contribuir para a ampliação, difusão e disseminação do conhecimento sobre a história, Cultura e Arte indígena.
-Apoiar, bem como promover ações sustentáveis que contribuam para a preservação ambiental, de modo especial, da Lagoa do Apodi, tendo em vista, a sua contribuição histórica para o surgimento da cidade, uma vez que suas margens serviram de espaço para a realização de atividades como: plantação, pescaria, dentre outras pelos referidos nativos.

Para acessar a página do CHCTPLA, clique aqui

Abaixo algumas fotos do Museu: 

Centro Histórico-Cultural Tapuias Paiacus da Lagoa do Apodi e Museu do Índio Luiza Cantofa, ambos funcionam provisoriamente no mesmo espaço. 

CHCTPLA e Museu Luíza Cantofa
Museu do Índio Luiza Cantofa

 Interior do Museu 

 Peças indígenas

Artefatos e peças líticas

Para visitar o Museu do Índio Luíza Cantofa, agende a sua visita com a pesquisadora Lúcia Maria Tavares, através do seguinte número: 84 - 9 9914-2282