segunda-feira, 19 de abril de 2021

Ensino superior para os povos indígenas

Em setembro de 2020, uma matéria que fez parte da revista digital em homenagem aos 52 anos da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) trouxe o depoimento da estudante Gabriela Cinthia de Oliveira Paiva, primeira aluna da Uern aprovada na cota destinada a indígena. Esse material também contou com análise de estudiosos e abordou o acesso e a permanência de índios na universidade, bem como a Lei de Cotas Étnicos-Raciais na Uern. Segue o texto:

Neta de uma liderança indígena, Gabriela Cínthia foi aprovada no SiSU/Uern 2020, no curso de Direito. Natural de Natal e residente em Apodi, Gabriela falou com orgulho sobre sua ancestralidade.
Gabriela Cínthia no Centro Histórico Cultural Tapuia Paiacu nas margens da Lagoa do Apodi (foto cedida, tirada antes da Pandemia de Covid-19).



A neta da cacique Lúcia Paiacu Tabajara será a primeira bacharel em Direito da Aldeia Tapuia Paiacu. “Sempre tive a intenção de atuar na área da saúde, mas após ingressar no IFRN e tomar conhecimento de tantas outras questões que até então não tinha, depois de conhecer a autora Djamila Ribeiro e seu posicionamento quanto à questão da negritude, participar de debates sociopolíticos e afins, eu percebi o quão delicados são assuntos assim para os indígenas”, afirmou Gabriela, acrescentando que há poucos estudos e suportes burocráticos para os indígenas, mesmo que estejam assegurados constitucionalmente.

Gabriela Cinthia foi a primeira aluna da Uern aprovada na cota para indígena

“Acompanhei mais de perto o movimento que minha avó lidera e isso despertou em mim uma indignação com tanta injustiça que o nosso povo vive. Na minha ótica, Direito é uma forma de trazer à aldeia conhecimentos burocráticos e assegurar a ciência dos direitos indígenas”, afirmou a estudante.

Gabriela conta que em 2006, sua avó Lúcia Tavares iniciou um trabalho de pesquisa sobre a ancestralidade apodiense. Resgatando a história de luta e resistência de seu povo, Lúcia fundou o Centro Histórico Cultural Tapuia Paiacu da Lagoa do Apodi (CHCTPLA) e o Museu do Índio Luiza Cantofa, os dois em 2013, ambos reconhecidos pela Fundação Nacional do Índio – Funai. Em 2019, a líder indígena conseguiu parecer do Ministério Público para inserir o nome de sua etnia em seu registro, alterando o documento para Lúcia Paiacu Tabajara. A luta da avó e as raízes de seu povo são motivos de orgulho para a neta, que pretende atuar na defesa dos direitos dos povos indígenas.

O acesso e a permanência de índios na universidade, além de outras pautas identitárias, como a educação indígena, ainda são demandas que carecem de mais políticas públicas, investimento e ações concretas. O cacique da Aldeia Santa Terezinha, Dioclécio Mendonça, levanta essa bandeira e atua na defesa dos direitos e acesso à educação dos povos indígenas.

Dioclécio Mendonça, da comunidade Amarelão, cursa mestrado na UFRN

Dioclécio Mendonça é aluno do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte – PPGAS/UFRN. Sua trajetória escolar é marcada por muita força de vontade, semelhante ao significado do seu nome indígena – Y Membýra, que significa força das águas. As raízes de Dioclécio estão no maior território indígena do RN. Ele nasceu e mora na comunidade Santa Terezinha, pertencente ao grupo familiar dos Mendonça. O Território dos Mendonça é composto por seis comunidades indígenas: Amarelão, Serrote de São Bento, Cachoeiras, Marajó, Açucena e Santa Terezinha. “Não frequentei a creche porque meus pais achavam que não era necessário. Sou filho de agricultores, meus pais não sabem ler e nem escrever. Aos 6 anos fui para a escola da aldeia e a partir do 5º ano fui estudar numa escola de João Câmara. Depois fui morar em Natal, porque queria terminar o Ensino Médio. Fiz vestibular e passei pro curso de Pedagogia, do Instituto de Ensino Superior e Múltiplo – IESM”, conta Dioclécio.

Sentindo a necessidade de continuar os estudos, ele fez uma especialização em Psicopedagogia clínica. Em 2019, passou em terceiro lugar no mestrado em Antropologia da UFRN, entrou pelo sistema de cotas para indígenas e conquistou uma bolsa. Dioclécio argumenta que há um despreparo das instituições e é necessário avançar nas questões da visibilidade e da permanência dos indígenas nesses espaços universitários. “O sistema consiste em inserir o indígena nesses espaços, mas é preciso políticas públicas de subsistência. Não é fácil se manter, muitas vezes o aluno indígena mora na zona rural. A escola e a universidade foram feitas para brancos”, comenta.

Além da experiência na academia, Dioclécio fala com orgulho sobre o trabalho comunitário e sua experiência como professor. Ele trabalhou como professor na escola da comunidade do Serrote, posteriormente foi coordenador de uma ação de formação continuada para professores indígenas. Em 2019 foi convidado para ser coordenador pedagógico do Fundamental II, da Educação de Jovens e Adultos – EJA, da Escola Indígena Alice Soares. Nesse mesmo ano foi aprovado em outros dois processos seletivos, um deles para trabalhar na primeira escola indígena do estado – Escola Francisco Silva do Nascimento.

Aos 22 anos, ele assumiu o cargo de Cacique, indicado pelos anciãos de sua aldeia. É coordenador da Associação Comunitária dos Povos Mendonça e atua na coordenação de Jovens Indígenas da Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo – APOINME. Incansável, ele afirma que vai continuar lutando por mais políticas públicas para os indígenas.

Implantação das cotas étnico-raciais na Uern

A professora Dra. Eliane Anselmo da Silva preside a Comissão de Heteroidentificação da Uern

Em 31 de janeiro de 2019 o Diário Oficial do Estado do RN (DOE) trouxe a publicação da Lei Nº 10.480/2019, sancionada pela governadora Fátima Bezerra. A lei instituiu as cotas étnico-raciais no sistema de cota social da Uern e o Argumento de Inclusão Regional, que estabeleceu um percentual a mais para quem estudou no Rio Grande do Norte.

A professora Eliane Anselmo da Silva, doutora em Antropologia e coordenadora do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros – Neab/Uern, preside a Comissão de Heteroidentificação da Uern. Ela analisa que, ao adotar essas políticas de ação afirmativa, o Estado tenta promover uma justiça compensatória, reconhecendo os erros do passado, da chamada dívida histórica, numa espécie de redistribuição dos direitos. “É uma solução a longo prazo, visto que muitos ainda não têm acesso à universidade, porque precisam, para isso também, de uma educação básica de qualidade”, comenta a professora, que é lotada no Departamento de Ciências Sociais e Políticas.

O critério da cota racial está previsto desde 2012, por meio da Lei nº 12.711. “Dados do IBGE apontam que nos últimos anos, mais de 150 mil negros, índios e pardos ingressaram nas universidades públicas por cotas em todo o país. É um número muito pequeno, se pensarmos nos 56% da população total brasileira que se autodeclara negra ou parda, por exemplo. De todo modo, a criação das cotas raciais se mostra de grande importância. Mas é apenas um pequeno passo no que tem que ser feito no país para amenizar as desigualdades sociais enfrentadas historicamente pelos negros e pelas populações indígenas”, comentou Eliane.

O sistema de cotas da Uern visa equilibrar as desigualdades em relação ao ingresso no ensino superior, especialmente para a população que não teve acesso a boas oportunidades de estudo. Para ter direito às vagas destinadas aos indígenas, o candidato precisa apresentar uma declaração de etnia e vínculo com comunidade indígena.

Pesquisadora analisa a presença dos índios em espaços de conhecimento

Izaíra Lima pesquisa a temática do ciberativismo indígena

Estudiosa da temática ciberativismo indígena, a jornalista Izaíra Thalita da Silva Lima, que tem graduação em Jornalismo e Mestrado em Ciências Sociais e Humanas pela Uern, analisa o que representa as cotas para os povos indígenas. Segue o texto de Izaíra:

O antropólogo João Pacheco de Oliveira possui uma afirmação presente nas suas obras, que é a de que “sem os índios não se entende o Brasil. Nem no passado e nem o hoje”. No entanto, a sociedade brasileira tem negado e excluído as populações indígenas de muitos processos, não compreendendo que é possível reconhecer e garantir acesso às oportunidades, sem precisar destruir as diferenças que constituem estes povos.

As populações indígenas são vítimas históricas dos projetos de desenvolvimento e geopolíticos impetrados pelo Estado brasileiro. A agressividade dos projetos foi acompanhada do legalismo instituído pelos governos autoritários que, em nome da promoção do bem para a nação, chegaram a negar a existências de povos indígenas nas terras pleiteadas por seus projetos, a fim de viabilizar os avanços e a ‘modernização’ e ao não reconhecimento dos territórios nacionais.

No Nordeste, por muito tempo circulou o discurso que pretendia esse apagamento, dizendo que na nossa região, assim como no nosso estado do Rio Grande do Norte, não havia mais índios pois “eram misturados” (OLIVEIRA, 1998, p. 52). A negação da existência, da identidade e de sua valorização vinha acompanhada com a retirada de seus direitos, especialmente ao território tradicional.

Hoje, tanto a juventude indígena como muitas de suas lideranças compreendem que, entre as frentes de batalha na luta pelo território tradicional, pelo respeito às tradições e cultura está em ‘jogar o jogo’ da sociedade não-indígena, cujas decisões em nível de Estado sempre os afetam, buscando a formação e acesso à educação em todos os seus níveis, para conscientizar, afirmarem suas identidades étnicas, existências e resistências e principalmente, para que com a formação necessária, possam voltar às aldeias e reforçar as lutas das suas comunidades nas diversas frentes.

As cotas para indígenas instituídas pela Uern se por um lado não reparam todo um histórico sofrido por essas populações, por outro surgem como avanço de reconhecimento das diversas etnias que aqui existiram e que conseguiram resistir, reafirmando sua presença, apesar das violências e desigualdades que operam sobre estas populações há séculos. Que sejam bem-vindos todos os povos a esta instituição de ensino que tanto já contribuiu para formação humana e para a transformação de vidas.

sábado, 17 de abril de 2021

Abril Indígena: "Eu existo, eu resisto: Indígenas do Rio Grande do Norte para além dos estereótipos"


Os povos originários do Rio Grande do Norte sofreram um processo de apagamento de suas existências. Isso é perceptível em falas como "E existe índio no Rio Grande do Norte?" ou "Índio só existe no Norte do Brasil". Além dessas falas  recorrentes que, por si só, já demonstram invisibilidade, no Rio Grande do Norte se criou o mito de que todos os indígenas teriam sido exterminados e, por isso, eles não mais existiriam. Consequentemente, a falta de reconhecimento do contexto do povo indígena potiguar se revela como a permanência de um discurso de silenciamento das vozes dos povos tradicionais ainda presente no Brasil.

Contudo, o estado potiguar conta com 16 comunidades indígenas, das quais 15 se configuram como aldeadas, e reúne aproximadamente 8 mil cidadãos que se auto intitulam  enquanto indígenas, sendo em média 6 mil deles aldeados enquanto os demais vivem  em centros urbanos, conforme dados divulgados pelo NEABI (IFRN, 2021) e Tribuna do Norte (2020).
Nessa direção, no âmbito do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN), os Núcleos de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (NEABI) estão na luta pela efetivação dos direitos e visibilidade dos indígenas no Rio Grande do Norte, ainda mais necessário no atual período de pandemia Covid-19.

Nesse contexto, o NEABI dos Campi de João Câmara e de Ceará Mirim, almejando instigar as discussões e fomentar o surgimento de estratégias para ações de resistências e de fortalecimento dos povos indígenas durante a pandemia, de forma virtual, no mês de abril, promoverá o evento intitulado Abril Indígena, o qual é  um evento organizado pelo NEABI dos referidos Campi do IFRN, contando com a colaboração de membros das comunidades indígenas Rio dos Índios e Amarelão, região circunscrita onde estão localizados os Campi. 

Esta edição, em virtude do contexto pandêmico, ocorrerá em formato virtual e sua transmissão será por meio das páginas dos canais do Youtube dos Campi João Câmara e Ceará-Mirim. O evento será nos dias 19, 20 e 21 de abril de 2021 e traz como tema "Eu existo, eu resisto: indígenas do Rio Grande do Norte para além dos estereótipos", com o propósito de discutir, por meio de debates protagonizados por membros de comunidades indígenas e especialistas, a temática indígena no estado potiguar.
Unindo atividades de exposição oral e momentos culturais, o Abril Indígena 2021 busca contribuir com a visibilidade dos povos originários, abrindo espaço para que questões suas sejam pensadas e discutidas, ao mesmo tempo em que se propõe a construir um momento formativo àqueles que se interessam pela temática indígena ou que queiram conhecer um pouco mais sobre.​

No evento, dialogaremos a respeito dos povos indígenas do Rio Grande do Norte, seus processos de reconhecimento, aspectos socioculturais, artesanato, educação escolar indígena, memória e identidade, bem como a resistência, a luta pela demarcação de terras e as questões de saúde, temas que urgem serem discutidos principalmente no atual contexto das crises decorrentes e/ou aprofundadas pela pandemia de Covid-19. Assim, acreditamos que a responsabilidade e o esforço pela luta e pelo reconhecimento dos povos originários devem ser (com)partilhados pelas diversas instituições e membros da sociedade. ​

Toda a programação do evento é gratuita e aberta à comunidade em geral.  

Confiram a programação:

1° DIA - 19 DE ABRIL

Exibição do filme "A Tradicional Família Brasileira Katu" e bate-papo com o cineasta Rodrigo Sena.  Google Meet (14h às 15h30) - ​Link a ser disponibilizado no dia 18 de abril de 2021
Mesa 1 (16h às 17h30): Museu e memória indígenas - Nilton Xavier (IFRN) e Rafael Souza (Amarelão). - ​YouTube - IFRN Campus João Câmara 

Mesa 2 (19h): Resistindo desde 1500 - Eliane Potiguara, Tayse Campos, Kaline Cassiano, Meyriane Costa, Mãe Maria de Xoroquê e Cristina Tapuya - YouTube - NEABI Sistêmico IFRN

2° DIA - 20 DE ABRIL

Motyrum Amarelão - Grupo de Artesanato Indígena (às 10h) - ​YouTube - IFRN Campus Ceará-Mirim

Mesa 3 (16h às 17h30): Educação Escolar Indígena - Luiz Katu (Catu) e Ivoneide Campos (Amarelão) - YouTube - IFRN Campus João Câmara 

Mesa 4 (19h às 20h30): Identidades indígenas - Cadu Araújo (Rio dos Índios) e Meyriane Costa (Catu) - YouTube - IFRN Campus Ceará-Mirim

3° DIA - 21 DE ABRIL

Mostra de vídeos sobre projetos desenvolvidos no Rio Grande do Norte sobre a cultura indígena (às 10h) - YouTube - IFRN Campus Ceará-Mirim

Mesa 5 (16h às 17h30): Saúde indígena no Rio Grande do Norte - Dioclécio Mendonça (Amarelão) e José Carlos (Amarelão)  - YouTube - IFRN Campus João Câmara 

Mesa 6 (19h às 20h30): Cultura e demarcação de terras indígenas - Glebson Vieira (UFRN) e Tayse Campos (Amarelão) - YouTube - IFRN Campus Ceará-Mirim

Para maiores informações, acessem o site do evento e as páginas nas redes sociais:

https://abrilindigena2021.wixsite.com/abrilindigena2021

@neabiifcm

@neabi_jc

Lei nº 10.867 - Dispõe sobre fornecimento de mini prontuario a pacientes



RIO GRANDE DO NORTE 

 

LEI Nº 10.867, DE 16 DE ABRIL DE 2021.

 

Dispõe sobre o fornecimento por parte de hospitais, clínicas e congêneres, das redes pública e privada de saúde, de mini prontuário ao paciente ou seu represente legal, e dá outras providências.



A GOVERNADORA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE: FAÇO SABER que o Poder Legislativo decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Os hospitais, clínicas e congêneres, das redes pública e privada de saúde, ficam obrigados, desde que solicitado pelo paciente ou por seu represente legal, a fornecer, após alta ou liberação do paciente, mini prontuário contendo as informações sobre os procedimentos, medicamentos, materiais e serviços empregados no atendimento.

Art. 2º Fica assegurada aos pacientes e seus representes legais a publicidade sobre o direito resguardado por esta Lei, a ser afixada em locais de fácil acesso, com leitura nítida e que permita aos usuários dos hospitais, clínicas e congêneres, das redes pública e privada de saúde, a compreensão do seu significado.

Art. 3º O descumprimento desta Lei, sem prejuízo de outras penalidades previstas na legislação em vigor, sujeita os infratores da rede privada de saúde a:

I - advertência e multa de 2.000 (duas mil) Unidades Fiscais de Referência (UFIRN), na primeira ocorrência;

II - multa de 4.000 (quatro mil) Unidades Fiscais de Referência (UFIRN), em caso de reincidência; e

III - multa de 8.000 (oito mil) Unidades Fiscais de Referência (UFIRN), em segunda reincidência.

Art. 4º O descumprimento desta Lei sujeita os infratores da rede pública de saúde às penalidades que lhes são previstas na legislação em vigor.

Art. 5º O Poder Executivo regulamentará esta Lei, no que couber.

Art. 6º Esta Lei entra em vigor na data da sua publicação.

Palácio de Despachos de Lagoa Nova, em Natal/RN, 16 de abril de 2021, 200º da Independência e 133º da República.

FÁTIMA BEZERRA

Cipriano Maia de Vasconcelos


*Publicado no Diário Oficial do Estado em 17 de abril de 2021.

Lei nº 10.869 - Fica denominada Ivan Cardoso de Carvalho a Rodovia estadual RN 051


RIO GRANDE DO NORTE 

 

LEI Nº 10.869, DE 16 DE ABRIL DE 2021.

Denomina Ivan Cardoso de Carvalho a Rodovia estadual RN 051, que liga o município de Poço Branco à BR 406. 

 

A GOVERNADORA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE:  FAÇO SABER que o Poder Legislativo decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

 

Art. 1º  Fica denominada Ivan Cardoso de Carvalho a Rodovia estadual     RN 051, que liga o município de Poço Branco à BR 406, trecho cuja extensão é de 6 km (seis quilômetros).

 

Art. 2º  Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação. 

 

Palácio de Despachos de Lagoa Nova, em Natal/RN, 16 de abril de 2021, 200º da Independência e 133º da República. 

FÁTIMA BEZERRA

      Governadora


*Publicado no Diário Oficial do Estado em 17 de abril de 2021.

sexta-feira, 16 de abril de 2021

Procuradora de Justiça Iadya Maio é eleita corregedora-geral do MPRN

Eleição por aclamação foi realizada nesta quinta-feira (15).

A procuradora de Justiça Iadya Gama Maio foi eleita a nova corregedora-geral do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN). A eleição por aclamação foi realizada na tarde desta quinta-feira (15), durante sessão virtual do Colégio de Procuradores do MPRN. Iadya Maio irá substituir a também procuradora de Justiça Carla Campos Amico, que no último biênio esteve à frente da Corregedoria.

A posse de Iadya Maio para o biênio 2021/2023 na Corregedoria-Geral da instituição está marcada para a segunda-feira (19) e também será virtual. A sessão que irá empossar a nova corregedora terá transmissão ao vivo pelo canal do YouTube do MPRN.

“Agradeço ao Colégio de Procuradores pela confiança depositada em me escolher para assumir cargo tão importante. É uma honra e uma grande responsabilidade. Irei me empenhar o máximo possível para que a Corregedoria seja forte, atuante e moderna.”

“Inicialmente, parabenizo a Dra. Carla Amico pela excelente condução dos trabalhos na Corregedoria-Geral, mantendo uma parceria produtiva conosco. Também parabenizo a Dra. Iadya Maio pela aclamação na data de hoje, ao mesmo tempo que desejo sucesso à frente deste tão importante órgão da administração superior do MPRN”, falou o procurador geral de Justiça, Eudo Rodrigues Leite.

Iadya Gama Maio ocupa atualmente a 7ª Procuradoria de Justiça. Ela tem quase 27 anos de atuação no MPRN, é doutora em Ciências pela USP, mestre em Direito Constitucional e em Gerontologia, especialista em Gestão. A procuradora é autora de diversas obras jurídicas, vencedora do Prêmio de Direitos Humanos da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, vencedora do Prêmio Talentos da Maturidade do Banco Santander.

Destacou-se quando ainda era promotora de Justiça, por seu trabalho em defesa dos direitos das pessoas idosas e pessoas com deficiência. Foi diretora da Fundação Escola do Ministério Público (FESMP) e Conselheira do Conselho Nacional dos Direitos dos Idosos. Foi agraciada com uma menção honrosa no IX Prêmio Innovare, com o projeto "Transporte urbano e população idosa: construindo uma nova relação".

*Ascom-MPRN.

16/04/1930: Nesta data nascia Chiquinho Germano, ex-prefeito da cidade de Rodolfo Fernandes/RN


No dia 16 de abril de 1930, nascia na cidade de Luiz Gomes, interior do Estado do Rio Grande do Norte, FRANCISCO GERMANO FILHO, vindo a ser conhecido por Chiquinho Germano, aquele que anos mais tarde tornaria-se uma grande liderança do Oeste, destacando-se como prefeito da cidade de Rodolfo Fernandes/RN. Se estivesse vivo hoje, o "Velho Guerreiro", como  carinhosamente a população rodolfense o  chamava, estaria completando seus 91 anos de vida.

Era filho de Francisco Germano da Silveira e Jacinta Queiroz da Silveira. Aos 09 meses de idade foi morar em companhia dos tios, José Vieira Fernandes(juiz de direito) e Amélia de Queiroz, em Pau dos Ferros, onde se alfabetizou. Prosseguiu os estudos em Mossoró.  Ingressou na política estudantil, sendo um dos fundadores do Centro Estudantil Mossoroense - CEM. Trabalhou como fiscal de Renda por vários anos.


Chiquinho administrou a cidade de Rodolfo Fernandes por 05(cinco) administrações, tendo sido eleito por meio do voto popular nos pleitos de 1963(primeira eleição municipal de Rodolfo Fernandes), 1982, 1992, 2000 e 2004. Nos demais pleitos(1968, 1972, 1976, 1988, 1996 e 2008, fez todos os seus sucessores. Perdeu apenas uma eleição(2012), quando disputou o cargo de vice-prefeito. 

Militou nos partidos UDN(União Democrática Nacional), ARENA(Aliança Renovadora Nacional), PDS(Partido Democrático Social), PFL(Partido da Frente Liberal) e no Democratas(ex-PFL).

Foi casado com a professora Simone Queiroz, e pai de 02(dois) filhos. Chiquinho Germano faleceu em 26 de julho de 2017, na cidade de Mossoró/RN. 

quinta-feira, 15 de abril de 2021

História do município de São Miguel do Gostoso/RN

Hístorico

Rua Arabaiana nos anos 1990


Origem da Cidade

O vilarejo chamado Gostoso foi criado no dia 29 de setembro de 1884 pela ação do frei João do Amor Divino, justamente no Dia de São Miguel Arcanjo. Segundo a tradição oral da cidade, nesta data, o missionário instalou um cruzeiro na localidade conhecida como Maceió e realizou uma missa para marcar o ensejo. Lá ficaram acontecendo celebrações católicas, batizados e casamentos. Depois, por algum tempo, o local foi utilizado também como cemitério de crianças, chamadas na região de “anjinhos”, fato que nomeia a atual Praça dos Anjos.

Placa de São Miguel do Gostoso na BR-101 em 1993

Origem do Nome

Baseado no conhecimento popular, a história conta que no início havia na comunidade um celebre e hospitaleiro senhor chamado Manoel. Dizem que acolhia viajantes e mascates em sua residência e, como de costume a época, reunia todos ao lado da casa para longas e agradáveis conversas. Detentor de uma narrativa e humor peculiares, S. Manoel, após cada relato engraçado sorria e gargalhava bastante, se destacando dos demais participantes. Logo ficou conhecido como S. Manoel Gostoso, por sua risada “gostosa”. A fama espalhou-se pela região e o lugarejo passou a carregar esse nome, em referência ao ilustre morador.

De acordo com relato de anciões nativos, em 29 de setembro de 1899, um dos primeiro moradores do povoado, Miguel Félix Martins, em cumprimento a uma promessa, construiu uma capela em homenagem a São Miguel, onde depositou uma imagem do santo. Com a participação da população nos ritos religiosos e a escolha natural do santo padroeiro da cidade, a devoção ao arcanjo levou a comunidade a ser chamada de São Miguel.

Como já havia uma nomenclatura inicial, os moradores uniram os dois nomes e passaram a chamar a cidade de São Miguel do Gostoso, segundo a história popular.

Rua dos Dourados, também conhecida como "Rua de Trás", nos anos 1990

Formação Administrativa

Desde sua fundação, a cidade esteve ligada ao município de Touros (RN), sendo desmembrada em 16 de julho de 1993 por força da Lei Municipal nº 6.452. Passou então a se chamar São Miguel de Touros, diferenciando-se do já existente município potiguar de São Miguel do Oeste. Por meio de plebiscito realizado no dia 19 de novembro de 2000, a população resolveu retomar a nomenclatura tradicional de São Miguel do Gostoso, oficializado pela Lei Estadual nº 9.992 promulgada em 15 de maio de 2001.

Após as eleições de 1996, o município teve a instalação do seu distrito sede no dia 1º de janeiro de 1997. A divisão territorial de São Miguel do Gostoso inicial é datada de 15 de julho de 1997, segundo informações do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no entanto sua constituição vem sofrendo mudanças ao longo dos anos em localidades e assentamentos dentro do seu território.

Atualmente, além da sede de São Miguel do Gostoso, o município engloba ainda os distritos de Reduto, Tabua, Freijó, Umburana, Baixinha dos Franças, Baixinha dos Vieira, Angico Velho, Cruzamento, Mundo Novo, Fazendinha, Angico de Fora, Morro dos Martins, Morro dos Paulos e Baixio; e os assentamentos Paraíso, Arizona, Novo Horizonte, Boa Esperança, Nova Esperança, Santa Fé, Antônio Conselheiro, Canto da Ilha 1, Canto da Ilha 2 e Ouro Branco.

O município está distribuído ao longo de 342,445 km² e possui a estimativa de 10.282 habitantes no ano de 2019, de acordo com o último senso realizado pelo IBGE. O gentílico oficial do município é “micaelense do gostoso”, porém todos se referem aos habitantes do lugar como “gostosenses”.

Praça da Xepa em 1992

Economia

A economia municipal gira em torno de três pilares básicos: agricultura, pesca e turismo. Durante anos o sustento dos gostosenses provinha exclusivamente do cultivo de frutas, legumes e verduras, seguido pela piscicultura, atividades tradicionais do município. A partir dos anos 1990, a atividade turística se iniciou trazendo retorno econômico e se desenvolvendo lentamente. De 2000 em diante, Gostoso ganhou fama internacional por sua tranquilidade e ventos ideias à prática do kitesurf e windsurf, causando uma explosão imobiliária e a chegada de turistas do mundo inteiro. Hoje, o turismo claramente impulsiona a economia da cidade.

Praça da Xepa em 1994

Ponta do Santo Cristo na década de 1990

Por do sol em Gostoso registrado em 1991

Praia do Cardeiro na década de 1990

Imagens reproduzidas da internet

Projeto quer dar título de Terra da Música a Carnaúba dos Dantas

Carnaúba dos Dantas e seus encantos. Ao fundo o Castelo de Bivar.

Começou a tramitar na Assembleia Legislativa um Projeto de Lei que propõe que o município de Carnaúba dos Dantas, localizado na região Seridó, seja reconhecido como a “Terra da Música” no âmbito do Rio Grande do Norte.

A proposta é do deputado estadual Hermano Morais (PSB) e se justifica no fato de a cidade seridoense ser o berço de grandes músicos potiguares. Dentre eles, Antônio Pedro Dantas, carinhosamente chamado de Tonheca Dantas, Felinto Lúcio Dantas e Márcio Dantas, que contam com reconhecimento nacional pela sua produção musical.

“Carnaúba dos Dantas tem na música uma das suas mais fortes manifestações culturais. Por isso mesmo, possui alguns filhos com destaque na cena nacional. Em 2021, comemora-se os 150 anos de nascimento de Tonheca Dantas, orgulho dos seus concidadãos carnaubenses e potiguares”, justificou o parlamentar.

Tonheca Dantas foi um notável compositor e maestro brasileiro, músico autodidata, autor de uma obra de mais de mil peças musicais, que até hoje são executadas por bandas filarmônicas Brasil afora e no exterior. É de sua autoria a Valsa Royal Cinema, obra imortalizada, que compôs para um cinema da cidade de Natal.

O maestro Felinto Lúcio Dantas, por sua vez, compôs valsas, mazurcas, dobrados e peças sacras. Sua obra está registrada em LPs gravados pelo Centro Cultural Mobral e pela UFRN. Em 1997, teve a música sacra "A quinta novena" executada em missa na Catedral do Rio de Janeiro, com a presença do Papa João Paulo II.

Já Márcio Dantas é maestro e segue em atividade como regente da banda de Carnaúba dos Dantas.

Lei nº 7.137, de 14/04/2021: Altera denominação da Avenida Bernardo Vieira para Nevaldo Rocha, em Natal/RN



LEI N º 7.137 DE 14 DE ABRIL DE 2021

Altera a denominação de Avenida desta Capital, na forma que especifica.

O PREFEITO MUNICIPAL DO NATAL,
Faço saber que a CÂMARA MUNICIPAL DE NATAL aprovou e que sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º. Altera a denominação da Avenida Bernardo Vieira, passando a ser denominada de
Avenida Nevaldo Rocha, em todo o seu trecho.

Parágrafo único. Ficam os órgãos da administração pública responsáveis por promover, no
prazo de até 180 (cento e oitenta) dias, as alterações relativos a endereço, dados cadastrais
e demais informações dos imóveis residenciais e comerciais, localizados na referida avenida.

Art. 2º. – Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Palácio Felipe Camarão, em Natal, 14 de abril de 2021.
ÁLVARO COSTA DIAS
Prefeito


*Publicado no Diário Oficial do Município de Natal, em 15 de abril de 2021.

Repórter da TCM Francileno Góis morre de Covid-19

  

Morreu o jornalista/radialista Francileno Góis, aos 50 anos, vítima da Covid-19. A notícia foi confirmada pela família na manhã desta quinta-feira (15).

Francileno lutava pela vida desde que testou positivo para a doença. Recebeu a primeira assistência no Hospital Regional Dr. Agnaldo Pereira, de Caraúbas, e depois foi transferido para o Hospital Regional Dr. Cleodon Carlos de Andrade, em Pau dos Ferros, no Alto Oeste potiguar.

Havia esperança de que ele sairia da luta com vida, mas o seu quadro clínico se agravou nesta quarta-feira (14), quando precisou ser intubado com urgência. A equipe médica utilizou todos os recursos e esforços possíveis, mas o inimigo invisível foi letal.

Natural de Caraúbas, Francileno Góis era um apaixonado pelo ofício da comunicação, que ele expressava diariamente como repórter policial do Canal 10/TCM(TV Cabo Mossoró).

Francileno Góis era casado com a assistente social Licinha Guerra e tinha duas filhas: Fernanda (odontóloga) e Geovana.

*Com informações do Blog do César Santos, do Jornal de Fato. 

quarta-feira, 14 de abril de 2021

TJRN divulga lista de advogados que solicitaram inscrição para disputar vaga no TRE/RN


A Secretaria Geral do Tribunal de Justiça do RN torna pública a lista de advogados e advogadas que solicitaram inscrição para concorrer à vaga de Membro do Tribunal Regional Eleitoral, classe jurista, em decorrência do término do 1º biênio da advogada Adriana Cavalcanti.

Veja a lista de inscritos que concorrerão à formação da lista tríplice:

Adriana Cavalcanti Magalhães Faustino (OAB/RN 4.736)
Júlio César de Souza Soares (OAB/RN 6.708)
Felipe Maciel Pinheiro Barros (OAB/RN 6.260)
Romy Christine Nunes Sarmento da Costa (OAB/RN 6.474)
Paulo Henrique Marques Souto (OAB/RN 3.439)
Fabiena de Souza Pereira (OAB/RN 6.724)
Mona Lisa Amélia Albuquerque de Lima (OAB/RN 10.076)
Daniel Cabral Mariz Maia (OAB/RN 8.271)

Eleições da UERN são adiadas após decisão judicial


Após decisão judicial, a Comissão Eleitoral da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) suspendeu a consulta à comunidade acadêmica para composição de lista tríplice para os cargos de reitor (a) e vice-reitor (a), que seria realizada nesta quarta-feira (14).

Diante do cenário de pandemia, e devido às orientações de distanciamento social como forma de evitar a disseminação do novo corona vírus, a Comissão Eleitoral, instituída pela portaria n° 1/2021-GR/UERN, solicitou ao Conselho Universitário (Consuni) que se posicionasse quanto à modalidade do pleito, sendo aprovado, após parecer de conselheiro relator, a modalidade virtual, pela Plataforma SIGEleição, para a realização da consulta. A Comissão Eleitoral, a partir dessa definição, instituiu as normas e orientações cabíveis com os prazos previstos em edital.

Devido à obrigatoriedade do cadastro prévio à plataforma, os candidatos Francisco Paulo da Silva e Kelania Freire Martins Mesquita judicializaram o pleito, impetrando mandado de segurança vinculando a realização da consulta ao cadastro compulsório dos aptos a votar no SIGEleições, e alegando ilegalidade e abuso de poder por parte da Comissão Eleitoral. De acordo com a Diretoria de Informatização da Uern, órgão técnico responsável pelo assessoramento tecnológico da Universidade e da Comissão Eleitoral, não é possível garantir a lisura do pleito com a realização do cadastro coletivo automático de todos os votantes, sendo necessário que o próprio titular do direito ao voto, ao confirmar seus dados, conclua seu cadastro, confirmando seus dados pessoais e institucionais, gerando uma senha que ficará sob sua guarda pessoal, a fim que possa exercer seu direito de voto de forma segura.

Entendendo que não existe qualquer ilegalidade ou abuso de poder na conduta da comissão e na condução do processo de consulta, não sendo possível ainda à Uern proceder o cadastro compulsório de alunos sem prejuízo à lisura da consulta, a Universidade apresentou pedido de agravo solicitando a continuidade ao processo de consulta lícita e legitimamente conduzido pela Comissão Eleitoral, no entanto, não obteve decisão favorável. Com isso, a eleição segue suspensa até que seja realizado o cadastro de todos os estudantes e servidores definidos como aptos a votar na plataforma.

Até o momento, 94,12% dos docentes, 96,35% dos técnicos e 42% dos estudantes estavam cadastrados na Plataforma SIGEleições. Esses percentuais são compatíveis ao número de votantes das últimas consultas realizadas para os cargos de Reitor (a) e Vice-Reitor (a). Em 2013, votaram 91,22% dos docentes aptos a votar, 96,93% dos técnicos e 43,98% dos estudantes. Na última consulta, em 2017, votaram 84,34% dos docentes aptos a votar; 87,15% dos técnicos e 44,59% dos estudantes.

O cadastro dos votantes continua sendo realizado e a data da nova da eleição ainda não está definida.

Confira a Nota Oficial da Comissão Eleitoral

NOTA

O Presidente da Comissão Eleitoral, tendo em vista a impossibilidade técnica de atendimento à decisão judicial que, concedendo medida liminar, sem ouvir a UERN, em mandado de segurança impetrado pelos candidatos Francisco Paulo da Silva e Kelânia Freire M Mesquita, ao final pontua: “seja determinada a suspensão da eleição até habilitação no sistema, pela Comissão Eleitoral e/ou UERN, de todos os eleitores aptos a votar”, resolve adiar “sine die” a realização da consulta prevista para este dia 14.4.2021, no âmbito da UERN.

*Ascom-UERN.

terça-feira, 13 de abril de 2021

Candidatos à Reitoria da UERN

Adalberto Veronese da Costa, Cicília Raquel Maia Leite e Francisco Paulo da Silva concorrem ao cargo de reitor(a).

O processo de consulta à comunidade acadêmica com a finalidade de formação da Lista Tríplice para escolha à Reitoria da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte - UERN, será realizada nesta quarta, dia 14 de abril de 2021,  das 8h às 22h. Pela primeira vez na história, a eleição vai acontecer de forma virtual.  Os mandatos do atual reitor, professor Dr. Pedro Fernandes, e da vice-reitora, professora Dra. Fátima Raquel Rosado Morais, terminam em setembro de 2021.

Para poder votar, é preciso que o estudante, o docente e o técnico administrativo realizem o cadastro nas plataformas vinculadas ao Sistema Integrado de Gestão (SIG) – SIGAA e SIG. Apenas os cadastrados terão acesso ao SiGEleição

Para os servidores, o cadastro dá acesso aos sistemas administrativos em diferentes áreas funcionais, como recursos humanos, patrimônio, administrativo, acadêmico, eleições, dentre outros. Os professores visitantes e os professores com contrato temporário também podem realizar o cadastro.

Em menos de 30 minutos após o encerramento da votação na quarta-feira, o resultado da eleição será conhecido pelo presidente da Comissão Eleitoral, professor Armando Lúcio Ribeiro, que fará o anúncio oficial em seguida. Na quinta-feira, 15, será publicado no Jornal Oficial da Fundação Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (JOUERN) o resultado para fins de cumprimento da resolução 019/2020-CONSUNI.

CONFIRA A SEGUIR UM POUCO DO PERFIL DOS CANDIDATOS A REITOR(A) E VICE-REITOR(A) DA UERN: 

CHAPA "MUDA UERN"

ADALBERTO VERONESE, candidato a reitor(80)

Adalberto Veronese da Costa é professor da UERN desde 2006, onde compõe o corpo docente do curso de Educação Física no Campus Universitário Central. É Doutor em Ciências do Desporto (UTAD Portugal) e Mestre em Ciências da Saúde (UFRN).  Natural do Rio de Janeiro, mora no Nordeste desde os 18 anos. 

Há 14 anos como professor universitário na UERN, sua trajetória inclui a Coordenação do Programa Mais Saúde, atuou na Pró-Reitoria de Extensão, entre os anos de 2009 a 2015 como Assessor, Chefe de Departamento e Diretor na área de Educação, Cultura e Artes, chegando a assumir a função de Pró-Reitor Adjunto de Extensão.

Participou do no Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos e Diretoria de Assistência Estudantil. Coordenou projetos importantes como o FESTUERN e o Educarte/PROEXT. Na PÓS-GRADUAÇÃO, coordenou duas edições do curso de Especialização em Atividade Física, Saúde e Qualidade de Vida da UERN entre os anos de 2009 a 2012 e, atualmente, é professor colaborador do Mestrado Acadêmico em Saúde e Sociedade PPGSS/UERN. 

Entre 2015 e 2017 foi Diretor da Diretoria de Assistência Estudantil, a partir da qual participou de diversas ações em prol dos estudantes. Nesse período, contribuiu diretamente para a criação da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis-PRAE. Foi membro da equipe técnica da comissão de revisão e atualização do Plano de Desenvolvimento Institucional da UERN, e membro da Comissão de elaboração do Projeto de Implantação do Núcleo de TV Universitária que logo se tornou a UERNTV. 

Atualmente está à frente do Laboratório de Avaliação do Desempenho Aquático – LADA/UERN, coordenando Projetos de Extensão, Pesquisa Científica e Inovação Tecnológica por meio do PIBEX, PIBIC, PIBITI e PIBIC-EM.

Link para o currículo completo. http://lattes.cnpq.br/9376240448662474 

MARIA JOSÉ VIDAL, candidata a vice-reitora(81)
 
Maria José da Conceição Souza Vidal - Preta, da cidade de Marcelino Vieira,. Já no primeiro grau, conheceu a importância do Movimento Estudantil, fez parte de grêmios, do Centro Acadêmico de Filosofia na UFRN, foi representante Discente em Plenária do DEFIL, também do DCE na UFRN, depois nos colegiados do Mestrado e Doutorado. Foi também bolsista no Doutorado Interinstitucional - UFRN/UFPB/UFPE, através do qual teve a oportunidade de um período de estudo na UBA - Universidade de Buenos Aires, onde foi possível aprofundar os estudos no pensamento de Immanuel Kant. Hoje atua no Campus de Natal. Começou a trabalhar na UERN em 2012, quando iniciou as atividades no Campus de Caicó, no Curso de Filosofia. Com Licenciatura, Bacharelado, Especialização, Mestrado e Doutorado em Filosofia pela UFRN, leciona no Curso de Ciências da Religião, no qual também desenvolve pesquisas na área de Ensino de Filosofia, Feminismo e Filosofia e ética. Coordena projetos de extensão, de PIM, de Ensino e está como professora Colaboradora no Mestrado Profissional em Filosofia - PROF/FILO. 

Sua atuação na UERN se dá ainda em outros espaços como: CONSUNI, participou do Comitê de Ética em Pesquisa, e foi representante do Campus de Natal junto à ADUERN. 

Além disso, atuou  como Diretora Científica da FAPERN, Secretária Parlamentar, Supervisora do IBGE, Pesquisadora do DIEESE-RN e Ethos Assessoria & Pesquisa, além de conselheira do SEBRAE. Ativista social, participou como educadora junto a diversos movimento sociais, como a Marcha Mundial das Mulheres, o Centro Feminista 8 de Marco, Marcha das Margaridas e Organização Feminista Bandeira Lilá, no Fórum de Mulheres do RN. 

Link para o currículo completo http://lattes.cnpq.br/2931927563064070 


CHAPA "SOMOS UERN" 

CICILIA MAIA, candidata a Reitora(90)

Cicília Raquel Maia Leite é natural do município de Mossoró/RN. Graduada em Ciência da Computação pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN (2003), é Mestre em Engenharia Elétrica, pela Universidade Federal de Campina Grande – UFCG (2005), Doutora em Engenharia Elétrica e da Computação, pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN (2011), e possui Pós-Doutorado no Massachusetts Institute of Technology –
MIT/EUA (2013).

Servidora efetiva da UERN desde 2006, é professora Adjunta IV, lotada no Departamento de Informática, Faculdade de Ciências Exatas e Naturais (FANAT), no Campus Central, onde ministra aulas no curso de graduação em Ciência da Computação. Professora permanente do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação – Associação Ampla UERN/UFERSA, tem experiência em pesquisas em Engenharia de Software, Informática Médica e Tecnologias Assistivas. É líder do grupo de pesquisa em Engenharia de Software (GES/UERN) e do Núcleo Tecnológico de Engenharia de Software (NTES/UERN). 

Foi Assessora de Captação de Recursos e Diretora de Pesquisa e Inovação da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação; Pró-Reitora de Recursos Humanos e Assuntos Estudantis (PRORHAE); Subchefe do Departamento de Informática – DI/FANAT; Diretora da Diretoria de Admissão, Registro e Controle Acadêmico da Pró-Reitoria de Ensino de Graduação – DIRCA/PROEG; Assessora Técnica da Reitoria; e atualmente exerce a função de Chefe de Gabinete da Reitoria da UERN. É conselheira eleita, representante da categoria docente, do Conselho Diretor da Fundação Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – CD/FUERN (2019-2021). Tem participação em conselhos, comissões, fóruns e colegiados da universidade.

CHICO DANTAS, candidato a vice-reitor(91)

Francisco Dantas de Medeiros Neto é seridoense, natural do município de Serra Negra do Norte/RN. Graduado em Ciência da Computação pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN, é mestre em Sistemas e Computação pela mesma universidade(2004) e doutor em Informática pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC-RIO, em colaboração com a Universidade de Lancaster/Reino Unido (2013).

Servidor efetivo da UERN desde 2005, é professor adjunto, lotado no Departamento de Ciência da Computação do Campus da UERN, em Natal, onde atua no curso de graduação em Ciência da Computação. É membro colaborador do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação – PPGCC/UERN/UFERSA. 

Em 2006, coordenou a implantação do Núcleo Avançado de Educação Superior da UERN, na cidade de Santa Cruz. Em 2013, assumiu a coordenação do PPgCC da UERN/UFERSA. Integrou o Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (CONSEPE/UERN) e é membro nato do Conselho Universitário (CONSUNI/UERN). Atualmente, é diretor do Campus da UERN, em Natal.  É membro da Diretoria da Sociedade Brasileira de Computação (SBC), tendo sido escolhido em processo eleitoral, de âmbito nacional. É o editor responsável pela Revista Computação Brasil da SBC.  

Carta-programa:

CHAPA "UMA OUTRA UERN É POSSÍVEL"

PAULINHO, candidato a reitor(70)

O professor Francisco Paulo da Silva ingressou na UERN em 1988, iniciando sua carreira docente no curso de Letras do Campus Avançado de Pau dos Ferros. É mestre em Estudos da Linguagem pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN e Doutor em Linguística e Língua Portuguesa pela Universidade Estadual Paulista – UNESP. 

Fez seu pós-doutoramento na Universidade de Coimbra – UC em 2016. Sempre atuante na inovação da pesquisa, é líder do Grupo de Estudos em Análise do Discurso da UERN – GEDUERN e participou ativamente na proposição do Programa de Pós-graduação em Letras – PPGL/Pau dos Ferros, onde hoje atua como Professor Colaborador. É professor permanente do Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem – PPCL/FALA. 

Foi diretor da Faculdade de Letras e Artes - FALA, gestão 2011-2015, vice-coordenador do Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem – PPCL/FALA, gestão 2018-2020. Atualmente atua como Coordenador deste Programa.

Atuou como Presidente do Diretório Acadêmico de Letras, participando das principais lutas em defesa dos da estadualização da UERN, dos estudantes e da democracia no país. Foi representante da ADUERN (1991-1993). Assumiu a Diretoria de Cultura da ADUERN no período 1997-1999 e no período de 2018-2020, atuou como representante da ADUERN junto ao CONSUNI, participando ativamente das discussões em torno do novo Estatuto da UERN.

KELÂNIA MESQUITA, candidata a vice-reitora(71)

A professora Kelânia Freire Martins Mesquita é professora Adjunta IV do Curso de Química/Campus Central desde 1998, é Especialista em educação a distância e mestre em Educação Tecnológica. É pesquisadora na área de Ciência, Tecnologia e Sociedade - CTS - e em Educação Profissional e Tecnológica. É coordenadora do núcleo de Química do Programa de Residência Pedagógica/CAPES e atuou em Projetos de extensão como FANATicos da Química e recentemente no Química UERN contra a COVID-19. 

Foi Pró-reitora adjunta de Gestão de Pessoas, Diretora de Assuntos Estudantis, tendo sido responsável pela elaboração do projeto de criação da Pró-reitora de Assuntos Estudantis-PRAE e da criação do PIT na Plataforma Integra.  É conselheira do CONSUNI, tendo sido responsável pelo voto-vista que contestou a expansão da lista tríplice na Universidade, além de ter participado das comissões que elaboraram as resoluções sobre a hora-relógio, a curricularização da extensão, o Regulamento de Curso de Graduação, do Estágio Obrigatório e do Estágio não obrigatório. Como Conselheira da CONSEPE, foi membro da Câmara de Ensino de Graduação. 

A professora Kelânia é membro da Comissão Permanente de Pessoal Docente-CPPD, da Comissão Própria de Avaliação- CPA, da Comissão de Avaliação de Estágio Probatório Docente - CEPD, dos Fóruns de Estágio - FIEL/FIEB e é coordenadora do Núcleo Docente Estruturante-NDE/Química. É ainda vice-presidente da ADUERN e presidiu a comissão de criação do campus de Apodi, no CONSUNI.

Decreto nº 30.481 - Renovação do reconhecimento do curso de Bacharelado em Administração da UERN

  

RIO GRANDE DO NORTE 

 

DECRETO Nº 30.481, DE 12 DE ABRIL DE 2021. 

 

Dispõe sobre a renovação do reconhecimento do curso de Bacharelado em Administração da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), Campus Central, em Mossoró/RN. 

 

A GOVERNADORA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE, no uso das atribuições que lhe confere o art. 64, V e VII, da Constituição Estadual, e com fundamento no disposto no art. 11, §§ 1º e 14, da Resolução nº 01/2012-CEE/RN, de 1º de agosto de 2012,

 

Considerando a decisão plenária do Conselho Estadual de Educação (CEE/RN), reunido em 24 de abril de 2020, na qual acolheu o Parecer nº 05/2020, originário da Câmara de Educação Superior, aprovado, à unanimidade, nos autos do Processo SEI nº 00410002.001057/2021-81;

 

Considerando o Ato Homologatório da Decisão Plenária do CEE/RN, expedido pelo Secretário de Estado da Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer, publicado em 20 de março de 2021, no Diário Oficial do Estado (DOE),

 

D E C R E T A:

 

Art. 1º  Fica renovado, no âmbito da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), o reconhecimento do Curso de Bacharelado em Administração, ofertado no Campus Central, em Mossoró/RN.

 

Art. 2º  O prazo de validade da renovação do reconhecimento de que trata o art. 1º será de 2 (dois) anos, contados da data da publicação deste Decreto.

 

Art. 3º  Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

 

Palácio de Despachos de Lagoa Nova, em Natal/RN, 12 de abril de 2021, 200º da Independência e 133º da República. 

 

 FÁTIMA BEZERRA

       Getúlio Marques Ferreira


*Publicado no Diário Oficial do Estado em 13 de abril de 2021.

segunda-feira, 12 de abril de 2021

Dois parques eólicos passam a produzir energia no RN

IDEMA-RN / ASSECOM-RN

Foto: Daniel Herrera.

O Governo do Estado, por meio do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema), emitiu Licenças de Operação (LO) para o Grupo Elecnor, por meio da sua filial Enerfin, para dois parques eólicos do Complexo Eólico São Fernando, nos municípios de São Bento do Norte e Caiçara do Norte, que juntos somam 265 MW de capacidade instalada. O documento tem validade de seis anos.

O Rio Grande do Norte possui grande potencial do recurso natural, condições favoráveis do vento. De acordo com o diretor-geral do Idema, Leon Aguiar, o Instituto está comprometido com o desenvolvimento econômico do estado, mas de forma sustentável. “Estamos trabalhando para, cada vez mais, otimizar os processos no âmbito do Idema. E os resultados são positivos, mesmo diante dos desafios. Temos uma gestão que prima pela responsabilidade e alia as necessidades empresariais, ao fortalecimento da economia primando pelo respeito ao meio ambiente”, informou o gestor.

O Complexo Eólico São Fernando agora conta com quatro parques eólicos em operação comercial. O coordenador de Projetos e Sistemas da Enerfín, Herbert Laier Júnior, afirma que “as contratações dos financiamentos, junto aos bancos BNB/FNDE e BB/SUDENE, possibilitaram a antecipação das obras, e somam-se ao apoio que a empresa vem recebendo do Governo do RN, assim como dos municípios em que atua. A ação colaborativa, técnica e diligente tem sido fundamental para o sucesso desse projeto e dos futuros investimentos no Estado”, declarou o coordenador. As obras ocorreram em um prazo de 22 meses, mesmo em meio à pandemia de Covid-19, o que evidencia a responsabilidade do Grupo com os compromissos já assumidos para a entrega de energia.

O diretor técnico do Idema, Werner Farkatt, esclarece que a empresa estava funcionando com autorização para fazer os testes. “A partir de agora os parques estão autorizados para produzir, comercializar e entregar a energia para a concessionária responsável. São duas instalações desse Complexo que foram liberadas ao funcionamento. A energia eólica tem sido utilizada em larga escala por gerar energia elétrica de forma renovável, abundante e competitiva, o Rio Grande do Norte se destaca como fonte dessa energia”, explicou Farkatt.

A licença garante a operação ambientalmente segura do empreendimento, e entre uma série de condicionantes estabelecidas pelo Idema para a operação do empreendimento estão: o empreendedor deverá continuar executando os seguintes Programas Ambientais de Gestão Ambiental; para Construção - PAC; Educação Ambiental e Comunicação Social; Gerenciamento Resíduos Sólidos e Efluentes Líquidos; Sinalização de Estradas, Acessos e Estruturas; Controle de Processos Erosivos e Monitoramento dos Sistemas de Drenagens; Emergência Ambiental; Capacitação, Contratação e Desmobilização da Mão-de-Obra Local; recuperação de Áreas Degradadas; Monitoramento de Equipamentos urbanos; Controle e Monitoramento de Emissões Atmosféricas; e Programa de Monitoramento de Ruídos.

Unidades

Além dos 256 MW em operação, a empresa conta com uma carteira de projetos em desenvolvimento superior a 500 MW no Rio Grande do Norte, visando não só os futuros leilões promovidos pelo Governo Federal, como também as novas oportunidades oferecidas pela abertura do mercado livre de energia.

Parque Eólico São Fernando IV, está localizado na Fazenda São Fernando, Zona Rural, municípios de São Bento do Norte e Caiçara do Norte. É composto por 24 (vinte e quatro) aerogeradores, com potência nominal de 3,465 KW, totalizando 83,16 MW de potência instalada em uma área de 23,73 hectares.

Já o Parque Eólico São Fernando I, está localizado na Rodovia RN 129, Km 9,5, Fazenda São Fernando, Zona Rural do município de São Bento do Norte. É composto por 22 (vinte e dois) aerogeradores, modelo Acciona AW-132, com potência nominal de 3,465 MW, totalizando 76,20 MW de potência instalada em uma área de aproximadamente 2.433,44 hectares.

Mulheres de comunidade rural se unem para plantar e produzir em quintal coletivo no RN

Por Hugo Andrade, Inter TV Costa Branca

Mulheres fazem plantação em quintal coletivo em Mossoró — Foto: Hugo Andrade/Inter TV Costa Branca

Mulheres de uma comunidade rural no município de Mossoró, na Região Oeste do Rio Grande do Norte, se uniram para plantar e produzir alimentos em um quintal coletivo. A estratégia é chamada de "quintal produtivo".

Uma dessas produtoras é a agricultora Eliete Costa, que vive no Assentamento Favela. Todo o espaço disponível na localidade, que tem cerca de 1 hectare, é aproveitado para plantação. "Meu quintal é dividido em várias partes. Uma parte é minha casa, tem a parte do calçadão com a cisterna, e tem essa parte aqui que tem 80 pés de acerola e 40 pés de cajueiro", disse.

Esse é um dos exemplos de convivência com o semiárido aliado às boas práticas da agricultura familiar. Ao longo dos anos, Eliete Costa foi beneficiada com vários projetos que fortalecem à atividade no campo. No assentamento, por exemplo, eles utilizam caixas d'água para um sistema de reaproveitamento de água - que é usado durante o período mais seco do ano pra irrigar os pomares e as hortaliças. A placa solar ajuda a economizar energia na hora de tirar a água da cisterna do calçadão para a caixa d'água.

Ainda tem um "minhocário", um dos principais responsáveis pela boa produção. Neste espaço é preparado o húmus, adubo natural que conta com a ajuda das minhocas californianas indispensáveis na preparação de uma bom composto orgânico, como explica o engenheiro agrônomo Ranieri Lira, que atualmente faz parte da equipe de técnicos agrícolas do município que acompanha e orienta a agricultora.

"Nós vamos ter um produto final riquíssimo em nutrientes, que é o húmus de minhocas. Esse húmus serve pra utilizar na produção de mudas ou na produção de bandejas de hortaliças. O resultado final traz um substrato riquíssimo em nutrientes para as sementeiras. A planta vai ter um maior vigor e aí teremos um resultado final que é uma planta sadia", explicou.

A filha de Eliete, Luciana Clementino, também ajuda no trabalho do campo, além de manter a horta própria na casa dela.

"Graças a Deus eu nunca senti vontade de sair daqui e ir pra outro canto e se Deus quiser vou acabar meus dias aqui trabalhando na agricultura", disse.

Há frutas também sendo plantadas no assentamento — Foto: Hugo Andrade/Inter TV Costa Branca

Trabalho em comunidade

Mãe e filha fazem parte de um grupo formado por 11 mulheres da comunidade favela. E o que todas essas mulheres têm em comum? Vontade de produzir.

Pra aumentar e diversificar ainda mais a produção, o grupo de mulheres conseguiu essa área que fica aqui mesmo na comunidade. É um espaço de cinco hectares que será utilizado como uma área agroflorestal. O objetivo dessas mulheres é produzir ao longo de todo ano mais de dez culturas diferentes.

"Aqui na época do inverno a gente pode produzir milho, pode produzir feijão de sequeiro, quando chegar setembro tem a safra do caju, da manga, tem o tamarindo, a seriguela, tem a macaxeira, jerimum", explicou Luana Clementino, líder do grupo de mulheres.

11 mulheres dividem produção — Foto: Hugo Andrade/Inter TV Costa Branca

O feijão que já foi plantado está começando a aparecer e as estacas dos pés de cajarana já vingaram. Ao todo, foram 70 estacas plantadas na área. Quando as plantas estiverem no ponto ideal da produção, a expectativa do grupo é que a cajarana se torne o principal produto de venda. Isso porque a fruta desperta uma grande procura o ano inteiro. Boas vendas significam renda permanente para as mulheres e as famílias.

"É muita coisa que em um espaço onde está agregado essas 11 mulheres que têm família, e algo que vai com certeza melhorar nossa renda, dá outra vida à nossa comunidade com renda também e almejar nossos sonhos, que é o principal objetivo: a gente sonhar juntas e realizar", disse Luana Clementino.

E é com esse sentimento que a agricultora Jessina Olivera também quer aumentar a produção agroecológica que mantém com a família. Na casa dela, todo mundo se envolve com a agricultura familiar. As atividades são diversas: desde a produção de mudas de caju para venda, além da criação de bichos e do pomar recheado de pés de acerolas carregados com a fruta. Tem também goiaba e o feijão, plantado há trinta dias que está se desenvolvendo bem com a chuva, que na região do assentamento, chegou de forma satisfatória este ano.

"A gente trabalhava no quintal e já estava sem espaço pra plantar. Aí surgiu o grupo e com isso a gente conseguiu mais um hectare de terra, que é um espaço que a gente vai colocar um novo plantio. A gente já plantou a cajarana, o feijão e pretendemos também plantar a horta quando melhorar a situação da água. A gente está providenciando pra ter uma hortaliça com um espaço bem maior", disse Jessina.

*G1-RN.