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quinta-feira, 15 de abril de 2021

História do município de São Miguel do Gostoso/RN

Hístorico

Rua Arabaiana nos anos 1990


Origem da Cidade

O vilarejo chamado Gostoso foi criado no dia 29 de setembro de 1884 pela ação do frei João do Amor Divino, justamente no Dia de São Miguel Arcanjo. Segundo a tradição oral da cidade, nesta data, o missionário instalou um cruzeiro na localidade conhecida como Maceió e realizou uma missa para marcar o ensejo. Lá ficaram acontecendo celebrações católicas, batizados e casamentos. Depois, por algum tempo, o local foi utilizado também como cemitério de crianças, chamadas na região de “anjinhos”, fato que nomeia a atual Praça dos Anjos.

Placa de São Miguel do Gostoso na BR-101 em 1993

Origem do Nome

Baseado no conhecimento popular, a história conta que no início havia na comunidade um celebre e hospitaleiro senhor chamado Manoel. Dizem que acolhia viajantes e mascates em sua residência e, como de costume a época, reunia todos ao lado da casa para longas e agradáveis conversas. Detentor de uma narrativa e humor peculiares, S. Manoel, após cada relato engraçado sorria e gargalhava bastante, se destacando dos demais participantes. Logo ficou conhecido como S. Manoel Gostoso, por sua risada “gostosa”. A fama espalhou-se pela região e o lugarejo passou a carregar esse nome, em referência ao ilustre morador.

De acordo com relato de anciões nativos, em 29 de setembro de 1899, um dos primeiro moradores do povoado, Miguel Félix Martins, em cumprimento a uma promessa, construiu uma capela em homenagem a São Miguel, onde depositou uma imagem do santo. Com a participação da população nos ritos religiosos e a escolha natural do santo padroeiro da cidade, a devoção ao arcanjo levou a comunidade a ser chamada de São Miguel.

Como já havia uma nomenclatura inicial, os moradores uniram os dois nomes e passaram a chamar a cidade de São Miguel do Gostoso, segundo a história popular.

Rua dos Dourados, também conhecida como "Rua de Trás", nos anos 1990

Formação Administrativa

Desde sua fundação, a cidade esteve ligada ao município de Touros (RN), sendo desmembrada em 16 de julho de 1993 por força da Lei Municipal nº 6.452. Passou então a se chamar São Miguel de Touros, diferenciando-se do já existente município potiguar de São Miguel do Oeste. Por meio de plebiscito realizado no dia 19 de novembro de 2000, a população resolveu retomar a nomenclatura tradicional de São Miguel do Gostoso, oficializado pela Lei Estadual nº 9.992 promulgada em 15 de maio de 2001.

Após as eleições de 1996, o município teve a instalação do seu distrito sede no dia 1º de janeiro de 1997. A divisão territorial de São Miguel do Gostoso inicial é datada de 15 de julho de 1997, segundo informações do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no entanto sua constituição vem sofrendo mudanças ao longo dos anos em localidades e assentamentos dentro do seu território.

Atualmente, além da sede de São Miguel do Gostoso, o município engloba ainda os distritos de Reduto, Tabua, Freijó, Umburana, Baixinha dos Franças, Baixinha dos Vieira, Angico Velho, Cruzamento, Mundo Novo, Fazendinha, Angico de Fora, Morro dos Martins, Morro dos Paulos e Baixio; e os assentamentos Paraíso, Arizona, Novo Horizonte, Boa Esperança, Nova Esperança, Santa Fé, Antônio Conselheiro, Canto da Ilha 1, Canto da Ilha 2 e Ouro Branco.

O município está distribuído ao longo de 342,445 km² e possui a estimativa de 10.282 habitantes no ano de 2019, de acordo com o último senso realizado pelo IBGE. O gentílico oficial do município é “micaelense do gostoso”, porém todos se referem aos habitantes do lugar como “gostosenses”.

Praça da Xepa em 1992

Economia

A economia municipal gira em torno de três pilares básicos: agricultura, pesca e turismo. Durante anos o sustento dos gostosenses provinha exclusivamente do cultivo de frutas, legumes e verduras, seguido pela piscicultura, atividades tradicionais do município. A partir dos anos 1990, a atividade turística se iniciou trazendo retorno econômico e se desenvolvendo lentamente. De 2000 em diante, Gostoso ganhou fama internacional por sua tranquilidade e ventos ideias à prática do kitesurf e windsurf, causando uma explosão imobiliária e a chegada de turistas do mundo inteiro. Hoje, o turismo claramente impulsiona a economia da cidade.

Praça da Xepa em 1994

Ponta do Santo Cristo na década de 1990

Por do sol em Gostoso registrado em 1991

Praia do Cardeiro na década de 1990

Imagens reproduzidas da internet

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

História do município de Rodolfo Fernandes/RN


O município de Rodolfo Fernandes esta situado na região oeste do Rio Grande do Norte, distante 390 km de Natal, capital do estado, e 120 km de Mossoró, maior cidade da região. Sua área de 143 km faz limites com os municípios potiguares de Apodi e Severiano melo (norte), Itaú (leste), tabuleiro grande (leste e sul), e são Francisco do oeste (sul), alem dos municípios cearenses de Potiretama e Iracema (oeste).

A historia do município de São José dos Gatos teve inicio com a construção do açude são José, em 1921, graças ao espírito empreendedor de Francisco Regis filho (19884-1967), antigo comerciante de apodi e proprietário de terras com grande quantidade de gatos-do-mato, conhecidos na região como gatos maracajás. Pouco tempo depois o comerciante mandou construir a capela de são José, uma homenagem ao santo mais popular da região, a quem o homem do campo devota a esperança de um bom inverno. A localidade ate então conhecida como serrote dos gatos ou fazenda gatos, ganhava assim o nome de são José dos gatos.

O nome curioso do lugar permaneceu por várias décadas na boca do povo. A homenagem a Rodolfo Fernandes de Oliveira Martins (1872-1927), comerciante e salineiro, conhecido por organizar a emboscada contra o ataque de lampião e seu bando a Mossoró, só foi oficializada em 1962, quando o distrito foi desmembrado de Portalegre e tornou-se município independente. 

Em 1939, O prefeito de Portalegre Manoel de Freitas Nobre, construiu o Cemitério Publico desta cidade e a primeira feira livre em 1942.  Em 1953, a então Vila de São José dos Gatos conquistou a condição de Distrito Administrativo de Portalegre. Em 1954 foi instalado o Termo Judiciário, como também foi criado o Cartório Único, que teve como 1º tabelião o Sr. João Pinheiro de Bessa.

Em 1956, os Correios, teve sua agência nesta comunidade, que teve          como primeiro chefe a Sra. Maria Santa Rego. 

Este Crescimento natural culminou com a emancipação oficial do município, publicada no Diário Oficial em 09 de maio de 1962, desmembrando-o de Portalegre, com uma área de 289 km².

Em dezembro de 1963 foi criado o município de Tabuleiro Grande a partir de Rodolfo Fernandes, ficando então com seus atuais 166 km². 

O primeiro Prefeito de Rodolfo Fernandes, o Tabelião Público de Portalegre, João Câncio Vieira, assumiu de forma interina o município de 28 de fevereiro de 1963 até 01 de fevereiro de 1964. Foi ele quem realizou as primeiras eleições municipais em dezembro de 1963.

No ano de 1963, o então Presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Rio Grande do Note, Dr. João Câncio Leite de Melo, marcou para o município de Rodolfo Fernandes, a primeira eleição municipal, no final das apurações das urnas o Sr. Francisco Germano Filho foi eleito para o cargo de Prefeito e o Senhor Delprets Pinheiro do Rego, vulgo “Avião Rego” para vice Prefeito e os seguintes vereadores: José Honório Cavalcante, Raimundo Silvino de Freitas, Expedito Gomes de Paiva, Expedito Bento de Oliveira, João Régis de Melo (Este era filho de Francisco Regis Filho, o fundador de Rodolfo Fernandes), José Bernardo de Castro, José Bessa Cavalcante, Francisco Barbosa Filho e Antonio Simão de Araújo.

A Primeira Câmara Municipal de Rodolfo Fernandes foi instalada as 16:0s, do dia 31 de Janeiro de 1964, em sessão solene realizada no salão nobre da Prefeitura Municipal presidida pelo Exmo.sr.dr. Newton Pinto, juiz Eleitoral da 35ª zona Eleitoral, o qual fora designado pelo Presidente do Tribunal Regional Eleitoral. Presente naquela sessão as seguintes pessoas: João Câncio Vieira, prefeito municipal, Francisco Germano Filho, prefeito recém eleito, Delprets Pinheiro do Rego, Vice-prefeito recém eleito, Rui Bessa Nunes, prefeito do vizinho município de Itaú, Francisco Guimarães, Cristóvão Colombo Pinheiro de Melo e Benedito Nogueira, ambos convidados. Presentes os noves edis recém eleitos, os quais prestaram o compromisso legal e tomaram posse. O Sr. Dr. Newton Pinto, nomeou o vereador João Regis Filho para comandar os trabalhos naquela sessão.

Na mesma data e local ocorreu à eleição entre os vereadores para escolher a primeira mesa diretora da Câmara Municipal, logo o vice-prefeito Avião Rego, assumiu a presidência da casa ficando o restante da mesa assim constituída: 1º vice-presidente, vereador José Honório Cavalcante, 2º vice-presidente, vereador Francisco Barbosa Filho, 1º Secretário, vereador Antonio Simão e 2º Secretario Vereador Expedito Bento de Oliveira.

A posse do prefeito eleito Francisco Germano Filho foi em seguida da instalação da câmara municipal, e como vice-prefeito o Senhor Delprets Pinheiro Rego nascendo assim, em nosso território os Poderes Executivos e Legislativos.

Fonte: Blog "Diário Rodolfense"

quarta-feira, 2 de maio de 2018

História do município de Taboleiro Grande/RN


SOBRE A CIDADE: 

Taboleiro Grande é uma cidade localizada na Região do Alto Oeste Potiguar no Estado do Rio Grande do Norte, a 372 quilômetros de distância da capital, Natal. Sua extensão é de aproximadamente 124 quilômetros, Seu território limita-se com São Francisco Oeste, Francisco Dantas, Itaú, Riacho da Cruz e Rodolfo Fernandes.

A economia é baseada na agricultura e comércio, o artesanato também é verificado, porém pouco recorrente. Abastecimento de água se dá pela Adutora Alto Oeste, além de contar com o açude Cajá, que tem o potencial de armazena 1x106 m3 (1 milhão de metros cúbicos) de água.
ORIGEM

O povoamento das terras que hoje fazem parte do município de Taboleiro Grande começou em meados do século XVIII. Uma enorme fazenda, pertencente ao sargento Mor Bento Fernandes de Lima, adquirida através de uma concessão chamada de “DATAS DOS MARCOS”, datada de 12 de agosto de 1733, deu origem ao então Município de Taboleiro Grande. Inicialmente era habitada somente por indígenas que cuidavam das fazendas de criação de gado, posteriormente foi unificada por Bento Fernandes, transformando-se numa grande propriedade voltada para atividades pastoris. As pessoas que aqui se instalavam sobreviviam da agricultura e pecuária de subsistência, além da pouca expressiva comercialização do que era produzido.

Conta-se que no final do século XIX, a pessoa de Raimundo Pereira de Araújo, homem do campo, honesto, sincero e humilde, mas de uma coragem que lhe parecia extrema, era das terras onde se encontra a sede do município de Tabuleiro, erguendo a primeira casa, se tornando assim, o verdadeiro fundador desta querida e amada terra.

Em 20 de janeiro de 1925, um grupo de proprietários chefiados por Celso Dantas, com a participação das seguintes pessoas: Tibúrcio Marcolino, José Joaquim de Freitas, Augusto Gomes de Paiva, Evaldo Ferreira Cavalcante, iniciaram um movimento para erguer uma capela. A união dessas pessoas religiosas, que no ano seguinte, a Capela de São Sebastião estava construída. 

O Templo religioso católico somente recebeu a benção em 20 de janeiro de 1930, pelo padre Francisco Schols, pároco da Paróquia de Nossa senhora da Conceição de Portalegre. Tratava-se de uma capelinha, já que era bastante modesta, o teto era de ramos e o piso de madeira e somente o altar era de alvenaria. Depois de benzida, uma nova campanha foi realizada, tendo a frente os senhores Celso Dantas e Adalton Gomes de Paiva. Com a finalidade de angariar recursos para a conclusão da capela, tendo em vistas que aquele humilde templo religioso não mais satisfazia a vontade dos habitantes tabuleirense-grandense. Em 1961, ocorreu a demolição da capela para uma construção mais ampla, que foi inaugurado em 18 de janeiro de 1962

Em 11 de novembro de 1953, a povoação conquistou à categoria de Distrito Administrativo, subordinado ao município de Portalegre.

Em 9 de maio de 1962, a Vila de Tabuleiro Grande deixa de pertencer a Portalegre e passou a ser uma comunidade subordinado ao município de Rodolfo Fernandes, criado pela Lei nº. 2.763. Depois de um ano e pouco, mas precisamente no dia 26 de dezembro de 1963, Taboleiro Grande conquistou sua emancipação política, através da Lei nº 3.020,  desmembrou-se de Rodolfo Fernandes e tornou-se um município norte-rio-grandense, com uma área de 110,6 quilômetros quadrados, equivalente a 0,20 por cento sobre o Estado do Rio Grande do Norte.

A cidade  foi instalada em abril de 1964, que teve como primeiro prefeito Manuel Inácio de Freitas, nomeado pelo então governador Aluízio Alves, que governou o novo município até fevereiro de 1965, quando passou o cargo para o senhor Francisco de Queiroz Porto(Chico Pôrto), primeiro prefeito constitucional, eleito em 24 de janeiro de 1965.

Uma pessoa muito importante que marcou a História de Taboleiro Grande foi o comerciante Severiano Gomes, que em conjunto com Vicente Rêgo, prefeito de Portalegre, realizou várias construções, tendo grande participação para alavancar as obras do mercado, cemitério e inclusive de uma escola municipal, tendo Evarista Cavalcante como primeira professora.

CULTURA

A cidade foi realmente atingida pela cultura no meio da década de 2000 com o surgimento de quadrilhas estilizadas que levaram o nome da cidade a diversas cidades do alto oeste potiguar, a principais cidades do RN e a capital, sem contar que levou a outros estados vizinhos, alcançando em 2006 o auge de 11º melhor quadrilha do nordeste em festival realizado na cidade de Mossoró-RN.

Já em 2010, foi a vez de abrir a década com a música, que antes era pouco utilitária, firmando apenas entre os anos de 2002 a 2005 com a criação de um grupo de flautas. Mas, dessa vez foi formado um grupo de flautas de aproximadamente 20 componentes entre eles jovens e adultos por iniciativa do vereador Vágner Rodrigues que garantiria na introdução a persuadir os jovens à cultura musical e apresentando o nome da cidade a diversas outras localidades, a Banda Filarmônica 26 de Dezembro. A primeira apresentação da Banda foi no dia 26 de Dezembro de 2010, data marcante por ser a data da emancipação do município e que leva o nome através da Banda local.

Outros eventos que marca a cultura taboleirense são as festas do padroeiro São Sebastião, o carnaval, a virada folclórica, emancipação política e vaquejadas.

FONTE: 
IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística