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terça-feira, 25 de janeiro de 2022

FELCS-UFRN lança livro sobre o Museu do Seridó e roteiros culturais


A Faculdade de Engenharia, Letras e Ciências Sociais do Seridó (FELCS) desenvolveu o livro O museu vai às escolas: roteiros histórico-culturais para a preservação e promoção da memória seridoense, escrito pelo professor Eduardo Hass. O e-book trata de temas como patrimônio cultural, região do Seridó e roteiros histórico-culturais. Publicado pela Editora da UFRN (EDUFRN), o documento digital já está disponível para download.

A iniciativa é uma parte do projeto O Museu vai às escolas – roteiros histórico-culturais para a preservação e promoção da Memória Seridoense, vindo de uma parceria entre curso de Turismo da Faculdade de Engenharia, Letras e Ciências Sociais do Seridó (FELCS/UFRN), o curso de História do Centro de Ensino Superior do Seridó (CERES/UFRN) e o Museu do Seridó (MDS/UFRN).

Seis partes compõem a obra: apresentação; eixo dos saberes e fazeres; celebrações; lugares; formas de expressão; referências bibliográficas. Seu conteúdo é interativo com apresentação de roteiros histórico-culturais, que levam o Museu do Seridó para as escolas da região seridoense, percorrendo diferentes cidades da região.

Para obter um caráter interdisciplinar, os organizadores recorreram a um conjunto de conhecimentos e articularam História, Turismo Cultural, Museologia e Educação. Visando a uma abordagem educativa, o e-book consegue abranger essas áreas de conhecimento de forma inclusiva, pois apresenta os termos técnicos de cada assunto acompanhados de suas devidas explicações, o que dá ao texto melhor fluidez e amplia o olhar sobre o potencial do turismo cultural no Seridó.

Relacionando a história do museu, costumes, tradições e o patrimônio geoambiental com o turismo do local, apresentando os cenários turísticos, as celebrações populares e a hospitalidade do povo seridoense, as informações contribuem para a valorização do patrimônio cultural seridoense e sua futura apropriação pelo Turismo Cultural.

O e-book visa a contribuir para atender ao objetivo geral do projeto O Museu vai às escolas – roteiros histórico-culturais para a preservação e promoção da Memória Seridoense, que consiste em preservar e promover o acervo do Museu do Seridó a partir de atividades práticas de Educação Patrimonial voltadas para a Educação Básica e que envolvam a construção de roteiros histórico-culturais.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

UFRN lança memorial virtual para homenagens póstumas


A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) lançou o Memorial Eternos, que é um canal de homenagens póstumas a servidores, estudantes e terceirizados que integraram a instituição. Nesse sentido, o reitor José Daniel Diniz Melo recebeu na última sexta-feira, 10, a Comissão de Moderação da iniciativa, que irá validar as mensagens enviadas por colegas de trabalho, familiares e amigos que desejam expressar suas condolências.

Idealizado pela Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progesp), o memorial conta com a colaboração das Superintendências de Comunicação (Comunica) e Tecnologia da Informação (STI), além do Cerimonial do Gabinete do Reitor. O espaço virtual foi criado para homenagens póstumas a membros da comunidade universitária, como forma de contribuir para o processo de elaboração do luto e preencher algumas lacunas nos rituais de despedida que foram impossibilitados durante a pandemia da covid-19.

O reitor da UFRN, José Daniel Diniz Melo, parabenizou a comissão pelo trabalho desenvolvido, que demonstra o cuidado que a instituição tem com as pessoas que fazem e fizeram parte da comunidade universitária. Na mesma perspectiva, a pró-reitora de Gestão de Pessoas, Mirian Dantas dos Santos, ressaltou o trabalho da equipe para construção da iniciativa.

A presidente da comissão e psicóloga da Progesp, Luciani Macedo, explicou que o intuito é ajudar a “eternizar a memória dos que partiram e acolher a dor do luto, resgatando memórias do tempo compartilhado”. Para realizar esse trabalho, foram designados sete membros, dois suplentes e uma secretária, todos pertencentes à comunidade universitária.

O grupo irá checar a veracidade das homenagens antes da publicação e averiguar as denúncias feitas às mensagens já publicadas, como forma de garantir a segurança das informações. 

As homenagens podem ser realizadas por meio de um formulário, disponível em https://eternos.ufrn.br/eternos/.

domingo, 5 de dezembro de 2021

Editora da UFRN lança livro sobre escravidão no Rio Grande do Norte


A Editora da UFRN (EDUFRN) lança o livro Escravidão no Rio Grande do Norte, que conta com a organização de Juliana Teixeira Souza e Margarida Maria Dias de Oliveira, ambas professoras do Departamento de História da UFRN (Dehis). A obra está disponível gratuitamente para download no Repositório Institucional da Universidade e é voltada para o ensino básico em História.

O livro é uma das primeiras produções da editora dedicadas à produção de obras didáticas para o ensino de História, sendo realizada tanto por professores como por alunos do curso na UFRN. A realização do projeto procura trazer debates sobre o ensino de história e de cultura afrodescendente, tendo como fundamento referencial a pesquisa histórica.

A publicação conta com sete propostas de sequências e recursos didáticos, incluindo textos sobre o ensino-aprendizagem da história da escravidão negra no Rio Grande do Norte, cuja abordagem foca na população, trabalho e formas de resistência à servidão forçada.

Mão na massa

O processo de produção de Escravidão no Rio Grande do Norte foi baseado na bibliografia acerca da escravidão no Brasil Império. Também serviram de referência textos legais sobre políticas públicas educacionais relacionadas ao combate à desigualdade racial e de gênero no ambiente de ensino.

A partir disso, professores e alunos envolvidos com a realização do livro discutiram como as experiências em sala de aula envolvem os temas tratados na obra. Os estudantes, por sua vez, relembraram a vivência de ex-alunos do ensino básico ao serem ensinados sobre os assuntos que estão presentes na publicação. Os discentes também refletiram como esses tópicos foram abordados durante seus estágios como professores, bolsistas de projetos de iniciação científica e assistentes de professores.

Para acessar o livro, clique aqui

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

Identificadas primeiras pegadas de dinossauros no Rio Grande do Norte

Reconstrução artística dos produtores de vestígios, mostrando o provável ambiente de vida dos animais – Arte: Guilherme Gehr

Pesquisadores da UFRN e de outras instituições identificaram, pela primeira vez, vestígios de dinossauros na área que hoje corresponde ao Rio Grande do Norte. Os achados se referem a pegadas de duas espécies diferentes: um saurópode, com cerca de 9 a 12 metros de altura, e um ornitópode, com cerca de 8 metros de comprimento.

Os gigantes habitaram o estado há cerca de 120 milhões de anos, no período Cretáceo, e seus rastros foram encontrados na Fazenda dos Pingos, um icnosítio localizado na Formação Açu da Bacia Potiguar, próximos à cidade de Assu, a cerca de 200km da capital, Natal. As duas espécies identificadas eram herbívoras, ou seja, se alimentavam apenas de folhas. Os saurópodes são os famosos pescoçudos; já os ornitópodes tinham como características as patas que lembram as de aves.

Embora fósseis de dinossauros já tenham sido identificados na Bacia Potiguar, formação geológica que abrange também uma parte do Ceará, as descobertas ocorreram no lado cearense da bacia. Assim, embora não tenham sido localizados ainda fósseis de dinossauros no RN, as pegadas descritas pelo trio de pesquisadores comprovam, de forma definitiva, que os gigantes do passado estiveram sobre o solo norte-rio-grandense.

O processo de descoberta e identificação foi publicado em artigo publicado na edição especial em homenagem a Diógenes de Almeida Campos do periódico “Anais da Academia Brasileira de Ciências”, em 27 de setembro. O texto é assinado pela professora Maria de Fátima C. F. dos Santos, do Museu Câmara Cascudo da UFRN, ex-diretora da instituição e hoje aposentada, por Fernando Henrique S. Barbosa, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e por Giuseppe Leonardi, do Instituto Cavanis (Veneza, Itália), uma das maiores referências mundiais na identificação de pegadas de dinossauros.

Para mais detalhes, acesse a íntegra do artigo.

quarta-feira, 30 de junho de 2021

EDUFRN lança livro sobre história administrativa da Provedoria da Fazenda Real do Rio Grande


A Editora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (EDUFRN) lançou o livro "Das ribeiras o tesouro, da receita o sustento: a administração da Provedoria da Fazenda Real do Rio Grande (1601-1723)" nesta quarta-feira, 30. O lançamento foi transmitido pelo YouTube, no canal do Laboratório de Experimentação em História Social (LEHS/UFRN).

A palestra foi realizada pela autora do livro, a professora Lívia Barbosa, e mediada pela professora Carmen Alveal. O livro trata da história administrativa da Provedoria da Fazenda Real do Rio Grande. Ao compreender a estruturação da Provedoria da Fazenda Real do Rio Grande, a autora reconstitui parte de alguns elementos que formaram o espaço colonial da capitania do Rio Grande. A cada provisão de ofício, a cada lance dado pelo arrematador interessado nos ganhos com os contratos da capitania, Lívia reconstitui em partes como funcionava a administração fazendária do Rio Grande, movida por homens a serviço da Coroa, mas não isentos de seus próprios interesses.

O livro demonstra que, com base nessa dinâmica, consolidaram-se espaços de arrecadação de tributos e manteve-se, mesmo com percalços, o pagamento das despesas da capitania. Foi nesse sistema que das ribeiras proveio o tesouro da capitania do Rio Grande, a arrecadação de tributos, tornando-se possível a sua receita e, consequentemente, o seu sustento. A publicação já se encontra disponível no Repositório Institucional da UFRN, neste link.

Lívia Barbosa é doutoranda em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Foi professora substituta do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN), campus Pau dos Ferros, entre 2019 e 2021. É graduada em História, licenciatura (2015) e bacharelado (2016), pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Também é mestra em História pela mesma instituição, onde desenvolveu pesquisas na área de História Colonial e História Econômica, estudando a Provedoria Real da Fazenda do Rio Grande.

Fonte: Portal da UFRN.

terça-feira, 8 de junho de 2021

BCZM disponibiliza jornais potiguares do século XIX de forma digital


Para preservar e facilitar o acesso de pesquisadores e alunos, a Biblioteca Central Zila Mamede (BCZM) digitaliza jornais potiguares do século XIX. O processo foi realizado mediante parceria da biblioteca com o Laboratório de Imagens (LABIM/CCHLA), que digitalizou os microfilmes do acervo da BCZM entre 2011 e 2015. É um grande catálogo com mais de 15 GB de informação. Ele pode ser acessado aqui.

Para Magnólia de Carvalho Andrade, diretora da BCZM, os jornais são de grande ajuda para os pesquisadores, “uma vez que podem acessar essa importante fonte de pesquisa histórica na comodidade de sua casa, principalmente neste momento em que as bibliotecas da UFRN estão fechadas para pesquisas em seu acervo físico”, complementa.

O jornal mais antigo que se encontra entre os digitalizados é a edição de 22 de outubro de 1862 de O Barbeiro. “Todas as publicações tratam do cotidiano norte-rio-grandense nas mais diversas perspectivas. Portanto digitalizar esses documentos é, sobretudo, garantir sua preservação e permitir que estudantes e pesquisadores de hoje e do futuro conheçam nossa história”, diz Tércia Marques, bibliotecária, documentalista e chefe do Setor de Coleções Especiais da BCZM.

No total, foram digitalizados 69 títulos de jornais, alguns são: A Ordem (1935-1952), A República (1889-1910), Brado Conservador (1877-1882), Diário do Natal (1893-1904), Gazeta do Natal (1888-1890), Oasis (1894-1895), O Caixeiro (1892-1894), O Macauense (1886-1889), O Nortista (1892-1895), O Povo (1889-1891), O Santelmo (1891-1893), Jornal das Moças (1926), Tribuna do Norte (1950 – presente ) e muitos outros.

Todos são de livre acesso pela página da BCZM, exceto a Tribuna do Norte, que é um jornal ainda corrente.

terça-feira, 25 de maio de 2021

Pesquisadores da UFRN desenvolvem velomóvel elétrico movido a energia solar

Desenvolver alternativas de transportes público e pessoal para o futuro é o desafio das engenharias e das iniciativas que visam à realização de “Cidades Sustentáveis”. Há décadas, o planeta dá sinais de que os prejuízos ambientais causados pelos vários poluentes químicos, entre eles os combustíveis fósseis, têm provocado mudanças drásticas, muitas delas irreversíveis. Outro problema sério é o sedentarismo, responsável por muitas doenças e condições que agravam a saúde humana, como a obesidade, o diabetes e as patologias cardiovasculares. Pensando nesses fatores, pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) trabalham no protótipo de um veículo capaz de ajudar a vencer essas questões. Trata-se de um velomóvel, carro-bicicleta elétrico movido com auxílio de pedais assistidos por um motor elétrico com bateria carregada por painel solar.

“Conforme o condutor pedala, o motor elétrico é acionado para auxiliá-lo no torque necessário para vencer um determinado percurso. Isso é muito útil em subidas, por exemplo. A energia necessária para o funcionamento do motor elétrico é fornecida por uma bateria (normalmente de íons de lítio) que, por sua vez, pode ser carregada por um painel solar semelhante a esses que são usados em residências”, explica o professor Anderson Clayton, idealizador do projeto. O painel solar ficará no teto do veículo, e a bateria, instalada na base do chassi, deve ter uma autonomia de 30 a 60 quilômetros, dependendo do modelo.

 
Pedilio, do pesquisador alemão Thomas Viebach – Foto: Ilustrativa

Esse veículo híbrido se baseia em outras três iniciativas já disponíveis no mercado: o Pedilio, do pesquisador alemão Thomas Viebach, o Elf, da startup americana Organic Trasit, e o Bio-Hybrid, construído pela empresa alemã Schaeffler. Com a primeira versão esperada para 2023, o velomóvel potiguar visa a atender, inicialmente, demandas de micromobilidade dentro do campus da UFRN, embora possa ser expandido para outras regiões de Natal.

Em fase de projeto conceitual, a ideia está sendo desenvolvida dentro do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica da UFRN, como pesquisa de mestrado dos estudantes Ana Carolina Ribeiro da Silva e Gabriel Gomes de Macedo Mendes. A orientação é dos professores Anderson Clayton Alves de Melo e Adilson José de Oliveira, ambos do Departamento de Engenharia Mecânica do Centro de Tecnologia (MEC/CT/UFRN). O processo deverá contar ainda com o apoio de servidores técnico-administrativos, estudantes voluntários e de uma possível parceria com empresas locais do setor de energia solar.

 
Trabalho é conduzido pelos mestrandos Gabriel Gomes e Ana Carolina Ribeiro, com orientação dos professores Anderson Clayton Alves e Adilson José de Oliveira, ambos do CT/UFRN – Fotos: Cedidas

O desenvolvimento do carro-bicicleta será custeado pelo Programa de Apoio à Pós-Graduação (PROAP), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), mas o grupo necessitará de outras fontes de financiamento. De acordo com os pesquisadores, com a divulgação de seus resultados, para além da universidade, espera-se motivar a sociedade a buscar meios de transporte mais sustentáveis que, além de melhorar sua condição de mobilidade, saúde física e mental, ajudará a reduzir a emissão de gases poluentes para a atmosfera.

Muitas das partes do veículo serão adquiridas prontas, como motor elétrico, painel solar, rodas, freios, sistema de direção, entre outras. Entretanto, o chassi e todo o restante da estrutura, na qual serão montadas essas partes, serão fabricadas no Laboratório de Manufatura da UFRN, por meio de processos de corte, dobra, soldagem, usinagem e o que mais for necessário. Para esse chassi e a estrutura, o grupo está pensando em usar tubos de metalon, por serem resistentes e terem um baixo preço de aquisição. Para a carenagem, materiais recicláveis devem ser usados.

O Elf, da startup Organic Trasit, é outro exemplo de velomóvel já em comercialização – Foto: OT.

Para fabricação do protótipo, os pesquisadores esperam gastar R$ 10 mil, mas o valor de sua comercialização em uma possível fabricação em escala de mercado pode variar bastante, considerando diversos fatores. “Essa questão irá depender, entre outras, da aceitação do veículo por parte da sociedade e da criação, por parte do poder público, de meios que permitam sua adequada operação. A ampliação de ciclovias, ciclorrotas e ciclofaixas na cidade é fundamental”, contextualiza Anderson Clayton.

No e-book publicado após o 1º Workshop de Cidades Sustentáveis, promovido pelo Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo (PAX), iniciativa realizada em uma parceria entre governo do RN e UFRN, onde o carro-bicicleta foi apresentado, a diretora do Parque, professora Ângela Paiva, explica que o conceito de Cidades Sustentáveis visa à gestão eficiente dos recursos disponíveis e serviços prestados aos habitantes, em resposta aos desafios de mobilidade, poluição e uso sustentável de recursos naturais. “Aqui, a sustentabilidade deixa de ser um limitador para se tornar uma grande oportunidade para reconfiguração do uso do espaço urbano, com vistas a aumentar a qualidade de habitabilidade nos grandes centros urbanos”, completa a professora.

O Bio-Hybrid é um dos modelos com melhor apresentação e aparente utilidade – Foto: Schaeffler

Os pesquisadores do carro-bicicleta da UFRN esperam que o projeto seja um bom incentivo para que a sociedade se mobilize no sentido de criar meios de mobilidade sustentáveis que ajudem a reduzir congestionamentos e a emissão de gases poluentes, além de melhorar a qualidade de vida e a saúde das pessoas. “Não é raro vermos carros movidos a motores de combustão interna particulares de quatro lugares ou mais transitando diariamente na cidade com apenas um ou dois passageiros, o que não é nada sustentável. A ideia do veículo híbrido que estamos projetando é para uma ou duas pessoas. O veículo será limpo, ou seja, terá zero emissão de gases poluentes. Além disso, ‘obrigará’ o condutor a pedalar (mesmo que com o auxílio de um motor elétrico), o que irá ajudar na melhoria de sua saúde e qualidade de vida”, endossa Anderson Clayton.

sexta-feira, 14 de maio de 2021

Instituto do Cérebro da UFRN completa 10 anos como expoente da neurociência no país

Nova sede do Instituto do Cérebro da UFRN – Foto: Cícero Oliveira – Agecom/UFRN

O cérebro humano é estudado há séculos – e ainda há muito a ser descoberto e compreendido. Nessa longa trajetória do conhecimento sobre o órgão – símbolo da inteligência e controlador do funcionamento do corpo inteiro – a Universidade Federal do Rio Grande do Norte tem dado passos importantes desde 13 de maio de 2011, com a fundação do Instituto do Cérebro (ICe-UFRN).

O ICe é uma unidade acadêmica especializada, ligada diretamente à Reitoria da UFRN, e sua origem é um pouco anterior: em 1995, alguns neurocientistas brasileiros atuando no exterior idealizaram um centro de pesquisa de ponta sobre o cérebro. Seis anos mais tarde – com apoio do Ministério da Educação e do Ministério da Ciência e Tecnologia – nascia o Instituto do Cérebro, cujo corpo docente foi formado por um esforço de recrutamento internacional, que trouxe vários pesquisadores brasileiros e estrangeiros a Natal. Isso refletiu em trajetórias acadêmicas, técnicas e culturais bastante variadas, assim como competências diversas, como neurobiologia molecular e celular, neuroengenharia e bioinformática.

Hoje, o Instituto conta com 18 professores, todos capacitados no exterior e munidos de suas redes internacionais de neurociência, que trouxeram para a UFRN. Vários possuem bolsas de produtividade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Eles também atuam em colaborações com muitos centros dentro da UFRN (em parcerias com o HUOL, Biome, DOL, os Institutos Metrópole Digital (IMD) e de Medicina Tropical (IMT), por exemplos); com várias universidades brasileiras – como a Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Estadual de Campinas (Unicamp) – e com diversas instituições estrangeiras, como as Universidades de Uppsala (Suécia), Heidelberg (Alemanha), Lyon (França), Buenos Aires (Argentina) e Princeton (Estados Unidos) e institutos da Sociedade Max Planck (Alemanha). Além disso, os docentes do ICe lecionam semestralmente para 292 alunos de graduação (2020.2), oriundos de diversos cursos da UFRN.

Já o corpo discente é formado por 25 estudantes de graduação realizando iniciação científica; 12 mestrandos; 27 doutorandos; e nove pesquisadores de pós-doutorado. Os estudantes de pós-graduação são ligados a oito programas da UFRN (Bioinformática; Ciências Biológicas; Física; Medicina; Direito; Psicobiologia; Psicologia; e Ciências da Saúde), entre os quais o programa de Pós-Graduação em Neurociências (PGNeuro).

ICe é referência em pesquisas nas Neurociências – Foto: Cícero Oliveira – Agecom/UFRN

O número de publicações científicas com Qualis A1, A2 e B1, citações da na base Scopus e aparições nas mídias especializadas do Brasil e do mundo evidenciam o alcance dos estudos realizados no ICe e dão prova de que o Nordeste brasileiro não apenas demanda como tem condições de sediar e fomentar o ensino, a pesquisa e o desenvolvimento tecnológico numa área sofisticada como as neurociências.

Anualmente, o ICe realiza seu House Symposium, um evento que reúne pesquisadores das neurociências para debate de um tema. Em 2021, o aniversário de 10 anos do ICe foi eleito como pauta do encontro, que vai acontecer nos dias 27 e 28 de maio, com transmissão pela internet devido a pandemia de Covid-19.

*Portal da UFRN.

domingo, 9 de maio de 2021

Biblioteca Digital de Monografias da UFRN disponibiliza versão digital de TCCs


Institucionalizada em 2015, a Biblioteca Digital de Monografias (BDM) organiza, armazena e preserva as monografias e produtos de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) realizados na UFRN. Atualmente, o repositório conta com 10.194 trabalhos, disponibilizados de forma aberta para qualquer pessoa. Segundo as métricas do Google Analytics, durante o mês de abril deste ano, a base teve 151.570 usuários acessando o sistema.

De acordo com a bibliotecária do Setor de Repositórios Digitais da Biblioteca Central Zila Mamede (BCZM), Clediane Guedes, o surgimento e crescimento desse tipo de repositório faz parte de práticas do movimento internacional para o acesso aberto à produção acadêmica e técnico-científica.

A bibliotecária destaca que a base atende ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), no que se refere ao instrumento de avaliação de cursos da graduação com a disponibilização dos TCC de forma digital. Essa também é uma forma de facilitar o acesso e dar maior visibilidade aos trabalhos.

As monografias ou produtos devem ser depositados pelos próprios alunos, no site da BDM. A validação do depósito do TCC é realizada pelo professor orientador do TCC. Para mais informações, acesse https://monografias.ufrn.br/.

*UFRN.

domingo, 2 de maio de 2021

Biblioteca Central Zila Mamede(BCZM) da UFRN completa 62 anos

62 anos de BCZM: do Serviço Central de Bibliotecas aos dias atuais

Biblioteca Central UFRN – Foto: BCZM/UFRN

Neste domingo, 2, a Biblioteca Central Zila Mamede (BCZM) completa 62 anos de existência, sendo a primeira biblioteca erguida no estado do Rio Grande do Norte. Maior e principal biblioteca do RN, a BCZM possui um acervo multidisciplinar que dá apoio à comunidade acadêmica, mais especificamente no ensino e na pesquisa, uma vez que possui um rico e grandioso acervo informacional em diversos suportes.

Em 2 de maio de 1959, surgiu o Serviço Central de Bibliotecas, como era chamada a BCZM naquele período. O local coordenava as atividades técnicas e administrativas das bibliotecas das faculdades isoladas. Inicialmente, o prédio era localizado na Avenida Hermes da Fonseca. O setor foi um dos primeiros a ser implantados na UFRN e tem como missão fornecer suporte informacional às atividades de ensino, pesquisa e extensão, contribuindo com a geração de produtos e serviços em ciência, tecnologia e inovação na UFRN.

Em 1974, após a Reforma Universitária, o nome Serviço Central de Bibliotecas foi mudado para Biblioteca Central da UFRN. Nessa época, o prédio funcionava próximo à Diretoria de Materiais e Patrimônio (DMP). Ainda na década de 70, a biblioteca passou a funcionar no prédio atual. O Gabinete do Reitor ficou locado de forma temporária lá e, após sua desocupação, a biblioteca passou a contar com uma área total de mais de 3.7 mil metros quadrados.

Uma personalidade que marca a história desse setor é a bibliotecária e poeta Zila da Costa Mamede, que foi e é homenageada com o nome da biblioteca até os dias atuais. Ela foi a profissional responsável pelas bibliotecas das primeiras faculdades isoladas da UFRN. Além de ter sido a primeira bibliotecária da BCZM, foi também a primeira do Rio Grande do Norte.

Zila planejou, organizou e instalou o acervo básico necessário ao funcionamento dos cursos da Universidade. Ela ficou no cargo de diretora até 20 de março de 1980, quando se aposentou. Para homenageá-la depois de sua morte, em 1985, o nome da Biblioteca Central foi mudado para Biblioteca Central Zila Mamede.

Com diversas ampliações ao longo dos anos, a área do local atual é de 8.5 mil metros quadrados. Contêm três pavimentos, amplas áreas de acervo e duas salas de estudo individuais climatizadas, sendo uma no prédio-base com 42 cabines e outra nas novas instalações com 88 cabines. Tem sete salas de estudo em grupo, além das cabines para estudo individual. A BCZM também disponibiliza 133 mesas e 451 assentos para estudo em grupo.

O acervo físico geral da BCZM, até dezembro de 2020, compreende um total de aproximadamente 445.599 volumes, distribuídos em exemplares e fascículos, ou seja, livros, folhetos, periódicos, teses, dissertações e multimeios das diversas áreas do conhecimento. Além disso, disponibiliza à comunidade universitária acesso a 4.879 livros digitais, sendo 42 títulos da Atheneu (Área de Saúde) e 3.493 da Springer, distribuídos nas seguintes áreas: Arquitetura, Artes e Design, Ciências do Comportamento, Ciências Biomédicas e Biologia, Economia e Negócios, Química e Ciência dos Materiais, Ciências da Computação, Ciências Ambientais e da Terra, Engenharia, Humanidades, Ciências Sociais e Direito, Matemática e Estatística, Medicina, Física e Astronomia, Computação Profissional e Web Design. Possui também 996 títulos de livros em língua portuguesa da base da EBSCO, em diversas áreas do conhecimento, bem como livros de livre acesso, 320 publicados pela Editora da UFRN (EDUFRN) e 28 publicados pela Secretaria de Educação a Distância (Sedis).

Tecnologia e internet

Foto: Anastácia Vaz – Agecom/UFRN

Com o advento da internet, as bibliotecas do mundo tiveram de se reinventar, transformando o físico para o digital. “No caso da BCZM, ofertamos treinamentos de uso de bases de dados e disponibilizamos a procuração técnico-científica da UFRN em nossos repositórios digitais”, diz Magnólia de Carvalho Andrade, diretora da biblioteca.

Os repositórios são: Biblioteca Digital de Teses e Dissertações, Portal de Periódicos Eletrônicos da UFRN, Repositório Institucional da UFRN, Biblioteca Digital de Monografias e Repositório de Informação Acessível da UFRN, fontes de informações digitais disponíveis para o mundo.

Para saber mais, acesse o site da BCZM.

*Agência de Comunicação(AGECOM) da UFRN.

sexta-feira, 23 de abril de 2021

UFRN lidera como a melhor do RN

Foto: Cícero Oliveira

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) se mantém com o maior Índice Geral de Cursos (IGC) entre as universidades do estado e está na 5ª colocação no Norte e Nordeste do país. Referente ao ano de 2019, os resultados foram divulgados nesta sexta-feira, 23 de abril, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que avaliou critérios relativos ao ensino da graduação e da pós-graduação.

A UFRN saltou da média 3,6732, em 2018, para 3,7228, em 2019, sendo a primeira vez que a instituição ultrapassa o IGC de 3,7, desde 2014. No panorama regional, a Universidade ocupa a 5ª colocação, de um total de 28 instituições do Norte e Nordeste. Já nacionalmente, é considerada a 19ª melhor entre as 63 instituições federais de ensino superior e ocupa o 26° lugar como a melhor universidade brasileira, de um total de 197 instituições públicas e privadas.

O IGC leva em consideração três dimensões, que são as informações da graduação, do mestrado e do doutorado. O procurador institucional e membro da Comissão Própria de Avaliação (CPA) da UFRN, Fabiano do Espírito Santo Gomes, explicou que o resultado teve como base informações de 92 cursos de graduação, 84 de mestrado e 40 de doutorado.

A excelência acadêmica é um dos pilares do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da UFRN e “todo esse resultado é fruto da Política de Melhoria da Qualidade dos Cursos de Graduação e de Pós-Graduação, instituída em 2017 e atualizada em 2020, após uma análise profunda dos indicadores de qualidade dos cursos conduzida pela Comissão Própria de Avaliação”, considera o professor Fabiano Gomes.

Critérios do IGC

O IGC é o indicador que aponta a qualidade da instituição. Em relação aos cursos de graduação, observa-se o resultado do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade); questionário aplicado aos estudantes, onde há perguntas sobre estrutura, organização didático-pedagógica do curso e oportunidades para ampliar a formação; dados sobre os docentes, como proporção de mestres e doutores e regime de trabalho; além do índice de diferença de desempenho, que compara como o aluno estava antes de entrar na graduação, por meio da nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Já sobre a pós-graduação (mestrado e doutorado), o Inep considera os conceitos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

*Ascom-Reitoria da UFRN.