terça-feira, 27 de outubro de 2026

Larissa Rosado se torna a primeira mulher eleita vice-governadora do RN



A eleição de Cadu Xavier (PT) ao Governo do Rio Grande do Norte no último domingo (25), no segundo turno das eleições gerais de 2026, também representou um marco histórico na política do estado. Larissa Rosado (PSB) foi eleita a primeira mulher vice-governadora do RN, além de ter sido a primeira mossoroense a ter êxito na disputa.

Larissa encerrou uma sequência negativa de cinco nomes nascidos em Mossoró que foram candidatos ao cargo de vice-governador: Rosalba Ciarlini em 1994 com Lavoisier Maia; Laíre Rosado e Carlos Augusto Rosado em 2002 com Fernando Freire e Fernando Bezerra, respectivamente, nesta ordem, e; e em 2018 com Tião Couto na chapa com Robinson Faria e Kadu Ciarlini com Carlos Eduardo Alves.

Já em relação a disputa feminina pela vice-governadoria do Rio Grande do Norte, antes da ex-deputada estadual mossoroense, oito nomes haviam disputado a vice-governadoria do Rio Grande do Norte desde 1985.

O nome de Larissa Rosado na chapa governista encabeçada pelo ex-secretário da Fazenda (Sefaz), Carlos Eduardo Xavier, também conhecido como Cadu Xavier ou Cadu de Lula, foi oficializado no dia 20 de julho de 2026. Ela é a atual presidente do Partido Socialista Brasileiro (PSB) no Rio Grande do Norte.

Filha dos ex-deputados Sandra e Laíre Rosado, Larissa é formada em Administração de Empresas e exerceu quatro mandatos de deputada estadual na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. Ela também foi secretária da Agricultura, da Pecuária e da Pesca durante o governo de Wilma de Faria entre 2007 e 2008.

*Com informações da Tribuna do Norte

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Segundo turno no RN: Cadu venceu em 118 municípios; Allyson foi o mais votado em 49 cidades

Foto: reprodução

O governador eleito do Rio Grande do Norte, Cadu de Lula (PT), teve mais votos em 118 das 167 cidades do Rio Grande do Norte, enquanto Allyson Bezerra (União Brasil) venceu em 49, entre elas Natal e Mossoró, os dois principais colégios eleitorais do estado.

Com 100% das urnas apuradas, Cadu recebeu 50,77% dos votos válidos, equivalente a 1.073.024 de votos. Allyson, por sua vez, teve 49,23% que representa 1.040.399 dos votos. O ex-secretário foi considerado matematicamente eleito pelo TSE às 21h08 deste domingo. A diferença estadual foi de 32.625 votos.


O candidato Allyson diminuiu o número de cidades em que venceu em comparação com os municípios onde ele havia tido mais votos no primeiro turno.

No primeiro turno:

Cadu havia vencido em 73 cidades do RN;

Allyson havia vencido em 65 cidades;

Entre os dois turnos, Cadu passou à frente em 31 cidades nas quais Allyson havia liderado na primeira votação. Dos 74 municípios vencidos pelo petista no primeiro turno, apenas Barcelona passou para o adversário no segundo. Nas 28 cidades em que Álvaro Dias (PL) havia sido o mais votado, Cadu e Allyson ficaram com 14 cada.

Em Natal, maior colégio eleitoral do estado, Allyson venceu Cadu com 52,86% dos votos contra 47,14% - 236.592 votos contra 210.971. No primeiro turno, Álvaro havia vencido na capital.

Já em Mossoró, segundo maior colégio eleitoral do estado e cidade onde Allyson foi prefeito por duas vezes, o candidato do União Brasil venceu Cadu com 61,29% dos votos conta 38,71% - um total de 95.118 votos conta 60.085.

Allyson Bezerra também teve mais votos em Parnamirim, com 61,57% contra 38,43% de Cadu de Lula.

Confira as cidades do RN que cada candidato venceu no segundo turno

Cadu de Lula (PT) – 118 municípios

Acari
Afonso Bezerra
Alexandria
Almino Afonso
Alto do Rodrigues
Angicos
Apodi
Areia Branca
Assú
Baía Formosa
Baraúna
Bento Fernandes
Bodó
Brejinho
Caicó
Campo Grande
Campo Redondo
Canguaretama
Caraúbas
Carnaubais
Ceará-Mirim
Cerro Corá
Coronel Ezequiel
Coronel João Pessoa
Cruzeta
Currais Novos
Doutor Severiano
Encanto
Equador
Fernando Pedroza
Florânia
Francisco Dantas
Frutuoso Gomes
Goianinha
Governador Dix-Sept Rosado
Guamaré
Ielmo Marinho
Ipanguaçu
Itajá
Jaçanã
Jandaíra
Janduís
Japi
Jardim de Piranhas
Jardim do Seridó
João Câmara
João Dias
José da Penha
Jucurutu
Jundiá
Lagoa D'Anta
Lagoa de Pedras
Lagoa Salgada
Lagoa de Velhos
Lagoa Nova
Lajes
Lajes Pintadas
Lucrécia
Luís Gomes
Macau
Major Sales
Marcelino Vieira
Martins
Maxaranguape
Montanhas
Nova Cruz
Olho D'Água do Borges
Ouro Branco
Paraú
Parelhas
Patu
Pau dos Ferros
Pedra Grande
Pedra Preta
Pedro Avelino
Pendências
Pilões
Poço Branco
Portalegre
Porto do Mangue
Rafael Fernandes
Rafael Godeiro
Riacho da Cruz
Riacho de Santana
Riachuelo
Rio do Fogo
Rodolfo Fernandes
Santa Cruz
Santa Maria
Santana do Matos
Santana do Seridó
Santo Antônio
São Fernando
São Francisco do Oeste
São João do Sabugi
São José de Mipibu
São José do Campestre
São José do Seridó
São Miguel
São Miguel do Gostoso
São Pedro
São Rafael
São Vicente
Senador Elói de Souza
Senador Georgino Avelino
Serra de São Bento
Serra Negra do Norte
Serrinha dos Pintos
Severiano Melo
Taipu
Tenente Ananias
Tibau do Sul
Timbaúba dos Batistas
Umarizal
Venha-Ver
Vera Cruz
Viçosa
Vila Flor

Allyson Bezerra (União Brasil) – 49 municípios

Água Nova
Antônio Martins
Arez
Barcelona
Boa Saúde
Bom Jesus
Caiçara do Norte
Caiçara do Rio do Vento
Carnaúba dos Dantas
Espírito Santo
Extremoz
Felipe Guerra
Galinhos
Grossos
Ipueira
Itaú
Jardim de Angicos
Macaíba
Messias Targino
Monte Alegre
Monte das Gameleiras
Mossoró
Natal
Nísia Floresta
Paraná
Parazinho
Parnamirim
Passa e Fica
Passagem
Pedro Velho
Pureza
Ruy Barbosa
São Bento do Norte
São Bento do Trairi
São Gonçalo do Amarante
São Paulo do Potengi
São Tomé
Serra Caiada
Serra do Mel
Serrinha
Sítio Novo
Taboleiro Grande
Tangará
Tenente Laurentino Cruz
Tibau
Touros
Triunfo Potiguar
Upanema
Várzea

Veja a votação dos candidatos em cada município clicando no link

*Com informações do G1/RN

Veja também:



Resultado das eleições 2026 no Rio Grande do Norte: veja a votação por cidade no 2º turno


O g1 publicou reportagens mostrando como cada um dos 167 municípios do Rio Grande do Norte votou no 2º turno das Eleições 2026. Os textos trazem a votação da cidade para presidente.

Escolha o município e veja como cada cidade do estado votou. Os números se referem à votação na cidade e não apontam quem foi eleito.

Veja abaixo a lista das cidades:










































































































































































RN tem 61,8 mil eleitores a mais nas urnas no segundo turno; abstenção cai para 16,06%


O Rio Grande do Norte registrou 61.810 eleitores a mais nas urnas no segundo turno das eleições de 2026 em comparação com a primeira votação, realizada em 4 de outubro. Neste domingo 25, o comparecimento na disputa presidencial chegou a 2.232.823 pessoas, o equivalente a 83,94% do eleitorado apto no Estado, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

No primeiro turno, 2.171.013 eleitores haviam comparecido, correspondendo a 81,62% do total. A participação cresceu, portanto, 2,32 pontos percentuais entre as duas etapas da eleição.

Com o aumento do comparecimento, a taxa de abstenção caiu de 18,38% para 16,06%. O número de ausentes passou de 488.812 no primeiro turno para 427.044 no segundo — uma redução de 61.768 pessoas.

Os números consideram a totalização das 8.115 seções eleitorais do Rio Grande do Norte para o cargo de presidente da República. A apuração foi concluída com 100% das seções contabilizadas, conforme atualização do TSE às 21h19 deste domingo.

Votos brancos e nulos também diminuem

Além do crescimento da participação, o segundo turno registrou redução dos votos brancos e nulos na disputa presidencial no RN. Juntas, essas duas categorias somaram 81.818 votos, ante 99.115 na primeira etapa, uma queda de 17.297.

Os votos em branco passaram de 33.172 para 19.939. Em termos proporcionais, recuaram de 1,53% para 0,89% do comparecimento. Já os nulos diminuíram de 65.943 para 61.879, com a taxa passando de 3,04% para 2,77%.

Com isso, os votos válidos — aqueles destinados aos candidatos e utilizados para definir o resultado — aumentaram de 2.071.898 para 2.151.005.

Lula amplia votação no Estado

Na disputa presidencial, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu 1.413.596 votos no Rio Grande do Norte, equivalentes a 65,72% dos válidos. Flávio Bolsonaro (PL) somou 737.409 votos, ou 34,28%. A diferença entre os candidatos foi de 676.187 votos.

Em relação ao primeiro turno, Lula acrescentou 175.633 votos à sua votação no Estado. Na primeira etapa, o petista havia recebido 1.237.963 votos, correspondentes a 59,75% dos válidos.

Flávio também cresceu em números absolutos: passou de 720.493 para 737.409 votos, um acréscimo de 16.916. Sua participação percentual, porém, recuou de 34,77% para 34,28%. A comparação entre os turnos considera que a primeira votação contou com outros candidatos à Presidência.

O eleitorado apto para a disputa presidencial no RN foi de 2.659.867 pessoas no segundo turno. No primeiro, o painel do TSE registrava 2.659.825.



Fonte: AGORA RN

domingo, 25 de outubro de 2026

Cadu Xavier é eleito governador do Rio Grande do Norte


Cadu de Lula (PT) foi eleito governador do Rio Grande do Norte neste domingo (25), ao vencer o segundo turno das eleições contra Allyson Bezerra (União Brasil). Com 100% das seções apuradas, o petista recebeu 1.073.024 votos, o equivalente a 50,77% dos votos válidos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Cadu foi declarado eleito às 21h08. Allyson terminou a disputa com 1.040.399 votos, ou 49,23%. A diferença entre os dois candidatos foi de 32.625 votos. A vice-governadora eleita é Larissa Rosado (PSB).

Ao todo, foram registrados 2.229.510 votos. Desse total, 2.113.423 foram válidos, 35.873 foram brancos (1,61%) e 80.214 foram nulos (3,60%). A abstenção foi de 426.776 eleitores, o equivalente a 16,07%.

 Como foi a disputa

A vitória de Cadu representa uma virada em relação ao primeiro turno, realizado em 4 de outubro. Naquela etapa, Allyson Bezerra ficou em primeiro lugar, com 733.809 votos (36,94%), enquanto Cadu recebeu 718.300 votos (36,16%). A diferença entre os dois era de 15.509 votos a favor do candidato do União Brasil.

No segundo turno, Cadu ultrapassou Allyson e terminou a apuração com 32.625 votos de vantagem. A mudança na margem entre os candidatos foi de 48.134 votos em relação ao resultado do primeiro turno.

A campanha de Cadu teve o apoio da governadora Fátima Bezerra (PT), de quem foi secretário estadual da Fazenda, e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Lula esteve em Natal no dia 10 de outubro e participou de um ato de campanha com o candidato no bairro do Alecrim.

Cadu disputou o segundo turno com Allyson Bezerra, ex-prefeito de Mossoró. No primeiro turno, o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (PL) ficou em terceiro lugar, com 530.580 votos (26,71%), e não avançou para a etapa final. 

Perfil

Carlos Eduardo Xavier, conhecido como Cadu de Lula, tem 48 anos e é natural do Rio de Janeiro. Engenheiro de computação, tem mestrado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e é auditor fiscal estadual desde 2005.

Cadu construiu a carreira na administração pública estadual. Em 2019, durante o primeiro governo de Fátima Bezerra, assumiu a Secretaria Estadual de Tributação. Mais tarde, tornou-se o primeiro titular da Secretaria de Estado da Fazenda, criada a partir da reorganização da estrutura tributária estadual.

Entre 2023 e 2025, presidiu o Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz). Deixou o cargo de secretário em 2026 para disputar o governo do Rio Grande do Norte.

Esta foi a primeira eleição disputada por Cadu para um cargo eletivo. Ele adotou o nome político Cadu de Lula durante a campanha, em referência ao presidente da República.

PT segue no Rio Grande do Norte

A eleição de Cadu mantém o PT no comando do Rio Grande do Norte. O partido governa o estado desde 2019, quando Fátima Bezerra assumiu o primeiro mandato. Ela foi reeleita em 2022 e encerra o segundo mandato em dezembro de 2026.

O resultado também amplia a presença do PT no comando de governos estaduais do Nordeste. Em 2026, Jerônimo Rodrigues, na Bahia, Elmano de Freitas, no Ceará, e Rafael Fonteles, no Piauí, foram reeleitos no primeiro turno.

O Rio Grande do Norte foi o único estado nordestino em que a eleição para governador foi decidida em segundo turno.

Fonte: G1/RN

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Henrique Baltazar toma posse como novo desembargador do TJRN

Foto: TJRN/Divulgação

O magistrado Henrique Baltazar Vilar dos Santos, tomou posse, na tarde desta quinta-feira (22/10), como desembargador do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, pelo critério de antiguidade. A cerimônia contou com a presença de desembargadores, familiares, magistrados, amigos e servidores do Poder Judiciário potiguar. Henrique Baltazar passa a ocupar a vaga aberta com a aposentadoria do desembargador Vivaldo Pinheiro, em outubro de 2025. A posse no Plenário do TJRN está marcada para acontecer na próxima quarta-feira (28/10), às 15h.

A posse do desembargador Henrique Baltazar teve presença das desembargadoras Sandra Elali e Lourdes Azevêdo e dos desembargadores Claudio Santos, Amílcar Maia, Dilermando Mota e Saraiva Sobrinho. Entre os juízes estavam: Artur Cortez, Cícero Macedo, Ricardo Tinôco, Luiz Cândido, Múcio Nobre, Patrício Lobo, Bruno Lacerda, Herval Sampaio, Felipe Barros e Guilherme Pinto, além de secretários do TJRN e advogados.

Novo desembargador

Nascido em 5 de janeiro de 1960, em Campina Grande/PB, Henrique Baltazar Vilar dos Santos tomou posse como juiz de direito em 4 de janeiro de 1985, assumindo a comarca de Santana do Matos. Foi promovido, por merecimento, para a comarca de São Miguel, sendo mais uma vez promovido, por merecimento, para a comarca de Pau dos Ferros.

Na 3ª entrância, além da comarca de Pau dos Ferros, atuou na 2ª Vara da Comarca de Caicó, na Vara Criminal de Caicó e na 1ª Vara de Criminal do Distrito Judiciário da Zona Sul da Comarca de Natal. Em julho de 2010, assume a 12ª Vara Criminal de Natal (renomeada em setembro de 2017 como 17ª Vara Criminal de Natal e depois transformada na 1ª Vara Regional de Execuções Penais).

Desde 2023, Henrique Baltazar é coordenador da 1ª Secretaria Regional de Execução Penal (1ª SEREX). Também atuou como membro titular da 1ª Turma Recursal dos Juizados Especiais do Rio Grande do Norte.

terça-feira, 20 de outubro de 2026

CNJ determina a posse do juiz Henrique Baltazar como desembargador do TJRN



O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou a posse imediata do juiz Henrique Baltazar no cargo de desembargador do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN).

A decisão foi confirmada pelo presidente do Conselho, Edson Fachin, durante a sessão extraordinária realizada nesta terça-feira (20).

Titular da Vara de Execuções Penais de Natal, Baltazar ocupa o primeiro lugar na lista de antiguidade para a vaga aberta com a aposentadoria do desembargador Vivaldo Pinheiro, em outubro de 2025. A escolha passou por questionamentos administrativos, suspensões e decisões do CNJ antes do julgamento desta terça-feira.

Após a decisão, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte terá o prazo de 48 horas para empossar o juiz Henrique Baltazar.

domingo, 18 de outubro de 2026

Morre aos 66 anos Monsenhor Robério Camilo, sacerdote da Arquidiocese de Natal


O monsenhor Robério Camilo da Silva morreu na manhã deste domingo (18), aos 66 anos, em Natal. O sacerdote estava internado na Casa de Saúde São Lucas.

Há cerca de cinco meses, Mons. Robério foi diagnosticado com síndrome mielodisplásica, cuja principal característica, dentre outras, é a produção insuficiente de células sanguíneas. Paralelo à síndrome, Monsenhor Robério também foi acometido de uma inflamação respiratória pulmonar aguda. Nesta semana, foi internado na Casa de Saúde São Lucas, para tratar da inflamação e veio a óbito por uma sepse pulmonar.

Monsenhor Robério Camilo, natural de Poço Branco (RN), nasceu em 10 de dezembro de 1959. Estudou filosofia e teologia, parte no Seminário de São Pedro e também na PUC/RJ, sendo ordenado sacerdote em 15 de agosto de 1987. Mestre em Teologia Bíblica, pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.

Ao longo dos seus 39 anos de sacerdócio, se dedicou, especialmente, às ações sociais da Igreja, através do Serviço de Assistência Rural e Urbana (SAR), Cáritas, Pastoral da Sobriedade, Campanha da Fraternidade, entre outras. No governo pastoral de Dom Matias Patrício de Macedo foi Vigário Geral da Arquidiocese de Natal, e, por décadas, professor do Seminário de São Pedro. Atualmente, era Vigário Episcopal para as instituições sociais, pároco da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Mãe Luiza, em Natal, presidente do Cento Sócio-Pastoral Nossa Senhora da Conceição e coordenador arquidiocesano da Pastoral da Sobriedade.

Barra do Cunhaú, cânions e rendeiras de Ponta Negra viram patrimônios do RN

Barra do Cunhaú — Foto: Reprodução / Instagram

Quatro novos patrimônios naturais e culturais do Rio Grande do Norte foram reconhecidos por leis estaduais publicadas nesta sexta-feira (16) no Diário Oficial do Estado.

As medidas contemplam a região turística de Barra do Cunhaú, em Canguaretama; os Cânions dos Apertados, em Currais Novos; as Rendeiras de Bilros da Vila de Ponta Negra, em Natal; e o Carnaval da Cobra, realizado no povoado Santo Antônio da Cobra, em Parelhas.

As leis foram sancionadas em 15 de outubro e estabelecem que os reconhecimentos entram em vigor na data da publicação. Os textos abrangem paisagens naturais, formações geológicas, saberes artesanais e manifestações populares do estado.

Barra do Cunhaú

A Barra do Cunhaú, localizada no município de Canguaretama, no litoral sul potiguar, foi reconhecida como Patrimônio Natural, Turístico Cultural do Rio Grande do Norte pela Lei nº 12.919. A região é conhecida pelo encontro do rio Curimataú com o Oceano Atlântico, além de praias, bancos de areia e áreas de manguezal.

A pesca e o turismo fazem parte da dinâmica local. Passeios de barco e atividades esportivas aquáticas também atraem visitantes à região.

Cânions dos Apertados


Foto: Reprodução/ Prefeitura de Currais Novos

Os Cânions dos Apertados, em Currais Novos, foram reconhecidos como Patrimônio Natural, Paisagístico, Turístico e Cultural do Rio Grande do Norte pela Lei nº 12.928. A formação geológica fica no leito do rio Picuí e é caracterizada por passagens estreitas entre paredões rochosos.

As rochas foram esculpidas pela ação da água ao longo do tempo. A área também tem relevância para estudos geológicos e ambientais e para o turismo ligado à natureza.

Rendeiras de Bilros da Vila de Ponta Negra
A Lei nº 12.920 reconhece as Rendeiras de Bilros da Vila de Ponta Negra como Patrimônio Cultural Imaterial do Rio Grande do Norte. A renda de bilro é uma técnica artesanal feita com pequenos instrumentos de madeira, chamados bilros, que são movimentados para entrelaçar os fios sobre uma almofada com um desenho de referência.

O ofício é transmitido entre gerações e está ligado à memória e à identidade cultural da comunidade de Ponta Negra. Em junho de 2026, a atividade também recebeu reconhecimento como patrimônio cultural imaterial do município de Natal.

Carnaval da Cobra
Realizado no povoado Santo Antônio, também conhecido como Santo Antônio da Cobra, em Parelhas, o Carnaval da Cobra foi reconhecido como Patrimônio Cultural e Imaterial do Rio Grande do Norte pela Lei nº 12.927.

A festa integra o calendário de eventos populares do município e reúne moradores e visitantes durante o período carnavalesco. A programação já contou com blocos, trios elétricos e atrações musicais, mantendo a folia como parte da vida comunitária local.

*G1/RN

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

O dia em que Natal parou


Pe. José Freitas Campos
Do clero da Arquidiocese de Natal


No início do século XX, em 1905, a capital do Rio Grande do Norte era ainda uma pequena cidade, com aproximadamente 10 mil habitantes. Eclesiasticamente, pertencia à Diocese da Paraíba, sediada em João Pessoa (PB). Natal possuía uma única paróquia, a de Nossa Senhora da Apresentação, criada ainda no período colonial, em 1599, como a freguesia mais setentrional do Brasil.

Havia quase 25 anos, a paróquia era pastoreada pelo padre João Maria Cavalcanti de Brito, que, antes de chegar à capital potiguar, havia exercido seu ministério nas paróquias de Santa Luzia do Sabugi (PB), Acari, Flores — atual Florânia — e Papari, hoje município de Nísia Floresta, no Rio Grande do Norte.


Ao chegar a Natal, fundou o jornal 8 de Setembro, em homenagem à festa litúrgica da Natividade de Nossa Senhora. Empenhou-se na luta pela libertação dos escravizados, manteve diálogo com a Maçonaria e, sobretudo, fez-se próximo dos mais pobres e desamparados, dedicando sua vida ao serviço dos que mais necessitavam de amparo e solidariedade.

Foi justamente no exercício dessa missão de caridade, em meio à epidemia de cólera, que contraiu a doença. Sua trajetória sacerdotal foi marcada por uma entrega generosa e incondicional ao povo de Deus, sem reservas, fazendo da caridade evangélica a expressão mais eloquente de seu ministério.

Na manhã de 16 de outubro de 1905, o padre João Maria fez sua Páscoa definitiva. Ao meio-dia, seu corpo foi trasladado do Alto do Juruá, na atual região de Petrópolis, para a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Apresentação, acompanhado por uma expressiva multidão. O cortejo fúnebre foi marcado por profunda comoção: fiéis, amigos, familiares e admiradores se reuniram para prestar a última homenagem àquele sacerdote que, posteriormente, entraria para a memória religiosa do povo potiguar como “O Anjo da Caridade”.

Às 16 horas, após as celebrações fúnebres, o corpo foi conduzido ao cemitério do bairro do Alecrim, onde recebeu sepultura. Calcula-se que aproximadamente oito mil pessoas tenham comparecido às despedidas, numa manifestação extraordinária de pesar e reconhecimento, sobretudo quando se considera a população de Natal naquele início de século.

Segundo os registros de Pedro Soares de Araújo Filho, publicados na obra Padre João Maria: subsídios para a História (1906), à medida que o cortejo avançava pelas ruas da cidade, o povo, tomado pela dor e pela saudade, exclamava: “Com sufocada saudade e dor, morreu o nosso bom vigário. Acabou-se a nossa proteção e amparo.”

Entre homenagens, preces, lágrimas e despedidas, Natal sepultava não apenas um sacerdote, mas também um homem que fizera da própria existência um testemunho de amor ao próximo. Naquele 16 de outubro de 1905, a cidade parecia deter o seu ritmo para chorar a partida de seu vigário, cuja memória permaneceria viva na devoção popular e na história da Igreja norte-rio-grandense.

Natal chorou a morte do padre João Maria; o tempo, porém, não apagou a lembrança de sua caridade.

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Câmara de Natal aprova regra que permite a vereador assumir mandato estadual ou federal sem renunciar

Câmara de Natal aprova emenda que permite a vereadores assumir mandatos estaduais ou federais temporariamente sem renunciar à vaga municipal. Foto: Francisco de Assis/CMNAT

A Câmara Municipal de Natal aprovou por unanimidade, nesta quarta-feira (14), uma emenda à Lei Orgânica que permite a vereadores assumir temporariamente mandatos estaduais ou federais sem renunciar à cadeira no Legislativo municipal. A medida assegura o direito de retorno ao cargo nas situações previstas no texto aprovado.

A proposta contempla vereadores convocados para substituir parlamentares durante afastamentos ou licenças e casos de posse em mandato estadual ou federal por determinação judicial. Com a aprovação definitiva, a emenda seguirá para promulgação pela Mesa Diretora da Câmara, sem necessidade de sanção do prefeito Paulinho Freire (União).

O Projeto de Emenda à Lei Orgânica nº 1/2023 foi apresentado em junho de 2023 pela então vereadora Nina Souza (PL), atualmente deputada federal eleita. A matéria havia sido aprovada em primeiro turno em setembro daquele ano e acrescenta dois incisos e um parágrafo ao artigo 27 da Lei Orgânica de Natal, que estabelece situações relacionadas à manutenção do mandato de vereador.

O que muda com a nova regra?
Uma das alterações permite que o vereador convocado, na condição de suplente, para exercer mandato público eletivo estadual ou federal mantenha sua vaga na Câmara Municipal durante o período de substituição.

O texto prevê a preservação do mandato para o vereador “que assumir, na condição de suplente, cargo ou mandato público eletivo estadual ou federal, pelo tempo que durar o afastamento ou a licença do titular”.

Na prática, a regra possibilita que o parlamentar municipal assuma temporariamente a função de deputado estadual, deputado federal ou senador e retorne à Câmara de Natal quando terminar o afastamento ou a licença do titular substituído.

A segunda hipótese trata da posse em mandato estadual ou federal por determinação judicial. Nesse caso, a emenda estabelece a manutenção do mandato municipal “enquanto não houver o trânsito em julgado da ação originária ou o fim da Legislatura”.

Para as duas situações, a proposta determina: “É garantido ao Vereador o direito à recondução ao seu cargo nos casos previstos nos incisos III e IV”.

Por que a proposta foi apresentada?
Ao defender a mudança em 2023, Nina Souza argumentou que a legislação municipal deveria permitir que vereadores assumissem temporariamente mandatos de deputados sem precisar renunciar à vaga na Câmara de Natal.

“Com essa alteração na Lei Orgânica, eles poderiam ir e voltar ao término da licença”, afirmou a vereadora na época.

A discussão envolvia quatro integrantes da Câmara Municipal que haviam ficado na suplência nas eleições de 2022. Camila Araújo e Milklei Leite eram suplentes de deputado federal, enquanto Robson Carvalho e Júlia Arruda estavam na suplência para deputado estadual. Naquele momento, os nomes foram citados como possíveis beneficiários da alteração.

“Nesses casos, caso algum deputado adoeça ou tire licença particular, os vereadores não podem assumir interinamente, pois têm que renunciar. Com essa alteração na Lei Orgânica, eles poderiam ir e voltar ao término da licença”, destacou Nina Souza, na época da polêmica.

Fonte: O Poti

terça-feira, 13 de outubro de 2026

Justiça Eleitoral suspende afastamento do vereador Cabo Deyvison



A Justiça Eleitoral suspendeu os efeitos da decisão que determinou a perda do mandato do vereador Cabo Deyvison (PL), de Mossoró, na região Oeste do Rio Grande do Norte. A Câmara Municipal informou que foi intimada da nova decisão nesta terça-feira (13) e que vai adotar as medidas necessárias para restabelecer o parlamentar no cargo.

A decisão foi proferida pelo desembargador eleitoral Eduardo Bezerra de Medeiros Pinheiro, do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN), durante a análise de um pedido de urgência apresentado pela defesa do vereador e pelo diretório municipal do PL.

O magistrado determinou a suspensão dos efeitos do acórdão que havia decretado a perda do mandato até o julgamento dos embargos de declaração e a publicação da decisão correspondente. A medida também suspende os efeitos dos atos administrativos decorrentes do julgamento anterior

Na decisão, o desembargador considerou que a questão processual apresentada pela defesa é “potencialmente capaz de alterar o resultado do julgamento”.

A Câmara Municipal informou que a nova decisão suspendeu os efeitos dos atos que haviam declarado a extinção do mandato de Cabo Deyvison e convocado o suplente do MDB para assumir a vaga.

Segundo a Casa Legislativa, serão publicados os atos necessários para garantir o retorno do vereador ao exercício do cargo.

Cabo Deyvison foi eleito vereador de Mossoró em 2024, pelo MDB, com 1.766 votos. Em abril de 2026, ele deixou o MDB e se filiou ao PL, partido pelo qual foi candidato a deputado federal nas eleições deste ano. Cabo Deyvison obteve 100 mil votos, mas não se elegeu.

O MDB Nacional ingressou na Justiça Eleitoral com uma ação para pedir a perda do mandato, sob o argumento de que a mudança de partido ocorreu sem justa causa.

Neste mês de outubro, o TRE-RN decidiu, por unanimidade, decretar a perda do mandato do vereador. Na avaliação do tribunal, a mudança de alianças e de alinhamento político do MDB no âmbito municipal não configurou alteração substancial do programa partidário que justificasse a desfiliação sem a perda do cargo.

Após o julgamento, o tribunal determinou a comunicação da decisão à Presidência da Câmara Municipal de Mossoró para que o suplente do MDB assumisse a vaga. Com a nova decisão da Justiça Eleitoral, os efeitos desses atos foram suspensos.

O que diz a defesa

Após a decisão que determinou a perda do mandato, a defesa de Cabo Deyvison informou que respeitava o julgamento do TRE-RN, mas discordava dos fundamentos adotados pelos magistrados.

Em nota, os advogados afirmaram que havia questões jurídicas relevantes a serem analisadas pelas instâncias competentes, inclusive de natureza processual, e que apresentariam os recursos cabíveis para tentar reverter a decisão.

A defesa também declarou que o vereador seguiria exercendo o direito de defesa com serenidade, confiança nas instituições e respeito ao devido processo legal.

A suspensão dos efeitos da cassação ocorreu durante a tramitação dos embargos de declaração apresentados no processo. A decisão divulgada pela Câmara nesta terça-feira não corresponde, por si só, a um julgamento definitivo do caso.

Fonte: G1/RN

Ex-prefeito interino da cidade de Pedro Velho(RN) morre aos 41 anos



Faleceu na noite desta segunda-feira(12), o ex-vereador e ex-prefeito interino da cidade de Pedro Velho, Edson da Silva Santos Galvão, aos 41 anos.

Segundo informações, Edson enfrentava problemas de saúde, porém a causa oficial da morte não foi confirmada.

No último dia 20 de setembro, ele se envolveu em um acidente de trânsito em uma rodovia federal na Paraíba, do qual saiu sem ferimentos. Não há indicação de relação entre o acidente e seu falecimento.

Também conhecido como "Edson Assessoria" entrou oficialmente para a vida pública nas eleições de 2020, elegendo-se vereador pelo DEM (atual União Brasil), obtendo 274 votos.

Em outubro de 2022, Edson assumiu a prefeitura de Pedro Velho interinamente durante a saída temporária da então prefeita Edna Lemos. Ele ficou no cargo até o início de novembro daquele ano, retornando posteriormente ao mandato de vereador.