quarta-feira, 27 de maio de 2026

Lei reconhece legado de Titina Medeiros como patrimônio cultural do RN



O Governo do Rio Grande do Norte sancionou a Lei nº 12.746, que reconhece como patrimônio cultural e artístico do Estado a vida e a obra da atriz potiguar Titina Medeiros. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) desta quarta-feira (27).

A legislação reconhece oficialmente a trajetória e a contribuição artística da atriz para a cultura do Rio Grande do Norte. A lei foi sancionada pela governadora Fátima Bezerra e o projeto foi uma proposta da deputada Divaneide Basílio.

Titina Medeiros morreu no dia 11 de janeiro deste ano, aos 48 anos, em decorrência de um câncer de pâncreas.

Nascida em Currais Novos em setembro de 1977, mas criada em Acari, na região Seridó potiguar, Titina construiu trajetória de mais de três décadas dedicada ao teatro, à televisão, ao cinema e à produção cultural. O reconhecimento oficial destaca a contribuição da artista para as artes cênicas e para o audiovisual brasileiro, com ênfase na valorização da identidade potiguar e nordestina.

Iniciou a carreira artística no começo da década de 1990 e participou de diversos espetáculos teatrais antes de atuar em produções da TV Globo.

Na televisão, esteve em novelas como  “Cheias de Charme”, Geração Brasil, A Lei do Amor, Onde Nascem os Fortes e Mar do Sertão. O último trabalho na TV foi em No Rancho Fundo, exibida em 2024, no papel de Nivalda.


OUTRAS HOMENAGENS

Em Acari, o Governo do Estado inaugurou, em 17 de abril, o Memorial Titina Medeiros – Território de Encantamentos, instalado na Casa de Cultura Popular Palácio Titina Medeiros. O espaço reúne figurinos, fotografias, objetos pessoais e instalações relacionadas à carreira da atriz. A criação do memorial foi realizada pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult/RN) e pela Fundação José Augusto (FJA). Durante a inauguração, o presidente da FJA, Gilson Matias, afirmou que o espaço busca preservar o pensamento coletivo defendido pela artista.

“Este memorial fortalece a resistência cultural e o pensamento coletivo que Titina sempre defendeu. Ela saiu de Acari, mas nunca deixou de puxar artistas potiguares para construir coletivamente. Este espaço não é apenas figurativo, mas vivo, para inspirar cada pessoa que o visite e tenha nela um exemplo”, declarou. O espaço expositivo foi concebido pelo cenógrafo e diretor teatral João Marcelino, com curadoria de Arlindo Bezerra, César Ferrario e do próprio Marcelino. A exposição foi organizada em três eixos: “Arquiteturas das Personagens”, “Portais da Memória” e “Anjo da Coroação”.

Também foi instalada no local uma escultura em metal. Outra homenagem ocorreu em Natal, no Teatro Sesc Sandoval Wanderley.

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