Espaço destinado aos Museus do Estado do Rio Grande do Norte.
Museus
Museu do Índio Luiza Cantofa
sábado, 6 de agosto de 2016
Museu do Índio Luiza Cantofa - 1º Museu Indígena do RN
Primeiro Museu Indígena do Rio Grande do Norte
Sobre o Museu do Índio Luiza Cantofa
O Museu do Índio Luíza Cantofa é o Primeiro Museu Indígena do Estado do Rio Grande do Norte. Fica localizado na Rua Antonio Lopes Filho, nº 105, na cidade de Apodi/RN, na mesorregião Oeste Potiguar.
O Museu tem dentre os seus principais objetivos, resgatar a cultura indígena de Apodi, abrigando em seu acervo peças e artefatos feitos pelos Tapuias Paiacus, primeiros habitantes das terras apodienses.
Atualmente, funciona provisoriamente na casa da pesquisadora apodiense Lucia Maria Tavares, que é a Presidente do Centro Histórico-Cultural Tapuias Paiacus da Lagoa do Apodi(CHCTPLA), entidade mantenedora do Museu Luíza Cantofa.
Atualmente, funciona provisoriamente na casa da pesquisadora apodiense Lucia Maria Tavares, que é a Presidente do Centro Histórico-Cultural Tapuias Paiacus da Lagoa do Apodi(CHCTPLA), entidade mantenedora do Museu Luíza Cantofa.
"Somos os primeiros habitantes do Brasil, somos os primeiros do Rio Grande do Norte, somos os primeiros de Apodi e somos os senhores natos do continente da America". Lucia Maria Tavares - Presidente do CHCTPLA
O Museu é uma homenagem a apodiense Luiza Cantofa, guerreira indígena que foi brutalmente assassinada na cidade de Portalegre/RN, no dia 03 de novembro de 1825.
Visite a página do Museu no facebook clicando aqui
Sobre a índia Luiza Cantofa
Foi uma guerreira indígena natural de Apodi/RN, pertencente à tribo dos índios Tapuias Paiacus.
A notícia da existência de Cantofa na serra de Portalegre se espalhou e o povo foi à procura de Cantofa. Debaixo de um frondoso cajueiro, dormia ela a sesta quando foi despertada pelo povo. Abrindo um pequeno oratório, ajoelhou-se aos pés do Cristo Crucificado e começou a rezar o ofício de Nossa Senhora. Jandy, banhada em lágrimas, pedia perdão ao povo, perdão para sua querida avó. Um dos algozes vendo o pranto de Jandy e as rezas da velha cabocla diminuíam a satisfação do seu extinto sanguinário, aproximou-se dela e quando a velha rezava a coluna: “Deus vos salves relógio, que andando atrasado serviu de sinal…”. Cravou o punhal no peito da anciã que caiu fulminada e levada em sangue. Jandy caiu desmaiada aos pés da sua avó. No dia seguinte, Cantofa foi sepultada no mesmo lugar onde foi assassinada. Jandy não mais foi encontrada e não se sabe o seu destino.
Segundo a tradição popular, o local da morte de Luíza Cantofa corresponde àquele local onde hoje existe a chamada Fonte da Bica distante cerca de 400 metros do centro da cidade de Portalegre. Afirma a tradição popular que, durante muitos anos, o lugar do falecimento da velha Luíza Cantofa ficou mal-assombrado. Algumas pessoas que dali se aproximavam, ouviam claramente uma voz a rezar o Ofício de Nossa Senhora.
Luiza Cantofa é patrona de uma pequena rua, localizada no Bairro IPE, bairro que dá acesso à entrada da cidade.
Sobre o Centro Historico-Cultural Tapuias Paiacus da Lagoa do Apodi(CHCTPLA)
Seus principais objetivos são:
- Resgatar e preservar a Cultura étnica indígena da Nação Tarairiú, especificamente, dos Tapuias Paiacus, considerando-os estes, um coexistente marco histórico na formação e fundação do município de Apodi – RN.
- Promover e apoiar ações que contribuam para o resgate, divulgação e valorização da arte e da Cultura indígena.
- Estimular a parceria, o diálogo local e solidariedade entre os diferentes segmentos sociais, participando junto a outras entidades de atividades que visem interesses comuns.
- Contribuir para a ampliação, difusão e disseminação do conhecimento sobre a história, Cultura e Arte indígena.
-Apoiar, bem como promover ações sustentáveis que contribuam para a preservação ambiental, de modo especial, da Lagoa do Apodi, tendo em vista, a sua contribuição histórica para o surgimento da cidade, uma vez que suas margens serviram de espaço para a realização de atividades como: plantação, pescaria, dentre outras pelos referidos nativos.
Para acessar a página do CHCTPLA, clique aqui
Abaixo algumas fotos do Museu:
Centro Histórico-Cultural Tapuias Paiacus da Lagoa do Apodi e Museu do Índio Luiza Cantofa, ambos funcionam provisoriamente no mesmo espaço.
CHCTPLA e Museu Luíza Cantofa
Museu do Índio Luiza Cantofa
Interior do Museu
Peças indígenas
Artefatos e peças líticas
Para visitar o Museu do Índio Luíza Cantofa, agende a sua visita com a pesquisadora Lúcia Maria Tavares, através do seguinte número: 84 - 9 9914-2282
quarta-feira, 3 de agosto de 2016
Cap. Severino Raul Gadelha, o 1° Prefeito de São Paulo do Potengi
CAPITÃO SEVERINO RAUL GADELHA foi nomeado como sendo o Primeiro Prefeito de São Paulo do Potengi (município que foi emancipado de Macaiba/RN no dia 30 de dezembro de 1943, e instalado no ano de 1944).
Severino foi prefeito de São Paulo do Potengi/RN entre janeiro de 1944 à fevereiro de 1945, quando passou o cargo para Francisco Cabral da Silva (Primeiro Prefeito Constitucional da cidade).
domingo, 3 de julho de 2016
Região Potengi: Conheça a História de São Pedro/RN
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| Pontos conhecidos de São Pedro/RN: |
O Blog Fatos do RN resolveu trazer as histórias das cidades que fazem parte da Região do Potengi. O objetivo principal dessas matérias, é facilitar a pesquisa para os estudantes e também para a sociedade civil.
A História de São Pedro/RN
No início do século XX já existia à margem esquerda do rio Potengi o povoado de Pedra Branca. Ali havia um comércio regular, constituído de casas comerciais, com sua feira semanal. Havia ainda: capela, cemitério e escola.
Com o desentendimento entre o Sr. Antônio Guedes de Mesquita, que morava em Pedra Branca, e o Sr. Francisco Cúrsio Marinho, de Macaíba, mas com influência social destacada na região, houve a idéia da fundação de uma povoação do outro lado do rio.
A partir de 1927 começaram as construções de casa comerciais, capela, escola e demais instituições que viriam a transformarem-se na cidade de São Pedro.
As terras que, até 1943, integravam os municípios de Macaíba, pela margem direita do rio Potengi, e de São Gonçalo, pela margem esquerda, passaram a constituir o território de São Paulo do Potengi naquele ano, e só em 11 de maio de 1962, passaram a compor o nosso município.
Apesar das tentativas anteriores, foi o projeto de Lei do Deputado Aluizio Bezerra, apresentado ao plenário da Assembléia Estadual no dia 25 de abril de 1962, que deu origem ao processo nº 060/62, criando assim, o município de São Pedro.
Dentre as pessoas que cooperaram com o processo de criação do município, quatro são considerados seus fundadores: Francisco Cúrcio Marinho – idealizador do ato deu o primeiro grande passo; Francisco Cabral da Silva – incentivador e construtor. Deram apoio moral e financeiro: Manoel Félix de Lima – doador do terreno e Júlio Ferreira de Souza (comerciante).
sábado, 2 de julho de 2016
Região Potengi: Conheça a História de Ielmo Marinho/RN
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| Pontos conhecidos de Ielmo Marinho/RN: |
O Blog Fatos do RN resolveu trazer as histórias das cidades que fazem parte da Região do Potengi. O objetivo principal dessas matérias, é facilitar a pesquisa para os estudantes e também para a sociedade civil.
A História de Ielmo Marinho/RN
Ao longo de sua história, o povoado de Poço Limpo fez parte de vários municípios tais como Natal, Macaíba, São Gonçalo do Amarante e São Paulo do Potengi, onde sua emancipação se deu por meio da lei nº 2.909 de 27 de agosto de 1963, onde desmembrou de São Paulo do Potengi e passou a se chamar de Ielmo Marinho.
A decisão de escolher o nome Ielmo Marinho, vem a ser uma homenagem a um ilustre filho da terra, muito querido na localidade, que durante muitos anos dedicou-se á comunidade. O nome do município foi proposto pelo deputado Manoel Gurgel, em homenagem a um jovem líder desaparecido aos 25 anos. Sofrendo de doença incurável, desde os oito anos, Ielmo Marinho de Queiroz, percorria a cavalo o território, desenvolvendo invejável campanha no plano assistencial.
Segundo o censo de 2010 do IBGE, Ielmo Marinho tem uma população total residente de 12.171 habitantes, dos quais 6.276 são do sexo masculino e 5.895 do sexo feminino, sendo que 1.545 vivem na área urbana e 10.626 na área rural. Sua taxa de urbanização é de 12,7%, o que classifica Ielmo Marinho como um dos municípios menos urbanizado do estado.
A densidade demográfica é de 39,01 hab/km². Possui 3.349 domicílios permanentes. Sua população residente de cor branca é de 2.975 pessoas; 202 de cor preta; 63 de cor amarela; e 8.931 de cor parda, e desse total 8.027 são alfabetizadas.
O município tem uma extensão de 313 km², está localizada na mesorregião do agreste Potiguar e na microrregião agreste potiguar, limitando-se com os municípios de Bento Fernandes, Taipu, Ceará-Mirim, São Pedro, Macaíba, São Gonçalo do Amarante e Santa Maria. Sua distância em relação a capital é de 48 km e seu acesso à sede do município é realizado pela RN 064 que interliga com a BR406 e a IEM 030, que liga com a BR 304, dando acesso a municípios do estado.
O catolicismo é a religião predominante na região, existindo ainda o protestantismo em suas várias ramificações e adeptos de cultos africanos. O padroeiro é São Raimundo, e sua festa acontece no dia 31 de agosto. Além da Matriz, existem várias capelas espalhadas no interior do município
sexta-feira, 1 de julho de 2016
Região Potengi: Conheça a História de Bom Jesus/RN
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| Pontos conhecidos de Bom Jesus/RN: |
O Blog Fatos do RN resolveu trazer as histórias das cidades que fazem parte da Região do Potengi. O objetivo principal dessas matérias, é facilitar a pesquisa para os estudantes e também para a sociedade civil.
A História de Bom Jesus/RN
O Povoamento de Bom Jesus teve sua origem ás margens da Lagoa de Panelas, situada nas terras de Capoeira; segundo Câmara Cascudo, pertencente ao Padre Antonio Vieira, também proprietário das terras de Anta Esfolada, hoje, Nova Cruz.
O inicio da povoação se deu com a chegada de um caboclo chamado Cornélio Tavares e sua Família, que se instalaram ás margens da Lagoa, para fabricação de panelas de barro e outros utensílios; que comercializavam ali mesmo. Por isso a denominação da Lagoa de Panelas, originando posteriormente o povoado das Panelas.
O Povoado cresceu e recebeu o nome de Bom Jesus, por sugestão do Frei Damião de Bozzano, bem como, pertenceu a outros municípios como, Macaiba e Senador Eloi de Souza, conhecido na época como Caiada de Baixo, sendo desmembrado de Caiada em 11 de Maio de 1962. Pelo Decreto-Lei de Nº 2.794 que criou o novo município.
quinta-feira, 30 de junho de 2016
Região Potengi: Conheça a História de São Tomé/RN
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| Pontos conhecidos de São Tomé: |
O Blog Fatos do RN resolveu trazer as histórias das cidades que fazem parte da Região do Potengi. O objetivo principal dessas matérias, é facilitar a pesquisa para os estudantes e também para a sociedade civil.
A História de São Tomé/RN
Com o território dividido em sesmarias, Francisco Diniz da Penha, requereu e obteve em 10 de janeiro de 1736, a Carta de Data e sesmarias do Pica-Pau. De posse da Data, Francisco Diniz edificou uma fazenda de gado, construiu as primeiras casas, estabeleceu as primeiras culturas e permaneceu em atividade ao longo do tempo, mesmo tendo sua área reduzida.
A povoação da região começou a acontecer de maneira esparsa, com várias prosperidade sendo instaladas. Um dos importantes proprietários da região foi José da Costa Vilarinho, que nos idos de 1758, possuía grande faixa de terra compreendida entre a Data Pica-Pau e a Pedra Preta, situadas nas proximidades do rio Potengi. Mas o povoamento propriamente dito começou a existir a partir da Fazenda Barra, inicialmente pertencente ao Coronel Francisco de Araújo Correia. Mesmo dividida, no ano de 1870, e suas terras dispersas entre muitos donos, a Fazenda Barra veio a dar origem ao povoado de São Tomé.
Por volta de 1890, a localidade tinha uma casa comercial pertencente a Tomás de Moura Barbosa, chamada Bodega. Em torno da Bodega de seu Tomás, foram construídas várias moradias e o povoado começou a tomar forma, aglutinando novas famílias interessadas no trabalho agrícola, na mobilização em torno do algodão e nas boas condições que o lugar oferecia para a criação de gado.
Com o crescimento do povoado, os irmãos Inácio Bezerra de Melo e Francisco Antônio de Melo construíram uma capela a Nossa Senhora da Conceição, entre os anos de 1894 e 1896. Em 1922, São Tomé tinha escola, serviços públicos e seu centro populacional já contavam com três ruas e muitas casas, devidamente enfileiradas.
O município de São Tomé foi criado pela Lei estadual nº 698, de 29 de outubro de 1928, desmembrado de Lajes, Macaíba, Santa Cruz e Currais Novos.
Origem do Nome:
Diz uma das versões sobre o topônimo São Tomé, dado ao nosso Município, não se deve a homenagens ao apóstolo TOMÉ, mas a partir de um gesto de solidariedade.
Segundo essa versão, um viajante teria chegado à casa de um morador da Região, faminto e muito cansado. O Dono da casa, mesmo só tendo um pouco de mel de abelha em uma garrafa, não hesitou em dividí-lo com o viajante. Aceitando aquela dádiva. O viajante fez dela uma “GARAPA” e bebeu. Reconfortado, suspirou e disse “SANTO MÉ”, daí surgiu o nome de São Tomé
Gentílico: são-tomeense
Formação Administrativa:
Elevado à categoria de município com a denominação de São Tomé, pela lei estadual nº 698, de 29-10-1928, desmembrados dos municípios de Santa Cruz, Currais Novos, Lages, São Gonçalo e Macaíba. Sede no atual distrito de São Tomé. Constituído do distrito sede.
Instalado em 01-01-1929. Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937. Pelo decerto estadual nº 603, de 31-12-1938, é criado o distrito de Barcelona e anexado ao município de São Tomé. No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de dois
distritos: São Tomé e Barcelona.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1955. Pela lei estadual nº 2331, de 17-12-1958, desmembra do município de São Tomé o distrito de Barcelona. Elevado à categoria de município. Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.
quarta-feira, 29 de junho de 2016
Região Potengi: Conheça a História de Ruy Barbosa
O Blog Tudo de São Paulo do Potengi resolveu trazer as histórias das cidades que fazem parte da Região do Potengi. O objetivo principal dessas matérias, é facilitar a pesquisa para os estudantes e também para a sociedade civil.
A História de Ruy Barbosa/RN
Tudo começou com a fundação de uma propriedade situada às margens do riacho Olhod′água, que nasce nas serras da Formiga e do Pião e despeja suas águas na barra do chamado Potengi-Pequeno. Alí nasceu uma povoação que vivia, especialmente, do cultivo da terra.
A propriedade rural se consolidou através do desenvolvimento agrícola e ao seu redor surgiram moradias que formaram um núcleo populacional e alguns anos depois, nos idos de 1876, um dos pioneiros da região o agricultor Francisco Pedro, tinha seu nome vinculado aquela propriedade que passou a se chamar Olho d′água de Francisco Pedro. O seu sucessor, o lavrador Manuel Rodrigues Santiago, ao tomar posse da terra, empenhou-se com grande desenvoltura pelo crescimento da localidade.
O povoado continuou se desenvolvendo e em 1906, foi construída a capela em homenagem a São Sebastião.
Formação Administrativa:
Elevado à categoria de município com a denominação de Ruy Barbosa ex-povoado, pela lei estadual nº 2766, de 09-05-1962, desmembrado de Barcelona. Sede no atual distrito de Ruy Barbosa. Constituído do distrito sede. Instalado em 10-06-1962.
Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.
terça-feira, 28 de junho de 2016
Região Potengi: Conheça a História de Barcelona/RN
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| Pontos conhecidos de Barcelona/RN |
O Blog Fatos do RN resolveu trazer as histórias das cidades que fazem parte da Região do Potengi. O objetivo principal dessas matérias, é facilitar a pesquisa para os estudantes e também para a sociedade civil.
A História de Barcelona/RN
A região onde hoje se situa o município de Barcelona foi colonizada no início do século XIX por sertanejos vindos do Seridó, bem como de outras regiões do Rio Grande do Norte e da Paraíba. Segundo o historiador Câmara Cascudo, a primeira casa do "Salgado", nome pelo qual a região era conhecida, foi construída pelo Sr. José Maria do Nascimento, natural de Bodó em Cerro-Corá/RN, que ao lado de dois irmãos foram os primeiros proprietários de terras. A fazenda Salgado já era conhecida em 1864.
Salgado, primeiro nome pelo qual Barcelona ficou conhecida, se deve ao alto teor de salinidade dos terrenos do município.
A padroeira da cidade é Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, cujo dia é comemorado em 2 de agosto, data em que chegou ao pequeno povoado a imagem da santa trazida pelo filho do fundador do lugar, José Maria do Nascimento. A escolha foi feita em 1918 por indicação do Padre Cícero em Juazeiro. Foi dele também a sugestão sobre qual deveria ser o dia da feira semanal, isto é, segunda-feira.
Em 1929 o prefeito de São Tomé, município do qual Barcelona fazia parte, mudou o nome do povoado de Salgado para Barcelona. O Nome Barcelona provém de um seringal localizado na Amazônia, onde o então prefeito havia trabalhado.
O mercado público da cidade foi construído em 1931. No dia 21 de março de 2001 ele foi demolido e em seu lugar foi construído um novo mercado, recebendo o novo prédio o nome de Edifício José Edgar Gomes Barreto, em homenagem a um ilustre munícipe. Já o cemitério da cidade foi edificado em 1927.
No ano de 1938 Barcelona foi elevada à categoria de vila, através do decreto nº 603 assinado pelo interventor federal Rafael Fernandes Gurjão.
No dia 29 de abril de 1958 o deputado José Clementino Bessa apresentou no plenário da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Norte um projeto de lei propondo a criação do município de Barcelona. Transformado no processo de nº 137/58, o projeto percorreu todos os tramites legais até ser aprovado no final do período legislativo daquele ano.
O município foi emancipado de São Tomé através da Lei nº 2.331, de 17 de dezembro de 1958(Diário Oficial do Estado de 28.12.1958) assinada pelo então governador do Rio Grande do Norte, Dinarte de Medeiros Mariz.
A instalação do município de Barcelona ocorreu na Escola estadual Professor Tertuliano Pinheiro Filho (Antigo Grupo Escolar), no dia 1º de janeiro de 1959, de acordo com o artigo 3º da referida lei nº 2.331 de 17/12/1958, tendo sido escolhido Teófilo Lopes como o primeiro prefeito municipal, nomeado para o cargo de 02 anos.
Na ocasião da instalação do município estiveram presentes, no local acima citado, pessoas ilustres do povoado, tais como: Sinésio Marques da Silva (que viria a ser Prefeito de Barcelona por duas vezes). Francisco Marques da Silva, Rainel Pereira de Araújo, Severino Lopes, Ivanaldo Lopes, Pedro de Azevedo Maia (grande proprietário de terras e comerciante local), Pedro Lopes, Nedil O. Lima, Waldir Lopes, Selva Capistrano Lopes da Silva (Esposa de Dr. Onofre Lopes da Silva), José Edgar Gomes Barreto (Dentista prático e fotógrafo local), Theófilo Osvaldo da Rocha, João Marques da Silva, Renato Rocha (que seria vereador e avô do atual vice-prefeito de Barcelona), José Severino do Nascimento, Francisco Gomes Barreto, e Dr. Onofre Lopes da Silva (Um dos fundadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e irmão de Teófilo Lopes - primeiro prefeito do município).
No âmbito cultural o Município de Barcelona se destaca por possuir uma das maiores agremiações juninas do Estado do Rio Grande do Norte: A Quadrilha Junina Sertão Alegre. Uma quadrilha que preserva os traços tradicionais, mas que inseriu o estilo inovador nos concursos e festivais de quadrilhas juninas do RN, rebuscando a maneira de dançar e vestir de seus componentes. Campeã diversas vezes nos festivais das cidades de Currais Novos/RN, Santa Cruz/RN, Tangará/RN, Sítio Novo/RN, Serra Caiada/RN e muitos outros, sendo também escolhida a 2ª Melhor Quadrilha Junina do RN no concurso do Mossoró Cidade Junina, na Cidade de Mossoró/RN. A pluviosidade média aferida no município, segundo o IDEMA é de 578,4 mm.
Ainda de acordo com o IDEMA, o solo da região é do tipo planossolo solódico. O solo tem aptidão regular para pastagem plantada para culturas especiais de ciclo longo (algodão arbóreo, sisal, caju e coco). Pequena faixa de terra indicada para preservação da flora e fauna.
segunda-feira, 27 de junho de 2016
Região Potengi: Conheça a História de Barcelona/RN
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| Pontos conhecidos de Barcelona/RN |
O Blog Fatos do RN resolveu trazer as histórias das cidades que fazem parte da Região do Potengi. O objetivo principal dessas matérias, é facilitar a pesquisa para os estudantes e também para a sociedade civil.
A História de Barcelona/RN
A região onde hoje se situa o município de Barcelona foi colonizada no início do século XIX por sertanejos vindos do Seridó, bem como de outras regiões do Rio Grande do Norte e da Paraíba. Segundo o historiador Câmara Cascudo, a primeira casa do "Salgado", nome pelo qual a região era conhecida, foi construída pelo Sr. José Maria do Nascimento, natural de Bodó em Cerro-Corá/RN, que ao lado de dois irmãos foram os primeiros proprietários de terras. A fazenda Salgado já era conhecida em 1864.
Salgado, primeiro nome pelo qual Barcelona ficou conhecida, se deve ao alto teor de salinidade dos terrenos do município.
A padroeira da cidade é Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, cujo dia é comemorado em 2 de agosto, data em que chegou ao pequeno povoado a imagem da santa trazida pelo filho do fundador do lugar, José Maria do Nascimento. A escolha foi feita em 1918 por indicação do Padre Cícero em Juazeiro. Foi dele também a sugestão sobre qual deveria ser o dia da feira semanal, isto é, segunda-feira.
Em 1929 o prefeito de São Tomé, município do qual Barcelona fazia parte, mudou o nome do povoado de Salgado para Barcelona. O Nome Barcelona provém de um seringal localizado na Amazônia, onde o então prefeito havia trabalhado.
O mercado público da cidade foi construído em 1931. No dia 21 de março de 2001 ele foi demolido e em seu lugar foi construído um novo mercado, recebendo o novo prédio o nome de Edifício José Edgar Gomes Barreto, em homenagem a um ilustre munícipe. Já o cemitério da cidade foi edificado em 1927.
No ano de 1938 Barcelona foi elevada à categoria de vila, através do decreto nº 603 assinado pelo interventor federal Rafael Fernandes Gurjão.
No dia 29 de abril de 1958 o deputado José Clementino Bessa apresentou no plenário da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Norte um projeto de lei propondo a criação do município de Barcelona. Transformado no processo de nº 137/58, o projeto percorreu todos os tramites legais até ser aprovado no final do período legislativo daquele ano.
O município foi emancipado de São Tomé através da Lei nº 2.331, de 17 de dezembro de 1958(Diário Oficial do Estado de 28.12.1958) assinada pelo então governador do Rio Grande do Norte, Dinarte de Medeiros Mariz.
A instalação do município de Barcelona ocorreu na Escola estadual Professor Tertuliano Pinheiro Filho (Antigo Grupo Escolar), no dia 1º de janeiro de 1959, de acordo com o artigo 3º da referida lei nº 2.331 de 17/12/1958, tendo sido escolhido Teófilo Lopes como o primeiro prefeito municipal, nomeado para o cargo de 02 anos.
Na ocasião da instalação do município estiveram presentes, no local acima citado, pessoas ilustres do povoado, tais como: Sinésio Marques da Silva (que viria a ser Prefeito de Barcelona por duas vezes). Francisco Marques da Silva, Rainel Pereira de Araújo, Severino Lopes, Ivanaldo Lopes, Pedro de Azevedo Maia (grande proprietário de terras e comerciante local), Pedro Lopes, Nedil O. Lima, Waldir Lopes, Selva Capistrano Lopes da Silva (Esposa de Dr. Onofre Lopes da Silva), José Edgar Gomes Barreto (Dentista prático e fotógrafo local), Theófilo Osvaldo da Rocha, João Marques da Silva, Renato Rocha (que seria vereador e avô do atual vice-prefeito de Barcelona), José Severino do Nascimento, Francisco Gomes Barreto, e Dr. Onofre Lopes da Silva (Um dos fundadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e irmão de Teófilo Lopes - primeiro prefeito do município).
No âmbito cultural o Município de Barcelona se destaca por possuir uma das maiores agremiações juninas do Estado do Rio Grande do Norte: A Quadrilha Junina Sertão Alegre. Uma quadrilha que preserva os traços tradicionais, mas que inseriu o estilo inovador nos concursos e festivais de quadrilhas juninas do RN, rebuscando a maneira de dançar e vestir de seus componentes. Campeã diversas vezes nos festivais das cidades de Currais Novos/RN, Santa Cruz/RN, Tangará/RN, Sítio Novo/RN, Serra Caiada/RN e muitos outros, sendo também escolhida a 2ª Melhor Quadrilha Junina do RN no concurso do Mossoró Cidade Junina, na Cidade de Mossoró/RN. A pluviosidade média aferida no município, segundo o IDEMA é de 578,4 mm.
Ainda de acordo com o IDEMA, o solo da região é do tipo planossolo solódico. O solo tem aptidão regular para pastagem plantada para culturas especiais de ciclo longo (algodão arbóreo, sisal, caju e coco). Pequena faixa de terra indicada para preservação da flora e fauna.
domingo, 26 de junho de 2016
Região Potengi: Conheça a História de Riachuelo/RN
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| Pontos conhecidos de Riachuelo/RN |
A História de Riachuelo/RN
Foi nos idos de 1866, com o início de um povoamento, numa rica fazenda de criação de gado e com muitas lavouras, de propriedade de Manuel Severiano de Macedo, que nasceu um povoado, no município de São Gonçalo do Amarante com o nome de Riachuelo em homenagem à famosa batalha naval a qual o fundador do povoado havia participado como combatente e voluntário da pátria.
Em 1898, o povoado começava a se consolidar, mais precisamente, com a construção da capela em homenagem ao Sagrado Coração de Jesus, por iniciativa de Manuel Severiano de Macedo.
Foi através da produção do algodão, da criação de gado e da fabricação de queijo que Riachuelo começou a progredir. No ano de 1943, passou a pertencer a São Paulo do Potengi, desmembrando-se no dia 20 de dezembro de 1963, pela Lei n° 3.018. Com a conquista de sua emancipação política, Riachuelo passou a ser um novo município potiguar.
Formação Administrativa:
Elevado à categoria de município com a denominação de Riachuelo, pela lei estadual nº 3018, de 20-12-1963, desmembrado de São Paulo do Potengi. Sede no atual distrito de Riachuelo ex-povoado. Constituído do distrito sede. Instalado em 26-01-1964.
Em divisão territorial datada de 1-I-1979, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.
Gentílico: Riachuelense
sábado, 25 de junho de 2016
Região Potengi: Conheça a História de Senador Elói de Souza/RN
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| Pontos turísticos de Senador Elói de Souza |
O Blog Tudo de São Paulo do Potengi resolveu trazer as história das cidades que compõem a Região do Potengi. O objetivo disso, é facilitar a pesquisa para os estudantes e sociedade civil.
Às margens do rio Jundiaí nas proximidades de Serra Caiada ou Caiada de Cima, como também era chamada, surgiu um povoado que foi chamado pelos seus habitantes de Caiada de Baixo. No começo do século XIX, quando teve início seu povoamento as suas terras já eram utilizadas para o cultivo da lavoura e a pecuária.
Na busca pela sua autonomia política a povoação de Caiada de Baixo passou por vários municípios. Pertenceu até 1833, a São Gonçalo do Amarante. Nos idos de 1874 fazia parte do município de Macaíba, e em 1953 passou a integrar o município de Serra Caiada.
No dia 31 de dezembro de 1958, através da Lei Estadal nº 2.335, de 31/12/1958, a localidade desmembrou-se de Serra Caiada, com o nome de Caiada.
Pela Lei Estadual nº 3.032, de 31/12/1963, o Município de Caiada passou a denominar-se de Senador Eloi de Soluza.
Faz parte do Estado do Rio Grande do Norte, possui uma densidade populacional de quase 28,52 habitantes por km quadrado segundo o IBGE.
Limita-se com os Municípios de São Paulo do Potengi, São Pedro, Serra Caiada, Bom Jesus e Lagoa de Velhos.
Data da emancipação e instalação: 31/12/1958
Distância da Capital: 65 km
Área Territorial: 167,6 km²
População: 5.906 (IBGE/2007)
sexta-feira, 24 de junho de 2016
Região Potengi: Conheça a História de Lagoa de Velhos/RN
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| Pontos turísticos de Lagoa de Velhos |
O Blog Fatos do RN resolveu trazer as história das cidades que compõem a Região do Potengi. O objetivo disso, é facilitar a pesquisa para os estudantes e sociedade civil.
A História de Lagoa de Velhos/RN:
Em terras pertencentes a Carlos da Rocha, nos idos de 1706, no riacho dos Velhos que desaguava no rio Potengi, teve início o povoamento da área. A propriedade chamada popularmente de Lagoa de Velhos é banhada pelo riacho São Pedro, um afluente da ribeira do Potengi.
As terras da localidade podem ter sido incluídas nas sesmarias pertencentes a dona Joana Gomes Freire, grande latifundiária da região por volta de 1754, chegando a dar o seu nome à serra de Joana Gomes.
No ano de 1830, o proprietário da localidade chamava-se José Correia, mas João Anselmo veio a ser o primeiro morador do sítio, em 1837, onde se erguera o futuro núcleo populacional.
Há uma tradição dos mais antigos da localidade de que um casal de velhos morava às margens da lagoa, entre os anos de 1800 e 1820, e a referência do povo sobre a presença deles na área serviu de batismo para o povoado. Mas é forte a influência no nome do provoado, posteriormente cidade, a partir do nome do riacho chamado dos Velhos por volta de 1706.
Lentamente o povoado foi crescendo. Em 1862, Lagoa de Velhos já era uma fazenda desenvolvida e famosa na região, contando com vários aspectos de uma povoação simples.
Em 11 de maio de 1962, através da Lei nº 2.797, Lagoa de Velhos foi desmembrado de Sítio Novo, tornando-se município do Rio Grande do Norte.
Elevado á categoria de município com a denominação de Lagoa de Velhos, pela lei estadual nº 2797, de 11-05-1962, desmembrado de Sítio Novo. Sede no atual distrito de Lagoa de Velhos ex-povoado. Constituído do distrito sede. Instalado em, 20-06-1962.
Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído do distrito sede.
Presidiu o ato de instalação o, então, deputado Federal Theodorico Bezerra, em nome do Governado do Estado, Aluízio Alves as 15 horas do dia 29 de junho de 1962, na presença de um grande público, dando posse à prefeita nomeada. Segue-se a súmula de nomeação através do Decreto de 04 de junho de 1962.
O Governo do Estado do Rio Grande do Norte resolve:
Nomear, de acordo com o artigo 3° da Lei n° 2797 de 11 de maio de 1962, FAUSTA CARVALHO DE LIRA para exercer o cargo de Prefeita do Município de Lagoa de Velhos. criado pela referida Lei.
Dados da Cidades:
Estado: Rio Grande do Norte
Mesorregião: Agreste Potiguar IBGE/20081
Microrregião: Borborema Potiguar IBGE/20081
Municípios limítrofes: São Paulo do Potengi, Sítio Novo, Barcelona e Serra Caiada
Distância até a capital: 91 Km
Área: 112,832 km² 2
População: 2.762 habitantes (Ano Censo 2014)
Clima: semiárido
Padroeira: Nossa Senhora da Conceição (08 de Dezembro)
terça-feira, 24 de maio de 2016
Lei Municipal nº 3028, de 23/05/2013: Institui o dia 15 de março como data da Emancipação Política de Mossoró
Lei nº 3028 de 23 de maio de 2013
Institui o dia 15 de março como data da Emancipação Política de Mossoró e dá outras providências.
O Presidente da Câmara Municipal de Mossoró.
Faço saber que a Câmara Municipal de Mossoró aprovou e eu promulgo a seguinte Lei:
Art. 1º - Fica instituído o dia 15 de março como sendo o dia da Emancipação Política da Cidade de Mossoró.
Art. 2º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas todas as disposições em contrário, em especial a Lei Municipal nº. 2009/2004, de 09 de novembro de 2004.
Sala das Sessões “João Niceras de Morais”
Palácio Rodolfo Fernandes, em Mossoró/RN, 23 de maio de 2013.
FRANCISCO JOSÉ LIMA SILVEIRA JÚNIOR
PRESIDENTE
quinta-feira, 19 de maio de 2016
Lei Nº 10.056/2016: Declara patrimônio cultural, imaterial e histórico do RN, a Festa de Santa Rita de Cássia, realizada na cidade de Santa Cruz
Declara patrimônio cultural, imaterial e histórico do Estado do Rio Grande do Norte a Festa de Santa Rita de Cássia, realizada na cidade de Santa Cruz/RN.
O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE, FAÇO SABER que o Poder Legislativo decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º Fica declarado, nos termos e para os fins dos arts. 143 e 144, I, da Constituição Estadual, Patrimônio Cultural, Imaterial e Histórico do Estado do Rio Grande do Norte a Festa de Santa Rita de Cássia, realizada na cidade de Santa Cruz.
Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições contrárias.
Palácio de Despachos de Lagoa Nova, em Natal/RN, 18 de maio de 2016, 195º da Independência e 128º da República.
ROBINSON FARIA
Cláudia Sueli Rodrigues Santa Rosa
quarta-feira, 23 de dezembro de 2015
Lei Municipal Lei Nº 379, de 22/12/2008: Criação do Distrito de Pipa, no Município de Tibau do Sul
LEI MUNICIPAL N° 379, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2008.
Dispõe sobre a criação do Distrito da Praia da Pipa e outras determinações.
O PREFEITO MUNICIPAL DE TIBAU DO SUL - ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE, no uso das atribuições legais e constitucionais que lhe conferem a Lei Orgânica Municipal e a Constituição Federal do Brasil, faço saber que a Câmara Municipal aprovou e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1° - Fica criado o Distrito de Pipa no âmbito do Município de Tibau do Sul.
Art. 2° O Distrito de Pipa compreenderá e será integrado por toda área urbanizada, hoje, conhecida como Praia da Pipa, localizada no Município de Tibau do Sul.
Art. 3° - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. Revogando-se as disposições em contrário.
Valmir José da Costa
Prefeito Municipal
domingo, 15 de novembro de 2015
Os primeiros habitantes do território potiguar
Por Carlos Noronha
Tigre-Dente-de-Sabre. Origem: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/00/Smilodon_fatalis_Sergiodlarosa.jpg
A história do Rio Grande do Norte não se inicia com a chegada dos europeus.
Essa história tem início muito antes, porém ainda não temos certeza de quando precisamente.
Para sabermos desde quando o território potiguar é ocupado por seres humanos, muitos estudos e pesquisas têm sido feitos. Para tanto, são usados, principalmente vestígios deixados por essas pessoas, como pontas de flechas, pinturas rupestres e até mesmo esqueletos.
Com relação à presença dos primeiros seres humanos no Brasil, há uma grande controvérsia. A ocupação de terras brasileiras ocorreu entre 9.000 e 11.300 anos, segundo alguns estudiosos. Outros defendem uma data ainda mais remota.
A área correspondente ao Nordeste do Brasil foi ocupada por grupos de caçadores que se estabeleceram próximos aos rios e fontes de água, adaptando-se, dessa maneira, às difíceis condições do Sertão.
Essa ocupação havia se consolidado há doze mil anos nos atuais estados da Bahia e Piauí
As datas mais antigas que marcam a presença humana no Rio Grande do Norte foram registradas na região do Seridó, mais exatamente nos Sítios Pedra do Alexandre (9.400 anos atrás), em Carnaúba dos Dantas e Mirador, em Parelhas (9.410 anos atrás), com pinturas rupestres.
Nessa fase habitavam o território norte-riograndense animais atualmente extintos como os tigres dentes-de-sabre, os mastodontes e os tatus gigantes.
Os registros rupestres são um forte indicativo da presença humana no Rio Grande do Norte, em especial no que se refere à evolução das manifestações artísticas. As gravuras e pinturas estão agrupadas em tradições. No Nordeste brasileiro – e também no território potiguar – existem, pelo menos, três grandes tradições: Itaquatiara, Nordeste e Agreste.
A Tradição Itaquatiara – ou das Itaquatiaras – surge em blocos ou rochas ao lado dos cursos d’água e por vezes, em contato com esta, englobando gravuras executadas sobre a rocha. No Rio Grande do Norte há um grande número de sítios dessa tradição, em particular na região do Seridó.
A Tradição Nordeste é caracterizada por meio de figuras de pequeno tamanho, com enfeites, símbolos e adornos, os quais identificam o ser humano dentro de um contexto social cheio de danças, lutas e caças.
A Tradição Agreste traz pinturas de técnica gráfica menos rica do que a Tradição Nordeste, inferioridade também observada nos temas. Um exemplo de um sítio dessa tradição é o Lajedo da Soledade, em Apodi.
A existência das três principais tradições culturais de Arte Rupestre do Nordeste no nosso Estado reforça a ideia que o seu território foi habitado por inúmeras levas de seres humanos, em épocas diversas.
Esse povoamento, realizado por vários grupos humanos, originou as nações indígenas que os cronistas portugueses e holandeses tomaram conhecimento.
Como podemos perceber, quando os portugueses chegaram ao Rio Grande do Norte, em 1501, nosso território possuía já muita história.
Os povos indígenas que habitavam o território norte-riograndense eram descendentes desses habitantes mais antigos.
terça-feira, 3 de novembro de 2015
Terço dos Paulistas no Rio Grande do Norte
A força de trabalho dos indígenas potiguares e o Terço dos Paulistas. Desde o descobrimento do Brasil que os europeus mantiveram contatos diretos com os índios, utilizando-os como mão-de-obra na coleta do pau-brasil e noutras atividades de interesse econômico. E mais tarde, foram utilizados nas lavouras e fazendas de gado como força de trabalho.
Na verdade, os portugueses quando descobriram o Brasil já tinham a intenção de escravizar os nativos. Mas os índios reagiram contra a escravidão. Eles não poderiam nunca ser escravos em virtude de sua cultura e de seus hábitos de caça e pesca que lhes davam uma vida de liberdade.
No Rio Grande do Norte, antes do negro ser escravo, os indígenas foram os primeiros escravos, mas esse cativeiro não durou muito tempo. O chamado Terço dos Paulistas era um grupo de homens formado em São Paulo para penetrar nos sertões, visando escravizar os índios. Esse Terço esteve no Rio Grande do Norte no período de 1688 a 1724. Passaram pelo Seridó, onde hoje se encontra o município de Currais Novos e nas terras em que hoje está encravado o município do Assú.
Em Currais Novos e Assu, o Terço dos Paulistas matou milhares de índios. Embora os índios Paicus (ou Paiacus) fossem Cariris, também, eles viviam em clima de rivalidade, brigando pela posse de melhores terras para a caça e pesca. Os Paicus e Cariris viviam em guerra desde o século XVII. Esse conflito sangrento entre eles foi denominado de Confederação dos Cariris. O Terço dos Paulistas aproveitou o litígio existente entre eles, ficando ao lado dos Paicus e atiçando massacre contra os Cariris.
Por ter participado diretamente da guerra entre Paicus e Cariris, o Terço dos Paulistas, obedecendo à determinação superior, voltou a São Paulo, deixando os “senhores de terras” insatisfeitos, porque estes eram a favor da permanência dessa organização no Rio Grande do Norte.
Em 1720, houve o último levante geral. O governador da Capitania, o capitão-mor, Luís Ferreira Freire foi enérgico, utilizando o Terço dos Paulistas, sob o comando de Morais Navarro, dispersou a indiada. Morreram muitos índios. Foi um grande extermínio.
Muitos homens do terço dos Paulistas permaneceram no Rio Grande do Norte desenvolvendo atividades econômicas como a de agricultura e fazendeiro. Por exemplo, o sargento-mor José Morais Navarro, natural de São Paulo, radicou-se no sítio Curralinho da praia da Ribeira do Assú, perto da Lagoa chamada Pendências. Sendo considerado o primeiro proprietário do atual município de Pendências. Em Assú existe a comunidade rural, próximo a Lagoa do Piató, denominada de Paulista.
Fonte: Livro Evolução Econômica do Rio Grande do Norte – Século XVI ao XX – de Paulo Pereira dos Santos.
Centro Histórico-Cultural Tapuias Paiacus da Lagoa do Apodi -http://chctpla.blogspot.com.br/2014/08/chctpla-fatos-da-historia.html
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