A Universidade Federal Rural do Semi-Árido inaugurou, neste sábado (18), um novo espaço dedicado à preservação de sua trajetória institucional. O Memorial ESAM–Ufersa foi aberto ao público no campus de Mossoró, integrando a estrutura da Pinacoteca, localizada no prédio central da universidade.
Criada em 1967 como Escola Superior de Agricultura de Mossoró (ESAM), nasce com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento agrícola da região semiárida. Em 2005, a instituição foi transformada na atual universidade, passando a oferecer cursos em todas as áreas do conhecimento.
A expansão também se materializou com a criação de novos campi nas cidades de Angicos, Caraúbas e Pau dos Ferros, além de polos para Educação a Distância.
O novo memorial reúne documentos, objetos históricos e registros que ajudam a contar a evolução da universidade. Segundo o jornalista responsável pela pesquisa documental, Higo Lima, o espaço organiza um acervo que antes estava disperso.
Entre os destaques da exposição estão um documento datado de 1890, considerado o mais antigo do acervo, o registro original da posse do terreno do campus Mossoró, além do chamado Livro de Ouro, assinado por autoridades. O público também poderá conferir peças ligadas a pesquisas científicas, itens do antigo Museu de Paleontologia, do Herbário e do Hospital Veterinário.
Em setembro de 2025, por ocasião das comemorações dos 20 anos da Ufersa, a Prefeitura de Mossoró doou à universidade uma cópia do Decreto nº 003/1967, que cria a ESAM e cujo original fora redigido à mão em uma folha pautada.
Outro elemento que integra o percurso expositivo é uma linha do tempo ilustrada com momentos marcantes da instituição, iniciada com a criação da ESAM e finalizada com um holograma de Jerônimo Vingt Rosado Maia(1918-1985), fundador da escola.
De acordo com o diretor da Pinacoteca, o bibliotecário Sale Mário Gaudêncio, o espaço tem papel estratégico na valorização institucional. “É um equipamento de valorização da memória acadêmica e administrativa, além de fortalecer o vínculo da comunidade universitária com a sua história”.
Para o reitor da universidade, Rodrigo Codes, a criação do memorial representa um avanço no reconhecimento da identidade da instituição. “A Ufersa reafirma seu compromisso com a preservação da memória e da identidade universitária, celebrando sua história e projetando o futuro a partir de suas raízes. O Memorial é um marco para a comunidade acadêmica no fortalecimento da cultura”.
A instalação do espaço é resultado do trabalho de uma comissão formada por professores, técnicos e colaboradores de diferentes campi, além de profissionais das áreas de curadoria, design e pesquisa histórica.

Fotos: reprodução/UFERSA.

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