sábado, 24 de novembro de 2018

Governadores do Rio Grande do Norte

1. PEDRO VELHO DE ALBUQUERQUE MARANHÃO - 1º governador do período republicano, nomeado pelo Presidente Deodoro da Fonseca.
Mandato: 17 de novembro de 1889 a 6 de dezembro de 1889

2. ADOLFO AFONSO DA SILVA GORDO - nomeado pelo Presidente Deodoro da Fonseca.
Mandato:  6 de dezembro de 1889  a  8 de fevereiro de 1890

3. JERÔNIMO AMÉRICO RAPOSO DA CÂMARA -  nomeado pelo Presidente Deodoro da Fonseca.
Mandato:  8 de fevereiro de 1890  a 10 de março de 1890

4. JOAQUIM XAVIER DA SILVEIRA JÚNIOR  - nomeado pelo Presidente Deodoro da Fonseca.
Mandato: 10 de março de 1890 a 19 de setembro de 1890

5. PEDRO VELHO DE ALBUQUERQUE MARANHÃO -  nomeado pelo Presidente Deodoro da Fonseca.
Mandato: 19 de setembro de 1890  a 8 de novembro de 1890

6.  JOÃO GOMES RIBEIRO  - nomeado pelo Presidente Deodoro da Fonseca.
Mandato: 8 de novembro de 1890 a  7 de dezembro de 1890

7 - MANUEL DO NASCIMENTO CASTRO E SILVA -
Mandato: 7 de dezembro de 1890 a  2 de março de 1891

8.  FRANCISCO AMINTAS DA COSTA BARROS -
Mandato: 2 de março de 1891 a  13 de junho de 1891

9. JOSÉ INÁCIO FERNANDES BARROS -
Mandato: 13 de junho de 1891 a  6 de agosto de 1891

10.  FRANCISCO GURGEL DE OLIVEIRA -
Mandato: 6 de agosto de 1891 a  9 de setembro de 1891

11.  MIGUEL JOAQUIM DE ALMEIDA CASTRO   - eleito indiretamente
Mandato: 9 de setembro de 1891 a 28 de novembro de 1891

12. CEL. FRANCISCO DE LIMA E SILVA - membro da junta governativa  provisória
Mandato: 28 de novembro de 1891  a 22 de fevereiro de 1892 

13. JOAQUIM FERREIRA CHAVES - membro da junta governativa provisória
Mandato: 28 de novembro de 1891 a 22 de fevereiro de 1892 

14. MANOEL DO NASCIMENTO CASTRO E SILVA  -  membro da junta governativa militar.
Mandato: 28 de novembro de 1891  a 22 de fevereiro de 1892 

15. JERÔNIMO AMÉRICO RAPOSO DA CÂMARA - nomeado pelo Presidente Floriano Peixoto.
Mandato: 22 de fevereiro a 28 de fevereiro de 1892

16.  PEDRO VELHO DE ALBUQUERQUE MARANHÃO - eleito  indiretamente pelo Congresso Estadual Constituinte de 1892. 
Mandato:  28 de fevereiro de 1892  a 25 de março de 1896

17 . JOAQUIM FERREIRA CHAVES - 1º governador  do RN eleito pelo voto direto(voto popular),  no pleito estadual de 1895
Mandato: 25 de março de 1896 a  25 de março de 1900

18. ALBERTO FREDERICO DE ALBUQUERQUE MARANHÃOeleito pelo voto direto no pleito estadual de 1899.
Mandato: 25 de março de 1900 a 25 de março de 1904

19. AUGUSTO TAVARES DE LYRA  -  eleito pelo voto direto no pleito estadual de 1903.
Mandato: 25 de março de 1904 a 5 de novembro de 1906, renunciou ao Governo para assumir um ministério no governo do Presidente Afonso Pena. 

20 -  MANUEL MOREIRA DIAS  - vice-governador, que assumiu o cargo temporariamente em virtude da renúncia do titular. Ficou no cargo até a realização de novas eleições.
Mandato: 5 de novembro de 1906 a 23 de fevereiro de 1907

21 -  ANTÔNIO JOSÉ DE MELO E SOUSA -  eleito para completar o mandato de Augusto Tavares de Lyra.
Mandato: 23 de fevereiro de 1907 a  25 de março de 1908

22. ALBERTO FREDERICO DE ALBUQUERQUE MARANHÃO -  eleito pelo voto direto no pleito estadual de 1907.  
Mandato:  25 de março de 1908 a  31 de dezembro de 1913

23. JOAQUIM FERREIRA CHAVES -   eleito pelo voto direto no pleito estadual de 1913
Mandato: 1 de janeiro de 1914 a 31 de dezembro de 1920

24.  ANTÔNIO JOSÉ DE MELO E SOUSA -  eleito pelo voto direto no pleito de 1920
Mandato: 1 de janeiro de 1921 a  1 de janeiro de 1924

25.  JOSÉ AUGUSTO BEZERRA DE MEDEIROS - eleito pelo voto direto no pleito estadual de 1923
Mandato: 1º de janeiro de 1924 a 31 de dezembro de 1927

26  - JUVENAL LAMARTINE DE FARIA  - eleito pelo voto direto no pleito estadual
Mandato: 1º de janeiro de 1928 5 de outubro de 1930, foi afastado do cargo em virtude da Revolução de 1930. 

INTERVENTORES FEDERAIS:

Com a ascensão do gaúcho Getúlio Dornelles Vargas à Presidência da República, em outubro de 1930, os governadores dos Estados que não concordaram a implantação do novo sistema de governo foram exonerados e passaram a ser substituídos pela figura do "Interventor Federal", que era nomeado pelo próprio Presidente da República.  

27. LUIS TAVARES GUERREIRO -  membro da junta governativa provisória
Mandato:  6 de outubro de 1930 a  12 de outubro de 1930

28. ABELARDO TORRES DA SILVA CASTRO -  membro da junta governativa provisória
Mandato: 6 de outubro de 1930 a  12 de outubro de 1930

29. JÚLIO PEROUSE PONTES -  membro da junta governativa provisória
Mandato: 6 de outubro de 1930 a  12 de outubro de 1930

30.  IRINEU JOFILLY - primeiro interventor federal nomeado pelo Presidente Getúlio Vargas.
Mandato: 12 de outubro de 1930 a 28 de janeiro de 1931

31.  ALUISIO DE ANDRADE MOURA  - interventor federal nomeado pelo Presidente Getúlio Vargas. 
Mandato:  29 de janeiro de 1931 a  31 de julho de 1931 

32.  HERCOLINO CASCARDO - interventor federal nomeado pelo Presidente Getúlio Vargas. 
Mandato: 31 de julho de 1931 11 de junho de 1932. 

33. BERTINO DUTRA DA SILVA  - interventor federal nomeado pelo Presidente Getúlio Vargas. 
Mandato: 11 de junho de 1932 2 de agosto de 1933 

34. MÁRIO LEOPOLDO PEREIRA DA CÂMARA - interventor federal nomeado pelo Presidente Getúlio Vargas. 
Mandato: 2 de agosto de 1933 a  27 de outubro de 1935. 

35. LIBERATO DA CRUZ BAROSSO - assumiu a interventoria por apenas três dias, em virtude do afastamento de Mário Câmara, que solicitou sua exoneração. 
Mandato:  27 de outubro de 1935 a  29 de outubro de 1935 

36.   RAFAEL FERNANDES GURJÃO - governador eleito indiretamente pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, no pleito indireto de outubro de 1935.  
Mandato: 29 de outubro de 1935 a  3 de julho de 1943.

OBS: Rafael Fernandes foi governador de 1935 a 1937. Com a instituição da ditadura do "Estado Novo", foi mantido no cargo pelo Presidente Getúlio Vargas, passando a atuar como "Interventor Federal, de 1937 a 1943, quando pediu sua exoneração. 

37.  ANTÔNIO FERNANDES DANTAS  - interventor federal nomeado pelo Presidente Getúlio Vargas.  
Mandato: 3 de julho de 1943  a 15 de agosto de 1945 

38. JOSÉ GEORGINO ALVES E SOUSA AVELINO - interventor federal nomeado pelo presidente Getúlio Vargas. 
Mandato: 15 de agosto de 1945 a 7 de novembro de 1945

39. MIGUEL SEABRA FAGUNDES -  interventor federal nomeado pelo presidente José Linhares. 
Mandato: 7 de novembro de 1945  a  13 de fevereiro de 1946 

40.  UBALDO BEZERRA DE MELO  -  interventor federal nomeado pelo presidente Eurico Dutra.
Mandato: 13 de fevereiro de 1946 15 de janeiro de 1947.  

41. ORESTES DA ROCHA LIMA -  último interventor federal do RN, nomeado pelo Presidente Eurico Gaspar Dutra.
Mandato: 15 de janeiro de 1947  a 31 de julho de 1947.

GOVERNADORES CONSTITUCIONAIS: 

Com o fim da ditadura do "Estado Novo" do Presidente Getúlio Vargas,  em 1945, e  a eleição do presidente Eurico Gaspar Dutra,   o país passou por uma fase de transição da ditadura para a democracia. A nível estadual, ocorreu eleição para escolha do governador constitucional do Rio Grande do Norte em janeiro de 1947,  tendo sido vitorioso o candidato José Augusto Varela.

42. JOSÉ AUGUSTO VARELA  - eleito pelo PSD(Partido Social Democrático), em 17 de janeiro de 1947. 
Mandato: 31 de julho de 1947 a  31 de janeiro de 1951

43. JERÔNIMO DIX-SEPT ROSADO MAIA - eleito pelo PSD(Partido Social Democrático) no pleito de 03 de outubro de 1950. 
Mandato:   31 de janeiro de 1951 a 12 de julho de 1951, faleceu  em um desastre aéreo, antes de completar seu período constitucional. 

44. SYLVIO PIZA PEDROZA -  vice-governador eleito pelo PSD(Partido Social Democrático), que assumiu o cargo em virtude da morte do titular, 
Mandato: 13 de julho de 1951 a  31 de janeiro de 1956

45. DINARTE DE MEDEIROS MARIZ - eleito pela UDN(União Democrática Nacional), no pleito de 03 de outubro de 1955. 
Mandato: 31 de janeiro de 1956 a  31 de janeiro de 1961

46. ALUÍZIO ALVES - eleito pelo PSD(Partido Social Democrático), no pleito de 03 de outubro de 1960.
Mandato: 31 de janeiro de 1961 a  31 de janeiro de 1966.

47. WALFREDO DANTAS GURGEL - eleito pelo PSD(Partido Social Democrático), no pleito de 03 de outubro de 1965. 
Mandato:  31 de janeiro de 1966 a  15 de março de 1971

  
48. JOSÉ CORTEZ PEREIRA DE ARAÚJO -  governador "biônico" eleito pela ARENA(Aliança Renovadora Nacional), em pleito indireto da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, em 03 de outubro de 1970.  
Mandato: 15 de março de 1971  a 15 de março de 1975

49.  TARCÍSIO DE VASCONCELOS MAIA -  governador "biônico" eleito pela ARENA(Aliança Renovadora Nacional), em pleito indireto da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, em  03 de outubro de 1974. 
Mandato: 15 de março de 1975 a  15 de março de 1979

50.  LAVOISIER MAIA SOBRINHO -  governador "biônico" eleito pela ARENA(Aliança Renovadora Nacional), em pleito indireto da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, em 01 de setembro de 1978.  Com a extinção da ARENA em 1979, passou a fazer parte do PDS(Partido Democrático Social). 
Mandato:  15 de março de 1979 a  15 de março de 1983.

51. JOSÉ AGRIPINO MAIA - governador eleito pelo PDS(Partido Democrático Social), na eleição direta de 15 de novembro de 1982.
Mandato:  15 de março de 1983 a  15 de maio de 1986, renunciou ao cargo para disputar o Senado Federal. 

52. RADIR PEREIRA DE ARAÚJO   - vice-governador eleito pelo PDS(Partido Democrático Social), que assumiu o cargo em virtude da renúncia do titular. 
Mandato: 15 de maio de 1986  a 15 de março de 1987. 

53. GERALDO JOSÉ DA CÂMARA FERREIRA DE MELO  - eleito pelo PMDB(Partido do Movimento Democrático Brasileiro), em 15 de novembro de 1986.
Mandato:   15 de março de 1987 a 15 de março de 1991

54. JOSÉ AGRIPINO MAIA  - eleito pelo PDS(Partido Democrático Social), no pleito estadual de 25 de novembro de 1990. 
Mandato:  15 de março de 1991 a  2 de abril de 1994, renunciou ao cargo para disputar o Senado Federal. 

55. VIVALDO SILVINO DA COSTA - vice-governador eleito pelo PL(Partido Liberal), que assumiu o cargo em virtude da renúncia do titular. 
Mandato:  2 de abril de 1994 a 31 de dezembro de 1994.

56. GARIBALDI ALVES FILHO - eleito pelo PMDB(Partido do Movimento Democrático Brasileiro), na eleição de 03 de outubro de 1994.
Mandato:  1º de janeiro de 1995  a 31º de dezembro de 1998

57. GARIBALDI ALVES FILHO - 1º governador reeleito da história do RN, pelo PMDB(Partido do Movimento Democrático Brasileiro), nas eleições de 04 de outubro de 1998.
Mandato:   1º de janeiro de 1999  a 5 de abril de 2002, renunciou ao cargo para disputar o Senado Federal. 

58.  FERNANDO ANTÔNIO DA CÂMARA FREIRE - vice-governador eleito pelo PPB(Partido Progressista Brasileiro), que assumiu o comando do governo potiguar em virtude da renúncia do titular. 
Mandato:  5 de abril de 2002  a 31 de dezembro de 2002

59. WILMA MARIA DE FARIA - 1º mulher governadora do RN, eleita pelo PSB(Partido Socialista Brasileiro), nas eleições de 27 de outubro de 2002.
Mandato:  1º de janeiro de 2003 a  31 de dezembro de 2006

60. WILMA MARIA DE FARIA - governadora reeleita pelo PSB(Partido Socialista Brasileiro), nas eleições de 29 de outubro de 2006. 
Mandato: 1º de janeiro de 2007 a  31 de março de 2010, renunciou ao cargo para disputar o Senado Federal. 
61.  IBERÊ PAIVA FERREIRA DE SOUZA - vice-governador eleito pelo PSB, que assumiu a titularidade do governo em virtude da renúncia da titular. 
Mandato:  31 de março de 2010  a  31 de dezembro  2010

62. ROSALBA CIARLINI ROSADO - governadora eleita pelo DEM(Democratas), nas eleições de 03 de outubro de 2010.
Mandato:  1º de janeiro de 2011 a 31 de dezembro de 2014

63. ROBINSON MESQUITA DE FARIA - governador eleito pelo PSD(Partido Social Democrático), no pleito de 26 de outubro de 2014. 
Mandato:  1º de janeiro de 2015 a  31 de dezembro de 2018. 

64. MARIA DE FÁTIMA BEZERRA - governadora eleita pelo PT(Partido dos Trabalhadores), nas eleições de 28 de outubro de 2018. 
Mandato: 01º de janeiro de 2019 a 31 de dezembro de 2022


Fonte de Pesquisa: "Perfil da República no Rio Grande do Norte(1889-2003)", de João Batista Machado. 


*Francisco Veríssimo - Portal Fatos do RN

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Dix-Huit Rosado, ex-prefeito de Mossoró


Jerônimo Dix-Huit Rosado Maia, nasceu em 21 de maio de 1912, na cidade de Mossoró, Estado do Rio Grande do Norte. Filho de Jerônimo Rosado Maia e Isaura Rosado Maia, formou-se, no ano de 1935, em Medicina pela Universidade Federal da Bahia e em 1937 contraiu matrimônio com Naide Medeiros Rosado com quem teve seis filhos: Liana Maria, Mário Rosado, Margarida Maria, Maria Cristina, Naide Maria e Carlos Antonio Rosado.

A partir dos anos 40, Dix-Huit Rosado dedicou-se à vida pública nas três esferas, federal, estadual e municipal. Sempre com a atenção voltada para sua terra natal, todas as vezes que exerceu algum cargo público procurou de certa forma beneficiar Mossoró. Um exemplo claro desse comportamento foi quando esteve à frente do Instituto Nacional do Desenvolvimento e Reforma Agrária – INDA, que conseguiu construir, equipar e federalizar a Escola Superior de Agricultura de Mossoró – ESAM, atual Universidade Federal Rural do Semi-Árido - UFERSA. Foram tantas atitudes como esta, que nos leva a admitir que o êxito eleitoral de Dix-Huit em Mossoró, acredita-se ter acontecido como forma do povo mossoroense demonstrar seu reconhecimento pela sua obsessiva luta em beneficio da cidade onde nasceu. 

Em Mossoró foi prefeito durante três mandatos: o primeiro de 1973 a 1976; o segundo de 1983 a 1988; e o terceiro de 1993 a 1996. Marcadamente, a sua preocupação com a cultura de Mossoró data de 1984 quando idealizou a criação da Zona Especial do Corredor Cultural de Mossoró, realizando no dia 28 de setembro um seminário para discutir o assunto; e em 1993 com a criação da Fundação Municipal de Cultura, através da Lei 756/93, do dia 24 de agosto, e a realização do V Fórum Cultural de Mossoró de 12 a 28 de agosto.

O Velho Alcáide, como gostava de ser chamado, era portador do título de Professor Honoris Causa da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e de Sócio Benfeitor e Honorário de todas as Sociedades e Associações Estaduais de Engenheiros Agrônomos e Veterinários do Brasil.

Em reconhecimento aos seus méritos de cidadão e homem público de vida ilibada, foi ainda agraciado com o titulo de Cidadão Cearense, Paraibano, Fortalezense, Natalense, e além de cerca de 50 outros municípios que lhe outorgaram o mesmo título, como Assú/ RN, Carnaubais/RN, Governador Dix-Sept Rosado/RN, Ibirubá/RS, Ipanguaçu/RN, Uberaba/MG, Uberlândia/MG, Surubim/PE, Quixadá/CE, Castanhal/PA e outros, todos localizados nos mais diferentes pontos do País.

Dix-Huit costumava dizer: “Quem não faz um pouco mais por sua terra, não fará nada pela terra de ninguém”. Frases como esta o imortalizaram. Serra Grande (era assim que muitos mossoroenses e sua filha caçula – Naide Maria, o chamavam), veio a falecer na função de Prefeito de Mossoró (seu terceiro mandato) em 22 de outubro de 1994 aos 86 anos de idade.

Dix-Huit Rosado é hoje e será considerado sempre, na historiografia mossoroensse, um verdadeiro patrimônio da cidade de Mossoró. É patrono de um Teatro Municipal na cidade de Mossoró, o "Teatro Municipal Dix Huit Rosado"

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Manifestações culturais do RN

Apresentação cultural dos Negros do Rosário de Jardim do Seridó. 

A cultura popular do Rio Grande do Norte alimenta das mesmas fontes da cultura nordestina, cujas peculiaridades são determinadas principalmente pela presença da cultura do colonizador português, pelas culturas africanas trazidas pelos negros que chegavam como escravos para trabalhar principalmente nos engenhos de cana-de-açúcar, e pela cultura indígena dos Potiguaras que habitavam o litoral e dos Cariris que viviam no Sertão.

Essas seriam as Três principais vertentes da nossa herança cultural, sendo que, para alguns estudiosos do nosso folclore e da nossa arte popular, as raízes mais fortes são de origem portuguesa e podem ser percebidas através da linguagem, literatura oral e de cordel, das festas religiosas e de algumas danças e folguedos.

Mas os negros de origem africana e os índios que aqui viviam também participaram com os seus hábitos, costumes e crenças para a formação da nossa cultura. Os primeiros, definindo religiosidade e crenças tais como: irmandade do Rosário dos Pretos (os Negros do Rosário), cujos grupos mais conhecidos são os de Caicó e Jardim do Seridó; os índios, influenciando na alimentação – a farinha de mandioca e a paçoca, por exemplo, são heranças deixadas pelos indígenas.

As manifestações culturais que conseguem ainda sobreviver nos dias atuais – quando o interesse pela televisão reduz as possibilidades de as pessoas manterem suas tradições, hábitos e costumes herdados dos antepassados – precisam ser valorizados; os grupos que as reproduzem, por sua vez, incentivados, para manter vivas a nossa memória e a nossa história.

Por isso é importante que manifestações da cultura popular, como a literatura de cordel, as danças e folguedos, as feiras livres, as festas religiosas, o artesanato, o teatro e os museus onde é guardada parte dessa cultura, sejam conhecidos, visitados, para que, através da participação, possamos manter vivas as nossas raízes e a história daqueles que nos antecederam.

Os folguedos populares, também chamados por Câmara Cascudo de danças de alas ou cordões e de “autos populares’’, coincidem com as “danças folclóricas’’ de Deífilo Gurgel e Veríssimo de Melo, todos eles grandes estudiosos da nossa história e cultura.
Os principais folguedos ou danças do nosso folclore
São:

1.1 - Coco-de-Roda ou Bambelô – uma cantiga de trabalho dos negros que se ocupavam em quebrar coco. Também uma dança de roda em que o dançarino que fica no meio do círculo é substituído por outra pessoa da roda, é o sinal dessa substituição é dado por uma “embigada’’.

1.2 – Boi-Calemba – o mesmo que Bumba-Meu-Boi ou Boi-Bumbá, é uma dança ligada ao ciclo do gado e relata a morte e a ressurreição de um boi. É um bailado com cerca de dezesseis pessoas entre bailarinos que se dividem em dois grupos – “os Enfeitados e os Mascarados’’ -, e uma bandinha de música composta geralmente de pandeiro, violão ou rabeca e sanfona.
1.3 – Fandango – dança que conta a estória de uma embarcação portuguesa – “A Nau Catarineta’’ que se perde no oceano com a sua tripulação de cerca de 40 marujos, que cantam suas aflições e tristezas e a alegria quando avistam “terras de Espanha e areias de Portugal’’. O grupo musical é composto por violões, cavaquinhos, rabecas e pandeiros.

1.4 – Pastoris – dança de origem portuguesa que faz parte das festas do ciclo natalino. É formado por duas alas ou cordões – O cordão Azul e o Cordão Encarnado. Em cada cordão a primeira bailarina ou pastora é considerada a mestra que canta louvações e saúda o público com um espírito de rivalidade entre os dois cordões, mediados ou acalmados pela Diana, bailarina que exibe no seu vestuário as cores das duas alas – o Encarnado e o Azul.

1.5 – Chegança – auto popular que conta, através da música e da dança, a estória de um combate entre os tripulantes de duas naus (navios), uma Moura e outra Cristão. Na luta que continua em terra, uma princesa é presa e o combate só termina quando os mouros (povos de religião muçulmana) concordam em se transformar em cristãos através do batismo.
1.6 – Espontão – também chamada dança dos negros do Rosário. Geralmente é dançada na desta do Santo Padroeiro. Como é o caso da Festa de Nossa Senhora do Rosário em Caicó e Nossa Senhora da Conceição em Jardim do Seridó. A dança é um bailado que simula uma luta de lanças ou espontões entre dois grupos guerreiros com ataque e defesa que são acompanhados por um grupo musical formado por três tambores ou zabumbas e um pífano.

Outras danças e folguedos populares que ainda são manifestados no Rio Grande do Norte são: a Dança de São Gonçalo, em Portalegre; a Dança das Bandeirinhas, em Touros; Congos ou Congadas, em São Gonçalo do Amarante e Natal; Lapinha, dança de motivação religiosa, inspirada no nascimento de Jesus, conhecidos são de os Vila Flor e o de Maxaranguape; Cabocolinhos ou caboclinhos é uma dança indígena em que se reverencia o deus indígena Tupã. Seu principal grupo é o de Ceará Mirim; Maneiro-Pau ou simulando uma luta em que cada guerreiro enfrenta o outro com bastões ou cacetes de madeira. Essa dança é feita por grupos da região serrana do nosso Estado.
2.1 – Eventos Religiosos com datas determinadas:
JANEIRO: 
01 – Festa do Bom Jesus dos Navegantes, padroeiro de Touros.
06 – Festa dos Reis Magos, no Bairro de Santos Reis, em Natal, cuja comemoração constitui a maior devoção popular da Cidade.
13 – Festa da Sagrada Família, em Tenente Ananias (Sítio Ipueira).
17 – Festa de Santo Antão Abade, padroeiro de São Bento do Norte;
20 – Festa de São Sebastião dos “Cachoeira’’, no município de Caraúbas, padroeiro também, de Caiçara do Rio do Vento, de Encanto, de Gov. Dix-Sept Rosado, de Japi, João Dias, Monte das Gameleiras, Passa e Fica, São Bento do Trairi.
23 – Festa de São Raimundo, padroeiro de Ielmo Marinho;
30 – Festa de Nossa Senhora dos Navegantes na Praia da Redinha, em Natal.
FEVEREIRO:
02 – Festa de Nossa Senhora da Piedade, padroeira do município de Espírito Santo; festa de Nossa Senhora da Saúde, em Boa Saúde.
05 – Festa de Nossa Senhora dos Desterros, em Vila Flor.
11 – Festa de Nossa Senhora de Lourdes, padroeira de Senador Elói de Souza e também de Ipanguaçu. Festa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Ipueira.
MARÇO:
19 – Festa em homenagem a São José, em Angicos, São José do Campestre, Coronel João Pessoa, Rodolfo Fernandes, cuja data é um marco do sertanejo para saber se vai haver inverno.
ABRIL:
20 – Festa de Nossa Senhora dos Prazeres, no município de Goianinha.
MAIO:
13 – Nossa Senhora de Fátima, no município de Água Nova.
22 – Festa e, homenagem a Santa Rita de Cássia, padroeira de Santa Cruz.
JUNHO:
De 12 a 24 – Festa de São João Batista, padroeiro dos municípios de Açu, Pendências, Arês, São João do Sabugi, Cerro Corá, Jardim de Angicos e Antônio Martins. Dentro das festividades juninas ocorre sempre uma grande vaquejada.
13 – Festa de Santo Antônio, em Marcelino Vieira.
24 – Festa do Sagrado Coração de Jesus, em Grossos.
26 – Festa de Santana e São Joaquim, no município de São José do Mipibu e também no município de Campo Grande (ex-Augusto Severo).
29 – Festa de São Pedro e São Paulo no município de Pedro Avelino e São Paulo do Potengi.
As festas juninas ocorrem em todos os municípios do Estado, constituindo-se numa tradição as fogueiras de Santo Antônio, São João e São Pedro, com apresentação de quadrilhas e queima de fogos, bem como da crendice popular de adivinhações.
Há quase dez anos vem ocorrendo um movimento de resgate cultural em todo o Nordeste, através da realização de concursos de quadrilhas juninas – tradicionais, estilizadas -, em nível Estadual e Regional – os primeiros colocados no Estado concorrem ao 1º lugar na Região. Este ano de 1998, a primeira classificada no Rio Grande do Norte foi a Quadrilha do Erizão, de   Acari, que se apresentou conjuntamente com várias outras Quadrilhas no Shopping Via Direta, em Natal.
JULHO:
Neste mês comemoram-se as festas em homenagem a Nossa Senhora de Sant’ana, padroeira de vários municípios do Rio Grande do Norte, sendo que as festas mais conhecidas são as de Caicó, Currais Novos e Santana do Matos. Em todas elas ocorrem grandes vaquejadas.
AGOSTO:
02 – Festa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro em Barcelona.
15 – Festa de Nossa Senhora da Guia, padroeira de Acari.
Festa de Nossa de Senhora dos Navegantes, padroeira de Areia Branca, culminando com uma grande de procissão marítima.
Festa de Nossa Senhora das Graças, no município de Afonso Bezerra;
SETEMBRO:
08 – Festa de Nossa Senhora do Ó, em Serra Negra do Norte.
15 – Festa de Nossa Senhora das Dores em Itaú.
29 – Festa de São Miguel, em Jucurutu e de São Miguel Arcanjo, em São Miguel.
Último domingo deste mês – Festa de São Miguel de, em Extremoz.
OUTUBRO:
01 – Festa de Santa Terezinha do Menino Jesus no município de Tangará.
04 – Festa de São Francisco de Assis, em Pedro Velho.
13 – Festa de Nossa Senhora de Fátima, em Parnamirim.
16 – Festa em homenagem ao Padre João Maria, uma das maiores devoções populares do nosso Estado.
25 – Festa de Nossa Senhora das Vitórias, padroeira de Carnaúba dos Dantas.
Festa de Nossa Senhora do Amparo, padroeira do município de Coronel Ezequiel.
No último domingo do mês de outubro comemora-se a festa de Nossa Senhora do Rosário, em Caicó.
NOVEMBRO:
De 12 a 21 – Festa de Nossa Senhora da Apresentação, padroeira de Natal.
21 – Festa de Nossa dos Impossíveis, padroeira do município de Patu, cuja capela está localizada na Serra do Lima.
29 – Festa de Nossa Senhora do Livramento, padroeira do município de Taipu.
DEZEMBRO:
08 – Festa em homenagem a Nossa Senhora da Conceição, padroeira de vários municípios do Rio Grande do Norte. As festas mais tradicionais são de: Canguaretama, Ceará Mirim, Jardim do Seridó, Lajes, Macaíba, Nova Cruz, Santo Antônio, São Rafael, São Tomé e Serra Caiada.
13 – Festa em homenagem a Santa Luzia, padroeira do município de Mossoró.
18 – Festa em homenagem a Nossa Senhora do Ó, padroeira do município de Nísia Floresta.
De 27 a 06 de janeiro – Festa de Nossa Senhora da Conceição em Martins.
31 – Festa dos Negros do terço Rosário, em Jardim do Seridó.

Outros eventos culturais já se tornaram tradição no nosso Estado. É o caso do dia 30 de setembro, em Mossoró, data em que a cidade comemora a libertação dos seus escravos e do CARNATAL, festa popular que reproduz um “Carnaval Fora de época’’, realizado no mês de dezembro, em Natal.

Fonte: Altas Escolar do Rio Grande do Norte - José Lacerda Alves Felipe / Edilson Alves de Carvalho.

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Lei Municipal nº 692, de 26/10/2018: Criação do Distrito da Praia de Barra do Cunhaú, no Município de Canguaretama


ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
PREFEITURA MUNICIPAL DE CANGUARETAMA

GABINETE DA PREFEITA 

Lei nº 692, de 26 de outubro de 2018.

Cria o Distrito da Praia de Barra do Cunhaú, e dá outras providências. 

A PREFEITA DO MUNICÍPIO DE CANGUARETAMA, no uso de suas atribuições e na conformidade do que dispõe o artigo 11, da Lei Orgânica deste Município, faz saber que a Câmara Municipal aprovou e eu sanciono a seguinte Lei: 

Art. 1° Fica criado o Distrito da Praia de Barra do Cunhaú no Município de Canguaretama, com os seguintes limites e Confrontações:

I – Ao Norte: com o Município de Tibau do Sul;
II – Ao Sul: com o Município de Baia Formosa;
III – Ao Leste: com o Oceano Atlântico;
IV – Ao Oeste: com o Município de Vila Flor.

Art. 2° Para a realização e organização das eleições dos Conselheiros Distritais seguirão o Art. 6. § 4 da Lei Orgânica do Município, tratando do Administrador Distrital que ficará sob livre nomeação do Poder Executivo Municipal. 

§ 1° Somente poderão candidatar-se ao cargo de Conselheiro Distrital os eleitores residentes no Distrito há mais de 02 (dois) anos; 

§ 2° O exercício das funções e remunerações de Administrador Distrital e de Conselheiro Distrital serão criados por Lei Municipal. 

Art. 3° As despesas decorrentes da execução desta Lei correrão por conta das dotações orçamentarias próprias, suplementadas se necessário. 

Art. 4° Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. 

Palácio Octávio Lima, Canguaretama, em 26 de outubro de 2018. 

MARIA DA FÁTIMA BORGES MARINHO
Prefeita Municipal 

SANDRO DO NASCIMENTO SILVA
Vereador 

Matéria publicada no Diário Oficial dos Municípios do Estado do Rio Grande do Norte no dia 26/10/2018. Edição 1882. A verificação de autenticidade da matéria pode ser feita informando o código identificador no site: http://www.diariomunicipal.com.br/femurn/